Terça-feira, 11 de Junho de 2013

Existem quatro correntes distintas sobre a forma como deve ser desenhada a estrutura de uma selecção nacional. Quatro visões, algumas delas bastantes distanciadas, que contam com as suas virtudes e riscos. São pontos de vista que necessitam também de adaptar-se à realidade local de cada projecto e ás inevitáveis crises geracionais que afectam todas as nações do mundo do futebol. O caso português já viveu em vários desses extremos. Agora continua a subsistir, com Paulo Bento, o mais recente dos modelos, o familiar.

 

Do grupo fechado de Scolari à liderança dividida no Euro 84. Da equipa forjada com base em dois clubes, em 66, à geração dos melhores que navegavam pelo futebol europeu. A história do futebol português é rica nas variantes de como se desenhou o espírito do chamado Clube Portugal. Já foi coisa de dez jogadores de dois clubes só, para potenciar os laços rotineiros e a influência clubística. Já se jogou ao ritmo de interesses pessoais, procurando colocar os melhores em cada momento. Já se confiou nos melhores jogadores, independentemente do seu estado de forma, simplesmente porque eram muito bons. E agora Portugal revisita o conceito de núcleo fechado, de família, inaugurado por Scolari em 2003.

O caso português não é singular. Todos os países de topo do futebol mundial passaram, com os seus mais e os seus menos, por todos estes modelos ao longo da sua história. Em Espanha vive-se actualmente o apogeu da ideia que em Portugal existiu com a Geração Dourada. Os melhores jogam, sempre, independentemente de como estão ou de se há novos futebolistas no horizonte. Mas em Espanha também já se bailou ao som dos interesses dos clubes, também já se tentou criar uma família fechada, com Clemente na década de noventa e houve uma época em que, pura e simplesmente, jogavam os que estavam em melhor forma.

Para um seleccionador - e até o nome tem truque, porque seleccionar e treinar não é mesmo e até aos anos oitenta muitas selecções tinham dois profissionais para dois postos distintos - é complicado eleger o modelo a seguir.

Se convocar sempre os jogadores que estão em melhor forma - algo que muitos defendem - corre-se o risco de não ter nunca um núcleo estável porque a forma é, como já se sabe, volátil. No entanto, ter sempre os jogadores na melhor condição física e psicológica pode garantir que a equipa que sobe ao campo está motivada e preparada para todos os desafios. Montar um combinado nacional à volta dos maiores talentos individuais, também gera um problema. Podem ser os melhores, os que mais aportam e melhor entendem o jogo mas, muitas vezes, não estão nas melhores condições e surge o fantasma de jogar por estatuto. O modelo aproxima-se mais ao de um clube, com um núcleo fechado de estrelas e suplentes de luxo, ignorando muitas vezes a principal vantagem de uma selecção: poder ir mais além nas escolhas. Também há os que preferem montar um esquema baseado no sucesso individual de um ou dois clubes, trazer o máximo número de jogadores desses emblemas e complementar a convocatória com talentos individuais. Ganha-se em estabilidade e rotinas, algo que falta no curto espaço de tempo de preparação para os jogos internacionais, mas perde-se em novidade e inovação. Por fim há o modelo mais recente, o de criar um grupo fechado, com jogadores bons e medianos, conscientes todos do seu lugar, onde a competitividade existe mas parte de bases estabelecidas. Onde o treinador é técnico, pai e sargento. Onde os interesses de um grupo se sobrepõem aos individuais mas onde a porta está quase sempre fechada ao resto do mundo. Esse é o modelo português da última década.

