Quinta-feira, 30 de Julho de 2009
Um poço de força pura aliada a uma inteligência de jogo apuradíssima fazem de Mamadou Sakho um dos defesas centrais de maior futuro do futebol europeu. Com apenas 19 anos é já um dos jogadores mais referenciados da Europa e uma ambição particular de José Mourinho que vê nele o jogador perfeito para a defesa do Inter de Milão. Capitão nas camadas jovens francesas, o central do PSG que pode igualmente actuar em ambas as laterais é, ao lado do britânico Micah Richards, o defesa central europeu mais promissor da actualidade.
Origem senegalesa, nacionalidade francesa. Sakho segue o exemplo de dezenas de filhos do Sahara que acabam nas ruas de Paris defendendo as cores do país de adopção, ou no seu caso, dos seus pais já que o jovem central nasceu na capital francesa em 1990. Cresceu num dos mais problemáticos “banlieus” de Paris e desde cedo percebeu que o desporto era a sua vocação. Preferiu o futebol ao basket (que chegou a praticar de forma federada) e aos 11 anos entrou no Paris FC, pequeno clube parisino donde deu rapidamente o salto para o gigante da cidade, o PSG. Oito anos depois é já um elemento chave da equipa francesa no eixo defensivo. Curioso, visto que nos seus primórdios Sakho destacava pelos seus dotes como…ponta de lança.
Um verdadeiro bulldozer (mede 1m87 e pesa 86 kg) tem um sentido de colocação exímio e um espírito de líder único. Não é por acaso que se tornou no mais jovem capitão de sempre do PSG (e de qualquer clube da Ligue 1), precisamente no seu jogo de estreia contra o Vallencienes em Outubro de 2007. Tinha apenas 17 anos.
A bem sucedida carreira no PSG abriu-lhe desde cedo as portas das selecções jovens francesas onde é igualmente o capitão da equipa sub19 e presença regular nas últimas exibições dos sub21. O salto à selecção principal pode suceder a qualquer instante até porque Domenech já confessou que vê em Sakho um sucessor perfeito para William Gallas, que aos 32 anos entra já na etapa final da sua carreira. Nas provas europeias marcou a sua estreia num duelo contra o AEK Athens tendo acabado mesmo por ser eleito o Homem do Jogo. Beneficiando da lesão do titular Mário Yepes, o jovem central assumiu-se como a opção número um no eixo defensivo agarrando o lugar de forma imediata.

Na última temporada arrancou como titular mas alguns problemas físicos no final de 2008 levaram-no a parar. O regresso coincidiu com o melhor momento do onze parisino e Sakho tornou-se chave na segunda parte da época da equipa então orientada por Le Guen. No entanto os adeptos do Parc de Princes já têm por assumido que cada jogo de Sakho na catedral parisina pode muito bem ser o último face à cobiça de meio Mundo por este pequeno grande génio.