Domingo, 22 de Maio de 2011

20.00 horas. 28 graus e um fim de tarde perfeito numa Madrid mergulhada em plena revolução silenciosa. A tribo mereungue reune-se no seu santuário para testemunhar mais um ritual histórico. Duas horas depois os 60 mil que encheram o Santiago Bernabeu voltam a casa com a sensação de ter presenciado, pela enésima vez, um momento histórico. 41 golos e ninguém fala de outra coisa. A brutalidade do Pichichi e Bota de Ouro é inquestionável. Cristiano Ronaldo desafiou a história e reescreveu-a a seu belo prazer.

Não foram precisos mais de 4 minutos.

Se antes do jogo o debate nas bancadas resumia-se á discussão sobre os golos reais que o número 7 do Real Madrid levava no torneio, o desvio súbtil ao segundo poste, depois de uma combinação estudada perfeita entre Xabi Alonso e Sérgio Ramos, matou a conversa. 22 anos depois os 38 golos logrados pelo mexicano Hugo Sanchez (tantos como o anterior recorde do vizcaino Zarra) foram ultrapassados. A verdade é que Ronaldo já sumava então 39 pelo simples facto de que o polémico golo marcado em Anoeta, desviado nas costas de Pepe, tinha sido atribuido ao português pela Marca. O jornal que instituiu e atribui o prémio Pichichi desde os anos 50.

Mas, nesse estilo habitual da imprensa espanhola em hostilizar o jogador mais caro da história, durante o ano todos se negaram a aceitar a evidência. Afinal, Ronaldo competia com Messi, e esse golo era importante para desatar uma polémica estéril em que nenhum dos jogadores entrou. Quando o argentino abrandou o ritmo, concentrando-se no seu designio europeu, Ronaldo ficou só. E decidiu superar a história, mais do que o seu eterno rival. Em quatro jogos apontou nove golos e estableceu a sua marca final em 41. Nunca em Espanha um só jogador tinha ultrapassado a barreira dos 40.

Quando se atirou ao chão, para celebrar o golo, Ronaldo sabia-o. Mas sabia, também, que os mesmos que não lhe davam o golo de San Sebastian iriam negar-lhe sempre esse direito histórico. A partir daí, e até ao minuto 78, passou todo o jogo á procura do golo que lhe confirmava, definitivamente, como um ser á parte. Foi insistente, irritante até. Quando Benzema marcou o terceiro golo (Adebayor já tinha feito o primeiro do seu hat-trick), Ronaldo não se lembrou. Estava sentado no relvado, ainda irritado com o árbitro por não ter marcado uma falta que ele tinha toda a intenção de transformar em golo. Foi assim todo o ano, Ronaldo contra o mundo. Um mundo que tem por ele um despeito especial. Desde que chegou, em Julho de 2009, que nenhum jogador foi tão criticado e atacado no país vizinho como CR7. "Ese português, hijo puta es..." é o cântico habitual em cada estádio que visita o Real Madrid. Algo inédito com qualquer outro jogador. A imprensa não lhe perdoa o seu estilo próprio e até este ano repetiam-se nas criticas sob a sua inoperância nos jogos a doer. Em 2010/11 só não marcou no Camp Nou. Marcou o empate em Madrid com o Barcelona, marcou a Valencia, Villareal, Sevilla, Bilbao e Atlético de Madrid. Decidiu a Copa del Rey e ajudou a levar o Real Madrid ás semi-finais da Champions League. Juntou a isso 41 golos. Nunca um atleta se exibiu de forma tão brutal nos relvados espanhóis.

 

O final de tarde quente não aqueceu demasiado os animos do imenso Bernabeu.

A goleada de 8-1 ao Almeria podia parecer um trâmite para muitos adeptos, mas não era. Mourinho, em silêncio desde que a UEFA decidiu declará-lo persona non grata, queria superar a linha dos 100 golos e confirmar-se como a equipa mais concretizadorada liga. Para isso o Real, que já sabia que o Barça vencera por 1-3 em Malaga, tinha de marcar 6 golos. Marcou dois, na primeira parte, e passou os segundos 45 minutos a desafiar o relógio.

