Sábado, 5 de Fevereiro de 2011

Como se passa de ser um herói aclamado nos conturbados finais dos anos 60 nos relvados argentinos a ter direito a uma página de ódio no Facebook do século XXI? A carreira de Roberto Perfume, um dos centrais icónicos que definiram uma era do futebol che, está marcada pela polémica. Dentro e fora dos relvados. A sua grandeza como futebolista tornou-se diametralmente oposto à sua popularidade como comentador desportivo. A lenda do Mariscal, tenta sobreviver no meio de tantas dúvidas...

 

 

 

Foi o grande critico de Lionel Messi na Argentina e por isso muitos não lhe perdoam. Foi o transbordar do copo de água que levou a que muitos dos seus maiores criticos se juntassem ao grupo online "Odio Los Comentários de Perfumo", que tem aumentado a sua lista de seguidores numa popular rede social. Não seria de estranhar. Aquele que já foi idolo de massas numa Argentina convulsa tornou-se hoje num dos alvos preferidos daqueles que querem esquecer uma era onde o futebol argentino passou primeiro pela violência e só depois pelo amor pela bola.

Perfumo é filho da geração que viu morrer "La Nuestra", o ideal desportivo filho da Maquina do River Plate e que a 15 de Junho de 1958 se desfez implacavelmente aos pés da Checoslováquia. Naquela tarde a Argentina disse adeus ao Mundial da Suécia e o país entrou em depressão. A consequência foi drástica e mais do que despedir um técnico que levava dez anos no seu posto, despediu-se uma ideia de jogo que se aproximava muito ao futebol estético da escola danubiana. Emergiram as figuras fisicamente possantes, aguerridas e dispostas a tudo para ganhar. Poucos jogadores se identificaram tão bem com essa escola como Roberto Perfumo.

Começou a sua carreira no River Plate mas foi a escola do Racing de Avellaneda que fez dele o central aguerrido e implacável que abriria uma escola que ainda hoje sobrevive (basta pensar, por exemplo, em Walter Samuel). Ao serviço dos celestes venceu um titulo nacional e uma Copa dos Libertadores e mais tarde a Intercontinental. Deslocado no lado direito do eixo central da defesa, tornou-se determinante na regenerada selecção albiceleste que viajou até Inglaterra em 1966. O conjunto sul-americano tinha adoptado finalmente o 4-4-2, com Rattin como médio defensivo e Olmeda como médio mais criativo, mas era o papel de Perfumo, como defesa bloqueador, que garantia a estabilidade defensiva que iria permitir aos argentinos chegar ao duelo com os locais nos Quartos de Final. No meio de muita polémica a equipa argentina voltou para casa, mas o modelo e, acima de tudo, o posicionamento chave do central porteño, ficou na retina. Mas em casa o futebol tinha mudado e o sucesso de jogadores como Perfumo entrava mais de acordo com o espirito guerreiro (e até violento) do jogo praticado também então pelo Estudiantes de la Plata do que na tradição romântica dos centrais das pampas. E isso acabou por lhe fazer pagar, a longo prazo, uma pesada factura. A violência das suas entradas aos jogadores do Celtic, na Intercontinental de 67 a três jogos ficaria na memória dos europeus que seguiram o jogo. Venceu a taça (e tive direito a um carro novo depois de ter sido expulso no terceiro jogo por agredir Archie Gemmill) mas perdeu, provavelmente, a imortalidade.

 

Quando os argentinos se esqueceram de que a bola era o principal, como diria anos mais tarde Menotti, o sucesso imediato transformou-se a pouco e pouco numa vergonha nacional. Entre a debacle estética chegou a falta de resultados e a derrota com o Peru - numa péssima tarde do central, ultrapassado facilmente por um tal Teofilo Cubillas - significou também o afastamento precoce da Argentina do Mundial de 70. O ambiente era de cortar à faca, a imprensa tinha perdido a paciência com o jogo duro que Perfumo tão bem demonstrava no terreno e começou a exigir cabeças. O central acusou o toque, entrou em profunda depressão e pediu a transferência para o vizinho futebol brasileiro.

Aí, ao serviço do Cruzeiro, voltou a saborear o sucesso. O seu estilo foi domado pelo ritmo de jogo brasileiro e com os de Belo Horizonte sagrou-se tricampeã brasileiro antes de voltar a uma Argentina à procura de reencontrar-se consigo própria. Absolvido pela imprensa e pela direcção técnica da selecção, chegou a tempo de voltar a integrar (e capitanear) o grupo que viajou à Alemanha para o Mundial de 74. Os titulos com o River Plate, para onde tinha migrado depois da aventura brasileira, ajudaram, mas o seu estilo duro continuava a ser uma imagem de marca dificil de suportar com a progressiva ascensão de defesas mais elegantes - apesar de igual de brutais quando queriam - como Daniel Passarella. Na Alemanha Perfumo jogou, mas foi impotente para travar o futebol eléctrico da Holanda de Cruyff. As sucessivas faltas que era obrigado a cometer ao carroussell ofensivo dos holandeses espelhavam a incapacidade que tinha demonstrado em adaptar-se a este novo ritmo de futebol total.

