Quinta-feira, 23.08.12

vinte e três anos morria numa movimentada estrada de Madrid a primeira pérola negra do futebol britânico. No país que inventou o beautiful game a população negra parecia ter sido historicamente colocada de lado no desporto mais popular do país. Até que chegou Laurie Cunningham, e com ele uma nova esperança de futuro. Na capital espanhola apelidaram-no de "El Negro" e aí acabaria por morrer num trágico acidente de viação.

 

Contam-se pelos dedos das mãos os jogadores negros britânicos a brilharem no futebol das ilhas até aos anos 80.

Um contra-senso, já que não só a população negra - particularmente nos centros urbanos - cresceu velozmente ao largo do século, mas também pelas condições físicas que permitiam a jovens oriundos - directamente ou em primeira ou segunda geração - de África ou das Caraíbas, mostrar o perfume do seu jogo. O historiador desportivo Chris Green citou apenas quatro exemplos anteriores ao final dos anos 70. Arthur WartonWalter Tull, ainda no amador século XIX, e Lindy Delapenha e Teslim Balogun nos anos 50.

Mas o percurso deste mágico futebolista negro britânico seria de todos o mais marcante. Nasceu em Londres, a 8 de Março de 1956. Numa época onde os Busby Babes iluminavam o futebol europeu e Stanley Matthews e Jimmy Greaves faziam as delicias dos mais novos, Laurie Cunningham começou a correr endiabradamente atrás de uma bola. Aos 18 anos este descendente de jamaicanos decidiu tornar-se profissional e assinou um contrato com o modesto Leyton Orient depois de ter sido rejeitado pelo Arsenal. Despontou rapidamente e dois anos depois foi contratado pelo West Bromwich Albion. Sob  o comando do carismático Ron Atkinson, no Hawthorns Stadium começou a mostrar todo o seu talento e a parceria com Batson e Regis - também de raça negra - levou ao aparecimento de um verdadeiro fenómeno mediático que passaria para a posteridade como os Three Degrees, nome de uma popular banda soul norte-americana negra da época.

No WBA o jovem Cunningham explodiu liderando a equipa aos seus melhores resultados dos últimos 50 anos. Em 1978 disputaram até ao fim o titulo com o poderoso Liverpool, tendo estado invictos durante três meses. Isso permitiu ao jovem ser também o primeiro negro a estrear-se com a camisola inglesa num jogo oficial. Mas nem tudo era rosas.

 

Num país de contrastes, o racismo no futebol era um tema tabú e poucos atreviam-se a defender Cunningham dos ataques sofridos. O jogador era constantemente vitimas de ameaças e ataques racistas, os mesmos que ainda hoje sofrem jogadores da Premier League como os recentes casos de Anton Ferdinand e Patrice Evra demonstram, mesmo dentro do terreno de jogo. 

Durante um jogo atiraram-lhe uma navalha aberta e numa viagem ao norte - zona tradicionalmente mais conservadora - foi colocada uma bala junto do poste da baliza do WBA com a mensagem "Terás uma destas nos joelhos se jogas pela nossa Inglaterra"). Era constantemente assobiado quando a equipa jogava fora e até nos partidos disputados em casa havia sempre um sector racista que não se cansava de o assobiar. Em 1979 - e depois de um magnifico jogo a duas mãos contra o Valencia numa eliminatória da Taça UEFA - o promissor extremo esquerdo, então com 23 anos, deixou as ilhas para assinar pelo Real Madrid por uma cifra record de 995 mil libras.

Foi o primeiro britânico a actuar no clube merengue e no Bernabeu viveu os seus melhores momentos como jogador. No primeiro ano venceu a Liga e a Taça do Rei, mas também passou por momentos complicados, com a afficion ultra madridista a apelidá-lo pouco carinhosamente de "El Negro".

No entanto o público em geral aplaudia o seu estilo rápido e letal mas as sucessivas lesões que foi sofrendo e a sua agitada vida nocturna progressivamente afastaram-no do onze. Quatro anos depois de aterrar em Madrid voltou a Inglaterra, mas a carreira estava já em queda livre. Actuou a espaços no Manchester United (onde reencontrou Atkinson) por empréstimo e ainda passou por Sporting Gijon, Olympique Marseille, Leicester, Charleroi e Wimbledon clube onde conseguiu o seu último troféu, uma FA Cup em 1988 contra o mítico Liverpool. No final da temporada decidiu voltar a Madrid, desta feita para actuar no pequeno Rayo Vallecano. Ao serviço do clube madrileno não exibiu o seu melhor nível e na noite de 15 de Julho de 1989 morreu num violento acidente de tráfego na circunvalação da capital espanhola. Tinha apenas 33 anos e era um fantasma da flecha que tinha despontado dez anos antes.

