Quarta-feira, 08.10.14

Fernando Santos iria sempre ser seleccionador português. Era uma questão de quando, não de se. Depois de passar pelos “3 Grandes” sem levantar demasiada polémica estava estabelecido o quórum necessário para estas situações. O jogo de interesses prevaleceu sobre o futebol e depois de largos anos a ver como a Grécia sobrevivia com gramos de futebol e quilos de luta, resta rezar para que o novo começo não dure demasiado.

 

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Há um treinador em Portugal que conseguiu não ser campeão nacional com Mário Jardel a marcar mais golos do que nunca. Esse mesmo treinador – o Engenheiro de um Penta desenhado no ano anterior – passou por Benfica e Sporting com mais pena que glória. Noutro contexto a sua carreira ter-se-ia afundado no esquecimento. Em Portugal, Fernando Santos acabou como seleccionador nacional. Homem de paz que esquiva sempre o confronto e a polémica, é a figura diametralmente oposta ao perfil de seleccionador que existe desde 2000. Tanto António Oliveira como depois Scolari, Queiroz e Bento procuraram sempre impor a sua imagem através de soundbyites fortes, decisões polémicas e altamente questionáveis e lutas paralelas com dirigentes e imprensa. Santos não é nada disso. Mais parecido a Humberto Coelho que a qualquer outro seleccionador português, tem a vantagem de não ser um homem associado historicamente a um clube. O engenheiro dos subúrbios de Lisboa que levou o Estoril e o Estrela de Amadora a serem equipas de moda nos anos noventa, sempre se assumiu como benfiquista mas, sobretudo, como profissional o que lhe permitiu ser aceite por Pinto da Costa como um dos treinadores em quem mais confiou. A sua passagem por Alvalade ajudou a fechar um ciclo histórico. Nunca saiu a mal com nenhum dos clubes que treinou, nunca teve más palavras para os seus dirigentes e isso, na diplomacia do futebol, vale ouro. Para Santos o premio de ser um low profile há muito que estava escrito. Todos sabiam que seria um dos próximos seleccionadores. Era uma questão de timing. O haraquiri de Paulo Bento e a ausência de opções de vulto por decisão própria como Mourinho, Vilas-Boas ou Jesus facilitou as contas. Nem a (ridícula) suspensão da FIFA fez a federação mudar de ideias. O perfil de Santos é único no mercado e a oportunidade era de ouro mesmo com o eventual prejuízo desportivo. Que pode não ser tão grande como isso. Santos é um homem popular no mundo do futebol mas não é, necessariamente, o homem certo no momento certo. Nem sequer um treinador de elite. É o que estava mais à mão num país que gosta sempre de soluções fáceis.

 