A carreira na Argentina prolongou-se quatro anos mais (com titulos) mas antes do Mundial que consolidaria a Argentina romantica de Menotti (onde não havia lugar para jogadores como ele), decidiu abandonar o jogo e começar uma carreira de director desportivo primeiro e, mais tarde, comentadores televisivo. Polémico fora dos relvados como dentro, criticou sempre que pôde os jogadores mais virtuosos saídos das pampas, desde Ortega e Riquelme a Messi. Agradava a um sector duro, defensor do billardismo, que o tinha como profeta inicial do futebol de choque argentino mas, ao mesmo tempo, via a sua lenda de El Mariscal tocada junto do grande público.

 

 

 

Perfumo é, como poucos jogadores, o exemplo de uma era. A Argentina desencontrada com o seu coração romântico apelou, como espelho claro da ditadura militar que vergava o país, a que tudo valesse se a glória fosse o resultado final. Talvez o seu estilo duro, implacável e demolidor não cabesse num desenho de Quino, mas ele era também, de certa forma, e como essa irreverente Mafalda, o outro lado do espelho de um periodo que os argentinos ainda não sabem muito bem como digerir e que, em muitos casos, preferiam poder esquecer.



publicado por Miguel Lourenço Pereira às 11:33 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Quinta-feira, 3 de Fevereiro de 2011

A falta de verdades absolutas no futebol torna-o num microcosmos proclive à eterna surpresa. Em 1994 o Barcelona goleou o Real Madrid por 5-0 naquilo que foi o culminar do Dream Team. Um ano depois o clube merengue devolveu a moeda, com os mesmos números, no curto mandato de Valdano. O Benfica não chegou tão longe mas provou, poucos meses depois de sair vergado do Dragão por 5-0, que os pontos débeis do FC Porto são suficientes para dar a volta ao tabuleiro. Uma vitória convincente que diz tão bem de quem ganha como diz tão mal de quem perde.

 

 

Não foi um grande Benfica nem era necessário que o fosse. O FC Porto há semanas que vinha dando sinais de ter perdido o gás com que arrancou a temporada. Prioridades mal calculadas, um plantel desiquilibrado e uma postura pouca agressiva condenaram os azuis e brancos mesmo antes do apito inicial. Ninguém esperava um futebol ofensivo dos encarnados e, efectivamente, estes optaram pelo caminho pragmático que tão bom resultado tinha dado ao rival no duelo para a Liga. Então os homens de André Villas-Boas foram autoritários, seguros e jogaram no erro do adversário, a quem superaram tacticamente durante todo o encontro. Culpou-se, e merecidamente, a temeridade de Jesus, que subestimou o potencial destructivo de Hulk no flanco. Ontem foi a vez de Villas-Boas, que passou as últimas semanas ocupado em mind games à la Mourinho, subestimar o orgulho ferido do ainda campeão nacional. O esquema táctico do FC Porto foi o mesmo da vitória por 5-0, mas as peças eram diferentes. E isso fez toda a diferença.

Com Sereno e Sapunaru nas laterais - e com um desastrado Maicon no miolo - os da casa perderam uma das suas maiores armas: a rápida transição entre a defesa e o ataque. A ausência de Alvaro Pereira tem condenado - e muito - o jogo lateral ofensivo dos dragões. Na ausência de Fucile (tal como Walter possivelmente por problemas disciplinares internos) a equipa perde asas e sem isso não consegue voar. Villas-Boas gostaria de emular o belo futebol do Barcelona de Guardiola mas só pode fazer omeletes quem tem ovos e Fernando é um médio de construção limitado, a Moutinho e Belluschi sobra-lhes a garra onde escassa o ingénio e, claro, sem laterais ofensivos e avançados todo o terreno (Hulk, no meio, é facilmente domável), o projecto está condenado ao fracasso. O Benfica marcou em dois erros defensivos que também podem ser vistos como lances de insistência. Essa garra própria da equipa da época passada não se viu nem em Aveiro nem no Dragão, as duas derrotas inaugurais de Jesus às mão do jovem técnico portista. Ontem o Benfica foi mais garra e raça do que talento e invenção, mas foi precisamente essa disciplina táctica que fez a diferença.

 

Com Coentrão e Maxi Pereira abertos nas alas, o Benfica manobrou com facilidade o apático meio-campo portista.