 

Em Inglaterra poucos deram importância ao evento mas a inequívoca verdade é que Cunningham fez história. A estreia pela equipa nacional inglesa num jogo oficial (em 1979) fez dele o primeiro negro internacional britânico. O extremo abriu as portas para dois dos grandes futebolistas britânicos da década - John Barnes e Paul Ince - e iniciou uma verdadeira revolução no futebol inglês. Na época em que surgiu, Cunningham era a única estrela negra e hoje a Premier League conta com um 23% de jogadores de raça negra, muitos dos quais ingleses internacionais como l Theo Walcott, Danny Wellbeck, Ashley Young, Ashley Cole, entre tantos outros. O seu estilo de jogo era apaixonante mas foi o seu espírito de luta e sacrifício que lhe permitiram quebrar barreiras invisíveis. Foi a primeira pérola negra num futebol que descobriu tarde a sua imensa colónia e que hoje olha para trás com um inevitável sentimento de culpa.



Miguel Lourenço Pereira às 13:59 | link do post | comentar | ver comentários (3)

Terça-feira, 28.02.12

poucos jogadores europeus com tamanha margem de progressão como Kevin de Bruyne e Xherdan Shaqiri. Não são apenas talentosos, jovens e extremamente bem sucedidos. Revelaram-se também surpreendentes exemplos de negócios em tempos de crise. Chelsea e Bayern Munchen mostraram o caminho e deixaram em evidência a habitual politica de desbarato de alguns dos clubes de top do futebol europeu. Dois cracks, uma forma de fazer negócios que entra em sintonia com os novos tempos.

 

Fábio Coentrão custou 30 milhões ao Real Madrid. Falcao custou 40 milhões ao Atlético de Madrid. Alexis Sanchez trouxe às arcas da Udinese cerca de 40 milhões, tanto como as movimentações de Fabregas ou Aguero. Negócios milionários num ano de crise economica crescente que transparecem bem a teoria de que muitos se valem para criticar o universo futebolistico. Sem dúvida há clubes que trabalham à margem da realidade. Com dinheiro emprestado, com dividas crescentes e pagamentos a prazo que muitas vezes se atrasam sucessivamente. Raros são os bons negócios, raros são os negócios realistas que capturam tanto a essência de uma politica desportiva sustentável como a dinâmica económica da actualidade. No meio desta troca constante de divisas por valores astronómicos que poucas vezes traz uma verdadeira rentabilidade a longo prazo, há sempre excepções. Sadias e esperançadoras excepções. Por cada Sanchez ou Coentrão existe um De Bruyne ou Shaqiri.

O potencial tanto do extremo belga como do craque suiço não está longe do que podemos imaginar com o defesa português e o dianteiro chileno. E no entanto Chelsea e Bayern pagaram a metade de Real Madrid e Barcelona pelos jogadores. Negócios rápidos, silenciosos e que se afastam cada vez mais da ideia mediática da contratação para a ergonomia sustentável de uma gestão quase empresarial que começa a tomar forma em Londres e que há muito faz escola em Munique. Se o Bayern é o exemplo perfeito de como um clube de futebol deve ser gerido, ao Chelsea há que reconhecer que, progressivamente, o clube vai dando passos similares nessa direcção e se afasta, cada vez mais, do fantasma milionário de Abramovich como bolsa sem fundo. De Bruyne e Shaquiri, como sucedeu com Lukaku, Mata, Oriol Romeu, Courtois, Boateng, Rafinha ou Luis Guztavo são espelhos de uma politica de contratação racional e profundamente orientadas para o futuro.

 

De Bruyne é o terceiro belga a aterrar em Stanford Bridge num ano.

Há muito que o Chelsea soube identificar no outro lado da Mancha um verdadeiro viveiro de talentos a que se podem incluir Hazard, Defour, Witsel e Verthogen. O extremo do Genk tem sido nos últimos anos uma das principais atrações da Jupiler League e apesar dos seus tenros 20 anos há muito que estava referenciado pelos clubes de top do futebol europeu. Em Brugge tentaram aguentar as investidas de Arsenal, Milan e Bayern mas acabaram por ceder aos argumentos do Chelsea. O clube londrino pagou a misera quantia de 9 milhões de euros por um jogador com um valor potencial de mercado capaz de rondar o triplo. O negócio não só garantiu ao clube inglês um substituo à altura para Kalou – de saída do clube – como ainda beneficiou o Genk que ficará com o jogador como empréstimo até ao final da temporada.

O mesmo acordo foi establecido entre Bayern Munchen e Basel FC.

