Joachin Low deu forma à recente revolução da Bundesliga na última convocatória mundialista alemã. Mas ainda ficaram muitos nomes de fora. Nomes para o futuro com impacto imediato. Timo Gebhart é um dos casos mais sérios de crescimento acelerado. Filho da genial geração jovem do 1860 Munchen, tem agora a eterna rival Estugarda á espera do seu toque mágico.

O jovem Gebhart cresceu em Memminguem, pequena e bela cidade da Baviera, mas nunca revelou essa eterna predilecção pelo gigante Bayern tão habitual nos jovens do sul da Alemanha. A sua familia, de origens mais humildes, sempre teve uma particular admiração pelo histórico 1860. E foi para aí que o jovem partiu, em 2007, quando cumpriu os 18 anos e decidiu dedicar-se exclusivamente ao futebol. O clube, então na Bundesliga 2, aprovou a sua contratação, depois de uma semana de provas onde o jovem travou amizade com uma série de jogadores que se revelaram a nata da formação do clube bávaro dos últimos anos, como os irmãos Sven e Lars Bender, Alexander Eberlein ou Florian Jungwirth.
Com esta equipa extremamente jovem, Gebhart começou a encontrar o seu espaço. Arrancou a época como extremo direito, mas a variação táctica de 4-3-3 para 4-2-3-1, deslocou-o para a posição de falso avançado. A sua finta em velocidade rapidamente transformou-se numa imagem de marca, até porque Gebhart não precisou de muito para se tornar presença assidua na selecção da Alemanha de sub-17 e sub-19, apesar de actuar na segunda divisão do futebol germânico. Aí coincidiu com vários colegas do 1860, mas também com outras promessas do futebol germânico Em 2008 sagrou-se campeão da Europa, marcando o golo decisivo na final. Um titulo que anunciava a revolução que se preparava nas entranhas do futebol alemão.
A sua primeira época no 1860 Munchen não teve o sucesso esperado. O clube bávaro falhou a promoção por muito pouco, resultado talvez da excessiva juventude dos jogadores chave do plantel. Gebhart sofreu a acusação dos adeptos de jogar demasiado para o espectáculo, perdendo aquele toque de efectividade que já se reconheciam a outros craques da sua geração.
Apesar das criticas, certas em alguns casos, Timo continuou a sua evolução natural. Já com o titulo de campeão europeu no bolso, surgiu na máxima força no arranque da época 2008/2009 e voltou a mostrar a sua melhor arma. De tal forma que na paragem de Inverno o jogador foi transferido para o Estugarda. Aí coincidiu directamente com Christian Trasch, Thomas Hitzpleberger e Sami Khedira no miolo de jogo dos bávaros e sob a batuta de Markus Babbel começou a sofrer uma transformação táctica em tudo semelhante ao que pudemos seguir este ano com Bastian Schweinsteiger. Passou da ala para o eixo central, melhorou o seu remate de meia distância e transformou-se num jogador ofensivo com forte vocação defensiva. Fez parte da equipa que cavalgou pela tabela até chegar ao segundo lugar e no ano seguinte o jovem internacional disputou o seu primeiro encontro oficial na Champions League. A chegada de Hleb, por empréstimo, e a definitiva afirmação do seu amigo Khedira como médio de contenção afastaram-no da equipa titular, mas com o final de época voltou a recuperar algum do protagonismo.

A saída de Khedira do clube alemão abrirá as portas da titularidade ao jovem Gebhart. A sua ascensão tem sido rápida e prodigiosa, faltando agora dar o salto final rumo à Mannschafft. Com esta politica desportiva tudo indica que o jovem médio tem tudo para se assumir como uma das referências do jogo ofensivo alemão na próxima década.