Sexta-feira, 27 de Julho de 2012

Poucos treinadores têm sido tão criticados pelos próprios jogadores nos últimos anos do futebol português como Jorge Jesus. O técnico encarnado tem reconstruído plantel ano atrás anos desde a sua chegada ao SL Benfica mas os resultados apenas têm piorado substancialmente as performances anteriores. Entre os confrontos no balneário e os erros tácticos, o crédito de Jesus esgota-se a pouco e pouco num estádio da Luz que continua sem saber o que é vencer um titulo durante duas épocas consecutivas desde os anos 80.

 

1983/84. 

Esse foi o último ano em que o SL Benfica logrou revalidar o titulo de campeão nacional. Com uma das melhores e mais eficazes formações da sua história, comandadas pelo sueco Sven-Goren Eriksen, o conjunto encarnado confirmou a sua superioridade a nível doméstico batendo pelo segundo ano consecutivo o FC Porto. Uma equipa em que militavam nomes sagrados da história do clube encarnado, de Nené a Chalana sem esquecer Bento, Carlos Manuel, Manniche, Stromberg, Filipovic, Álvaro. Uma equipa desenhada com outra mentalidade e que não encontrou eco nas quase três décadas seguintes. O Benfica voltou a ser campeão - por seis vezes, apenas - mas nunca de forma consecutiva. O saber ganhar e a mentalidade que marcaram a era dourada encarnada tinha desaparecido e sido substituída pela hegemonia do FC Porto a nível interno e externo.

A chegada de Jorge Jesus e o seu título, logrado na primeira época ao serviço do clube, levantou nas hostes encarnadas um profundo desejo de voltar ao passado, a essa filosofia de vitória contra tudo e contra todos. Mas dois anos depois, o legado de Jesus foi desmantelado progressivamente, em parte por culpa da política vendedora obrigatória para qualquer clube português mas, sobretudo, pela gestão do técnico no balneário encarnado. Jesus perdeu Ramires, Di Maria e Coentrão, é certo, mas a essência do plantel do primeiro titulo acompanha-o ainda e pelo caminho na Luz viveu-se uma espiral de contratações e dispensas que relembra mais o desnorte da década de 90, das etapas de Manuel Damásio e Vale e Azevedo, do que de um clube que quer algo mais.

Em 2010 o conjunto encarnado venceu a liga com um bloco forte e um modelo extremamente ofensivo. Mas já então se percebia a falha na estratégia de Jesus. Depois de uma primeira volta intensa, com várias goleadas pelo caminho, a equipa perdeu gasolina. A incapacidade do técnico de dosificar os seus principais jogadores permitiu uma aproximação dos rivais directos. O FC Porto, em modelo auto-destructivo e sem Hulk, afastado da competição durante largos meses, venceu o confronto directo que os distanciava mas então a luta já era com o Sporting de Braga, uma equipa com menor plantel mas que soube administrar bem as pernas e manteve o duelo aceso até ao fim. Na euforia da vitória poucos foram os que viram os sinais que se repetiriam no ambicioso projecto do ano seguinte.

 

Em 2010/11 o Benfica pecou como nunca. Pecou de arrogância e pecou de gula.

Jesus dispensou o guarda-redes do titulo com uma frieza que repetiria no futuro e apostou tudo num espanhol que chegou à Luz num negócio difícil de explicar. Pecou nas contratações - especialmente para tapar as baixas de Di Maria e Ramires - e pecou no esquema que adoptou, partindo literalmente a equipa entre o ataque e a defesa, especialmente a partir do momento em que o homem encarregado de apagar todos os fogos, Ramires, já não estava. E pecou de arrogância quando declarou que ambicionava o titulo europeu e concentrou as suas atenções na prova rainha, desgastando fisicamente os seus jogadores de uma forma demencial. Quando a eliminação precoce na prova dos milhões se confirmou, já o FC Porto levava uma profunda vantagem pontual e emocional - com goleada ao rival directo incluida - e as pernas dos encarnados não permitiam sonhar com uma recuperação. Começaram a sentir-se as primeiras fissuras no balneário e Jesus, em vez de surgir como elemento aglutinador, especializou-se em ser o causante das fricções.