O público sentiu o espirito ambicioso de uma equipa de tracção dianteira (Alonso, Kaká, Ozil, Adebayor, Benzema e Ronaldo) e fez-se ouvir. Não é normal. Habitualmente a tribo merengue é silenciosa e tranquila. Vai ao futebol para contemplar, não para animar. Por isso Ronaldo também se queixa de não ter atrás de si o mesmo apoio popular que tem Messi no seu Camp Nou. Talvez porque, sentado no último anfiteatro do estádio mais imponente de Espanha, ainda se houvem muitos adeptos que criticam a politica desportiva de Florentino Perez, o homem dos milhões. Mas nem esses tiveram razão para queixar-se. A 10 minutos do fim José Mourinho lançou o enésimo canterano (nenhum treinador fez estrear tantos jogadores do filial numa época desde o primeiro mandato de Del Bosque), o avançado Joselu. Dois minutos depois Ronaldo transformou o seu ego goleador, já aparentemente saciado, e assistiu primorosamente o jovem de 20 anos que não falhou. Correu para abraçar o seu idolo. A goleada estava completa e com um selo da casa para o contentamento dos mais veteranos.

Quando o jogo acabou o Real Madrid finalmente pôde olhar-se no espelho e sorrir. Não venceu o titulo - por culpa dos muitos pontos perdidos com os últimos, incluindo empates em Almeria e Coruña, dois dos despromovidos - mas jogou um futebol fluido, ofensivo e atractivo. Cristinao Ronaldo olhou para a história e sorriu, sabendo que quem quer que venha no futuro é a ele que terá de bater. Especialmente se esse alguém é Leo Messi. O futuro, leia-se a próxima época, pareceu mais risonho do que nunca. Muitos voltarão hoje, para ver o Real Madrid Castilla lutar pela promoção à Liga Adelante. Outros preferem ficar uns minutos mais para aplaudir José Mourinho. O setubalense não conseguiu quebrar a hegemonia do Barça. Mas começou a mexer com a mentalidade do Real Madrid, a despertar o monstro adormecido. E os adeptos mais fiéis sabem-no.

 

Entre a brutalidade dos números do Real Madrid e a imensidão do recorde de Cristiano Ronaldo, o Barcelona pode sentir ainda mais orgulho da sua época. Mas ao sair do Bernabeu, já noite dentro, calor intenso e com todos os ouvidos no que se passa na não muito longinqua Puerta del Sol, há quem sinta que o ciclo blaugrana pode estar a terminar. Não surpreende ninguém que, no meio das camisolas blancas, haja alguns atrevidos com o equipamento do português dos dias de Old Trafford. Porque, como dizia um dos muitos vendedores ambulantes que rodeiam o estádio, hoje o cachecol mais vendido foi o do Manchester United. Os últimos a sentirem na pele o que é desfrutar da febre goleadora de um homem que só se olha a si mesmo no espelho quando pensa em bater todos os recordes da história.

 



publicado por Miguel Lourenço Pereira às 15:01 | link do post | comentar

44 comentários:
De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 10:45
Nuno,

Por uma vez, e em parte, tenho de ter dar razão porque me esqueci completamente desses 105 golos da primeira época, numa altura em que o Barça fazia com Etoo aquilo que tanto criticas que o Madrid fez com Ronaldo (a diferença é que, então, o camaronês perdeu para o Forlan o Pichichi e a Bota de Ouro). Não me lembro é que ninguém na altura tenha criticado o Barça por tentar marcar mais golos para dar o prémio ao brilhante dianteiro que tinham nem que se tenham postulado a superar o record do Madrid de Toshack de 107 golos, que é tema de conversa todos os anos na imprensa catalã que deves conhecer de sobra.

Posto isto, continua o delirio da concha cavernicola, como baptizou Laporta, e o autismo cerebral de quem só vê um lado das coisas. Mas vamos lá, que às segundas feiras isto é mais divertido:

"E o apanágio de um Ronaldo super-marcador, ou de um Real incrivelmente concretizador, ignorando aquilo que foi o final de campeonato do Barcelona e de Messi? Extraordinário!"

