Não podia ser mais irónico que o titulo mais criticado e aborrecido da história do futebol espanhol tenha chegado na noite em que La Roja marcou mais golos num jogo a eliminar em quatro anos. A Itália apareceu organizada mas não soube reagir aos golos espanhóis e caiu vitima da sua própria virtude. Espanha torna-se na primeira selecção a juntar, de forma consecutiva, dois ceptros europeus e um mundial e iguala a Alemanha como a selecção com mais Euros nas vitrines. O consagrar de um ciclo que mudou o rosto do futebol.
Prandelli não queria acreditar.
Cinco minutos antes, Thiago Motta tinha sido a sua última opção. Chielinni tinha-se lesionado no inicio do jogo. Di Natale entrou para o lugar do destroçado Cassano ao intervalo. E agora Motta. Motta, o homem que tinha entrado há cinco minutos não se mexia. Ia a caminho do balneário, cabeça baixa. Com apenas dez jogadores era impossível lograr o que onze não tinham sido capazes. A final do Europeu terminou aí.
Antes tinham chegado os golos, as ocasiões, as intervenções de Casillas, um penalty que Proença não viu e a consagração definitiva (a última?) desta geração espanhola. A selecção de Xavi e companhia começou mal o jogo mas encontrou-se com um golo contra a corrente do jogo e a partir daí sentiu-se cómoda, como sempre, sabendo que a sua fortaleza está no eixo defensivo. Ironicamente, ou talvez não, foi um dos defesas, o mais explosivo, Jordi Alba, quem subiu pelo flanco para relembrar o seu passado de extremo e assim marcar o segundo golo. Ainda não tinhamos chegado aos 40 minutos. Nunca ninguém tinha recuperado numa final de um Euro de uma desvantagem de dois golos e Itália, de todas as selecções, era a mais improvável para operar essa reviravolta. Com Balotelli desactivado, Cassano desaparecido e Pirlo bem guardado, o jogo estava decidido. Espanha não jogou propriamente bem, manteve o seu habitual futebol de crochet horizontal, passe atrás de passe, procurando surpreender a defesa italiana com um que outro passe largo a rasgar. Mas não estava a funcionar. Os italianos tinham a bola e iam tentando furar a muralha defensiva espanhola. Mas foi Espanha quem marcou. Posse de bola larga, sonolenta, passe a rasgar a Fabregas que centra no último segundo, o suficiente para Silva meter a cabeça e encontrar a baliza vazia. 1-0.
Depois começou o jogo preferido dos espanhóis. Guardar a bola e defender com ela com comidade.
Itália, a única selecção em todo o torneio que marcou a Casillas, lançou-se para o ataque com uma honestidade tremenda mas o guarda-redes espanhol defendeu cada disparo, desviou cada centro e mostrou-se, uma vez mais, infalível. Pirlo tinha a bola mas não tinha o espaço e numa perda do meio-campo italiano, Xavi esperou até ver Jordi Alba passar como uma flecha pelo seu lado e isolar-se diante Buffon. 2-0.
A segunda parte foi ainda mais à espanhola, adormecida no seu jogo de troques rápidos. Sem um jogador no miolo, os italianos foram-se abaixo, fisica e psicologicamente e o jogo acabou. Espanha ficou com a bola, os italianos desistiram de a roubar e limitaram-se a defender-se de uma derrota demasiada dolorosa, demasiado injusta para uma selecção que fez um Europeu impecável. Não foi suficiente. Xavi apareceu outra vez, pela primeira vez no torneio, e Torres fechou o debate do nove com o seu segundo golo em duas finais consecutivas, algo que nunca um jogador tinha logrado. Minutos depois a conexão Chelsea, Torres-Mata, dá a Espanha a maior vitória de sempre numa final da história. Ironia das ironais, a ditadura futebolistica espanhola, terminou o torneio com uma goleada inesquecível.
