O futebol francês tem uma longa tradição em criar médios geométricos, verdadeiros craques em ler o jogo e traçar, a régua e esquadro, todo o jogo da sua equipa. Colocados no eixo mais defensivo, sabem antecipar os lances dos adversários ao mesmo tempo que já desenham o contra-golpe perfeito. Uma tradição que já elevou à glória nomes como Jean Tigana, o príncipe Negro, ou Didier Deschamps. Em Paris, cidade iluminada, forja-se mais um digno sucessor desta escola única.

Clement Chantome é um producto da formação parisina. Chegou muito cedo ao Paris Saint-Germain e desde aí se assumiu como uma das mais valiosas pérolas do Sena. Aos 21 anos (nasceu a 11 de Setembro de 1987), o médio é hoje peça chave do projecto do PSG mas também alvo de grande cobiça de vários grandes europeus, com o inevitável Arsenal de Arsene Wenger à cabeça. O técnico francês procura um jogador capaz de fazer inteligentemente a ponte entre o seu bloco defensivo e o rápido ataque assente em Arshavin e van Persie face à provável saída de Cesc Fabregas. E para ele o seu jovem compatriota é a opção ideal. Chantome estreou-se na equipa profissional do PSG em 2006, então com 19 anos, e desde então se revelou peça chave na estrutura da equipa. O seu físico (mede 1m84) permite-lhe controlar o jogo defensivo mas é a sua visão de jogo que faz a verdadeira diferença no seu estilo. Presença regular nas selecções jovens dos Bleus, de Chantome esperam-se grandes feitos, mas Raymond Domenech, o polémico seleccionador gaulês ainda não se arriscou a entregar-lhe a batuta do meio campo.