É dificil encontrar um extremo tão entusiasmante na praça europeia nos últimos dois anos que Xherdan Shaqiri. Desde que brilhou com as cores helvéticas num Europeu de Sub-19, o extremo tem deixado a salivar os olheiros dos grandes nomes do Velho Continente. O seu clube de formação foi rejeitando ofertas tentadoras de Espanha e Inglaterra. Por detrás da decisão dos gestores do Basel estava a expectativa numa boa campanha europeia que se veio a concretizar. Shaqiri liderou o melhor Basel da história numa fase de apuramento empolgante que acabou com a eliminação do Manchester United, garantindo aos suiços a presença nos Oitavos de Final. Por 10 milhões de euros os bávaros garantiram a sua contratação para reforçar uma temivel linha ofensiva onde já estão Robben, Ribery, Muller, Kroos e Gomez. A capacidade técnico e a velocidade do suiço transformam-no obrigatoriamente numa das grandes sensações dos encarnados para a próxima temporada. O negócio entrou na dinâmica recente do Bayern, o único clube a conseguir um lucro no exercicio anual pelo 15 ano consecutivo, algo inédito na história de um desporto onde a maioria das instituições vive mergulhada em dividas.

 

Com estes dois negócios tanto Bayern Munchen como Chelsea não garantem apenas dois elementos que farão parte do futuro do futebol europeu a um baixissimo preço. Ambos clubes establecem uma linha de gestão económica que nos dias do Fair Play establecido pela UEFA deve marcar o futuro das negociações desportivas. Enquanto existirão sempre clubes dispostos a recorrer ao chamado “doping financeiro” e sem esquecer que o desnivel do mercado é real, negócios como este abrem uma esperança para um futuro mais sustentável, realista e ao mesmo tempo empolgante para o futebol europeu.



Miguel Lourenço Pereira às 20:13 | link do post | comentar | ver comentários (13)

Quarta-feira, 01.02.12

Pode explicar-se o sucesso recente do Tottenham Hotspurs pela magnifica gestão do técnico inglês Harry Redknapp. Um Manager capaz de inverter a tendência auto-destructiva dos Spurs que voltam a poder proclamar-se, legitimamente, como grandes de Inglaterra. Mas a popularidade dos homens de White Hart Lane deve-se mais à explosão de um génio que esteve a um passo de sair do clube pela porta pequena e que se tornou no símbolo mais icónico dos Spurs desde os dias de Jurgen Klinsmann.

 

Começou como defesa, popularizou-se como extremo e agora é um verdadeiro jogador total.

O sucesso de Gareth Bale pode ser um verdadeiro case-study de sucesso numa liga que continua a viver mais da importação do que do producto fabricado localmente. Bale esteve perto de ser um dos muitos jovens futebolistas britânicos descartados por um clube grande no momento fulcral da sua formação. Mas a sorte e o olhar clínico de Redknapp permitiram-lhe ser precisamente o oposto, o exemplo a que todos os jovens britanicos olham com esperança de emular. O triunfo de um jogador made in UK é mais importante do que se possa imaginar para a psique de um pais que sempre viveu com um imenso sentido de superioridade face ao futebol continental mas que acabou por entrar numa dinâmica regressiva quando a invasão da legião estrangeira deu à Premier League tudo aquilo que ela era incapaz de produzir apenas com o tipico futebolista insular.

Há 20 anos atrás Gareth Bale seria um de muitos. Hoje é um símbolo de uma tendência que os britanicos procuram inverter sem saber bem como. O abandono progressivo do kick and rush fez-se sobretudo com ajuda externa entre jogadores (Cantona, Ginola, Zola, Bergkamp, Gullit, Vieira, Pires, Henry…) e técnicos (Wenger, Houllier, Mourinho, Benitez) de fora. O típico futebolista local continua a ser, sobretudo, um espelho de uma mentalidade que ainda não mudou onde é verdadeiramente importante: as ruas.

O sucesso do modelo francês e espanhol não contagiou a juventude inglesa que continua a preferir a garra à classe, a força à genica, a coragem ao cinismo. Rooney representou esse espírito quando surgiu do nada, em 2003, mas desde então o futebol britânico falhou nas suas sucessivas promessas. Até chegar Bale.

O gales foi recrutado para as filas do Tottenham depois de dar nas vistas no agónico Southampton. Depois de dois anos entre a equipa júnior e as reservas em White Hart Lane o seu destino parecia ser igual ao de tantos outros, uma dispensa sem honra e uma peregrinação por clubes da League One. Uma realidade nada estranha para um clube com um plantel imenso mas sem um timoneiro. A chegada de Redknapp mudou o rosto do clube e, por arraste, o destino de Bale. A pouco e pouco o jovem gales começou a ser opçao na primeira equipa e em 2009 tornou-se titular indiscutivel como lateral esquerdo dos Spurs.