O futebol espanhol conquistou o seu terceiro titulo internacional consecutivo. No meio deste ciclo só a eliminação diante dos Estados Unidos na Taça das Confederações impede aos espanhóis reclamar um pleno absoluto. Se o Euro 2008 foi o da surpresa, da afirmação de um estilo, e se o Mundial 2010 uma vitória da sorte dos últimos momentos e da labor colectiva do meio-campo, o triunfo neste Campeonato da Europa foi, sobretudo, o de um estilo que se metamorfoseou a ponto de deixar de ser reconhecidamente um modelo ofensivo - como explorou o Barcelona nestes quatro anos - para ser um planteamento cada vez mais defensivo, cuidadoso e cínico. Com a bola os espanhóis fazem o que querem e decidiram que queriam defender com ela em vez de atacar com ela. Os golos, para os espanhóis, tornaram-se numa consequência da boa defesa e não do melhor ataque. Uma revolução na mentalidade do jogo, uma revolução que precisa, urgentemente, de uma contra-revolução.

Num Europeu sem surpresas, sem novas formas de contrariar este esquema, num torneio onde as grandes selecções tentaram, quase sempre, jogar em negação, a vitória de Espanha é lógica e consequente com uma realidade táctica que parece evidente no universo futebolistico. Uma realidade de estagnação que espera por um novo estilo, um novo sistema, uma nova forma de pensar o jogo para desafiar os campeões invictos e reinantes. O próximo Mundial do Brasil será o desafio definitivo.
De Luis a 2 de Julho de 2012 às 14:55
Que si la consagración de esta generación española puede ser la última...
Que si empezaron mal y "se encontraron" con un gol que les cambió la suerte...
Que si Italia era la menos indicada de las selecciones para recuperarse de dos goles de ventaja ejecutando una "reviravolta"...(seguro que la más indicada era Portugal, me entra la risa...).
Que si España no jugó bien...(joder, llega a jugar bien y...ah, es verdad, es Portugal la que jugó muy bien...al rugby).
Vamos, que sólo la inspiración de Casillas, parando los imparables tiros de Italia, tuvo mérito para parar a Italia cuando "se lanzó" al ataque.
Que la segunda parte fue más a la española: adormecida (si se despiertan, entonces, marcan 8...).
Que la victoria española es injusta (anda, no lo dijo ya Cristiano Ronaldo...??)
Que Xavi apareció "por primera vez en el torneo"...
Que si "la ironía" de la victoria española (el personaje que escribe no sabe lo que es la ironía, claramente...)
Que si la victoria de España en el Mundial fue la de la suerte de los últimos momentos...
Que si España practica un fútbol cínico...que necesita una "contrarevolución"...que, de nuevo, imagino será el gran fútbol portugués el que la realice...
En fin, que España ha implantado su "estancamiento" táctico y que, claro, no éste, sino el próximo campeonato será "el desafío definitivo"...
Y que hay que considerar cómo España "chegou até lá" (debe de ser de milagro), porque Italia es la "vencedora moral de este torneo"...?
Resentimiento, complejo histórico y mucha tontería parece el diagnóstico más objetivo. Qué triste el día a día de algunos portugueses...
Firma un madridista de toda la vida, que adora el señorío histórico del Madrid, y que por tanto no soporta la suciedad de Pepe, Coentrao y Mourinho.
P.S.: Llaman a Mourinho un "ganador"? No será, más bien, un mal perdedor? Así llaman en mi tierra al que cuando pierde siempre tiene un culpable preparado... Y es probablemente el autor intelectual -desde Miami- de la jugada portuguesa de acusar al árbitro de tener intenciones de complacer a Platini. Intimidando a un árbitro con poca experiencia, preparan el terreno para poder dar patadas y que el árbitro tienda a perdonar para que no le acusen... Más claro, el agua.
De Luis a 2 de Julho de 2012 às 14:58
...y más triste, imposible...
Luis,
O seu comentário é, no fundo, o motivo porque Espanha será sempre um pais de mentalidade pequena, envolto em complexos de superioridade dificeis de contrariar porque ser o centro do Mundo, como sucedeu com os imperadores mais egocêntricos, é um fardo demasiado grande para um povo.
No seu comentário, não encontro a natural felicidade que é natural do adepto de uma selecção que ganhou tudo o que havia para ganhar mas sim a eterna frustração daquele que procura que digam que o seu carro é o mais bonito da sua aldeia, porque se não lhe dizem todos começam-lhe a entrar as dúvidas. Esse espirito auto-destructivo é precisamente aquele que tem levado a décadas de derrotas do futebol espanhol e é precisamente aquilo que esta maravilhosa selecção mudou, assumindo-se como uma equipa onde não há espaço para essa pequenês com tudo o que está para lá dos Pirineus e, ao mesmo tempo, essa falsa sensação de superioridade com os vizinhos da "peninsula".
