Poucos imaginariam que fosse possível que os Estados Unidos repetissem o feito de 1950. De certa forma assim foi. A equipa norte-americana ganhou o grupo com um golo nos suspiros finais e relegou a mais pobre Inglaterra de que há memória num Campeonato do Mundo para um jogo que pode perfeitamente ser contra a eterna rival Alemanha.

Defoe e Donavan. Foram os homens do dia, os que confirmaram o favoritismo das suas equipas e quem realmente evitou uma surpresa de força maior.
Mas Capello sai do primeiro round com uma séria derrota em maos. Tudo indica que o próximo rival poderá ser a Alemanha de Low e, superada essa fase, seguir-se-ia a eterna Argentina, pesadelo inglês nos Mundiais. Um cenário negro para quem chegava com o cartel de favoritos mas que acabou por cair no pódio das grandes desilusoes da prova, nao houvesse França e Itália pelo meio. Os ingleses, apresentando uma vez mais uma péssima versao futebolistica de uma potencia de todo o direito. O tento unico de Jermaine Defoe (o avançado que todos esperavam, Rooney, continua desaparecido do Mundial) resultou de um centro de Milner, duas novidades que funcionaram. Pouco mais teve para oferecer o onze dos Pross que continua uma sombra do que foi na fase de qualificaçao e que agora terá de suar muito mais do que parecia se quer superar a velha marca da eliminaçao nos Quartos de Final que arrasta há dois Mundiais consecutivos. Quanto à Eslovenia, nada a dizer. Uma equipa sem argumentos e futebol mas que ofereceu toda a sua raça para aguentar a exigência de uma prova como um Mundial. Puderam passar durante quase todo o dia e só o golo de Donavan nos instantes finais condenou a equipa eslovena. Uma injustiça para quem tanto se esforçou, mesmo que a qualidade do seu futebol nunca tenha sido superior ao de Argélia sequer.
Donovan ergue-se em herói com esse tento que o confirma como o máximo nome da história do soccer.
Um golo já na fase de puro desespero que garante uma liderança de grupo histórica para os norte-americanos que agora têm o caminho os quartos de final aberto. Sérvia ou Gana, duas equipas que podem dar a surpresa esta noite e deixar de fora a super-Alemanha. Mas foi sem pensar nesses calculos que os americanos esmagaram contra as cortes a débil Argélia.
Uma equipa a que a Inglaterra nao conseguiu marcar e que se soube defender muito bem. Faltou sorte ao combinado americano para evitar sofrer até ao fim já que as melhores oportunidades pertenceram sempre ao combinado de Bradley. Um justo apuramento, pelo futebol que demonstrou (particulamente pelo golo anulado frente aos eslovenos) e que abre agora as portas do sonho dos Quartos de Final, o mais longe a que os americanos lograram chegar na sua história.

Americanos e ingleses esperam rivais, sendo certo que Alemanha e Sérvia sao os grandes candidatos a seguir em frente. A vantagem no goal-average dos germanicos (+3 face ao 0 dos sérvios) garante que os eslavos têm de aplicar-se face aos australianos. Isso, claro, se ganeses - que lideram o grupo com 4 pontos e precisam apenas do empate para seguir em frente - e australianos nao baralhem as contas de um Mundial onde tudo sao surpresas.