 

Nos anos 60 a selecção das Quinas era formada por jogadores do Benfica e do Sporting, com a ocasional incorporação de futebolistas do Belenenses, FC Porto e Setúbal. De aí passou-se ao período pós-25 de Abril, onde cada clube queria controlar a selecção e para agradar a gregos e troianos convocavam-se individualidades e não se pensava no grupo. Com os meninos de ouro forjou-se um grupo de vinte jogadores que, passasse o que passasse, tinham lugar garantido. Foi esse o cenário que entrou em colapso em 2002, no Mundial do Japão e da Coreia do Sul, quando parte do balneário estalou com o favoritismo atribuído por Oliveira a Baía sobre Ricardo, ao lesionado Figo e a um questionadíssimo Pauleta. Quando chegou Scolari, esse era o monstro que tinha de domar, para triunfar no Europeu.

O brasileiro fez a sua limpeza. Manteve ao seu lado o núcleo duro da selecção dos anos noventa (Figo, Fernando Couto, Rui Costa, Paulo Sousa) mas afastou os mais polémicos Baía, Jorge Costa e o suspenso João Vieira Pinto das suas equações. Com os mais indomáveis Sérgio Conceição e Abel Xavier teve os seus problemas. Para compensar, começou a chamar regularmente jogadores de low profile que fizessem o core da sua família. Chegaram os mais novos (Jorge Andrade, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Miguel, Ricardo Quaresma e Cristiano Ronaldo) e os que traziam experiência, como Costinha, Nuno Valente, Maniche. A esses juntou obreiros prontos a obedecer a qualquer ordem mas sem projeção internacional como foram Luis Loureiro e companhia. E chegou Deco, o jogador que quebrou não só o tabu dos naturalizados mas também a ideia de que os jogadores da Geração de Ouro actuavam por decreto. Rui Costa foi a sua vitima colateral.

Scolari criou um núcleo fechado mas aproveitou-se, como Otto Gloria, do trabalho de dois clubes, a juventude das promessas do Sporting e a solidez dos jogadores do FC Porto de Mourinho. Foi essa a sua base durante o seu mandato. Mas sem renovação, sem espaço para a novidade, o grupo estagnou, envelheceu e quando o brasileiro disse adeus, deixou uma equipa sem líder, decadente e com um hábito de trabalho mais similar ao de um exército do que a uma selecção nacional. Queiroz tentou lutar contra esse mundo, abriu a convocatória a outros jogadores, mais jovens, mais promissores, capazes de trazer algo novo, mas nunca conseguiu controlar um balneário saudosista do modelo Scolari, particularmente porque interessava ao homem que representava a maioria dos seus jogadores-chave, Jorge Mendes.

Para isso chegou Paulo Bento. Um treinador razoável, que noutro cenário nunca seria seleccionador e que foi um dos jogadores que sofreu com a nova ordem de Scolari. Mas a quem o papel de sargento assentava bem. Bento herdou uma pool de jogadores muito pior do que a que tinha o brasileiro. Desde o Mundial da Alemanha que a aposta na formação tinha desaparecido, que não havia jogadores para substituir quem tinha partido. Um buraco etário imenso que continua à espera que a geração que actualmente tem entre 17 e 22 anos possa substituir.

Consciente da situação, o seleccionador optou por voltar aos principios mais básicos do scolarismo.

Independentemente da qualidade individual, formou um grupo fechado de vinte jogadores. Boa ou má forma, houvesse ou não melhores jogadores fora do núcleo, esses eram os seus espartanos. Deu o protagonismo mediático à sua estrela individual e rodeou o onze base de suplentes sacados da carteira de Mendes. Muitos deles sem nível para uma selecção, ainda assim decadente, mas que cumpriam os serviços mínimos que se lhes eram exigidos. Isso explica que os Micael, Oliveira, Amorim, Sereno, Zé Castro, Almeida, Eduardo e companhia sejam convocados com regularidade. Os problemas começaram a surgir quando até as opções para o onze se foram reduzindo. Sem jogadores de nível para posições chave como os centrais, médio defensivo, criador de jogo e ataque, o modelo tornou-se obsoleto. Mas nem assim Bento mudou o seu rumo. Manteve-se fiel a um esquema táctico para o qual não tem jogadores e preferiu chamar mais legionários para as posições deficitárias, brutalizando a equipa e tornando-a mais amorfa. Boa para torneios curtos mas um problema sério durante uma temporada onde se exige mais do corpo aos jogadores de topo para estarem frescos nos jogos importantes.