No final do ano desfez-se do útil Carlos Martins, da aposta Roberto e foi afastando dos seus planos os determinantes Saviola e Cardozo apesar deste, inevitavelmente, continuar a disputar a titularidade á base de golos. Na última temporada foram Eduardo e Ruben Amorim a cair em desgraça com um técnico que não os poupou publicamente abrindo ainda mais o fosso entre plantel e corpo técnico. Os resultados, nem assim, chegaram. Não podiam. Tacticamente a equipa continuava perdida, órfã da ideia original, e quando a vantagem pontual parecia ser suficiente, uma vez mais a péssima preparação física dos titulares e os erros tácticos de Jesus entregaram de bandeja o troféu ao rival, o improvável FC Porto de Vitor Pereira. Dois anos depois tudo aquilo que tinha feito de Jesus um treinador popular nas bancadas da Luz começava a virar-se contra ele. A direcção encarnada manteve a aposta no treinador - uma decisão que tem tanto de lógica como de inevitável, depois do discurso presidencial se ter unido de tal forma ao destino do técnico - e a máquina mediática continuou a lançar mensagens de optimismo mesmo quando o clube encarnado passou largos jogos da época 2011/12 sem utilizar um só português (antes um conceito profundamente defendido pela massa adepta encarnada, o último clube a contratar um estrangeiro no futebol português).

Assemelhando-se a técnicos de outro tempo, Jesus tem-se dedicado a comprar e dispensar jogadores com uma voracidade ilógica para quem quer criar um projecto de futuro. Emerson foi o último a sofrer o seu chicote, dispensado sem perdão depois de ter chegado apenas há um ano do campeão francês Lille. Ao espanhol Capdevilla espera-lhe talvez um destino similar. Dos jogadores actualmente no plantel, 21 foram contratados pelo técnico em três anos. Entre 2009 e 2012 chegaram 40 jogadores novos ao clube. Uma média inédita nos clubes de topo europeu e uma lista onde se contam enésimos erros de autor, escolhas pessoais de Jesus como Patrick, Shaffer, Carole, Wass, Jara, Fábio Faria, Roberto, Felipe Menezes, Weldon, Kardec, Airton, Djaló, Emerson ou Perez.

Jogadores que chegaram, não triunfaram e foram dispensados, encostados, emprestados ou inutilizados. Sob a mitologia de técnico de jogadores, técnico capaz de valorizar jogadores de baixo perfil, esconde-se o verdadeiro rosto de um técnico que erra muitíssimo mais do que realmente acerta.

 

Jesus entregou ao Benfica um dos dois títulos da última década, um feito notável tendo em conta as últimas três décadas do clube encarnado no futebol português. Mas há muito tempo que mais um problema do que a solução. A sua actuação no mercado e os problemas tácticos crónicos têm prejudicado claramente a progressão de um clube que gastou o que tinha e o que não tinha para reduzir a distância competitiva com o principal rival nacional. Mais do que erros semânticos e uma politica de comunicação anedóctica, em cinco anos de gestão, não só a diferença se mantém em títulos conquistados como na gestão desportiva. Jesus chegou como o profeta que ia igualar a balança. Com ele ao leme ela parece mais desequilibrada do que nunca. 



Miguel Lourenço Pereira às 17:05 | link do post | comentar

12 comentários:
De MM a 27 de Julho de 2012 às 20:06
Miguel Lourenço Pereira, perfeito. Importa referir que a absurda política de contratações-dispensas-contratações (porque muitos dos dispensados são jogadores recém contratados, o que não é bem a mesma coisa de um técnico que troca antigo por novo) havia sido já evidente nos Belenenses, com resultados muito maus.

Porque fá-lo, Jesus?
Não acredito que um treinador com as suas qualidades caia neste absurdo sem que se aperceba. Jesus joga em 2 tabuleiros: o desportivo, e outro. O SLB é, para Jesus, um clube mais do que perfeito.

Não obstante erros: é um treinador desportivamente muito bom. Não há assim tantos quanto isso infelizmente, e Jesus é um deles. Deixa a um canto Quique, Camacho, Jesualdo, Manuel José e tantos outros que pelo SLB passaram nos últimos 20 anos.


