Com a reformulação do Europeu de sub-21, o Torneio de Toulon foi perdendo alguma importância mediática mas continua a ser uma prova de referência para analisar o futuro do futebol mundial. Não é por acaso que há quase mais olheiros que público nas bancadas. E os que seguirama edição deste ano ficaram com o caderno de apontamentos recheados de nomes sul-americanos. O Chile dominou categoricamente a prova e a Argentina foi uma agradável surpresa. Para combater o império sul-americano a ex-campeã da Europa de sub21 que não defendirá o titulo, a Holanda, e a equipa da casa, França.
Portugal ficou pelo caminho á abrir mas pode defender-se de ter sido eliminado pelos dois conjuntos finalistas.

A vitória do Chile sobre a seleção francesa foi o corolário de uma excelente campanha que, curiosamente, começou com uma dificil vitória sobre Portugal. No primeiro encontro o Chile não se encontrou completamente mas benificiou de um grave erro defensivo luso. Na final a equipa orientada brilhantemente por Ivo Basay foi sempre superior ao conunto de Erick Mombaerts. O golo madrugador de Martinez - o melhor marcador da prova e a grande revelação do torneio - decidiu o encontro que os chilenos controlaram a seu belo prazer. A equipa coordenada na defesa por Christopher Toselli mostrou ter mantido a frieza exibida no encontro da fase de grupos onde derrotou os gauleses também por 1-0. Depois do sofrimento nas meias-finais (derrotou nos penaltis a Holanda) a consagração definitiva. E com bom futebol pelo meio.

Já a França não convenceu. Com um plantel de luxo para a edição deste ano (na equipa gaulesa alinhavam promessas como Sakho, Sissoko, Obertan, N´Gog ou Sankhare) os galos tiveram dificuldades em passar sobre Portugal e Qatar e nunca bateu os conjuntos sul-americanos. Eliminou a Argentina por penaltis, após um desafio brilhante do jogador mais espectacular em prova, Diego Buonanotte, e sucumbiu duas vezes diante dos chilenos. A Holanda - ausente do Europeu da Suécia surpreendentemente - esteve uns furos muito abaixo do que habituou nos últimos anos. Sem um jogador chave (Sarpong foi dos que mais destacou) a laranja foi pouco mecânica tendo saído do torneio apenas com um triunfo (1-0 diante dos EAU). Já os argentinos foram os mais espectaculares abrindo o torneio com um categórico 4-0 á Holanda mas acabaram traídos pelo azar dos penaltis depois de terem sido sempre melhores que o onze francês na meia-final. A equipa orientada por Sergio Batista provou ter uma nova geração de alto nivel na forja. Para além de Buonanotte houve ainda tempo para o público deliciar-se com o bom jogo de Perroti, Trecarichi, Pacheco, Nervo e Banega, jogador actualmente no Atlético de Madrid.

Quanto a Portugal, ficou como dissemos o consolo de ter sido derrotado pela minima pelos dois finalistas, e a alegria de lograr a goleada da prova. Num torneio onde as equipas árabes (Egipto, Qatar e EAU estiveram muito abaixo do nivel exigido para este tipo de provas) o conjunto portugês ficou-se pela mediania. Contra o vencedor do torneio a equipa de Rui Caçador foi sóbria mas acabou por cair no eterno pecado nacional da falta de espirito competitivo. O erro defensivo no último minuto anunciou o tipo de prova que iria fazer Portugal. Um conjunto repleto de jovens promessas mas sem espirito competitivo (a maioria joga em clubes de pequena e média dimensão ao contrário dos jogadores das restantes selecções). Contra a França a selecção nacional lutou bem mas mostrou claras deficiências na construção de jogo. A goleada da prova - 6-0 - surgiu no último encontro e serviu para mostrar que Portugal merece estar nestas provas mas que para ir mais longe necessita de muito mais. Resta a esperança de que o regresso na edição dominada pelos sul-americanos seja um prenúncio de um regresso aos triunfos, algo que os lusos não saboreia há vários anos nas categorias de formação.

