Iker Casillas
Voltou a ser decisivo. As suas defesas determinaram as vitórias espanholas jogo após jogo. Contra Itália, contra a Croácia, contra França e na final, enquanto os italianos estavam com onze, foi determinante e confirmou o seu estatuto de guarda-redes de lenda. Todos os titulos de clubes e selecção, é o guarda-redes mais premiado da história e um dos mais justos e sérios candidatos ao próximo Ballon D´Or.
Alvaro Arbeloa
Criticado como poucos, eficaz como nunca. O lateral direito do Real Madrid foi um muro de pedra a defender, segurou Ribery, Ronaldo e Balotelli com uma tranquilidade assustadora. A atacar não contribuiu tanto como o seu colega de flanco, mas foi um dos homens chave na defesa menos batida da história dos Europeus.
Pepe e Matts Hummels
Foram as almas defensivas das suas respectivas selecções. Apesar de nenhum deles ter logrado chegar à final do torneio, as suas exibições foram regularmente as melhores dos seus onzes. Pepe reafirmou-se como o melhor central do Mundo, imperial a defender, autoritário a comandar as linhas e implacável (mas limpo) nos cortes. Hummells demonstrou todo o potencial que muitos viam quando apenas era jogador do Bayern Munchen. Nenhum defesa sabe sair a jogar com a bola nos pés como ele, capaz de associar-se sempre com o meio-campo e causar desiquilibrios. Tem capacidade para transformar-se no defesa que falta ao futebol alemão desde Franz Beckenbauer.
Jordi Alba
A revelação do torneio. Extremo transformado em lateral, foi um punhal apontado às defesas rivais, viu o seu torneio consagrado com um golo na final e um novo contrato com o Barcelona, precisamente o clube que o dispensou quando juvenil. Ofereceu ao jogo espanhol a verticalidade e eficácia que faltou à esmagadora maioria dos seus colegas.
Andrea Pirlo
Foi o melhor jogador do torneio, aquele que mais concentrou, a titulo individual, a virtude e a classe que personificam um verdadeiro lider. Prandelli montou a equipa à sua volta e como em 2006 sentiu-se cómodo, feliz e relaxado. Jogou, desenhou e executou os lances mais belos do torneio, descifrou a defesa alemã, fintou o meio-campo inglês e mesmo contra os italianos foi sempre uma pedra no sapato. Uma segunda juventude que podia ser eterna...
João Moutinho
Um pulmão sem fim, um carro onde a gasolina nunca termina, Moutinho fez um Europeu impressionante. A sua omnipresença garantiu sempre estabilidade ao jogo defensivo português e quando teve liberdade para incorporar-se no ataque foi determinante, como prova a sua assistência para golo no duelo dos Quartos de Final. Depois de uma época discreta, mostrou o seu melhor rosto com a camisola de Portugal e reafirmou a sua classe como um dos melhores médios do futebol europeu.
Sami Khedira
Gigantesco no jogo de transições na Manschaft, Khedira foi provavelmente a grande noticia do futebol alemão neste torneio. Depois de dois anos preso aos esquemas tácticos de Mourinho voltou a ver-se o mesmo jogador que surpreendeu na África do Sul. Com mais liberdade, foi um estratega na armação de jogo dos germânicos e a isso teve de juntar o desgaste fisico que suponha render um Schweinsteiger em baixo de forma.
Andrés Iniesta
Individualmente foi o mais decisivo jogador espanhol. Com Xavi em baixo de forma, coube ao herói de Joanesburgo liderar o meio-campo espanhol, jogar e fazer jogar. O melhor, com diferença, da linha ofensiva do campeão e uma figura icónica já no universo virtual com as suas lógicas comparações com Tsubasa. Depois de ter perdido o Ballon D´Or para Leo Messi em 2010, será que é desta que Espanha tem um jogador herdeiro de Luis Suarez?
Mezut Ozil
Passeia classe como poucos jogadores e apesar de não ter ainda conseguido participar na sua primeira final com a camisola da Alemanha, não foi certamente por falta de tentativas. Entre o centro e a direita foi um constante pesadelo para as defesas rivais, assinou alguma das melhores assistências do torneio e apenas continua a faltar-lhe o golo, para ser um dos médios mais completos de sempre do futebol alemão.
Cesc Fabregas
Não foi o melhor marcador (o prémio foi para Torres num empate a cinco), mas foi decisivo para o esquema da selecção campeã. Del Bosque apostou por ele nos momentos importantes e o jogador do Barcelona nunca lhe falhou. Marcou o golo contra a Itália que impediu uma derrota precoce e voltou a marcar na goleada com a Irlanda. Frente a franceses e italianos foi decisivo em desmontar o esquema defensivo e fechou uma época onde venceu mais titulos do que em toda a sua carreira junta.

