Quarta-feira, 6 de Março de 2013

Branca. Limpa. Mourinho, no seu célebre discurso arbitral depois da polémica arbitragem de Wolfgang Stark no Real Madrid vs Barcelona de 2011, referiu-se assim à suposta vergonha que Josep Guardiola devia sentir sobre os seus títulos europeus. O técnico português não tinha, atrás de si, precisamente uma carreira imaculada mas a noite de Old Trafford passará para a posteridade como o jogo em que a UEFA calou definitivamente qualquer queixa futura do português. A melhor equipa ficou pelo caminho, a única equipa que quis seguir em frente ficou pelo caminho. E só um árbitro impediu um treble histórico do Manchester United.

 

Nani procura um alivio de Patrice Evra. A sua missão é e foi essa durante todo o jogo.

Receber, parar e ver a movimentação ofensiva de van Persie e Wellbeck, o apoio de Giggs e Cleverley. E passar, romper as linhas inexistentes no meio-camp do rival, criar superioridade. E marcar. O portugês realizou um movimento técnico perfeito para recuperar a bola, era para ela que olhava fixamente. E não viu Alvaro Arbeloa, o sargento preferencial de Mourinho, aparecer nas suas costas, procurando o corte desesperado para matar o contra-golpe desde a raiz. A chuteira chocou com Arbeloa, empurrou-ao ao chão, deixou-lhe uma marca nas costelas. E acabou com o sonho de Old Trafford, o teatro onde ontem se viveu um drama em tons de comédia patrocinado pela UEFA.

A expulsão de Nani - num lance totalmente fortuito que oscila entre a advertência e o amarelo - abriu caminho a um jogo novo. Que durou cinco minutos. Nada mais. Até esse instante, só havia uma equipa no terreno de jogo. No final desses cinco minutos voltou a existir apenas uma equipa em campo. Mas como o Real Madrid é uma equipa letal, quando encontra os espaços, os momentos de desajuste dos ingleses possibilitaram a Modric impor a sua lei, associar-se com Ozil, Higuain e Kaká, desferir um golpe mortal e criar o lance que acabou cirurgicamente nos pés de um Cristiano Ronaldo engolido pela emoção de dar o golpe de misericórdia aos adeptos que mais o admiram em todo o mundo.

Ronaldo fez um jogo fraquissimo, espelho da sua incapacidade emocional se encarar Old Trafford como um estádio rival. Tentou mas não soube ter clarividência mental, rematou demasiadas vezes, passou mal, movimentou-se pior. Mas marcou o golo do apuramento, que provavelmente é o único que as pessoas se irão lembrar em Maio. Não celebrou, pediu desculpa, provando ser um gentleman. Mas ontem não foi ele o elemento diferencial. Foi apenas o carrasco de uma sentença ditada previamente...Ovrebo, De Bleckcerke, Stark...Çakir?

 

O Real Madrid nunca mereceu seguir em frente. Atado totalmente pelo Manchester, foi uma equipa pequena e inofensiva.

Como era previsivel, sem os espaços para explorar, o ataque merengue tornou-se estéril e incapaz de associar-se para procurar espaços. Sem espaço parar correr, a imaginação não triunfou e o Manchester United tomou cedo controlo do jogo. Impôs o seu ritmo, colocou as peças de xadrez no sitio, abdicando da individualidade de Rooney pela velocidade e luta de Wellbeck e Nani, no apoio de um van Persie sempre em movimento. Giggs colocou-se à direita, engoliu Coentrão e assustou com o olhar o seu velho amigo Ronaldo, que desapareceu totalmente do jogo no primeiro-tempo. As oportunidades eram do Manchester, a bola do Madrid, o guião oposto que queria Mourinho que, de mãos sobre o tijolo de Old Trafford, olhava para a forma como Ferguson o ultrapassava outra vez tacticamente.

Mas o golo não apareceu, entre a exibição soberba de Diego Lopez e o génio crescente de Varane, e o segundo tempo parecia ser uma benção para os espanhóis, que já tinham deixado as malas feitas no balneário para voltar de cabeça baixa a casa. O goloo do Manchester, fruto do único erro de Varane e do enésimo disparate de Sérgio Ramos nesta época, deu uma margem de manobra superior aos ingleses que lidaram melhor ainda com a reação do Real. Mourinho já tinha sido forçado a abdicar de Di Maria, mas em vez de procurar ganhar o jogo com Modric, preferiu a vertigem com um Kaká sem forma. Á segunda não repetiu o mesmo erro, abdicou do amarelado Arbeloa e lançou Modric. Mas Nani já tinha recebido a bola, acertado em Arbeloa acabando expulso. E a balança tinha sido propositadamente desequilibrada.

