Depois de na semana passado o Bari se ter oficialmente juntado á elite do futebol italiano, esta semana foi a vez de outro histórico voltar aos grandes palcos do futebol transalpino. O AS Parma superou o ano no "poço" e saltou de novo para a Serie A depois de um campeonato desesperante onde se chegou a suspeitar que a promoção era impossível.
O futebol italiano está numa gravissima crise. Para além dos dados estatisticos que indicam que a Coca Cola Championship - segunda liga britânico - tem mais espectadores do que a Serie A, para ver um desafio da Serie B é preciso uma boa dose de paciência e amor próprio. O nivel das equipas é geralmente, muito inferior ao das segundas ligas europeias, e está repleto de clubes de pequenas cidades que sobrevivem a custo e que nunca chegam a ter legitimas ambições a ir mais longe. É por isso normal que as equipas que descem tardem pouco tempo a subir de divisão, tal é a fraca competitividade. Mas há excepções. O AS Parma - duplo vencedor da Taça UEFA em 1993 e 1999 - foi um dos grandes colossos italianos dos anos 90, muito por culpa do patrocinio da Parmalat. Com o final do império da equipa onde Arrigo Sachi deu os primeiros passos como treinador, o Parma foi perdendo importância. Já tinha passado a era de Zola, Brolin, Signori, Buffon, Cannavaro ou Thuram...e até mesmo de Fernando Couto, que andava por lá no final da época passada. A equipa nunca conseguiu atrair público ao Ennio Tardini e durante vários meses vagueou pelo meio da tabela, sem reais possibilidades de subir.

Só um sprint final de loucos e a sucessiva queda dos rivais directos na luta pela promoção foi permitindo aos parmesões subir de novo á Serie A. No entanto não nos enganemos. A qualidade futebolistica da equipa hoje orientada por Francesco Guidolin está longe da dos dias aureos do Parma e para o ano arranca como um dos candidatos á descida. Perderá alguns dos seus jogadores nucleares - como Lucarelli, Paloschi, Zenoni, Reginaldo, Leon - e terá dificuldades financeiras em reforçar-se a preceito. Mas, pelo menos, honra lhes seja feita. Superou o dificil desafio de voltar á elite. Agora cabe-lhes provar que merecem estar junto dos mais fortes!