E utilizar o conceito de senhorio histórico para criticar uma selecção e um país através de jogadores e técnicos que devolveram um titulo que um clube centenário era incapaz de ganhar é curioso, tendo em consideração que o chamado senhorio do Real Madrid é bastante questionável ao largo da sua história. Esse complexo também, não tem cura, lamentavelmente.
Blanco y en botella!
De Luis a 2 de Julho de 2012 às 17:00
Querido Miguel, por elemental concordancia lógica, mi comentario no puede ser el motivo por el que España será siempre un país... Podrá en todo caso, reflejar semejante motivo.
De nuevo los emperadores...joder, es tremenda la obsesión que tiene Portugal con ese antiguo asunto...debe ser por no haber podido imperar en nada. Se nota hasta con Brasil, grandísimo país profundamente odiado, cómo no, por Portugal, por haberlos superado en absolutamente todo (até fazem brincadeiras muito particulares com vcs...), hasta en el acento.
Olvídense ya de esto, y saquen partido de lo mejor que tienen, que es bastante.
Mi "natural felicidad", a la que alude con cierta característicamente provinciana cursilería, no es óbice para la objetividad, como debe ser. La cuestión es que el "carro" todos -menos usted- dicen que es el más bonito. A mí, ya ve usted, me da un poco igual el carro. Debo reconocer que, por nuestro histórico individualismo nunca creí que el proyecto de una selección española fuera posible. Pensé que para ser individualista y ganar era necesario ser Brasil, es decir, cada uno artista y mago del balón, capaz de jugar donde fuera. Y, claro, en España no nace tanta gente con un balón en los pies!
De cualquier forma, si la sensación de superioridad es falsa...a los datos -de todo tipo- me remito (de nuevo, son tercamente objetivos, al contrario que otros...).
Ya decía yo que tenía que ser usted precisamente quien viniese por vez primera en la Historia a decir que, hasta que llegó Portugal al Real Madrid, no ganó títulos!! (largas y relajadas carcajadas, permítame la aliteración). Hágase usted mirar eso, que le aseguro que se cura si no es usted muy mayor.
Adoro de Portugal sus paisajes, la dureza y estoicismo de sus gentes (en el mejor sentido), y a algunos de sus grandes intelectuales, sobre todo a Pessoa. Por eso me quedo con aquel maravilloso:
"Ó mar salgado / quanto do teu sal..."
Luis,
É tal o complexo de superioridade, outra vez, que quando falo de imperadores, pensando nos megalómanos romanos do passado, esses que acreditavam ser o centro do mundo, vai o Luis e vê se lhe serve o chapéu. Que eu saiba, salvo casos muito pontuais e historicamente discutiveis, em Espanha o termo "imperador" é de uso pouco frequente, mesmo na época gloriosa dos Áustrias, mas se calhar o erro é meu. Os complexos é que não.
Curiosamente Portugal não só imperou em muitas coisas como teve a inteligência, bastante pragmática e humana, de descobrir o Mundo para o Mundo em vez de destruir povos e gentes à espadeirada, um passado sangrento que só Espanha pode presumir, com o habitual sorriso a que incas e aztecas seguramente não lhe fizeram muita graça.
Quanto ao resto, palavras leva-as o vento, o carro pode ser o mais bonito do Mundo para todos, se não o és para mim, dá-me exactamente igual, tenho inteligência suficiente para saber que há gostos para todas as cores e que o que o Luis pense de mim ou do meu trabalho é tão importante para mim como é para si o que pense do seu carro, por muito que a maioria diga a oposto.
Quanto ao Real Madrid, conheço muito melhor do que imagina a história do clube forjado com negócios oportunos com ministros fascistas como o simpático Moscardo, e sei perfeitamente que antes de ganhar com jogadores e técnicos portugueses (parece que me referi aos últimos anos, devia ter sido mais explicita, às vezes nem para bom entendedor meia palavra basta) também os ganhou com outras curiosas artimanhas de que seguramente, como bom merengue, não faz falte que lhe relembre. E isso não invalida as grandes equipas e treinadores que por lá passaram, nem tudo é tão bom, nem tudo é tão mau.
