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  <title>Em Jogo</title>
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  <description>Em Jogo - SAPO Blogs</description>
  <lastBuildDate>Sat, 19 Oct 2013 18:24:00 GMT</lastBuildDate>
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  <pubDate>Sat, 19 Oct 2013 17:57:49 GMT</pubDate>
  <title>Roma Eterna</title>
  <author>Miguel Lourenço Pereira</author>
  <link>https://emjogo.blogs.sapo.pt/306917.html</link>
  <description>&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style=&quot;font-size: medium;&quot;&gt;A&lt;/span&gt; transformação não podia ser mais radical. O perfume gaulês do futebol champagne tem embriagados os eufóricos adeptos romanos. Depois da humilhante derrota contra o eterno rival laziale na final da Taça de Itália a AS Roma não voltou a perder um jogo. Uma nova era com um futebol de primeiro quilate a quem os resultados têm acompanhado. Se a história ainda valer alguma coisa, o Scudetto já tem dono.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=dq7tQ5tOkAPBJsfIjjbd&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B7e0154a0/15861949_LnHnZ.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;450&quot; height=&quot;289&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Por duas vezes uma equipa venceu as primeiras oito jornadas da Serie A italiana. Por duas vezes essa formação ganhou o Scudetto.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Em ambos casos a protagonista, a &lt;strong&gt;Juventus&lt;/strong&gt;, tinha as melhores equipas da temporada. Nos anos 30 estiveram quatro anos seguidos a reinar sobre o Calcio, um recorde até hoje apenas batido por &lt;strong&gt;&lt;em&gt;&quot;Il Gran Torino&quot;.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; Cinquenta anos depois, a equipa liderada por Michel Platini e pelos campeões do Mundo de 1982 na linha defensiva arrancaram para uma temporada memorável que acabou com a vitória na Taça das Taças abrindo caminho ao título europeu do ano seguinte, em Heysel. Olhando exclusivamente para os relvados italianos custa imaginar que a AS Roma não acabe por cometer uma proeza similar.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O calendário não foi propriamente amigo dos &lt;em&gt;gialorosso.&lt;/em&gt; Dois jogos contra candidatos ao título foram resolvidos com vitórias merecidas e inquestionáveis frente ao renascido &lt;strong&gt;Inter &lt;/strong&gt;de Mazzari e a sua antiga equipa, o &lt;strong&gt;Napoli&lt;/strong&gt; de Benitez. Os napolitanos chegavam a Roma como segundos na tabela classificativa, desejosos de confirmar as boas sensações que foram deixando neste arranque de temporada. Mas revelaram-se incapazes de aproveitar as escassas oportunidades que tiveram e cairam sob o perfume rendilhado do jogo medular dos romanos e a sua eficácia a bola parada. Pjanic foi o herói mas o treinador &lt;strong&gt;Rudi Garcia&lt;/strong&gt; teve o cuidado de referir, no fim do jogo, que esta era a Roma de &lt;strong&gt;Totti.&lt;/strong&gt; A Roma do &lt;em&gt;&quot;capitano&quot;&lt;/em&gt; na sua enésima reencarnação.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O investimento norte-americano na&lt;strong&gt; Roma&lt;/strong&gt; arrancou há três anos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;A aposta inicial num modelo de jogo atractivo e ofensivo levou os dirigentes romanos a procurarem uma versão acessível do Barcelona de Guardiola. Escolheram &lt;strong&gt;Luis Enrique&lt;/strong&gt;, até então treinador da equipa B do clube. O espanhol teve meios mas não teve sucesso, talvez porque a sua ambição táctica superou no tempo um projecto ainda em formação. Durante duas temporadas os romanos caíram no fundo, depois de terem sido os principais rivais do Inter de Mourinho. O renascimento prometia ser mais lento do esperado e enquanto isso &lt;strong&gt;Totti e De Rossi,&lt;/strong&gt; a alma e o trabalho desta formação histórica há quase uma década, envelheciam um pouco mais. O processo reverteu-se, definitivamente, neste Verão.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;&lt;strong&gt;Rudi Garcia,&lt;/strong&gt; o homem que operou o milagre do Lille, campeão francês contra todas as expectativas, foi recrutado para dar forma aos sonhos romanos. Com ele chegaram também reforços à altura das ambições mas com um valor de mercado controlado pela crise financeira. Não fizeram muito ruido, em comparação com o de alguns rivais - entre os quais o próprio Nápoles - mas rapidamente demonstraram ser escolhas mais do que acertadas. Garcia, treinador da velha escola francesa de um futebol rendilhado e preciso, desenhado no meio-campo com precisão geométrica, recuperou o 4-3-3 e com ele o papel de Totti como figura central do ataque, bem secundado pelo forte &lt;strong&gt;Gervinho&lt;/strong&gt; e os jovens e criativos &lt;strong&gt;Marquinhos, Llajic e Florenzi,&lt;/strong&gt; a grande promessa da &lt;em&gt;cantera&lt;/em&gt; romana. Na sala de máquinas colocou ao lado de De Rossi dois jogadores de primeiro nível mas eternamente subvalorizados pelo mercado, o bósnio &lt;strong&gt;Pjanic&lt;/strong&gt; e o holandês &lt;strong&gt;Strootman.&lt;/strong&gt; A equação perfeita.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;O trabalho e entrosamento colectivo sucederam quase como um milagre, da noite para o dia. Contra todas as expectativas as peças encaixaram e a máquina começou a funcionar com a perfeição de um relógio roubado a um dos guardas suíços do Vaticano. Os resultados, que ás vezes no futebol não acompanham as metamorfoses das equipas, desta vez não tardaram em aparecer e a Roma surgiu invencível e imparável no arranque da temporada. Enquanto à campeã &lt;strong&gt;Juventus&lt;/strong&gt; custava-lhe recuperar o ritmo perdido e com as equipas de &lt;strong&gt;Milão&lt;/strong&gt; muito mais débeis do que o seu nome podia imaginar, a Roma deu um murro na mesa. Com as atenções viradas para o novo &lt;strong&gt;Nápoles&lt;/strong&gt; ou as promissoras equipas forjadas pela &lt;strong&gt;Fiorentina&lt;/strong&gt; e pelo próprio &lt;strong&gt;AS Lazio,&lt;/strong&gt; foram eles os protagonistas inesperados de dois meses de competição que podem ser decisivos.&lt;/p&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt; &lt;/p&gt;
&lt;div class=&quot;saportecontainer saportepreserve&quot; style=&quot;text-align: center;&quot;&gt;&lt;a class=&quot;saportelink&quot; href=&quot;http://fotos.sapo.pt/mlp8/fotos/?uid=lTvQhsnF1roa5lSt6ANs&quot; rel=&quot;noopener&quot;&gt;&lt;img style=&quot;border: 0pt none;&quot; src=&quot;https://fotos.web.sapo.io/i/B5401e60d/15861952_9e5jV.jpeg&quot; alt=&quot;&quot; width=&quot;350&quot; height=&quot;260&quot; /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;
&lt;p style=&quot;text-align: justify;&quot;&gt;Se a história valer para algo, o espirito de &lt;strong&gt;Falcão, Conti, Emerson e Montella&lt;/strong&gt; está vivo nesta nova geração romana. Eles demonstram que o Calcio nem sempre é um exercício futebolístico aborrecido. Rompem convenções e convidam a imaginar um futuro melhor para uma liga que sabe que mais baixo não pode cair. Um sopro de ar fresco rompe o futebol europeu a partir do mais inesperado dos coliseus. Na cidade eterna já se sonha com a história!&lt;/p&gt;</description>
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