César Peixoto uniu-se a Javi Garcia no miolo para bloquear o jogo transicional de Moutinho e Belluschi e deu a Gaitán e Salvio toda a liberdade para deambular entre as linhas defensivas azuis. Com Cardozo como pivot declarado e Saviola como redistribuidor de jogo, o conjunto encarnado chegou com a licção bem estudada e soube ocupar bem os espaços deixados vazios pelos jogadores azuis.

Coentrão utilizou as suas habituais subidas pela banda como elemento desiquilibrante e foi uma combinação sua com o argentino, totalmente só, que permitiu ao Benfica inaugurar o marcador. A sua posterior expulsão - já com o jogo num confortável 2-0, fruto de um remate bem colocado de Javi Garcia que ganhou uma confusa segunda bola à frente da baliza de Helton - deu a Jesus o pretexto perfeito para organizar as tropas e defender o resultado. A sua abordagem foi menos entusiasta mas muito mais realista. Percebeu onde o rival era mais débil - nas laterais defensivas e no cone do triângulo a meio-campo - e não teve de se preocupar com o ataque azul e branco, orfão de um dianteiro móvel como Falcao capaz de dar liberdade a Varela - o melhor em campo - e Hulk. Com o brasileiro preso pelo seu próprio técnico - a lembrar o desespero de Cristiano Ronaldo face a Queiroz no passado Mundial - os azuis foram inofensivos. E sem alternativa no banco, as substituições de Villas-Boas foram, apenas, mais do mesmo, sem alterarem nunca a dinamica táctica do jogo, algo que Jesus soube controlar com as entradas de elementos que souberam pausar o ritmo do jogo (Airton e Aimar) e explorar os espaços vazios (Jara) face à inoperância rival. Se tecnicamente o duelo foi equilibrado, tacticamente o tabuleiro de Jesus pareceu sempre estar um degrau por cima e a vitória acabou por ser tão justa como inevitável.

 

 

Caidos em descrença depois do humilhante 5-0, o Benfica entrou numa série de jogos sem perder que confirmou com esta vitória categórica e que deixa quase resolvida uma meia-final que terá de esperar 70 dias para recomeçar. A corrida para revalidar o titulo pode ser utópica, mas  o reencontro com a sua melhor versão pode deixar os seus adeptos mais descansados sobre o potencial do colectivo a médio prazo. O FC Porto continua a ter a tiro os seus grandes objectivos - Liga e Europe League - mas as sensações deixadas não são as mesmas de 2010. Falta frescura, profundidade de banco e agressividade. E consciência das suas próprias limitações. Licções importantes para os próximos rounds, mais determinantes que os confrontos prévios e onde a margem de erro se tornará inevitavelmente menor.



publicado por Miguel Lourenço Pereira às 14:47 | link do post | comentar

Terça-feira, 1 de Fevereiro de 2011

A venda milionária de Fernando Torres era esperada, tarde ou cedo, depois do desmoronar do projecto "Spanish Liverpool". Perder um dos melhores jogadores do futebol actual pode parecer dar um passo atrás nesse suplício em que vive a Kop há largas duas décadas. Mas com Kenny Dalglish ao leme, a entidade do Merseyside percebeu finalmente que para dar dois passos em frente é preciso muitas vezes dar um passo atrás, mesmo que esse passo seja tão temivel como o furacão "El Niño".

 

 

 

Uma das primeiras decisões que Dalglish tomou, assim que chegou a Anfield, foi recuperar jovens da formação Red, capazes de sentir na pele o espirito da Kop. E essa mensagem não foi um mero exercício para captivar os adeptos locais. Foi também uma forte mensagem para dentro num clube marcado, na última década, por uma invasão de atletas estrangeiros, insensiveis muitas vezes ao espirito que Shankly desenhou a meados da década de 60. Entre esse grupo destacava-se o "Spanish Pool", armada criada por Rafa Benitez para dar um cunho pessoal ao seu projecto europeu em Mersey. E que se foi desfazendo, progressivamente, até restar apenas Reina e Torres. Os eternos insatisfeitos.

No novo projecto de Dalglish não havia lugar para a nostalgia de um projecto falhado que começou tão bem. O escocês quer começar do zero e para isso quer, acima de tudo, moldar a equipa ao seu estilo e à sua mentalidade, profundamente arreigada à história do clube. Torres, provavelmente um dos melhores avançados que passaram por Anfield, não pareceu nunca ter a paciência necessária para aguentar mais um projecto a médio prazo. De todos os seus colegas da selecção campeã do Mundo e da Europa ele, uma das suas estrelas mais cintilantes, é quem tem o palmarés mais reduzido. Apenas um titulo da segunda divisão espanhola, com o Atlético de Madrid.