Analisando futebolisticamente o que foi Fernando Santos nos últimos vinte anos ficamos com a sensação de que acabou por ser muito menos do que dele se esperava. Um titulo de liga – em 1999 – e duas Taças de Portugal, tudo com uma equipa que valia o seu peso em ouro e que devia ter ganho mais, muito mais. Com ele começou em campo declive desportivo do FC Porto que só Mourinho conseguiu revitalizar. Santos sobreviveu à habitual política bianual de Pinto da Costa mas não à falta de resultados. O seu estilo de jogo aborrecia as Antas como poucas vezes se viu. Um 4-3-3 rochoso, lento e que beneficiava-se de ter um goleador genial como Jardel e, mais tarde, um génio no meio campo chamado Deco. Depois dos anos de azul e branco veio um vazio, uma passagem pelos grandes de Lisboa sem grande interesse desportivo e o seu exílio futebolístico para a liga grega onde foi escalando posições, sempre graças à sua imagem de gentleman. Acabou com o difícil posto de sucessor de “King Otto”, o homem que deu ao país o Euro 2004. Esteve à altura das expectativas. Muitos imaginavam uma Grécia decadente, futebolisticamente. Santos não conseguiu impedir essa quebra futebolística mas compensou-a com organização, trabalho e espírito colectivo – a base do sucesso original de Rehagel – aguentando a pressão de manter-se na elite, disputando Europeu e Mundial com resultados mais do que satisfatórios. Mas o seu catenaccio grego é tudo aquilo que este Portugal não precisa. Ao contrario do que sucedia com os helenos, aqui Santos vai encontrar uma nova geração de talentos. Um jogador único e uma legião de jogadores de muito bom nível. A disciplina defensiva já era o b-á-b-á do “bentismo”. Ao novo seleccionador pede-se algo mais. Espectáculo, acutilância, dinamismo ofensivo. Um jogo não exclusivamente de rápidas transições para Ronaldo completar mas um futebol mais pensado, fiel aos anos dourados do nosso futebol e possível quando entre os elegíveis estão Moutinho, André Gomes, João Mário, William, Tiago – felizmente recuperado – Adrien, Marcos Lopes, Bruno Fernandes ou Bernardo Silva. Jogadores de toque muito diferentes dos Meireles e Velosos dos anos cinzentos. Portugal continua com problemas graves. Não há avançados (e o ratio de golos de Ronaldo empalidece em comparação com o Real Madrid) e guarda-redes de elite e mesmo nas faixas laterais contar com Cedric, Eliseu, Antunes ou Ivo Pinto não é propriamente uma noticia entusiasmante. Mas a pouco e pouco pede-se um salto de qualidade adequado a um novo leque de opções. Sobretudo, pede-se um seleccionador que saiba que a esses jogadores não basta ensinar conceitos defensivos e que é necessário desenhar um modelo que permita fluir o seu estilo de jogo mais ofensivo e de posse. Fernando Santos nunca foi um treinador desse perfil e tendo em conta as chamadas de Danny, Tiago, Quaresma, Carvalho (os punidos por Bento) parece estar mais interessado no imediato do que no futuro. Precisamente o que Portugal não precisa. Para isso Bento servia perfeitamente.

 

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Está claro que o adepto português continua a pensar que o momento em que José Mourinho seja apresentado como seleccionador todos os males do mundo desaparecerão. O sadino terá a sua oportunidade, seguramente, mas até lá falta tempo, muito tempo. E ter alguém como Fernando Santos – alguém com o perfil de Fernando Santos, melhor dito – não parece ser a melhor solução. O processo de estabelecimento de uma nação futebolística com identidade própria é largo. Portugal pensa sempre no amanhã. A Alemanha começou a ser campeã do Mundo de 2014 em 2004 com a contratação de Klinsmann e Low. O mesmo sucedeu com a Espanha de Aragonés ou, em 1994, com a França de Jacquet. Portugal joga em ciclos de dois anos, nunca vai mais além. Ter Vítor Pereira disponível e não pensar nele como o homem que podia estar seis, oito anos a preparar um modelo de jogo português moderno com espaço para o talento que aí vem é um dos maiores erros de gestão que a FPF podia cometer. Não que a solução encontrada não fosse óbvia, todo o contrario. Fernando Santos é o homem do consenso porque assim funcionam as coisas. Com ele há quem pense que Portugal vai começar um novo ciclo. Em determinados aspectos de gestão, será seguramente um perfil diferente, menos estridente. Futebolisticamente o vazio continuará. Até que venha o D. Sebastião, não o treinador mas o dirigente que tenha a coragem de comportar-se como a importância do cargo lhe exige. O de pensar no futebol português em primeiro lugar e nos resultados da selecção depois. Sonhos difíceis de concretizar. 

 

PS: Aos leitores habituais do Em Jogo lamento a ausência de posts. Uma inevitabilidade tendo em conta um projecto profissional dentro do universo da escrita futebolistica que farei publico brevemente e me manteve afastado do ritmo habitual do blog que será retomado a partir de agora. Obrigado por esperarem!



Miguel Lourenço Pereira às 19:57 | link do post | comentar | ver comentários (5)

Sexta-feira, 09.09.11

Durante largos anos o Europeu de Futebol foi considerado de forma unânime como a mais complexa e dificil competição de selecções. Este Junho isso sucederá pela última vez. As habituais manobras politicas de Michel Platini garantem que a partir de 2016, e do "seu" Europeu, nada voltará a ser como dantes no futebol internacional europeu. Mas é mesmo este tipo de Europeu que queremos?