Quando todos têm telhados de vidro, convém não atirar pedras para o lado.
Fico feliz que Espanha tenha, como o Brasil, encontrado o seu caminho, é da união e não da desunião que nascem os grandes projectos. Há um ou dois jogadores desta geração que não me suscitam honesta admiração, da mesma forma que admiro profundamente Nadal, Gasol e tantos desportistas espanhóis que mudaram o rosto do seu país lá fora.
Conheço poucos países com tanta gente tão admirável, com tanta gente digna de elogio, com tantos desconhecidos que são gigantes no seu pequeno mundo. Para mim viver em Espanha é um prazer, para mim trabalhar com espanhóis é uma lição de estar no mundo com frontalidade e sem medo, agora isso não significa que tenha porque defender a capa e espada aquilo em que não acredito.
obrigado pelas visitas
De Luis a 2 de Julho de 2012 às 18:20
Miguel,
También los megalómanos españoles creyeron ser (hasta hace bien poco, desgraciadamente), centinelas de Occidente, vigilantes y centro del mundo, etc. Cuánto más en la época en que en el Imperio Español (que SÍ es una terminología frecuente para precisamente las épocas en torno a la que usted cita), "no se ponía el sol"... Y, consecuentemente, se trataba de un imperio mucho mayor que el que nunca tuvo Roma, ni siquiera la "koiné" de Alejandro. El matiz, querido, entre imperio y monarquía absoluta, es casi transparente.
Qué raro, parece que sólo España puede presumir de un pasado tan sangriento, sólo le faltaba a usted decir esto para ser aún más sospechoso... Se olvida usted de numerosos países (ya ve que le concedo el benefício de la duda de que los conozca, porque son tan evidentes que están en la memoria de -casi- todos...). Por otra parte, pocos brasileños (por poner un ejemplo) estarían de acuerdo con la visión angelical que transmite usted, implícitamente, de los recios navegantes y conquistadores portugueses...
La historia del Madrid, en fin, todas tienen sus matices. En más de cien años pueden pasar muchas cosas, y la mediación histórica es inevitable, pero es verdad que siempre ha sido muy señorial, elegante y deportiva, proporcional y relativamente hablando.
Hay un dicho español: "sobre gustos no hay nada escrito". Siempre contesto: "que haya leído usted...". Hay miles de años de obras sobre gustos, muchas imprescindibles. El problema del relativismo absoluto es que legitima todos los fascismos: si todo vale, dependiendo del punto de vista... Pero es tenido por la indocumentada "opinión pública" como una posición de gran tolerancia... No, no todo vale. Casi todo es cuestión de gustos, esto es verdad, pero no todo. El matiz AQUÍ sí es importante.
Respecto a lo demás, totalmente de acuerdo (parece que mi experiencia en Portugal es tan positiva como la suya en España, de lo cual me alegro), también hay jugadores españoles que no admiro demasiado. Me parece que Torres falla demasiado, por ejemplo, que sólo vale para grandes distancias y juegos muy verticales, y que tiene mal regate corto. En cuanto a Nadal, reciente y espectacular revés. Y si me permite seguir la incursión extrafutbolística, momento dulce del extraordinario Fernando Alonso, con un coche inferior (y un poco de suerte, para variar...).
Obrigado pelas respostas
Luis,
Lejos de mi pensar que España ha sido el unico reyno/imperio que ha sangrado el mundo, pero la verdad es que en ese capitulo Portugal no tiene las manos tan sucias. Las tendra en otras apartados - el trafico de esclavos, de los cuales fomos, y es curioso, el primer pais continental a penar el esclavagismo - pero no tanto en eso.
Cuanto al termino imperio si, lo conozco de sobra gracias, pero es un termino de historiadores. La casa de Hasburg no solia presumir de un imperio en España, entre otras cosas porque solia tener la cabeza en el imperio - ese si consagrado en titulo y nombre - romano-germanico. Por eso los reyes del siglo de oro siempre han preferido la nomenclatura real a la imperial apesar de que el tamaño (y las riquezas, tan mal gestionadas como las nuestras) superaba cualquier imperio pretérito.