Com um estilo mais brasileiro do que tipicamente british, a forma como Bale encarou o carril esquerdo assemelhou-se sempre mais à herança canarinha de Djalma Santos e Roberto Carlos do que, propriamente, às lembranças mais icónicas dos laterais habituais da Premier. Bale sabia ocupar o espaço defensivo mas onde realmente fazia a diferença era, sobretudo, na sua acção ofensiva. Com ele como autentico ala o Tottenham tornou-se numa equipa predominantemente ofensiva, com Defoe, Pavluychenko, Modric, Lennon e Huddlestone como elementos fundamentais do equilíbrio ofensivo. Bale tinha carta branca para tornar-se no quinto homem do ataque e os seus golos e assistências revelaram-se fundamentais na extraordinária campanha dos Spurs em 2009/10 com o prémio histórico de um bilhete para a Champions League. Na época seguinte Redknapp imaginou, talvez, que os rivais saberiam que as costas de Bale seriam facilmente exploráveis e preferiu jogar pelo seguro. Abdicando de Modric no flanco esquerdo – movendo-o para trás do ponta de lança – o inglês avançou Bale como extremo e fez dele o elemento nuclear do jogo ofensivo da sua equipa. Na Europa só o Real Madrid travou, nos quartos-de-final, a espantosa campanha dos Spurs que teve consequencias domésticas, um quinto lugar que, no entanto, não deixava de ser meritório. A pesar do génio de Modric, da classe de van der Vaart e do papel central de Redknapp nenhum adepto duvidava do verdadeiro papel de estrela de Bale no projecto Spur.

 

2011-12 permitiu ao galês que tantos associam a Ryan Giggs, esse veterano incombustível, dar o passo que faltava. Pela primeira vez desde a década de 80 o Tottenham finalmente pode reclamar que está, de pleno direito, na luta pelo titulo que lhe escapa desde os dias de Jimmy Greaves. Bale já não é só um extremo letal, talvez um dos mais eficazes do Mundo. Agora é um verdadeiro futebolista completo, um verdadeiro joker sem posição fixa no esquema do Tottenham que tanto surge nas alas (esquerda e direita) como surge no eixo central, diante de Modric, a romper linhas. Da mesma forma que Mourinho descobriu em Di Maria um tempestuoso punhal na medular, também Redknapp fez de Bale um falso extremo imprevisível. O seu papel central trouxe ainda mais dinamismo ao jogo veloz do Tottenham e, sobretudo, reforçou o seu papel de estrela mundial de pleno direito, jogador de referencia em qualquer canto do Mundo. Para os britânicos a sua ascensão é um genuíno motivo de alegria. Apesar do talento de Whilshere, Jones, Wellbeck, Wyler, Hart, Cleverley, Adam, Henderson, Young ou Carroll, exemplos de uma Inglaterra genuinamente renovada, cabe a um gales como Bale ser o jogador insular bandeira de uma prova onde os estrangeiros começam a perder o protagonismo que tiveram até às saídas de Henry e Ronaldo e em que o futebol histórico britânico volta a ser referencia nas ruas onde a camisola de Bale vale tanto como o nome de Messi.



Miguel Lourenço Pereira às 23:43 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 19.03.10

Campeonato de pequeno impacto, a Eredivise tem-se especializado nos últimos anos em lançar novos talentos precoces para a ribalta. Na época passada uma das figuras de uma das ligas mais emocionantes de sempre foi Eljero Elia. Passado um ano da sua explosão o jovem extremo é já uma das grandes referências do futebol jovem europeu.

 
Tem tudo para fazer deste o seu ano.
O seleccionador confia nele e no Hamburg SV tratam-no como uma estrela. E tudo com apenas 23 anos de idade. Mas na vida de Eljero Elia tudo foi realmente precoce. O jovem de origem marroquina desde cedo começou a actuar nas ligas amadoras juvenis da Holanda. Com 16 anos o jovem foi contratado pelo modesto ADO Den Haag, clube da capital holandesa. A ideia era desenvolver o seu talento na equipa juvenil mas rapidamente Elia chamou à atenção pela sua rapidez e precisão nos centros. Em 2005, com 17 anos, foi chamado pela primeira vez à equipa principal chegando ainda a disputar quatro jogos como titular. Esse Verão revelou-se decisivo para a sua curta carreira. O clube de Haia contratou o polémico Lex Schoenmaker que rapidamente fez saber ao jogador que não contava com ele como primeira opção. Por essa altura já Elia era uma das estrelas da selecção de sub-19 da Holanda e rapidamente os tubarões da liga holandesa cercaram o jovem com promessas de grandeza. Por estranho que pareça Elia rejeitou Ajax e PSV, preferindo o modesto Twente. Aí passou um ano tranquilo até que chegou o inglês Steve MacLaren. Adepto do jogo rápido e vertical, rapidamente Elia chamou a atenção do técnico que lhe deu todo o corredor direito para explodir. E assim foi. Numa época notável o jovem então com 20 anos ajudou o seu novo clube a conseguir o segundo posto na competição. Sem surpresa foi eleito o Melhor Jovem Jogador do campeonato.
 