 

Durante década e meia aos Europeus de futebol iam apenas as selecções de elite, o top 8 que representava la creme de la creme do futebol europeu.

Por isso equipas como Inglaterra, Espanha, França, Itália, Holanda, Portugal ou URSS eram, de tempos a tempos, ausências sonantes. Não havia espaço para todos. A queda do muro de Berlim e o desmantelamento da Europa de Leste quase que duplicou as associações federadas na UEFA e Leonardt Johansson percebeu que era inevitável aumentar o número de equipas na fase final do torneio. Inglaterra 96 abriu as hostilidades e de um total de 52 federações sairam 16 finalistas. Um número que duplicava o modelo anterior mas que, mesmo assim, garantia que o futuro podia albergar sempre uma que outra ausência surpreendente. Que o digam os ingleses (2008) ou os russos (2000).

Este modelo agradou a tudo e todos. As televisões agradeceram o aumento do número de jogos e receitas com a publicidade. Os paises organizadores o número de visitantes e as federações a possibilidade de aceder a uma prova habitualmente exclusiva da máxima elite europeia. Todos estavam de acordo que, num leque de cinco dezenas de países, este era um número que permitia filtrar muitas selecções que não faziam mais do que número na própria fase de qualificação para o torneio.

Mas esse modelo que tanto sucesso logrou nas suas quatro edições (falta a quinta, este Verão) tem as horas contadas. Graças a monsieur Platini, claro. O presidente da UEFA trazia esta ideia no bolso e defendeu-a durante a campanha eleitoral da sua surpreendente vitória há quatro anos atrás. Uma vitória conseguida graças aos votos dos países pequenos e médios que em troca pediam mais protagonismo. A primeira decisão foi ampliar o leque de equipas nas provas europeias para esses países. A segunda foi reformular o aclamado modelo dos Euros.

 

A táctica é velha. Platini aprendeu com Blatter, maestro neste tipo de jogadas.

O suiço era o braço direito de João Havelange quando este precisou dos votos das confederações mais pequenas nas eleições de 1978 para  manter-se no alto cargo da FIFA. A decisão de Havelange foi simples. Ampliar o Mundial de 16 para 24 países, distribuir vagas entre africanos, centro-americanos e asiáticos e reequilibrar a balança de poder das potências europeias, sempre desconfiadas do poder crescente do brasileiro. Em 1994 Josep Blatter repetiu a jogada, com o apoio do presidente ainda em funções, e patrocinou a ampliação do Mundial de França para 32 selecções. Platini, responsável pela organização do evento, passou a ser o homem de confiança do suiço depois do torneio e durante anos prepararam em conjunto o assalto do gaulês à sede da UEFA. A táctica preferida de Platini foi posicionar-se junto das federações sem poder histórico - quase todas apoiavam Johansson de forma categórica - mas cujos votos somados podiam fazer a diferença. E aí se começou a desenhar o novo modelo do torneio.

Depois de vencer as eleições o gaulês conseguiu fazer com o Europeu o mesmo que com a Champions League, agradar a gregos e troianos. Depois de patrocinar um Europeu nos emergentes países do leste, entregou o torneio seguinte de bandeja à sua França natal (contra a candidatura turca, favorita, a quem tinha prometido apoio na sua pré-campanha, e a italiana que apresentava argumentos mais sólidos que os franceses) enquanto piscou o olho aos mais pequenos anunciando a passagem a um modelo de 24 equipas. Um modelo que funcionou em quatro Mundiais e deu mais de um quebra cabeças à FIFA. Implica a criação de seis grupos de quatro em que se apuram para os Oitavos de Final (uma novidade) os primeiros, segundos e os quatro melhores terceiros. Muitas contas, muitos dramas e, sobretudo, muitas jogadas de bastidores (como a do mitico Alemanha-Austria de 1982) esperam os adeptos de futebol daqui a cinco anos. Mas, sobretudo, muda por completo a natureza do torneio.