José Mourinho não tem propriamente fama de descobrir jovens talentos. Gosta de trabalhar com jogadores já feitas e aperfeiçoa-los ao máximo. Foi assim desde os dias do FC Porto onde poliu diamantes já consagrados enquanto que no Chelsea beneficiou dos milhões de Abramovich para montar o plantel ao seu gosto. Mas como a necessidade faz o artista, no San Siro o técnico português teve de olhar para os mais novos e descobrir uma solução para o problema nas laterais. E da cartola sacou um génio. No ano em que se retira o maior defesa lateral de todos os tempos nasce uma estrela cintilante. O futuro é de David Santon.

Há décadas que o futebol magiar vive uma crise inexplicável. Depois da maravilhosa selecção dos anos 50, com Kocsis, Kubala, Higdekuti, Czibor e o major galopante Ferenc Puskas, o futebol húngaro ainda conseguiu manter-se na elite, a custo. Nos anos 70 participou nas grandes provas mundiais com uma equipa disciplinada segundo o habitual cânone das selecções do Bloco de Leste. Com a queda do Muro a Hungria deixou de participar em provas mundiais e nunca mais teve um jogador de alto nível. Em Liverpool mora a última esperança magiar. De Kristzian Nemeth espera-se isso mesmo, que recupere a magia de uma selecção centenária.


Na época passada falou-se repetidas vezes na dependência extrema que o Toulouse tinha de Johan Elmander, o jovem avançado sueco que era o motor do clube do Languedoc. A saída do dianteiro para a Premier fez saltar todos os sinais de alarme mas rapidamente se aplicou a velha máxima de rei morto, rei posto. Depois de dois anos na sombra, André-Pierre Gignac finalmente encontrou o seu lugar ao sol. E com direito a troféu de Melhor Marcador da Ligue 1 incluído. Toulouse está em festa, já encontrou um novo herói.


Há vários anos que Portugal não marca presença em Toulon. Ou pelo menos, diga-mos assim, que não apresenta um projecto sério no mais celebre e visto torneio internacional de selecções jovens. O prestígio de Toulon é imenso e chega mesmo a superar o de algumas provas oficiais da FIFA e UEFA e depois de nos anos 90 Portugal se ter tornado um habitue, durante o mandato de Scolari o impacto foi-se diminuindo com o tempo. Hoje a selecção das quinas regressa e com vontade de brilhar. Como nos grandes anos do futebol de formação português.


E claro, para além dos nomes presentes, há uma série de jovens de enorme talento que ainda não tiveram a sua oportunidade, casos dos sempre falados Bruno Gama, Hélder Barbosa, Paulo Machado, Djalo ou Nuno Coelho, que estão numa complicada fase de afirmação pessoal. Também há jovens que, ou pela idade ou por opção técnica, ficaram de fora mas continuam a ser jovens a ter em conta. Ruben Micael, Diogo Lamelas, Josué, Diogo Viana, Nelson Oliveira, Rui Fonte, Amauri Bischoff ou Digo Rosado.
Aos 22 anos é já um dos melhores jogadores do Velho Continente.
Nada surpreendente para quem o vê jogar desde novo, desde esses dias em Rennes onde, ainda adolescente, comandava com a firmeza de um general o onze do norte francês numa das suas temporadas mais memoráveis. Yohan Gourcuff nasceu para ser o lider da nova França. Sem o mediatismo de Frank Ribery e sem as capas de jornais vendidas de Samir Nasri, é dele que os gauleses esperam que surja a voz de comando no próximo mundial da África do Sul. Gourcuff é mais do que o novo Zidane, ele é já um nome próprio de respeito. Laurent Blanc agradece. Graças a ele o seu Girondins Bordeaux prepara-se para voltar a ser campeão.

O jovem centro campista começou muito novo - com 15 anos no Lorient - e a sua posterior explosão na Ligue 1 com o Rennes de Lazslo Boloni (em três anos fez 66 jogos e marcou 6 golos) foi de tal forma meteórica que de jovem promessa passou a clara certeza. O AC Milan antecipou-se aos rivais europeus, que já salivavam pelo novo Zizou e contratou o jovem enviando-o de imediato para Millanelo. Em Itália o médio bebeu pouco futebol e trabalhou em excesso o ginásio. Ancelloti não o viu preparado para a dureza da Serie A e em lugar de o convocar para trabalhar ao lado de Kaká, Pirlo, Gattuso e companhia, enviou-o para ganhar "corpo" de forma a estar apto fisicamente. O talento, já sabiam, tinha-o de sobra. O francês sofreu. Faltava-lhe o relvado, a bola a rolar, os espaços que criar. Durante dois anos penou em Milão até que fez um ultimato ao técnico. Queria uma oportunidade. O veterano Ancelloti, pouco crente na evolução do pequeno, decidiu enviá-lo de volta a casa. Emprestado ao Bordeaux, então a lutar por voltar às provas europeias. Truque de magia, de um momento para o outro, o destino voltou a piscar o olho a Gourcuff.