Apesar do clube holandês ter conseguido o apuramento para a fase preliminar da Champions League, o jovem Elia rapidamente percebeu que estava na hora de dar o salto. Seduzido pela oferta do Hamburg SV, aceitou passar para a mais exigente Bundesliga. O negócio cifrou-se em cerca de 9 milhões de euros – fundamentais para um clube pequeno como o modesto Twente – e pouco tempo depois Elia estreava-se como titular pelo clube do norte da Alemanha. As suas exibições rapidamente cativaram os adeptos germânicos e o seleccionador Bert van Marwijk. Cansado da debilidade física de Arjen Robben e Rafael van der Vaart, o técnico convocou a ainda jovem promessa para a última ronda de jogos internacionais de 2009. E Elia respondeu. No primeiro encontro, frente ao Japão, fez duas assistências para golo. Dias depois, frente à Escócia, estreou-se a marcar pela Orange. Rapidamente se percebeu que é um dos nomes certos para a viagem à África do Sul.
 
Os números de Elia são espantosos para um jovem extremo que faz da velocidade a sua grande arma. Autor de golos e assistências no rejuvenescido Hamburg SV, é um dos rostos mais importantes da actual Bundesliga. Na Holanda começa a ganhar o culto de jovem estrela como tantas jovens promessas antes de ele. A sua parceria com van Nistelrooy é um trunfo para o seleccionador holandês que sabe que a irreverência de jogadores como Elia serão fundamentais nas pretensões holandesas no próximo Mundial. Um torneio que o jovem quer fazer seu.


Miguel Lourenço Pereira às 20:10 | link do post | comentar

Sexta-feira, 12.06.09

Cumpriram-se as previsões e cumpriu-se o sonho. Do Real. De Cristiano. Dos adeptos britânicos. Dos admiradores e dos detractores. A partir da próxima semana, quando for oficializado o contrato que o extremo português rubricará no Santiago Bernabéu, Cristiano Ronaldo passará para a história como o primeiro futebolista a roçar o impensável valor de 100 milhões de euros numa transferência. Faltariam apenas 4 milhões mas pouco importa. Numa grave época de crise o Real Madrid volta a mostrar toda a sua arrogância desportiva graças aos vários créditos conseguidos pelo seu novo presidente, e dá um golpe na mesa no mercado internacional. O Manchester United agradece. Recebe o valor mais alto alguma vez pago por um desportista, livra-se de uma constante dor de cabeça e pode preparar tranquilamente a temporada do próximo ano. No meio do turbilhão, o português tranquilo. Sem necessidade das birras da pré-temporada passada, Cristiano Ronaldo cumpre o seu sonho de jogar em Madrid. Um clube bem adequado ao seu caracter onde será adorado como um Deus na primeira semana e crucificado nas seguintes se não exibir o mesmo futebol que mostrou ao mundo nos últimos três anos. São assim os sonhos, também têm o seu lado negro. 

 

No final do Verão passado Ferguson foi ao Algarve convencer Cristiano Ronaldo de que o Real Madrid não era o clube ideal. Mas não havia nada a fazer. A mãe do jogador queria que o filho jogasse em Madrid. Cristiano queria seguir os passos de Figo e afinal, a solarenga capital de Espanha (onde também neva no Inverno se ninguém lhe disse) estava mais perto da sua ilha do Atlântico. O jogador que sempre preferiu falar espanhol diante da imprensa do país vizinho apesar de ser constantemente ridicularizado por aqueles lados, obrigou o seu mentor a colocar uma nova cláusula no seu contracto. Com o beneplácito da direcção do Real Madrid de Ramón Calderon, foi assinado um pacto entre os dois clubes. Até Junho de 2009 o Real Madrid comprometia-se a pagar 96 milhões de euros pelo português. Caso contrário teria de pagar uma penalização de 30 milhões. Poucos souberam da trama, parecia que a história estava esquecida. O Man Utd arrancou para mais uma época de sonho (Ronaldo nem tanto) e o Real Madrid foi-se afundando de tal forma que acabou por perder técnico e presidente, homem que agora anda pelos tribunais de Madrid. Chegou o final do ano e com ele veio Florentino Perez, o homem que para os madridistas é como Deus, sem o ser na realidade. Quem o é são os milhões que o presidente consegue nos bancos dos amigos (ele é, afinal, o sexto homem mais rico de Espanha) e que lhe permitiram pagar 65 por Kaká na sua primeira semana. Chegou-lhe então à mão o contracto pré-assinado e não teve mais remédio que accionar a cláusula. Ronaldo foi de férias já sabendo que não voltava a Manchester. A cara de Ferguson em Roma era de quem sabia que, uma vez mais, lá teria de montar uma nova equipa. Mas ficava-se a rir. Afinal, quem tem 96 milhões para gastar? 

 

 

Com este negócio o Real Madrid volta a romper o mercado.

O Manchester United gastará bem o dinheiro (fala-se já em Benzema e Valencia, para abrir) e o presidente merengue jura que as camisolas, os direitos de publicidade e o marketing de Cristiano, que passará a ser em Madrid CR9 porque o 7 tem dono (o inevitável Raúl que já obrigou a Figo e Beckham a passar pelo mesmo) serão suficientes para amortizar o investimento. A verdade é que em Madrid o dinheiro parece ter um diferente valor já que, não é por acaso, as quatro maiores transferências da história foram todas parar ao Bernabeu. Que há jogadores que se rentabilizam por si mesmos, isso não é novidade. Mas alcançar os valores desta transferência é algo arriscado para um clube que vive uma situação de incerteza financeira (um passivo a rondar os 200 milhões de euros) e num campeonato à beira da falência técnica.