De Miguel Lourenço Pereira a 27 de Julho de 2012 às 20:58
MM,

Sem dúvida, o Jesus pertence a essa velha escola dos dois tabuleiros e é uma realidade que faz parte do seu passado e que, num clube com maior orçamento e pouca clareza nas contas, lhe funciona ainda melhor.

Desportivamente é um técnico razoável, depois de dois anos a cometer sempre os mesmos erros não o posso considerar como um técnico muito bom. Seria se tivesse corrigido a maioria dos erros que cometeu de um ano para o outro.

um abraço


De MM a 27 de Julho de 2012 às 23:43
Compreendo a ideia Miguel, e não discordo dela. O problema é que numa avaliação relativa Jesus continua no topo, por ser melhor que muitos outros. Imaginando que o SLB fica amanhã sem treinador existe alguma solução que ofereça melhor garantias no círculo de treinadores próximos do futebol Português? Existe Domingos, Pedro Emanuel que pode dar o salto, e mais? Não há muito escolha e a qualidade não só não abunda como consegue ser duvidosa.
Mourinho e Villas-Boas no topo.
Jesus logo de seguida. Peseiro.
E tanto Sá Pinto como Vitor Pereira são dois casos muito diferentes e por diferentes motivos num plano que não se sabe bem qual é. Dificilmente categorizável é de igual modo Domingos.

Não obstante, o factor "Sá Pinto" resume-se por ora ao desconhecido, e só a isso. aqui a 2 ou 3 meses muitas perguntas serão respondidas - não por resultados mas pelo que a equipa do Sporting fizer em campo.

Já Domingos ou Vitor Pereira pelos motivos A, B ou C (diferentes num para o outro) levam já um histórico que desperta tanto confiança como desconfiança, o que nunca é bom ...

Tudo considerado julgo que Jesus está num plano bem acima deste(s). Mas sim, percebo o que dizes, Jesus VS Jesus, este Jesus é algo banal. Gostei muito dele nos Belenenses, até começar a mexer em demasia no plantel, e gostei sobretudo do ano em Braga - aquele jogo em San Siro foi uma demonstração de imensa categoria do treinador. Depois na Luz manteve a bitola mas ficava por vezes como diz o «post» difícil perceber onde acabava a influência de Jesus e às tantas rolava a máquina pela qualidade dos jogadores - as duas coisas, sempre, mas neste a questão faz sentido a partir de certo ponto para cima, isto é:
Houve ali um núcleo de jogadores que tornou-se grande em resultado directo do trabalho de Jesus com eles, e foram para níveis que tornaram-nos bastante bons. Daqui para cima - aqueles resultados de 4, 5 ou até numa ocasião 8 golos, a facilidade com que jogaram no Goodison Park, Marselha ou a goleada que conseguiram frente ao Hertha, existiu aqui uma dose muito grande de puro brilhantismo que não deve talvez ser imputada ao Jesus, mas a Aimar, Saviola, Coentrão, o excelente Cardozo e por aí fora.

A partir daí, como diz o «post», o Jesus de 2009 quase desapareceu para dar lugar a outro que conseguiu perder um campeonato que estava ganho e pior do que isso, ser completamente arrasado um ano antes e humilhado (o termo é este) por um FCP de Villas-Boas que vulgarizou-o não só no jogo do Dragão mas num par de ocasiões em Lisboa.

Rui Costa é provavelmente o responsável maior pelo absurdo em que se tornaram nos últimos 2 anos: não acredito que o SLB contrate um jogador sem o 'sim' ou 'não' do director desportivo.

Um abraço.


De Miguel Lourenço Pereira a 28 de Julho de 2012 às 00:05
MM,

Que não existam alternativas não significa que Jesus é muito bom. Simplesmente que não há muito melhor, conceitos bem distintos.

O perfil do técnico português é muito apreciado no estrangeiro porque, como todo o português, adapta-se bem a todas as culturas, é pouco exigente financeiramente, obedece bem ao sistema presidencial de muitos clubes e não tem o hábito de importar colónias de jogadores do seu país de origem. Tacticamente, em toda a história, Portugal teve dois ou três treinadores realmente muito bons e depois um imenso exército de técnicos competentes e profissionais mas sem um pingo de grandeza. Jesus está nesse grupo com os Fernando Santos, Toni, Manuel José, Jesualdo Ferreira, Carlos Queiroz, Jaime Pacheco, Manuel Cajuda, Artur Jorge e afins.