Modric mudou o rosto do Real Madrid durante cinco minutos, tempo suficiente para marcar um golo memorável e organizar o jogo colectivo com a calma necessária para encontrar a circulação que abriu as portas à reviravolta. Depois, animicamente débeis, os espanhóis perderam outra vez o critério e a coragem e esconderam-se na sua área, procurando o seu jogo preferencial. E o Man Utd, mesmo com menos um, já com Rooney, Valencia e Young em campo, voltaram a dominar, a ganhar sempre a superioridade, a bascular o seu jogo à sua vontade. Apertando, tiveram oportunidades, mas falharam. E quando Sérgio Ramos cometeu penalty e Çakir não apitou, ficou claro que o drama tinha-se tornado em comédia, ou melhor, em pesadelo. O Real tinha encontrado a fórmula entre os que criticavam para eliminar uma equipa futebolisticamente muito superior.

 

No final, Ferguson perdeu a oportunidade única de igualar Paisley e um avergonhado Mourinho, tentou pedir desculpa aos adeptos dos quais quer ser treinador. Nenhum jogador espanhol festejou com o orgulho de uma noite histórica, nenhum jogador do Manchester chegou a casa tranquilo e o futebol europeu perdeu um grande espectáculo e ganhou mais uma polémica patrocinada por Platini, Villar e companhia.



publicado por Miguel Lourenço Pereira às 12:51 | link do post | comentar

20 comentários:
De LaCulebra a 7 de Março de 2013 às 11:57
Nos Barça-Real, o Real "não quer ganhar o jogo porque fica a espera do erro do adversário, fica à retranca".
No ManUtd-Real, o Man.Utd "é o único que quer ganhar o jogo porque fica a espera do erro do adversário, fica à retranca".

Pois... COERÊNCIA destes bloggers... ou falta dela!


De Miguel Lourenço Pereira a 7 de Março de 2013 às 12:28
La Culebra,

Eu nunca disse que o Real encarava os jogos com o Barcelona não querendo ganhar, ao contrário de muitos. Sempre respeitei o seu plano, a sua estratégia, da mesma forma que respeito a do Man Utd. Mas os ingleses não jogaram um jogo tão defensivo, salvo no primeiro quarto de hora. A partir de aí tiveram a bola quando queriam, nas zonas em que queriam ter, fecharam os caminhos para o Real Madrid explorar a sua velocidade e criaram mais opções. Mesmo em inferioridade numérica souberam sempre controlar o ritmo do jogo - salvo nos 5 minutos dos dois lances de golo - e "encostaram" contra as cordas uma equipa de 11 no último quarto de hora.

A principal diferença nestes dois duelos está, sobretudo, no esquema do Barcelona, não no do Real ou Manchester. O Barcelona joga sempre da mesma forma, não sabe e não quer fazê-lo de outra e isso implica sempre um jogo de posse que pode ser mais ou menos inconsequente. O United e o Madrid sabem jogar das duas formas (melhor os ingleses como entendem o jogo) mas no duelo de terça-feira o Real Madrid quando teve a bola foi inconsequente, não criou perigo e partia de uma desvantagem de um golo. Durante a primeira parte parecia que vinha de um 0-0 em Old Trafford e isso, é não querer ganhar o jogo desde o início e esperar que algo, caído do céu, mude a dinâmica colectiva do encontro!


De LaCulebra a 7 de Março de 2013 às 13:08
Compreendo e aceito a tua opinião em relação ao assunto.

Mas penso que o Sir Alex foi demasiado "italiano" na abordagem a esta eliminatória.

Na 1ª mão, apenas por caprichos, sorte, azar, De Gea, etc. o Man.Utd. não saiu do Bernabéu com um cabaz de Natal.

Na 2ª mão, entrou deliberadamente a jogar para o 0-0, procurando em contra-ataque ou no aproveitamento de algum erro chegar a um golo. Aconteceu num lance algo fortuito.

Depois da expulsão do Nani, o Man.Utd. demorou a encontrar-se, e foi nessa fase que o Real aproveitou e deu a volta.

Depois disso, apenas restava aos homens de Manchester, jogar com o coração e atacar com tudo (à boa maneira britânica).

É obvio que a expulsão condicionou o jogo e a eliminatória.

Agora, não se pode dizer que "o Real não quis passar"...
Mourinho NUNCA podia ir ao Old Trafford e entrar "a matar" (esta é a casa de um dos maiores colossos do futebol e onde mora, para além de Sir Alex, Rooney, Nani, Van Persie, Giggs, Evra, Vidic...

Penso que a eliminatória podia ter pendido para qualquer lado.
Teve mais felicidade a equipa espanhola.