Desportivamente Cristiano Ronaldo tem aqui o desafio da sua carreira.

A sua estadia em Madrid, depois de cinco anos na Premier League, podem cataloga-lo definitivamente como um dos melhores jogadores do Mundo ou dar razão aqueles que indicam que o futebol de Cristiano não está moldado para o estilo de jogo Mediterrâneo, como se tem visto nas suas performances pela selecção. Nas alas do clube madrileño Cristiano Ronaldo terá uma marcação bem distinta à que está habituado e o próprio ritmo de jogo e o posicionamento defensivo não benificiarão tanto as suas cavalgadas heroicas, já que a defesa em Espanha joga habitualmente bem mais recuada que as defesas britânicas. Além do mais Cristiano terá de partilhar pela primeira vez o protagonismo (algo a que está mal habituado) com Kaká, para muitos o verdadeiro menino bonito de Perez e Pellegrini, e com o balneário espanhol que não vê com bons olhos a figura de um craque luso a tomar protagonismo. Pequenos detalhes que poderão revelar-se grandes ao longo de ano. De momento o jogador está tranquilo, os adeptos estão eufóricos e os analistas expectantes.

A partir da próxima época veremos verdadeiramente quem é Cristiano Ronaldo



Miguel Lourenço Pereira às 12:48 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sábado, 30.05.09

Antes da explosão da Danish Dynamite nos anos 80 pela mãos de dois génios imensos de nome Michael Laudrup e Preben Elkjaer Larsen, já o futebol dinamarquês tinha tido um verdadeiro génio, um voador de primeiro nível que se tornou no primeiro atleta nórdico a conquistar um Ballon D´Or. Espelho de uma brilhante carreira ligada ao melhor do futebol disputado em Espanha e na Alemanha entre os anos 70 e prinicipios da década de 80. Os mais veteranos reconhecem o olhar sério, os mais novos surpreender-se-iam com a capacidade fisica e técnica apurada de um génio chamado Allan Simonsen

Simonsen não era o protótipo do atleta nórdico. Relativamente baixo (não chegava ao 1m65) e sem grande porte atlético, era mais uma gazela do que um desses ursos que davam o rosto pela poderosa selecção sueca, a mais destacada equipa do norte Europeu dos anos 70. Nascido em 1952 em Vejle, Simonsen demorou a explodir numa época onde para um jogador sair do país Natal era bem mais complexo do que se pode supor hoje em dia, neste meio cada vez mais globalizado. Foi no clube da terra o Vejle FC, que em 1971, aos 19 anos, se tornou profissional. Simonsen jogava pela ala direita, mas várias vezes percorria todo o campo, como um nobre vagabundo de invulgar corte senhorial. O seu impacto foi tal que quebrou todas as regras da época e com 20 anos assinou contrato com o poderoso Borussia Monchenladgbach da RF Alemanha. A equipa germânica queria colocar um travão na ascensão meteórica do Bayern Munchen de Beckambauer e Muller e juntou uma série de jovens jogadores talentosos que eram tudo o que os letais homens da Baviera não eram. Desse Borussia falou-se como os poetas do futebol alemão e nenhum deles atingiu tanto a genialidade como o dinamarquês. Durante três anos (1975 a 1977) o clube de Monchenladgbach venceu a Bundesliga, conquistando ainda uma taça. Para além disso exibiu-se em grande nas provas europeias vencendo em 1975 e 1979 a Taça UEFA. Em 1977 o extremo venceu o Ballon D´Or, diante de nomes ilustres como Keegan, Cruyff ou Beckhambauer. Era o consagrar definitivo do seu génio intemporal.

 A vida corria bem a Simonsen até que em 1979, na ressaca de mais uma prova europeia ganha, o Barcelona apareceu e contratou-o para atacar o titulo espanhol, que há vários anos se lhe escapava. Ao seu lado a equipa catalã contava ainda com Hans Krankl, possante avançado austriaco, Bernd Schuster, médio irrascivel germanico, e os espanhois Quini, Carrasco e Urruti. Simonsen encaixou que nem uma luva no belo futebol blaugrana mas os titulos acabaram por não chegar. Numa era dominada pelos clubes bascos (a Real Sociedad primeiro, e o Athletic Bilbao depois) o Barcelona ficou sempre ás portas da glória, tendo de contentar-se com uma Taça do Rei, em 1981, e a Taça das Taças de 1982 onde foi o heroi do encontro com um golo e uma assistência. No final da temporada seguinte, já com 29 anos, Simonsen foi forçado a abandonar o Camp Nou devido à chegada do astro argentino Diego Maradona. Numa época onde os planteis só podiam ter três estrangeiros, a direcção do clube catalão ainda tentou mudar a lei e quando a possibilidade falhou propôs ao dinamarquês ficar no banco, à espera da lesão de um dos três estrangeiros. Simonsen recusou. Passou primeiro pela liga inglesa, ao jogar pelo Charlotn Athletic até que voltou ás origens, terminando a carreira no Vejle FC tendo ainda logrado a participação nas espantosas campanhas da selecção do seu país no Euro 84 e Mundial 86, mas por essa altura já não era ele a estrela da companhia.