La historia del Madrid es grande y es facil de constatar que no ha sido el club del regimen como muchos dicen, un titulo que queda mucho mejor en el Atletico Aviacion, perdon, Atletico de Madrid, ese si un club que ha vivido un antes y un despues de la epoca franquista y que sigue en manos poco recomendables. Pero le recuerdo esos episodios para relembrar que todos tenemos ovejas negras en nuestro pasado y que esa mentalidade tan sureña europea de sacar pecho a la minima conquista olvida muchas veces lo que hay por detrás.
Cuanto a los gustos no estamos de acuerdo. El matiz es siempre variable y depende del espectro cultural y social de cada uno. No se puede pretender que una obra de arte, un libro, una pieza musical, un partido de futbol sean objectivos a los ojos de quien los mira, sean los indios Tupac sean las tribos maoris o los habitantes de Toledo. Cada una vivo el arte, y el futbol lo és, como siente su vida y no hay una vara de medir para la vida.
Para quien le gusta el vino puede siempre tentar el tinto o el blanco, el europeo o el americano, el rioja o el porto, el de los viñedos de la Provence o de la Toscana. Pero no creo que se pueda decir que entre todos esos hay uno que, por motivo x, sea mejor o mas importante que los demas.
Cuanto a mi experiencia española, la mejor possible, es mi segunda casa y Madrid mi ciudad de adopcion, sin duda alguna. Pero eso no hace que cambie mi opinion con respecto al mundo en si. Todo es criticable, en mi pais y en los paises de los demas.
De nada, un saludo!
De Luis a 2 de Julho de 2012 às 20:13
Cierto, no hay una vara de medir, y los matices son todos aceptables "qua" matices, pero sí que hay obras de arte universales que unen a guaraníes, japoneses y esquimales. Compartimos estructuras perceptivas similares, no idénticas, pero que tienen muchos elementos comunes no mediables culturalmente. "La Pietá" conmueve a un esquimal que no sabe quién es la Virgen María, pero que es humano, y comprende lo que ocurre ahí, y capta la fuerza de lo transmitido.
Gracias a Dios (póngase cualquier otro principio...), y en virtud de esas similitudes, los Derechos Humanos son tales, y no los derechos del portugués, del español, del blanco, del negro o del amarillo: a todos nos repelen o admiran situaciones abusivas y crueles, o heroicas (respectivamente), siempre y cuando estén desprovistas de matices demasiado específicos, es decir, siempre y cuando sean lo bastante generales. En aquella especificidad se encuentra el reino del gusto, de la cultura, del matiz.
Un buen ejemplo sería quien proclama que, a su juicio, el tinto de su pueblo es el mejor vino que existe. Por una parte, el gusto se educa. Por otra, el juicio de gusto debe estar incontaminado de cualesquiera otras consideraciones extraestéticas, y cualquier cariño por el terruño, o costumbre de beber ese vino (o educación-exposición limitada a ese vino), deforma el resultado. Es lo que se llama sesgo.
Gracias a..., es por eso que podemos decir que ciertas costumbres son bárbaras, y eso NO es opinable. Cuando alguien defiende la vulneración de los Derechos Humanos, siempre es porque hay un "chiringuito" de poder oculto. Porque no le gusta que los vulneren contra él, es decir, siempre es un colectivo determinado el oprimido.
Por cierto, que si puedo "romper una lanza a mi favor", diré que España, por otro lado, 200 años antes de la Ilustración, inventó los Derechos Humanos (Bartolomé de las Casas, "Derecho de Yndias")...
Dicho lo cual, reitero mis disculpas, esta vez porque, por alusiones, escribo esto en un espacio que no está destinado a estos fines.
Luis,
No hay ninguna problema, mucho de lo que dices es cierto, y la figura de Bartolomé de las Casas una de las grandes olvidadas del siglo de oro. Hoy en dia, en España se recuerda primero a los escritores y los guerreros y muchos se olvidan todos los que se movian por esas fechas con ideas ya absolutamente universales como él.
un saludo
De Luis a 3 de Julho de 2012 às 00:30
Muchas gracias. También mucho de lo que tú dices es cierto.
Saludos!
Luis,
De nada, era o que faltava!
cumprimentos
De Luis a 3 de Julho de 2012 às 00:50
Eso mismo digo yo!