Actualmente a UEFA conta com 53 associações onde se incluem países como Lieschenstein, Andorra, San Marino, Malta, Luxemburgo, Azerbeijão.. Isso significa, grosso modo, que metade dos países que hoje disputam as vagas de forma apaixonante até ao fim, estarão na prova. Basta olhar para o quadro actual das equipas que lutam para ainda marcar passagem para o torneio realizado na Ucrânia e Polónia. O sistema de qualificação permitiria a qualificação de todas as equipas em primeiro, segundo e terceiro lugar nas fases de qualificação. Isso incluia Bélgica, Arménia, Estónia, Bósnia Herzegovina, Israel, Hungria, Noruega, Escócia, Montenegro, Irlanda, Sérvia, Dinamarca, Républica Checa, Roménia, Suiça ou Grécia. Países que, agora, entre eles, disputam apenas três vagas.

Se haverá quem defende que uma maior abertura a nações com menos história mas com uma imensa ilusão de marcar presença nestas provas só pode beneficiar o futebol europeu, haverá quem relembre que presenças surpresa como as da Letónia em 2004, Escócia em 1996 ou as anfitriãs Bélgica (2000) e Austria (2008) deixaram evidente que há uma clara diferença entre a primeira e a segunda divisão europeia...quanto mais com a terceira. O torneio passará a sofrer do mesmo estigma dos Mundiais, com uma primeira fase sem grande tensão (mas com muita polémica garantida) e os jogos mais significativos guardados para o final. Platini importa-se pouco com os adeptos e muito com a sua popularidade junto daqueles que garantiram agora a sua renovação. O torneio garantirá mais beneficios às empresas que vivem do futebol, trará mais emoção a países historicamente deslocados do eixo central do futebol europeu e, sobretudo, fará da fase de qualificação um mero trâmite para o top 12 dos países europeus (que também agradecem). No meio quem perde é o futebol. A exigência e paixão de uma competição intensa e imprevisivel desde o primeiro dia desaparece. Algum dia poderá haver um Europeu com 32 equipas, com 20 automaticamente qualificadas por posição no ranking? Não se surpreendam!


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Miguel Lourenço Pereira às 12:04 | link do post | comentar | ver comentários (2)

Sexta-feira, 28.05.10

A UEFA parece ter uma necessidade de se reinventar constantemente. Hoje, o máximo organismo europeu de futebol vai anunciar o organizador do Europeu de 2016. Uma edição chave, que significará um claro antes e depois no espectro de uma prova considerada pela esmagadora maioria como o mais exigente troféu de selecções do Mundo. Uma realidade que pode estar prestes a mudar.

França, Turquia e Itália.

Três nações com projectos distintos, esperam ansiosamente a decisão de Michel Platini e os seus pares.

Os analistas consideram que França parte em vantagem já que não organiza o evento desde 1984 e conta com a benção do presidente. A Turquia, por sua vez, traz um toque de novidade e exotismo que a UEFA aprecia. Por fim, a Itália, a candidatura mais modesta, precisa desta prova como de água num deserto. Seria a desculpa perfeita para reinventar um país destroçado por dentro. Mas quem, no país da bota, sabe algo sobre esta candidatura?

Se a UEFA mantém os padrões de exigência, então a França seria favorita. Se optar por levar o futebol a outros pontos do continente, a aposta seria na candidatura turca. Mas provavelmente o trofeu acabará por disputar-se em terras italianas. Um país que oferece muito pouco à partida mas que pode ganhar mais do que qualquer outro. Renovar por completo os estádios empobrecidos. Melhorar as infra-estruturas. E apostar num claro desenvolvimento desportivo são os grandes chamarizes de uma candidatura derrotada há quatro anos por Polónia e Ucrânia. E é precisamente o problema dos atrasos e erros que rodeiam a candidatura vencedora do Euro 2012 que serve de alerta para novas aventuras. Depois de duas provas com um duplo organizador em países sem tradição, a UEFA vai procurar uma nação com história, infra-estruturas e background. Especialmente com as caracteristicas que se prepara para impor.