Na Gasconha o médio encontrou em Laurent Blanc um técnico que percebia o seu estilo de jogo e aplaudia o seu talento inato. Rapidamente percebeu que o médio era um lider nato, o lider que procurava para o seu meio campo. E colocou-o no eixo da forte defesa e do letal ataque girondês. Gourcuff voltou a sentir-se como peixe na água. Era o patrão de Rennes outra vez e com uma finura ainda mais aguçada. Escusado será dizer que as horas extras em Milão serviram para algo e fisicamente Gourcuff é hoje um portento. A época perfeita do clube do sudoeste francês está prestes a tornar-se histórica. Desde há muito que o clube não festeja nas ruas um titulo, algo que nem logrou nem nos dias de Zinedine Zidane, esse eterno mago a quem sempre comparam o jovem número 8.
A selecção francesa é cada vez mais uma realidade - por muita teimosia que tenha Raymond Domenech - para este jovem nascido no quente Verão de 1986 e que vai cumprir já a sua oitava época como profissional. Estreou-se finalmente com a camisola principal em 2008 e poucos acreditam que o polémico seleccionador não o vejo como elemento nuclear da sua equipa no Mundial. Vai receber o prémio de jogador do ano em França e o AC Milan suspira pelo seu regresso, agora que Kaka parece perdido de vez. Mas o Bordeaux tem uma cláusula de 15 milhões que já decidiu pagar para ficar com o pequeno astro. Na Bretanha ninguém duvida que será a melhor contratação para o próximo ano e o próprio médio sabe que precisa de brilhar para estar no Mundial e Milão já o desiludiu uma vez. Mas também sabe que para chegar ao nivel do seu idolo tem de se preparar para dar o salto definitivo e consagrar-se entre os maiores.
O futebol brasileiro continua a formar talentos a um ritmo endiabrado. A velha anedota de que o Brasil podia apresentar quatro ou cinco selecções diferentes continua a ser válida, apesar dos dias difíceis de Dunga e companhia. Com o presente em clara crise os brasileiros já olham para o que baptizaram como “Geração 2014”. O nome é fácil de perceber. Daqui a cinco anos o Mundial regressão as terras de Vera Cruz e os brasileiros não perdoaram nova derrota depois do escândalo de 1950. Para tal já preparam uma selecção de futuro sem os cancros do presente. E o homem que está chamado a liderar o ataque dessa equipa tem deixado toda a Europa a salivar…afinal, quem não queria contratar Keirrison?

O seu grande rival Alexandre Pato já reina em Milão. Aproveitara as saídas de Shevchenko e Ronaldinho e a idade de Inzaghi para afirmar-se como o futuro avançado de Millanelo. O consagrar de uma carreira de um menino-prodígio, desde os dias de juvenil, o que obrigou o próprio Internacional de Porto Alegre, seu clube de origem, a blindar o seu contracto. De pouco valeu. Aos seis meses de estrear-se já vinha a caminho de Milão, onde sucederá ao seu amigo Kaka como rei entre os adeptos.