 

Simonsen deixou em 1989 os relvados e começou a carreira como treinador, orientando selecções de pequena dimensão como as Ilhas Faroes e o Luxemburgo e vários clubes dinamarqueses. Ainda hoje é um idolo no país natal e pode gabar-se de ter sido o único atleta a marcar golos nas três finais europeias (Taça dos Campões, Taça das Taças e Taça UEFA) e ainda o único nórdico a triunfar no Ballon D´Or, algo que os compatriotas Michael Laudrup, Peter Schemeichel e Elkjaer Larsen, bem mais conhecidos do grande público, nunca lograram. Um verdadeiro génio que o tempo não esquece.



Miguel Lourenço Pereira às 16:27 | link do post | comentar

Quarta-feira, 06.05.09

 

Não comemorou nenhum dos golos de forma especial. Limitou-se a sorrir e a apontar-se a ele próprio, a reivindicar o momento. O momento que era dele, completamente. O míssil é imagem de marca e já não são poucos os guarda-redes que são obrigados a caminhar cabisbaixos rumo ao interior da baliza para pegar na bola a escaldar enquanto que o craque português corre pela linha de fundo a celebrar. CR7 é, provavelmente, o maior fenómeno de marketing do futebol actual. Mas é também o jogador com pior imagem no Mundo.
Num país onde se preza mais o jogo duro, mas leal, do que o espectáculo que parece caber mais depressa na NBA do que num relvado desse verde tão british, Cristiano Ronaldo é odiado por quase todos. Até pelos próprios adeptos, que nunca lhe perdoarão o namoro (por concretizar) com os vikingos de Madrid. Não é um jogador simpático, não desperta muitos sorrisos. Os colegas sentem a inveja de ver e não poder acompanhar. Os rivais não sabem como anular as suas provocações em campo. E a imprensa trata-o com o despeito daqueles que um dia se atreveram a criticar o Maradona, o Cruyff, o Cantona jogadores…pelos Maradona, Cruyff ou Cantona homens.
 
Mas, acima de tudo, até hoje, a grande justificação daqueles que se recusam a render à evidência é apenas uma: que Cristiano Ronaldo desaparece-se nos grandes momentos, nos segundos decisivos. Ontem ele sorriu. Tinha criado o primeiro golo, tinha apontado o segundo. A caminho do final do encontro corre como um velocista (não há cansaço nas pernas quando a glória está à espreita) e conclui o que iniciara, ainda no seu meio-campo. Golpe de morte ao Arsenal.
E uma vez mais, nos momentos decisivos, aí estava, CR7.

 

Houve poucos jogadores na história capazes de provocar tanto ódio e desprezo como Cristiano Ronaldo. O jogador madeirense tem dois defeitos gordos que lhe podem custar a imortalidade. Já se sabe que a história se faz de opiniões, muitas vezes alheias aos factos. Grandes jogadores passaram ao limbo por atrás de si ter uma corrente de detractores suficientemente fortes. Outros são consagrados entre os “deuses”, apenas porque geram sempre simpatia, por onde quer que passem. CR7 está – e estará sempre – no primeiro grupo. Está na sua personalidade. O seu egocentrismo não tem paralelo no desporto mundial actual. Em campo nota-se em cada cavalgada. Primeiro, segundo e terceiro melhor jogador do Mundo, disse um dia. Depois negou-o. Outro traço típico em Cristiano. Quer agradar e quer criar escola, e não hesita em voltar atrás sempre que a situação se torna critica. Trocou a paixão pelo Real Madrid pela fidelidade eterna ao Manchester…até quando? Assumiu o orgulho de capitanear Portugal mas a realidade é que desde que assumiu a braçadeira tem-se portado pouco como o símbolo de um grupo e muito como o símbolo dele próprio. Do CR7.
 
O carácter de Cristiano deixa muito a desejar e isso nota-se. Há jogadores que o vão disfarçando com cinismo. Mas que na calada criam problemas. Ele pertence ao segundo grupo, os que assumem que são eles contra o Mundo. Como Ibrahimovic – outro maldito ou como veteranos como Steffen Effenberg, Eric Cantona, Romário, Bernd Schuster ou Paul Gascoine, génios em campo, demónios fora dele – ele preocupa-se sempre primeiro consigo e só depois chega a equipa. Aqueles livres directos demoníacos são a sua grande paixão. Porque sabe que, naquele momento, ele está sozinho. É o centro das atenções. A barreira é um detalhe, o guarda-redes, um pormenor. Ele e o público expectante e a câmara de televisão. Sinal de um génio no relvado que fora dele não tem conseguido deixar uma marca duradoura. O mundo prefere o sorriso matreiro de Messi, um espertalhão que com esse sorriso de bairro de lata argentino, parece transparecer uma humildade que realmente também não tem. Ou esse ar casto de Kaká, que desenha a régua e esquadro passes de génio. Mediaticamente vende mais CR7. Moralmente sai sempre a perder. 