Só nos últimos encontros Bento foi forçado a confrontar-se com a realidade. O seu grupo tinha falhas importantes e escassez de meios. Depois do Euro 2012 começou a aparecer - finalmente - outro perfil de futebolistas. São jogadores que terão de aceitar as regras da família mas que sabem que não têm muita concorrência para o lugar. O descarte de Quaresma, Tiago, Manuel Fernandes, Rolando e Ricardo Carvalho abriu ainda mais as feridas na defesa e no meio-campo. Sereno, Zé Castro, Ricardo Costa, Ruben Micael, Carlos Martins e Varela não são, claramente, a solução. Mas são os homens de confiança. E por isso aparecem em cada lista. O aparecimento progressivo de futebolistas como Vieirinha, Luis Neto, Pizzi ou André Martins é um sinal positivo para o futuro imediato. Pode não ser suficiente para chegar ao Brasil com um plantel coerente e afastado desse espirito autoritário que tão bem caracteriza Bento, um homem que tacticamente é mais um problema que uma solução, mas indica que o futuro tem opções que não podem ser filtradas por não pertencerem a determinado grupo ou agente. Atrás deles vêm os André Almeida, André Gomes, André Santos, Tiago Ilori, Wilson Eduardo, Bruma, Castro, Ricardo, João Mário das selecções jovens mas também outros eternos descartados como Bruno Gama, Paulo Machado, Eliseu, Duda, Antunes ou Vaz Tê, jogadores que podem oferecer mais do que os que vão regularmente à selecção sem pertencer a esse mundo fechado.

 

Com pouco mais de 50 jogadores de nível aceitável por onde escolher - consequência de uma péssima gestão federativa e dos clubes com o qual Scolari pactuou e da qual Paulo Bento não tem culpa imediata - é normal que as opções para os jogos decisivos de qualificação para o Mundial sejam reduzidas. Partindo do principio que, salvo lesão, os nomes fortes estarão presentes, quer tenham condições físicas e psicológicas para os duelos ou não, as vagas diminuem. É fácil perceber que nem há um modelo de clube suficientemente forte para sustentar a selecção, nem uma geração de ouro que permita esquecer a ideia de que não é necessário ter demasiadas opções para resolver os problemas. Bento tem como alternativa forjar uma selecção no Outono com os que estejam realmente bem ou manter-se fiel ao seu espírito de grupo. O ideal seria criar um compromisso entre ambas mas isso exige diplomacia, liderança e saber adaptar o sistema táctico aos recursos disponíveis, algo de que o seleccionador nacional ainda não demonstrou capacidade para ser capaz de realizar.

 

Um possível Portugal 23 para o Outono baseado apenas na qualidade individual, na aportação colectiva e no espírito colectivo (sem ter em conta, naturalmente, lesões e um estado de forma deficiente).

 

Guarda-Redes - Rui Patricio, Beto


Defesas Laterais - João Pereira, Silvio, Fábio Coentrão

Defesas Centrias - Pepe, Luis Neto, Bruno Alves, Tiago Ilori

 

Médio Defensivo - Custódio, Miguel Veloso, André Almeida

Médios Interiores - João Moutinho, André Martins, Paulo Machado, Bruno Gama

 

Extremos - Cristiano Ronaldo, Nani, Vierinha, Bruma

 

Avançados - Hélder Postiga, Pizzi, Edér

 

Alternativas (Raul Meireles, André Santos, Danny, Ricardo, Ruben Amorim, André Gomes, Antunes, Mika, Duda, Eliseu, Josué)