Se o Pichichi de Ronaldo, merecidissimo por certo, coloca em causa o titulo justissimo do Barcelona e a imensa época do Messi, isso é algo que só tu o vês. Aliás, citando-me, um pouco mais abaixo encontrarás a seguinte declaração: "Quando o argentino abrandou o ritmo, concentrando-se no seu designio europeu, Ronaldo ficou só." Está claro e evidente que Messi deixou de lutar com Ronaldo a partir do momento em que o Barça carimbou o apuramento para a final da CL. Isso tira mérito aos 41 golos do português? Não poderia ter ganho o trofeu com mais um, dois ou 10 golos que Messi? Parece que, para esses lados, se vive no mundo iluso dos "ses". Se Messi desistiu de ganhar a Bota de Ouro para vencer a Champions, faz muito bem e o mérito será muito maior. Mas daí a que isso ponha em causa os números do Ronaldo, isso vai um mundo que só alguns se atrevem a imaginar.

Sigamos:

"O campeonato terminou à jornada 32, com o empate no Bernabéu. Nessa altura, o Barça tinha 86 golos marcados, mais 13 que o Real, que tinha 73... Claro que há que dar mérito por isso, mas quanto disso não é resultado da descompressão de já não terem objectivos a alcançar? "

Isso é evidente mas, uma vez mais, não retira o mérito de que uma equipa que jogou esses jogos contra os seus mais directos perseguidores (3º, 4º, 5º e 6º, todos eles ainda a lutar por um objectivo real) tenha sido tão insultantemente superior. Dá razão a quem achou que o Real Madrid poderia ter sido mais ambicioso contra o Barça mas também dá um mérito tremendo aos números de golos apontados no final do ano. Uma vez mais, se o Barça quer baixar o ritmo e concentrar-se noutra prova, tem todo o direito do universo, mas a frieza dos números não liga aos teus raciocinios. Ronaldo foi melhor marcador do que Messi (que foi muito melhor assistente, uma realidade fundamental no modelo de jogo do Barça que explora muito mais o jogo de interiores) e o Madrid mais eficaz que o Barça, que nos últimos jogos teve rivais bastante mais acessiveis (e criou bastantes oportunidades de golo) do que o rival.

O que eu não entendo é como os números podem incomodar tanto quando é evidente que o Barça foi mais do que um justo campeão e o facto do RM ter marcado mais, e o CR7 ter sido Pichichi nem sequer questiona essa realidade.

"e resto, a ideia de que Mourinho aproximou os merengues das capacidades do Barcelona é muito duvidosa. Terminou o campeonato a 4 pontos do Barça, quando o ano passado Pellegrini o terminou a 3. Fez 92 pontos, quando o ano passado o Pellegrini tinha feito 96. Além disso, terminou a 4 pontos porque o Barcelona desacelerou no final."

Nuno, eu sei que tu sabes de futebol e quando te interessa analisas as conjunturas muito bem. O Pellegrini foi eliminado da Taça em Novembro e da CL em Fevereiro. Não teve o mês de Janeiro que teve a equipa de Mourinho (4 jogos contra Atletico e Sevilla), nem o desgaste da Champions e dos duelos com o Barça. A equipa do Pellegrini beneficiou do desgaste do Barça na CL e de não ter mais nada que jogar, ganhando também com um CR9 a voltar de uma lesão e fresco como uma alface. Fez uma excelente época com uma equipa mais descompensada, mas nunca deu a sensação de poder olhar olhos nos olhos com o Barça. (cont)


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 10:57
"O Real de Mourinho só foi superior ao de Pellegrini em outras competições, em competições a eliminar. No campeonato não o foi. E não se aproximou do Barcelona, como se quer fazer crer. Aliás, muito dessa análise vem dos 5 confrontos ao longo da época entre as 2 equipas, em que se achou que o Real fez tremer mais o Barcelona do que no passado recente. Mas se a indecisão da Champions e a vitória merengue na Taça podem sustentar essa teoria, ao mesmo tempo Pellegrini também não foi esmagado como o Real de Mourinho na primeira volta do campeonato, tendo perdido apenas por 1-0 e 0-2."

