Quem está habituado ao jogo de cartas sabe que ter uma mão de Poker é o sonho de qualquer jogador. Alex Fergusson sabe disso. É um veterano nessas andanças e sabe que, apesar de ter vendido Cristiano Ronaldo, continua a ter na manga um verdadeiro Poker. Quatro rostos de um mesmo jogador, o simbolo actual da Premier League.

Quatro ases. Um Poker.
É assim Wayne Rooney. Mais do que o poker de golos marcados ao Hull City. O dianteiro do Manchester United é um verdadeiro quatro em um que faz a diferença em qualquer equipa. A saída de Cristiano Ronaldo - e de Carlos Tevez - pode ter diminuido o arsenal ofensivo do United. A equipa não é tão acutilante e ofensiva como nos dias de CR7, é verdade. Mas com Rooney ganhou outra profundidade. Porque o jovem dianteiro inglês é um jogador cada vez mais completo. A saída do seu amigo português abriu-lhe as portas que faltavam para se tornar no verdadeiro lider da equipa. Hoje ele é o rei de Old Trafford.
Disciplina táctica inusual num jogador britânico. Espirito de sacrificio e força fisica acima da média. Oportunismo goleador como poucos dianteiros no futebol de hoje. E uma liderança nata. Quatro ases. Um poker. Uma estrela que brilha este ano mais intensamente que nunca no Teatro dos Sonhos.
No duelo de sábado contra o modesto Hull City o Manchester United foi avassalador. Graças a Rooney.
O avançado este ano soube dizer presente sempre que a equipa precisava dele. Forçada a levar com o peso da equipa às costas, face ao envelhecimento da espinha dorsal dos Red Devils e à dificil afirmação de muitos dos jogadores escalados por Ferguson, o jovem internacional inglês tem uma equipa à sua medida. A sua velocidade permite-lhe explorar os flancos como poucos jogadores. O seu killer instinct torna-o fundamental na área. E a sua voz de comando hoje eleva-se perante tudo e todos. Foi assim com o Hull. Quatro golos repleto de oportunismo, magia e sacrificio. Enfim, quatro golos de um dianteiro de classe que o ajudam a colocar o Manchester United na liderança de uma Premier mais emotiva do que nunca. Uma Premier que tem o seu particular Poker de Estrelas. Drogba, Torres, Fabregas e Rooney. Um quarteto de luxo num ano em que o inglês se tem destacado dos demais. Não só pelos golos que já leva e que lhe podem valer bem a sua primeira Bota de Ouro. Mas também pelas assistências e pela forma que vem exibindo. Com os Red Devils a entrar em meses fulcrais para definir o futuro na época doméstica, Sir Alex precisa do seu general mais do que nunca. E ele diz presente.

Fabio Capello espera este Rooney. Um lider nato capaz de levar a Inglaterra onde génios como Keegan, Shearer, Lineker ou Beckham nunca conseguiram. Tem ambições legitimas particularmente se for este o jogador que chega em Junho. Hoje, Wayne Rooney assume-se como um dos elementos mais desiquilibrantes do futebol mundial. Cada vez mais se percebe que a queda em Roma do United deveu-se muito ao desaparecimento do inglês e não ao génio endiabrado de Lionel Messi. Agora sem a sombra de CR7 o avançado quer conquistar o seu primeiro titulo. Seu. Como lider. Como rei de Old Trafford. O titulo de um autêntico Poker que ameaça com levar toda a mesa para casa.