O avançado brasileiro já afirmou varias vezes que queria seguir os seus ídolos e entrar no Camp Nou com a camisola do Barcelona. A relação de amor entre o Brasil e a Catalunha começou nos anos 70 com Marinho Peres e prosseguiu nos anos 90 com Romario, Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho. Keirisson quer ser o próximo na lista estelar desta versão caipira do Barca. Mas a verdade é que os agentes que detém controlo do seu contracto querem mais dinheiro do que os blaugrana estão dispostos a oferecer e é aí onde entram os outros tubarões.
Os amantes do futebol estético e atractivo apaixonaram-se por Guardiola outra vez. Depois de o terem visto durante largos anos a desenhar, geometricamente, cada passe a rasgar do mítico Dream Team, agora podem revê-lo, semblante sério, a coordenar do banco a equipa mais explosiva do futebol europeu. Falta-lhe a maturidade do Manchester United (na quarta-feira haverá esse tira teimas) mas em espectáculo ninguém bate a trituradora catalã, capaz de humilhar o mais temível dos rivais. Os mais atentos perceberam também, que a base deste Barcelona está na própria cidade. É verdade que Etoo marca mais do que nunca, que Henry ressuscitou e que Daniel Alves é uma locomotora. Mas é La Masia a verdadeira origem de todo este êxito. A mesma escola que formou o mister Pep, a mesma escola que deu as bases aos alunos que este ano se graduaram com matricula de honra…Puyol, Valdês, Pique, Messi, Xavi, Iniesta, Bojan, Busquets…um sem fim de craques com a mesma origem.
E se alguns estão já na maturidade da vida desportiva, a outros ainda lhe faltam muitos anos de glória. Mas atenção, a festa não acaba aqui.

Há para todos os gostos nesta cantera sem fim. Há quem diga que os juniores catalães tem talento de sobra para estar para o ano com o brasão de campeões ao peito, se dessas coisas houvesse em Espanha. Os jovens de mais brilhante futuro, curiosamente, seguem os passos não dos Xavis ou Puyol, mas sim de Lionel Messi. Ou seja, não são catalães de pura cepa. Um é filho de um velho craque brasileiro, Mazinho, estrela da canarinha de 94, habituado aos relvados espanhóis que cedo percebeu que o local ideal para o seu filho crescer era de olhos voltados para o Mediterrâneo. Apesar da ascendência brasileira, o jovem Thiago Alcântara preferiu jogar pela Roja, desde muito cedo, tendo já mostrado todo o seu potencial. É um médio distribuidor com uma visão de jogo sublime, capaz de encontrar espaços onde há multidões. Joga com os dois pés e tem estatura física para ombrear com os mais duros dos marcadores. Sagrou-se campeão no passado domingo, mas o mais importante é que Thiago é claramente o líder desta nova vaga, o sucessor natural de um gigante como Xavi Herndandez.

Com a marca da casa chega uma nova vaga inspirada pelo exemplo de Bojan Krikic e Sérgio Busquets, os últimos filhos da Catalunha a brilhar no poderoso Barca. O avançado estreou-se com Rijkaard e não é propriamente o menino dos olhos de Pep, mas cumpre quando o chamam. Que o digam os rivais da Taça, prova que dominou com golos em todas as eliminatórias. Quanto ao médio, filho do mítico guarda-redes suplente de Zubizarreta, foi a revelação da época, um pensador de jogo um pouco à medida do próprio treinador que já logrou também a primeira internacionalização. E com eles vem muitos mais.

Cumpriram-se as expectativas e os teutónicos voltaram a reinar. Em casa. Diante do seu público puderam demonstrar todo o seu poderio ofensivo e capacidade de sofrer nos momentos complicados. E foram muitos. Mas no final cumpriu-se a máxima número um de Gary Liniker. Ganharam os alemães. Os alemães do futuro...

Com o estádio de Magdburg cheio, as jovens esperanças do futebol europeu disputavam um dos mais interessantes e pouco publicitados prémios do futebol continental. Há poucos grandes craques do Velho Continente que não tenham por aqui passado com um brilharete. É por isso importante olhar para estes vinte e dois elementos e ver, num futuro não tão longinquo, quem singrará realmente. A julgar pelo ritmo intenso do jogo de hoje qualquer um destes jogadores é um craque em potência. E apesar da - justa - vitória do onze alemão, atenção a esta nova geração holandesa, disposta a disputar o posto aos mais velhos do seu país, bicampeões europeus dois escalões acima. Quanto aos alemães vão subir ao mundo dos sub-19 onde já dominam entre os maiores da Europa, comprovando a supremacia continental destas duas super potências (a par de França e Espanha), que mostraram uma vez mais todo o seu talento em campo.