Dissociar provas a eliminar de uma liga regular num contexto de calendário comum é, em si, uma falácia tremenda e enganadora. Não me vou repetir com isso porque todos entendem que ter mais nove jogos de alta tensão nas pernas não é o mesmo que "remontar" sequências de jogos contra equipas do meio da tabela da Liga espanhola.

Quanto aos 5-0, num jogo imenso do Barça , relembro o planteamento ultra-defensivo do Madrid de Pellegrini que na altura ninguém questionou e que lhe permitiu sair vivo do Camp Nou só com o golo do Zlatan , essa referência estática ofensiva que este Barça não tem e que, graças a isso, desmontou a defesa adiantada do RM , como bem sabes, com o hábil jogo dos interiores Xavi e Iniesta , peças chave na brutal sova que meteram ao Madrid.

"A falácia é tão óbvia que só a custo se percebe quem a possa defender. Mas o que é realmente difícil de perceber são afirmações falsas, como aquela inicial. Quer-se fazer passar à força a ideia de que o Real de Mourinho consegue coisas que o Barcelona de Guardiola ainda não conseguiu, para se fazer a populaça acreditar que o monstro blaugrana tem os dias contados e, mais tarde ou mais cedo, irá cair aos pés do grande herói de Setúbal, que depois se dizem disparates."

Três pontos e já acabamos.
A afirmação inicial será corrigida porque é, de facto, incorrecta. Não falsa, porque isso tem um sentido conspirativo que só tu és capaz de ver, como é óbvio.

Ninguém acredita que este Barcelona seja um monstro. Só os adeptos ultra dos Barça , quais boixos nous " é que são capazes de ver fantasmas em tudo quanto é sitio e escudam-se nesses maniqueísmos primários e inconsequentes. O Barça ganhou a Liga porque foi melhor, poderá ganhar a CL porque foi levado ao colo até à final e perdeu uma Taça que podia muito bem ter ganho. Não há monstros nem santos, só equipas de futebol.

Por fim, esse da "populaça" é digno de ti e dessa crença de superioridade moral que acompanha cada verbo que escreves. A "populaça" como tu dizes, será certamente um grupo bastante heterogéneo , com pensamentos bem distintos deste fenómeno do futebol. Alguns gostarão muito do Barça , outros do Madrid, uns vão com os portugueses por patriotismo (bacoco, certamente para ti) e outros contra por inveja pura e bem lusa. Há de tudo. E depois existes tu, fora desse conceito despectivo . Falar de futebol sem insultar, provocar, espicaçar e menosprezar é algo que te resulta complexo, impossível até. Imagino a frustração. Imagino a impotência. O que continua sem imaginar é a tremenda falta de modos com que acompanhas cada dissertação. Num dia, hipotético claro, que consigas ter uma conversa sobre futebol sem os teus habituais e lamentáveis insultos e juízos de valor, a mim ou aos demais, conversamos.

Até lá agradeço aos tuas visitas, os teus artigos, as tuas palavras porque a vida deve levar-se sempre com uma boa gargalhada e as que tu me proporcionas são impagáveis!


De Tiago a 23 de Maio de 2011 às 11:55
Miguel,

Parabéns pelo teu ultimo comentario. O último parágrafo é, de facto, muito importante. Por vezes quando nos envolvemos em discussões, quer no bom quer no mau sentido da palavra, é necessário recordar isso. Insultar é fácil quando não há argumentos.

Ainda mais engraçado é ver quem insulta sentir-se insultado quando tal não é o caso. Isso lembra o nosso ministro Socrates e as sua tácticas que são usadas também neste forum...

Abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 12:21
Tiago,

Não gosto de valorar as atitudes de quem visita esta casa que é minha mas também é pública, mas não tenho pachorra para manias das grandezas alheias que para isso cada um faz o que quer no seu blog. E a mim ninguém me vê noutras casas insultar os leitores e blogger alheios. É só o minimo que peço porque de futebol falo com todos e aceito todos os pontos de vista, que para isso é um desporto (ou mais do que isso) perfeitamente subjectivo.

um abraço


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