Na Suiça sonham com um novo Chapuisat. Em Wolfsburg pensam já no sucessor de Edin Dzeko. Expectativa máxima por um jovem dianteiro de apenas 18 anos que deixou a Europa encandeada. Afinal, a eficácia e classe de Ben Khalifa não se encontra todos os dias.

O Mundo do Futebol ouvi falar dele pela primeira vez no último Europeu de sub-17. Contra todas as expectativas possíveis e imaginárias a selecção Suiça emergiu como a ganhadora. E entre uma boa meia dúzia de jovens de grande talento, emergiu de forma imediata a figura franzina de Nassim Ben Khalifa. O jovem dianteiro cumpriu há dois meses os 18 anos. E no entanto já lhe exigem coisas de graúdos. Desde a sua explosão nas equipas juvenis helvéticas até agora viveu-se na expectativa para saber qual é o seu próximo malabarismo. Em 2007 surgiu como a estrela dos sub-15 suiços, ainda jogava na equipa de juvenis do seu clube de sempre, o Grashoppers. Durante dois anos foi progredindo de forma mais rápida na própria equipa nacional do que no seu clube. Já com o título de estrela juvenil europeia foi a vez de dar o salto ao mundo dos adultos profissionais. E fê-lo com brio. A finais da época passada começou a fazer parte das convocatórias da equipa sénior. A sua estreia foi a 7 de Março, num jogo contra o Sion. Disputou apenas 17 minutos mas tornou-se no mais jovem atleta de sempre a jogar pelo histórico conjunto suíço. O público tinha encontrado o seu novo ídolo. Curiosamente foi contra o Sion, já em Julho com a nova época em curso, que marcou o seu primeiro golo oficial. Agora conta já com 14 jogos oficiais e dois tentos apontados na liga. Mas mais que a eficácia dos números foi o estilo natural com que acompanha cada lance que chamou a atenção de meio mundo.
O Europeu de sub-17 em 2008 na Turquia foi o seu cartão de apresentação. No ano seguinte foi a grande estrela da prova, agora disputada na Alemanha. A Suiça foi a estrela e o seu nome surgiu de imediato. Alto, rápido e com bom jogo de pés, Khalifa joga habitualmente com segundo avançado. Nas transições é hábil no jogo de costas para a baliza e funciona melhor quando complementado por um goleador letal. Mesmo assim os seus números na equipa Suiça são de primeiro nível. 20 golos em 40 partidos oficiais e um troféu de Melhor Marcador do Mundial Sub-19 na Nigéria confirmam-no.
De tal forma que o Wolfsburg, que já sabe que este Verão deixará de contar com a sua jovem estrela bósnia, Edin Dzeko, começou a procurar o seu substituto. E encontrou-o no suíço. O contrato assinado em Fevereiro garante a Khalifa um contrato de cinco anos no conjunto alemão. Possibilidade de crescer numa equipa com ambição mas sem a pressão dos grandes conjuntos que irão esperar para acompanhar a sua evoluaçao como já fazem com Iker Muniain e Romelu Lukaku, que com ele compõe o trio de ases das jovens estrelas europeias.

O sonho do dianteiro é estar na lista para o próximo Mundial mas terá de esperar. Desde 1994 que a Suiça não marca presença num Campeonato do Mundo. Nessa época a equipa contava com as estrelas Alain Sutter, Kubilaz Turkkylmaz e Stephane Chapuisat. Para a geração de futuro o nome de Ben Khalifa tornou-se numa esperança de um regresso aos melhores dias do futebol helvético.