Miguel Lourenço Pereira às 14:11 | link do post | comentar

15 comentários:
De António Teixeira a 11 de Junho de 2013 às 18:19
Caro Miguel,

Porque não criativos (à excepção do Martins, que já lá foi, mas que ainda assim foi preterido pelo "fantástico" Micael)? o André Leão não é, hoje, um jogador muito superior ao Miguel Veloso (embora ganhe menos e tenha um penteado pior)? O Josué não fez por ser chamado, ainda para mais tendo o VARELA!! a ocupar a posição dele... Eu acho que, das duas uma, ou é lobby do empresário, ou é mesmo estupidez de um burro qualquer que é selecionador. Eu pouco vejo a selecção, porque me custa ver talentos que, por mais que façam, não são convocados, sendo antes os senhores dos penteados (vulgo Raul Meireles, lesionado, sem forma depois de estar castigado, mas marca presença), os Hugo Almeida, os Silvios (e atenção que gosto do jogador, apenas penso que, nesse sentido, o Antunes e o Eliseu já lá estavam há muito tempo), os Brunos Alves, etc.

O André Gomes, o que fez para ser convocado para a selecção nacional?
O mal educadão do Nelson Oliveira, porque é convocado por decreto?

Muitas vezes as pessoas queixam-se: não temos melhor, não temos pontas de lança, não temos criativos, etc. Fogo não temos?Vejam os jogos da primeira liga e vejam se não temos.

A sério, se Portugal calha com a Argentina, por exemplo, no mundial, e o Messi nao está lesionado, é vê-lo a voar por ali fora. Ou uma Alemanha, o que fará destes arcanhos da selecção?

PS- O Scolari era um treinador horrível, bem pior que este, que já é mau. Mas, e fruto das individualidades, a selecção jogava bem. Porém, aposto que hoje o Deco não calçava (talvez porque decide bem, e não decide sempre para o Ronaldo).

Cumprimentos,
António Teixeira


De Miguel Lourenço Pereira a 11 de Junho de 2013 às 18:49
António,

O Scolari era um treinador vulgar com a melhor geração da história do futebol português no seu pico, a melhor estrutura em campo do futebol português, montada por Mourinho, e a explosão individual da cantera do Sporting. Com esse material, teria de ter ganho algo. Não ganhou.

Quanto ao resto de acordo. Com o modelo PB a selecção está destinada a sofrer no apuramento e a depender de sorte nas fases finais. Dependendo do sorteio já se verá quem vem no play-off (desta vez a Bósnia entra directamente, ironia das ironias) e se der para passar, o que nos espera no Brasil. Mas ao contrário dos que se empolgaram com o Euro, eu acho que a selecção está bastante pior.


De António Teixeira a 11 de Junho de 2013 às 20:00
Eu não me empolguei com o Euro, porque acho que Portugal nunca foi claramente superior a nenhum adversário. Não bastasse isso, tem um modelo de jogo muito dependente do ataque rápido para criar situações de finalização para o Ronaldo. Tenta ter o mesmo estilo do Madrid, num modelo diferente (433), e com individualidades muito inferiores. Não percebo, não há um criativo na selecção, e jogar com Meireles e Moutinho ao mesmo tempo, nesse modelo, é terrível para a criação. É triste.

O Scolari é como diz, tinha individualidades fantásticas e o trabalho do Mourinho+ a cantera do sporting.

Cumprimentos,
António Teixeira


De Miguel Lourenço Pereira a 11 de Junho de 2013 às 22:16
António,

Exacto, não é por acaso que no meu 23 não há espaço para o Meireles. Ao lado do JMoutinho tem de estar alguém mais criativo. O problema é que o ego de Ronaldo controla tudo na selecção e a situação não vai mudar.

abraço


De António Teixeira a 12 de Junho de 2013 às 00:16
Caro Miguel,

Não acha que, e tendo em conta as previsões para o futuro, as quais me parecem acertadas, a revolta da opinião pública perante um falhanço de qualificação poderia mudar a face da equipa?

