No último Mundial de sub-20 entrou em todas as selecções ideais. Foi um dos poucos jogadores consensuais de um torneio que revelou uma interessantíssima nova geração de talentosos magiares. Apesar de ter nascido na Ucrânia, o jovem Vladimir Koman é o simbolo da Hungria renascida.

Nascido a 16 de Março em Unzghorod, pequena localidade ucraniana da URSS, o jovem Vladimir Koman não teve tempo para conhecer a antiga Cortina de Ferro. A queda do Muro de Berlim levou a que sua família trocasse a cidade natal da recém-independente Ucrania por uma pequena localidade na vizinha Hungria. Aí o jovem Vladimir seguiu os últimos anos da carreira do seu pai e começou a dar os primeiros toques na bola no clube local, o Halladas. Aos 15 anos estreou-se pela equipa principal e foi imediatamente referenciado entre os grandes da Hungria. Mas a Sampdoria antecipou-se. Com 16 anos transferiu-se para Genova onde foi incorporado à equipa Primavera do conjunto italiano. Por essa época Koman recebeu o primeiro convite da federação ucraniana para integrar a sua equipa de sub-16. O jovem rejeitou e preferiu aceitar a convocatória hungara onde rapidamente se tornou no maestro do meio campo.
Aos 17 anos Koman estreou-se finalmente na Serie A num desafio contra o Torino. Entrou como titular e assistiu Bonazolli para o único golo do encontro. O médio passou a treinar habitualmente com os titulares ao mesmo tempo que liderava a equipa Junior ao titulo de campeão de Itália de 2008. No mesmo ano tomou as rendas da selecção de sub-19 hungara que surpreendeu tudo e todos no Europeu, onde chegou até às meias-finais. No ano seguinte o jovem foi emprestado ao Avellino, da Serie B, onde marcou quatro golos em vinte e quatro encontros. Um empréstimo bem sucedido mas que foi insuficiente para o manter junto dos titulares.

Esta época começou da melhor forma para o jovem criativo. Emprestado de novo, mas desta feita ao primodivisionário Bari, as suas prestações começaram a chamar a atenção do Liverpool que chegou a fazer uma proposta ao clube genovês para unir os dois jovens hungaros, Koman e Nemeth no ataque da equipa. Uma decisão natural, especialmente depois de seguir o último Mundial de Sub-20. O criativo foi fulcral na campanha hungara apontando cinco golos em seis jogos, a apenas um do Bota de Ouro do torneio. No final Koman tornou-se no médio da moda e muitos são os que suspeitam que na próxima época poderá estar bem longe do Luigi Ferrari tal é o assédio dos grandes da Europa por este pensador magiar.