Cumprimentos
De Carlos a 2 de Julho de 2012 às 15:29
Luís, sou um português mas concordo em absoluto com tudo.
Só mesmo os portugueses pequeninos andam sempre a falar de árbitros para justificar as vitórias dos melhores.
Este blog é o exemplo perfeito que em todas as vitórias do Barça ou da Espanha vê erros arbitrais, mas na dos adversários (Inter, Chelsea, Real) se esquece desses erros.
São pequenos e invejosos muitos portugueses, não sabem e não conseguem apreciar a beleza do futebol.
Carlos,
Perdi alguns minutos a ver nos arquivos do blog onde me esqueci de referir os erros arbitrais que favoreceram os clubes que citou e simplesmente não o encontro. Deve ser impressão minha sem dúvida.
O futebol é um desporto demasiado complexo para ter apenas uma só beleza e a arbitragem, e as manobras politicas, e o impacto social, são elementos que fazem parte da complexidade do jogo. Não entender isso é meio caminho para não entender até onde o futebol pode chegar.
Quem acredita que no futebol a arbitragem pode não exercer um papel determinante deveria começar uma plataforma de apoio a que se volte aos principios do século XIX, jogos sem árbitros, sem polémicas e sem influências externas. Será bastante complexo, mas acreditando na beleza do futebol tudo é possível.
De Luis a 2 de Julho de 2012 às 17:22
También los alemanes creyeron que el fútbol era todo teoría (y datos, que usted maneja con una precisión inasequible al común de los mortales...). Consiguieron un sistema feo y aburrido (éste sí...), pero muy efectivo...Hasta que se encontraron con la genialidad de Brasil, y modestamente de España y algunos otros (a quien no oso comparar todavía con la Brasil, como sí hacen algunos poseídos de excesivo ardor patriótico). "Caras" de dos metros, portentos físicos, burlados por la genialidad (que tanto odian) antisistema de pequeños genios como Raúl, Iniesta, Pirlo, Messi...
Si por ellos fuera, con presentar un certificado notarial de quién ha entrenado más horas, y de quién levanta más kilos, no haría falta jugar el partido, para que no se presentaran "injusticias" propias del "azar"...
Piense con un poco más de profundidad, antes de tachar a alguien de esteta sin profundidad...
Cuando Italia ganó a Alemania, les faltó tiempo a loa alemanes para decir que Italia practicaba un fútbol "de calle" (para ellos, un insulto, porque quiere decir, sin sistema, "poco profesional"). La respuesta, sin embargo, es sencilla como su estupidez (también, histórica). No emplean sistema, PORQUE NO LO NECESITAN, no son torpes con fuerza de voluntad como los teutones. La genialidad, queridos, es así. Aunque escuece a casi todos!
Luis,
Existem poucas selecções que melhor jogaram como a Alemanha de 72-74. Eu, pessoalmente, e é o meu gosto, coloca-a ao lado da Holanda da mesma época sem o menor dos problemas. Mas é verdade que as selecções e equipas dos anos 80 e 90 não ofereciam o futebol.espectáculo que dinamarqueses, espanhóis, franceses, holandeses ou brasileiros, para dar alguns exemplos.
Eu não defendo, nem defendarei nunca, o modelo alemão como modelo de excelência. Aliás, em primeiro lugar, não creio que esse modelo exista sequer. E entre as minhas selecções preferidas partilham o mesmo espaço a louca Brasil de 70 com a União Soviética de 86, toda ela ordem e sistema, a Inglaterra de 66 (a mais tactica do futebol inglês) com a França de 82. O sistema, como o génio individual, são duas armas diferentes e que usadas em conjunto são implacáveis.
Esta selecção espanhola é história e será sempre comparada com as maiores. E logrou méritos suficientes para isso mesmo. Mas para fazer história nem sempre é preciso vencer e, mais do que isso, mitificar. O futebol espanhol é especialista em criar lendas e esta selecção tem muito génio e algo de um marketing hábil e eficaz.
Quanto ao génio individual, só conheço dois homens que venceram sozinhos um torneio: Garrincha e Maradona. Não acredito que sós, Iniesta, Xavi, Silva ou Fabregas fossem capazes do mesmo. Mas em conjunto são muito difíceis de parar.