Cumprimentos,
António Teixeira


De Miguel Lourenço Pereira a 12 de Junho de 2013 às 00:32
António,

Noutro país sim. Em Portugal as pessoas nem se revoltam quando as roubam, não se vão revoltar por isso!


De jaques a 12 de Junho de 2013 às 19:37
Acho que exagera, como exagerou noutros textos, sobre a influência do super-empresário.
Como é o melhor empresário do mundo tem quase todos os melhores jogadores portugueses que, naturalmente, vão à Selecção.
Raul Meireles deixou Mendes para ir para a Turquia ganhar mais e continua a ser titular indiscutível; Moutinho não precisou de ser de Mendes para ser aposta indiscutível de Paulo Bento, depois de não ter sido chamado por Queiroz para o Mundial 2010.
Algumas escolhas de Paulo Bento não fazem sentido, mas deixe estar que as suas...
Apenas um lateral-esquerdo?
André Almeida a médio defensivo sem nunca aí ter jogado no Benfica?
Bruno Gama a médio interior depois de uma época inteira a jogar (bem) a extremo no Depor?
Pizzi a avançado depois de uma época inteira a jogar (bem) a extremo no depor?
Raul Meireles, de longe o melhor médio de transição de Portugal, atrás de Paulo Machado ou Bruno Gama?
Bater no Paulo Bento é fácil...


De Miguel Lourenço Pereira a 12 de Junho de 2013 às 20:12
Caro Jacques,

Como se costume dizer, para os gostos estão as cores. As minhas opções são estranhas, mas são as minhas. A do Paulo Bento duvido, sequer, que sejam as dele. Quer acreditar que a influência de JM na selecção não existe ou é pequena? Está no seu direito. Deu como exemplo dois jogadores internacionais de perfil alto, já titulares - Moutinho não foi ao Mundial precisamente porque havia manobras por detrás - desde os dias de Luis Filipe Scolari. E todos os outros?

Num plantel eventual de 23 não faz falta mais do que um lateral por posição e um jogador polivalente. Silvio é.
A posição natural do André Almeida (e onde eu o vi jogar melhor) é a de Médio Defensivo, não de lateral.
A posição natural do Bruno Gama seria a de interior apesar da excelente época que fez a extremo no Depor, mas num modelo 4-2-3-1 que lhe permitia uma troca constante de posições, algo que o 4-3-3 de Bento não deixa ao extremo.
Pizzi jogou com Riki, descaindo, no mesmo modelo, para as alas. Pode jogar em ambas as posições, tal como CR7.
Raul Meireles, um jogador eternamente sobrevalorizado e em clara decadência física atrás de jogadores mais novos, com cultura táctica e fome? Todos os dias.

Comer sempre o que lhe põem no prato, também é fácil ;-)!



De Tiago Ferreira a 12 de Junho de 2013 às 20:18
Jaques:
Silvio faz tanto a direita como a esquerda. Creio que André Almeida seria chamado como polivalente, que tem jogado bem em todas as posições (Lat D, Lat Esq e Medio Centro/Def, a sua posiçao natural e onde ate ja jogou pelo SLB, sim). Bruno Gama tanto faz as posiçoes de extremo como de médio interior, e diria até que com a competiçao nas alas na selecção, seria uma aposta interessante para ter mais criatividade no miolo.
Quanto ao Pizzi, concordo, não sei se foi algum erro ou se o objectivo era mesmo colocá-lo a avançado...

Raul Meireles não é, de longe, o melhor médio de transição em PT há pelo menos 3 anos. Lesões, suspensões, comportamento anti desportivo ditam a sua falta de forma física e nota-se que cada vez mais lhe começa a faltar aquela capacidade de decidir (e bem) rapidamente, que o caracterizava inicialmente, falhando tanto a nível defensivo como ofensivo, e até a segurar a bola. Moutinho faz perfeitamente a sua posição, tal como M. Fernandes, com bastante mais qualidade ofensiva, bem como solidez defensiva e acerto no passe.