 

Voltemos ao que interessa. Ontem, em Londres, nesse palco de gladiadores, CR7 comandou a armada de Manchester do primeiro ao último segundo. Foi egoísta sempre que podia, procurou a glória em quase todos os lances. Mas comportou-se como o líder em campo. Ancorado no centro, distribuiu lances para as alas, provocando assim os três golos do Man Utd. Defendeu junto ao meio campo, especialmente após a expulsão de Flecther. E correu como nenhum outro. E marcou. E assistiu. E disse presente. Há cerca de quinze dias só o génio de Cristiano quebrou a bem montada linha defensiva do FC Porto no Dragão. E antes disso, depois do massacre de San Siro, foi ele quem deu a estocada mortal em José Mourinho. Em todas as grandes noites deste ano, Cristiano disse presente. Na final de Moscovo falhou o penalti decisivo, mas se o Man Utd lá chegou foi graças ao seu estupendo golpe de cabeça. E como não há jogadores infalíveis, é claro que houve desafios onde o craque português desapareceu. Mas quem viu o último Barca-Chelsea ainda hoje está á procura de Messi. Não o viu. Como não se tem visto Kaká por aí. Mas como desses ninguém se lembra, é CR7 que tem de brilhar todas as noites. É claro que, por Portugal, parece outro jogador. Já muito se falou no sistema de jogo e no posicionamento táctico. Mas também é verdade que um grande jogador não vive apenas e só de um planteamento táctico. Essa é uma espinha encravada. Mas, e uma vez mais, voltamos a Messi e a Kaká, esses dois craques que, pelas suas selecções ainda não lograram mais do que conseguiu CR7. E Portugal não é, desde já, o Brasil ou a Argentina. 

O Manchester United está, pela primeira vez na sua história, em duas finais da Champions League consecutivas. Nem a geração dos Busby Babes, nem a equipa de Cantona, nem a geração dos Ferguson Babes conseguiram este feito. E é verdade que nunca os Red Devils perderam uma final. Mas o que está claro é que foi Cristiano Ronaldo, pelo segundo ano consecutivo, a levar a sua equipa ás costas até à final. Pode lograr repetir o título ou até pode perder. Mas desde o Valência de 2000 que nenhuma equipa repetia presença na final da Champions League.
 
E isso é um feito, nos dias que correm. E é-o graças ao génio no terreno de jogo de um jogador tão maldito, mas que nos momentos decisivos…está aí!

 



Miguel Lourenço Pereira às 11:42 | link do post | comentar

.O Autor

Miguel Lourenço Pereira

Fundamental.
EnfoKada
Novembro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


FUTEBOL MAGAZINE. revista de futebol online


Futebol Magazine


Traductor


Ultimas Actualizações

Cunningham, a primeira pé...

De Bruyne e Shaqiri, o ra...

A centralidade de Bale

Elia, o demónio de Hambur...

O sonho de Ronaldo

O primeiro dinamarquês vo...

Nos momentos chave...

Últimos Comentários
En el libro último de Carlos Daniel ni siquiera se...
.Xavi e o melhor jogador meio campista atual e da ...
.Xavi e o melhor jogador meio campista atual e da ...
Ya existe Avenida Eusebio, Estadio da Luz; NO EXIS...
¡Suerte....!
Posts mais comentados
Arquivo
.Do Autor
Cinema
.Blogs Portugueses
4-4-2
A Outra Visão
Açores e o Futebol
Duplo Pivot
Foot in My Heart
Futebol Finance
Futebol Portugal
Lateral Esquerdo
Leoninamente
Minuto Zero
Negócios do Futebol
Pitons em Riste
Porta 19
Portistas de Bancada
Reflexão Portista
TreinadorFutebol
.Blogs Internacionais
Os mais destacados blogs internacionais de futebol
.Imprensa Desportiva
Edições Online Imprensa
Aviso

Podem participar nesta tertúlia futebolistíca enviando os vossos comentários e sugestões à direcção de correio electrónico: Miguel.Lourenco.Pereira@gmail.com


Bem Vindos a Em Jogo...


Nota



O Em Jogo informa os leitores que as fotos publicadas não são da autoria do weblog sendo que os seus respectivos direitos pertencem aos seus legítimos autores.



Siga o Em Jogo através do:

Follow Em_Jogo on Twitter


Em Jogo

Crea tu insignia

Bem vindo!

Categorias

todas as tags

subscrever feeds
blogs SAPO