O desafio começou mal para os locais. A Holanda entrou atrevida e num excelente lance pelo corredor direito, o jovem extremo Shabir Isoufi, uma das revelações da prova, ganhou o combate corpo a corpo com o defesa alemão e centrou para o coração da área onde o letal Castaignos não falhou. O avançado holandês mandou calar o público local, mostrando que já em novo se desenham velhas rivalidades. E provou uma vez mais que é um dos pontas de lanças do futebol europeu com mais futuro. E o destino do trofeu até podia ter sido outro se minutos depois o mesmo avançado não tivesse falhado o alvo, acertadando violentamente no poste da baliza do guardião alemão. A equipa da casa recompôs-se rapidamente e começou a bombardear a baliza laranja. Notou-se isso no lance em que o ataque alemão ganhou nos céus uma bola enviada num missil telecomandado de Christophe Butchmann - o jogador da prova - e bateu inapelavemente Patrick Ter Mat. O enxoval ofensivo não parou após o golo de Thy e Basala e Gotze tiveram nos pés as melhores oportunidades de evitar o prolongamento. Não o lograram nos 90 minutos e acabou por ser o suplente Trinke a marcar ditando assim o resultado final.
A Alemanha já domina o futuro!
Para os mais desatentos nos últimos dias tem-se vindo a disputar na Alemanha o Campeonato da Europa de sub-17. Uma competição sem grande glamour - por lá ainda não andam as jovens estrelas com contractos milionários do Euro sub-21 - mas fundamental para entender futuras tendencias do futebol europeu. Foi nas últimas edições do Euro sub-17 que se percebeu que a Espanha começava a ser um caso sério de competitividade, que a Turquia e a Rússia eram um fenómeno sério e que o futebol britanico, frances e italiano estava em queda livre na área da formação. De Portugal, mais vale nem falar.

No próximo domingo temos a final mais esperada, uma final que confirma de novo a tendência da formação do futebol europeu. Se exceptuarmos a poderosíssima cantera espanhola e francesa, não há hoje duas nações do futebol europeu com tanto potencial de futuro como sucede com Alemanha e Holanda.
A prova tem revelado uma série de nomes obrigatórios de futuro, mas o jogo colectivo destas duas equipas colocam-nas um nivel por em cima dos rivais. Para além da organização táctica - muito mais ofensiva no caso holandes, muito mais coesa na Manschaft - são destas equipas que se tem encontrado os mais interessantes jogadores de futuro. A anfitriã Alemanha conta com tres nomes básicos para o futuro: Reinhold Yoba, Christopher Butchmann e Matthias Zimmerman.
É uma equipa que confirma a boa forma da formação da Alemanha, que para além da revitalizada Bundesliga, tem uma selecção principal de novo no mais alto nivel e uma cantera capaz de garantir o futuro por mais de quinze anos. Depois da vitória no passado ano do Euro sub19, os germanicos podem consagrar o seu dominio no futebol de formação europeu actual. Para tal terá de repetir o mesmo resultado da fase de grupos onde venceu por 2-0 a equipa rival na final de Magdburg.
Do outro lado estará a Holanda, bicampeã em titulo do europeu de sub-21 e uma eterna máquina formadora de talentos. Após a derrota contra a Alemanha na fase de grupos, a nova face da laranja mecânica volta para assombrar a equipa teutónica. A equipa holandesa derrotou a sóbria Suiça nas meias finais graças ao trabalho de futuras vedetas Shabir Isoufi, Osama Rashid e Luc Castaignos. A equipa holandesa joga de forma claramente ofensiva do primeiro ao último minuto e são um perigo para a defesa alemã. Ou para qualquer equipa do mundo...

Os mais nostálgicos lembrar-se-ão da final de Munique entre a então mitica equipa de Cruyff e a não menos genial selecção de Beckhambauer. Ou da semi-final, quatorze anos depois, na mesma cidade, entre Klinsmann e van Basten. O futuro pertencerá seguramente a alguns dos jovens que subirão ao relvado de Magdburgo. Mais do que adivinhar quais serão os reais craques do futuro, o mais interessante é entender que o passado repete-se e que o futuro pertence aos mesmos que há trinta ou vinte anos dominaram o futebol europeu.
A excelente campanha da Fiorentina esta época, que lhe abre a possibilidade de para o ano regressar à Champions League, tem uma simples explicação: Stevan Jovetic.