Cumps
Tiago


De António Teixeira a 12 de Junho de 2013 às 21:44
Caro Jaques,

O que é um médio de transição? Creio que a categoria posicional sobre a qual recai o jogador é dependente do modelo. Nesse caso, e tendo em conta que as transições são, efectivamente, importantes no modelo de jogo do Bento, pode dizer-se que o chamado "médio de transição" é importante. Ora, esta importância traduz-se, por exemplo, na capacidade de lançar o contra ataque/ataque rápido, i.e. na interpretação do espaço-colegas-adversários, no momento de transição ofensiva, de modo a optar pela melhor solução que potencie o contra-ataque/ataque rápido. Acha, sinceramente, que o Meireles é superior ao Moutinho nesse aspecto? Ou ao André Martins? Na transição defensiva, acha que um jogador, como disse o Miguel, em pleno défice físico, tem a capacidade de ocupação de espaços e reacção de que o pressing necessita?

Diga-me, de que modo é o Meireles o melhor médio de transição português? Como diria o outro, "só se fosse na playstation".

Cumprimentos,
António Teixeira


De Tiago Ferreira a 12 de Junho de 2013 às 21:53
Concordo plenamente!


De Victor Hugo a 15 de Junho de 2013 às 05:24
Miguel,

Acho que Vaz Tê teria lugar nessa seleção, embora esteja em má fase. Hugo Viana também.
E aqueles garotos que foram pro Barça B, Ié e Cá, são promissores? E Bebé, que mostrou ser um bom jogador no Rio Ave, é um bom nome?

Abraços!


De Miguel Lourenço Pereira a 15 de Junho de 2013 às 10:15
Victor,

Vaz Tê, em boa forma, competiria com Pizzi por um lugar. Actualmente prefiro o jogador do Atlético de Madrid. Já Hugo Viana, ao assinar por um clube saudita, deixou claro que está para outras coisas.

Conheço pouco, tanto o Edgar como o Agostinho, mas ainda estão verdes para a alta roda. Há jogadores da sua idade mais preparados para dar o salto. Já Bebé, considero-o um flop à Mendes, pode ser que o tempo prove que estou errado!

abraço


De tiago santos a 18 de Junho de 2013 às 14:00
Há coisas sem explicação. Não percebo porque Manuel Fernandes está esquecido há anos, quando na Turquia é considerado um dos melhores médios do campeonato. Seria uma excelente opção na atual conjuntura...

Falar de Ilori, Cá, Ie, André Gomes ou até mesmo Bruma parece um pouco precipitado. São sub20 têm tempo para mostrar o seu valor, começando já no mundial. Essencial é não queimar etapas.

Fico feliz por finalmente Vieirinha chegar à seleção, espero que casos como Bruno Gama, Paulo Machado ou mesmo a médio prazo Salvador Agra não sejam esquecidos, porque são bons jogadores para uma seleção que de uma vez por todas tem de esquecer que no passado só para jogar a extremo tinham uma lista de 6/7 grandes jogadores... (Chegamos a ter ao mesmo tempo Figo, Ronaldo, Simao, Boa Morte, Quaresma, Conceição...)
Isto com os extremos...nas outras posições estamos bem pior.


De Miguel Lourenço Pereira a 18 de Junho de 2013 às 16:04
Tiago,

A Croácia acabou por fazer estrear o Halilovic, com 16 anos. A idade, quando o talento existe, pode ser medida em muitos pontos e não deve ser nunca um impedimento para a progressão de um jogador. Até porque um futebolista pode actuar preferencialmente pela sua faixa etária mas ser chamado pontualmente à equipa principal. E não estamos repletos de centrais top para ignorar o potencial de um Illori, por exemplo.

O Manuel Fernandes imagino que seja mais por uma questão de comportamento. Talento sempre teve, mentalidade competitiva e de grupo, um pouco menos.

um abraço


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