Desejoso de novos desafios e de titulos, Liverpool tornava-se, cada vez mais, uma desilusão dificil de esconder no meio de tantos problemas fisicos que foram destroçando a impecável herança da sua primeira época onde só um brilhante Cristiano Ronaldo lhe impediu de se tornar o goleador e jogador do ano da Premier League. O Chelsea colocou o dinheiro na mesa, Torres a vontade, escrita em papel. Comete um erro. Este Chelsea é um projecto envelhecido e está agora, paradoxalmente, na sua pior fase dos últimos sete anos.  O Verão poderia oferecer outras oportunidades e a exigência imediata que terá em Stanford Bridge pode pesar mais que a vontade de agradar e superar os problemas fisicos que o tornam, cada vez mais, num jogador questionado pelos adeptos locais. Por outro lado, o Liverpool tem todas as condições para dar um salto qualitativo invejável. Novos donos com dose extra de paciência (e dinheiro), um treinador emblemático e com uma ideia bem definida e um plantel rejuvenescido de nomes ansiosos por fazer história. O presente falou mais alto mas tal como sucedeu com o seu Atlético de Madrid, pode ser que o espanhol se mude para Londres e que os titulos do futebol inglês façam a viagem no sentido inverso rumo ao norte.

 

Com os quase 60 milhões que Abramovich deixou nos cofres de Anfield, foi a vez de Dalglish mostrar o que tem pensado para o seu novo Liverpool. E ficou claro que é um regresso ao passado, um autêntico back to basics que poderá demorar alguns meses a tomar forma, é certo, mas que acabará, inevitavelmente, por revolucionar o estilo de jogo que predomina no relvado de Liverpool.

A compra de um dos melhores jogadores do futebol actual - o uruguaio Luis Suarez, para quem nunca se acabarão os adjectivos - e da maior promessa ofensiva do futebol britânico - o jovem internacional Andy Carroll - deixa claro que o técnico procurará recuperar o histórico 4-4-2 numa parceria entre um dianteiro móvel e altamente tecnicista e um ponta-de-lança fixo e letal. A fórmula de Keegan-Toshack e do próprio Dalgish-Rush, a base dos maiores sucessos da história do clube, repete-se uma vez mais depois das experiências tácticas de Benitez e Hogdson.

Mais de 60 milhões gastos numa nova dupla ofensiva é um investimento de risco mas também uma declaração de intenções para um futebol mais directo, à procura do golo e dos resultados.

Pelo caminho ficaram as negociações (em suspenso) com o promissor Charlie Adams, um médio criativo dos poucos que o solo britânico é capaz de produzir, que terá a missão num futuro de se juntar a um já veterano Gerrard e a um super-motivado Raul Meireles, finalmente a encontrar o seu espaço no desenho táctico do escocês. Dalglish não quer apenas jovens da formação red, como o lateral direito Kelly, a sua primeira aposta pessoal. Quer também jogadores promissores e com vontade de imiscuir-se num espirito colectivo que largamente tem faltado em Anfield no meio de tantos egos e idiomas. A última equipa bem sucedida da história do clube, exceptuando o episódio, quase fortuito, da final de Atenas em 2005, foi liderado por um batalhão de jovens britânicos (em 2001) com Owen, Heskey, Fowler, Carragher, James e companhia. O 4-4-2 está de volta e com ele um estilo mais vertical (com um extremo mais adiantado e um médio a fechar) e um meio campo de combate e construção, onde Meireles e Gerrard compartilharão a batuta, dando maior liberdade ao jogo criativo de Joe Cole. Progressivamente o Liverpool voltará ao mercado, para emendar as falhas que ainda são claras na defesa, e provavelmente para procurar um substituto de Reina, que certamente não quererá caminhar só. Serão decisões nucleares que podem alargar ou encurtar a espera dos imensos e fanáticos seguidores reds.

 

 

 

Com Suarez a emular o próprio técnico, algo que o mais estático e fisico Torres seria incapaz, Kenny Dalgish procura assim recuperar uma era desportiva que entrou num poço profundo para nunca mais ser vista em Anfield Road. É certo que não tem o plantel de sonho que herdou em 1986 mas o clube deve-lhe a ela as descobertas de Barnes e Beardsley, entre outros, figuras nucleares no final da era dourada do Pool. Serão o uruguaio e Carroll, pelo que se pagou uma verba exagerada não fosse isto o mercado de Inverno e ele um inglês promissor na liga dos negociadores mais duros, os porta-estandartes desta nova era onde o sotaque espanhol correrá o risco de ser substituido por um forte grito scouser capaz de resgatar os mortos da memória da história e devolver à Kop o espirito de lenda que sempre a acompanha.



publicado por Miguel Lourenço Pereira às 13:12 | link do post | comentar | ver comentários (4)

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