 

O grande problema à volta do torneio de 2016 passa pelo seu modelo organizativo.

Pela primeira desde 1996, a UEFA vai preparar-se para ampliar o número de equipas de 16 a 24. Um número perigoso. Complicado até. E que desvirtua uma das máximas da prova. Desde que o torneio arrancou com 16 equipas os analistas foram unanimes em considerar o Europeu como a mais dificil prova de selecções do Mundo. Num continente de 54 países, escolher os 16 melhores era escolher la creme de la creme. Ao contrário do Mundial, onde pululam muitas vezes países sem chamam nem tradição, o Europeu é uma prova de exigência máxima do principio ao fim. Foi assim desde o Euro inglês até à aventura austro-helvética. Mas que tem as horas contadas.

A UEFA não ligou às criticas sobre o que pode significar esta mudança. A FIFA sabe, melhor do que ninguém, o que é preciso numa prova a 24. De 1982 a 1994, os Mundiais disputaram-se com esse número de participantes. Isso implicava, entre outras coisas, muita matemática na primeira fase. Deixam de se apurar apenas os dois primeiros, e agora há quatro de seis terceiros que também passam à fase a eliminar. Acaba o efeito surpresa (como o causou as eliminações precoces de França em 2008, Espanha e Itália em 2004 ou Inglaterra e Alemanha em 2000) e dá-se mais margem de manobra ás favoritas. Por outro lado, baixa o nivel exigência da primeira fase. De uma forma assutadora.

 

A Europa habituou-se à elite.

Os seus torneios de 16 eram caracterizados sempre por ausências de luxo. As equipas enviadas ao Mundial eram, praticamente, no mesmo número. O que significa que agora passarão a existir oito selecções de segundo nível com possibilidades de ir ao máximo palco europeu. Um cenário que facilitará certamente o trabalho às selecções de leste, aos países nórdicos ou aos estados britânicos, que têm deixado os grandes palcos às potências do ocidente europeu. Os adeptos podem agradecer. Haverá mais jogos (20 no total), mais equipas, mais jogadores e um maior impacto mediático. Grosso modo, metade da Europa estará presente no certame. O Euro aproxima-se assim de provas como a Copa América ou Golden Cup, e deixa de ser um torneio selectivo.

A esta aumento de equipas a UEFA responde com uma contenção de custos. Os países candidatos, por indicação da UEFA, apresentam um dossier com apenas dez estádios, dos quais provavelmente só utilizarão oito. Reduzem-se os tempos, os gastos logisticos, as distâncias. E logo numa edição que será entregue, forçosamente, a países de significativas dimensões dentro do espectro europeu. A Turquia precisa de um evento deste genero para, politicamente, reinvidicar a sua condição europeia. A França vive marcada pela derrota "olimpica" face a Londres e joga com o trunfo de ter, praticamente, tudo feito. Por sua vez, Itália, com o Calcio em queda livre e sem qualquer perspectiva risonha de futuro, encontraria num torneio destas caracteristicas a oportunidade perfeita para reinventar-se. Um argumento de peso que poderá hoje surtir efeito. Mesmo que o torneio de 2016 não tenha o mesmo glamour dos seus antecessores. 

O novo formato do Europeu é a continuação da política de Michel Platini, que já arrancou com o novo formato da Champions League, dando mais armas aos países médios e pequenos para chegarem a um torneio de elites. O formato garante no entanto que a elite europeia deixa de se preocupar em falta às grandes noites. Uma fase de qualificação simplificada, um joker de apuramento na etapa de grupos dará sempre um bónus às equipas de maior prestigio. As boas intenções da UEFA chocam com a inevitabilidade das evidências. Com este novo modo competitivo, o Europeu de Futebol perde (grande) parte da sua magia. 


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Miguel Lourenço Pereira às 08:16 | link do post | comentar | ver comentários (2)

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