De Luis a 2 de Julho de 2012 às 18:27
Miguel,
Completamente de acuerdo, para variar! Sólo añadiría que convendría añadir a la lista a tres "hombres-orquesta": Pelé, Di Stéfano y...Messi (aunque aún no ha hecho nada con la selección). Una vez leí que Maradona sólo era Maradona a veces, mientras que Messi es (casi) siempre, Messi... Curioso, también el físico parecido de ambos!
Aunque es verdad que éstos que cito no ganaron un torneo "solos", sí que en general tenían-tiene un protagonismo tremendo.
Luis,
Di Stefano, Pelé, Messi, Cruyff, Beckenbauer, Eusébio, Puskas, Charlton, Platini, Muller, van Basten, Zidane, Iniesta, Ronaldo, Baggio...a lista é infindável e há um conjunto de jogadores que, como há em qualquer arte um conjunto de nomes, valem por si só horas de tédio a ver milhares de nomes esforçados mas desconhecidos.
Mas todos eles, em menor ou maior medida, encontraram sempre uma orquestra bem afinada por detrás. O Brasil de 62, orfão de Pelé e a mudança de posição de Zagallo (e essa mutação é importante) e a Argentina de 1986, construido de uma forma muito similar ao Chelsea actual, sobreviveram as competições com esses dois génios a levarem-nos, literalmente às costas.
Curiosamente os melhores jogos de ambos foram contra o mesmo rival, Inglaterra!
De Luis a 2 de Julho de 2012 às 17:06
Carlos, no conocía este blog, al que llegué un poco "de rebote", como es frecuente en Internet.
Lo que sí puedo decirle es que la envidia, desgraciadamente, no es sólo patrimonio suyo, sino que debe ser particularmente ibérico, porque en España es también especialidad local...
La reacción de nuestro escritor, tan súbita y airada, claramente refleja el estilo, ya comentado por otros antes que yo, de una aparente, pero epidérmica, corrección...cuya causa es sólo maquillar al "monstruo irracional de las -bajas- pasiones"...
De Sílvia a 2 de Julho de 2012 às 23:51
Portugal merecia ter ganhado o jogo com Espanha e depois teria sim fortes possibilidades de ganhar a Itália. Há muita gente (não só portugueses) que acusa Espanha de ser uma nação arrogante; o teu comentário a isso contribui. Sejam mais humildes, só vos fica bem.
De Luis a 3 de Julho de 2012 às 00:47
Silvia, hasta los mejores equipos tienen días mejores y días peores. Y es a los aspirantes a quienes corresponde demostrar que son buenos, porque los mejores lo son precisamente porque hasta en un mal día, suelen ganar.
Para mí, la fuerza de Portugal fue, sobre todo, muscular (y la mayoría de las veces, NO sobre la bola...). En la prórroga, ni eso, ni siquiera tras haber tenido más descanso que España: el dominio y ocasiones fueron claramente españoles. Y consideremos que el partido de España, no me duele reconocer que fue uno de los peores, sin llegada, que es probablemente un punto débil que ya comienza -espero- a corregir.
Mucha gente -y no sólo españoles-, considera que los ingleses, franceses, alemanes, americanos, argentinos, italianos, chinos e incluso portugueses son arrogantes... Por tanto es algo que no tiene tanta relevancia, no?
En cambio, sí parece arrogante, en virtud de lo que ya he explicado, asegurar que Portugal merecía haber ganado a España e incluso que tenía méritos para ganar a Italia, que sólo en individualidades ya supera con mucho a Portugal, a excepción de Cristiano R y quizá Pepe.
De todas formas, la humildad está muy sobrevalorada en nuestras tradiciones judeocristianas. Es mala para la salud mental, produce depresión. Pero la soberbia excesiva tampoco es, evidentemente, buena. Los antiguos griegos decían que lo ideal, la virtud, estaba en la [eupsychía], o "buen estado de ánimo", que consistía en decir la verdad, lo más objetivamente posible. Decir que eres el mejor, o uno de los mejores, cuando es verdad, es bueno. Y si eres el mejor, no decirlo, es igual de malo para uno, el MISMO vicio, que mentir haciéndose inmerecidas atribuciones (soberbia).
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