Eu queria mesmo que passasse o Manchester (já imaginava os golos do Wayne e do Robin nos ultimos minutos).

É diferente de achar que foi a UNICA equipa que merecia passar.

A este nível é sempre 1X2.

Em campo e no banco estavam monstros de um lado e de outro.


De LaCulebra a 7 de Março de 2013 às 13:11
Mas sim, o Real teve MUITAS dificuldades em penetrar... mérito para os ingleses que se fecharam muito bem.

11 contra 11 o Real ontem muito dificilmente passava... Mas quem tem Ronaldo's, Modric's e afins, está sempre perto de poder ganhar mesmo sem jogar bem.


De Miguel Lourenço Pereira a 7 de Março de 2013 às 14:27
Culebra,

Em Madrid o United fez o que faz sempre nos jogos europeus fora. Não houve nada de novo, o Real Madrid jogou melhor a primeira meia-hora, o Man Utd foi eficaz, teve mais um par de oportunidades, e geriu muito bem a vantagem. O primeiro quarto de hora em Old Trafford as linhas estavam muito recuadas mas quando a equipa percebeu que o Real Madrid não lhes caía em cima, subiu a linha defensiva e começou a gerar oportunidades e o Lopez fez o triplo das paradas que tinha feito o de Gea no Bernabeu.

O golo foi um lance fortuito - duplo erro defensivo - mas não caiu do céu. O grande erro do United foram os sete minutos entre a expulsão de Nani e o golo de Ronaldo, onde não souberam lidar com a entrada de Modric, mas depois retomaram o controlo do jogo, mesmo com menos um porque o Real nunca quis dominar a eliminatória.

Repito, a expressão "não querer ganhar" não é literal, é o espelho de uma passividade tremenda na primeira-parte, e o Mourinho podia, perfeitamente, ter entrado de uma forma mais acutilante e ofensiva do que entrou e, sobretudo, na ausência de Di Maria, colocar Modric para ganhar o meio-campo e não continuar a repetir o mesmo erro de lançar Kaká.

Mas continuo a achar que, nos 180 minutos, o Manchester merecia passar, e o Real fez o que neste tipo de duelos é preciso fazer para passar, especialmente quando se joga com vantagens!


De LaCulebra a 7 de Março de 2013 às 15:04
"Mas continuo a achar que, nos 180 minutos, o Manchester merecia passar, e o Real fez o que neste tipo de duelos é preciso fazer para passar, especialmente quando se joga com vantagens!"

Mourinho é isto. E por isso mesmo é que é o melhor treinador do mundo. O futebol é o resultado (por muito que custe a todos nós "romanticos").

Daqui por 20 anos, vai valer apenas o resultado.
Ninguém quer saber se o Sporting do Peseiro era a melhor máquina, o que se sabe é que o Benfica de Trappatoni foi campeão.

Posto isto, penso que o United tinha um plano, que foi bem executado, e que estava a dar resultado... não fosse a expulsão no Nani (aquilo era um amarelo e não se estragava um jogo que estava a ser, e foi apesar de tudo, lindo).

O Real, por seu turno, entrou com muito respeito pelo United e sem soluções para ultrapassar a muralha. No entanto, acredito que JM tivesse um "plano B" para usar no segundo tempo.

De resto, concordo que o United foi/É mais EQUIPA.

PS: Parabéns pelo blog! Gosto muito de cá vir. Já o faço há bastante tempo, apesar de nunca ter comentado.


De Miguel Lourenço Pereira a 7 de Março de 2013 às 15:34
LaCulebra,

Obrigado pelas palavras.

Relativamente a Mourinho, sem entrar a discutir a sua genialidade como treinador, o próprio comentário desmonta a ideia de que o sucesso partiu dele, precisamente porque " o United tinha um plano, que foi bem executado, e que estava a dar resultado... não fosse a expulsão no Nani" todo o seu talento mostrou ser incapaz, numa hora de jogo da 2º mão, de dar a volta ao plano de Ferguson.

O escocês ganhou tacticamente a eliminatória a Mourinho e foi uma genialidade de Modric e um lance construido com pés e cabeça (o único) do colectivo, num momento de superioridade numérica, quem deu a volta ao jogo!


De LaCulebra a 7 de Março de 2013 às 17:04
"No entanto, acredito que JM tivesse um "plano B" para usar no segundo tempo."


De Miguel Lourenço Pereira a 7 de Março de 2013 às 20:49
LaCulebra,

Seguramente que o tinha, mas era um plano de meia hora num jogo em que tinha de marcar dois golos. Podia ter funcionado com 11 ou talvez não, mas ter um plano de ataque para 30 minutos em Old Trafford quando quem parte atrás na eliminatória é o RM parece-me tudo, menos uma boa estratégia!


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