Esses são os técnicos capazes de alguns momentos de grandeza misturados com alguns momentos de mediocridade e um imenso conjunto de momentos regulares. Para o Benfica, dentro do quadro de técnicos portugueses, não é a pior opção mas, de certa forma, também é ele um dos responsáveis por o clube não ter dado um salto qualitativo evidente depois de um investimento financeiro tão grande na etapa LFV.

Um abraço


De MM a 28 de Julho de 2012 às 01:11
Miguel, motivo pelo qual interessa a clubes de futebol ter responsáveis (directivos) máximos com entendimento de futebol. É muito verdade isso: o dinheiro poderia não ter sido gasto. Mas poderia também ter sido bem gasto. Em qualquer dos casos existiriam benefícios. São os 3 responsáveis , Vieira, Rui Costa e Jesus, mas o peso directivo tem (julgo) de ser maior, porque são eles (directores) responsáveis pelo que governam. O governo de Jesus é desportivo: opções entre jogadores e treino. Acima dos treinadores tem de haver gente preparada para salvaguardar o património desportivo e monetário dos clubes. Rui Costa é evidentemente, apesar da aura, um director.

Sobre os treinadores muito bons sim, percebo a ideia e como disse subscrevo-a. Não englobaria todavia esses nomes todos no mesmo saco. Jesus é melhor que Manuel José e Manuel José é por sua vez melhor que Toni mas talvez fique (M. José) atrás de Jesualdo. Os treinadores de futebol não são programas: mudam, porque as pessoas mudam. Artur Jorge ou Ivic não foram nos finais dos anos 80 os mesmos treinadores que 10 anos mais tarde, porque as coisas mudam. Mesmo coisa para Carlos Queirós entre os anos 90 e estes em que vivemos. Não significa isso que se limitem à competência e profissionalismo (Jesualdo caberia bem nessa descrição, como exemplo).

Foram bons ou muito bons - uso relativo do termo, termo e não conceito porque falamos de conceitos diferentes. Já agora, quais são os 2 ou 3 Portugueses muito bonsem que pensas?


De MM a 28 de Julho de 2012 às 01:14
Cândido de Oliveira, Pedroto e Mourinho.
Estes?


De Miguel Lourenço Pereira a 28 de Julho de 2012 às 01:19
MM,

Na mouche!

um abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 28 de Julho de 2012 às 01:21
MM,

Sem dúvida que o primeiro problema do futebol português é directivo, tanto na gestão dos clubes como nas organizações competentes. Jesus gastou muito nestes anos mas com Camacho, Fernando Santos e Quique o Benfica também gastou consideráveis fortunas e sem sucesso desportivo algum.

Quanto aos técnicos, naturalmente não são todos iguais e todos têm épocas. E há treinadores que, sendo piores, tiveram gestas mais significativas pelo que lograram. O que fez Manuel José no Boavista e Leiria não é o mesmo que conseguiu com Sporting e Benfica, por exemplo.

um abraço


De P. a 28 de Julho de 2012 às 07:51
Miguel,

Discordo do seu ultimo comentário, pois apenas Quique pode ser responsabilizado pela falta de sucesso de desportivo/ despesa considerável.
Convém relembrar que Koeman recebeu apenas Karagounis, Miccoli e Robert a custo 0 e por empréstimo. E Fernando Santos teve uma primeira época com um plantel bastante parecido. Só apenas na segunda pré-época de Fernando Santos é que esta direcção começou a investir bastante no plantel a cada pré-temporada. Fernando Santos tinha realmente uma grande equipa até ao jogo amigável com o Cluj, mas até ao começo da época perdeu Simão e Manuel Fernandes. Ao fim da primeira jornada foi despedido, chegando o Camacho.
O Camacho também não poderá ser responsabilizado pois recebeu uma equipa que não foi feita/preparada por ele e já perto do fecho das transferências.
Quique pode ser responsabilizado sim pois tinha um grande plantel que não conseguiu rentabilizar. No entanto, convém relembrar que foi líder até à segunda volta do campeonato e falar dos efeitos Proenças e Cia. (Penalty Yebda-Lisandro por exemplo). Quique não teve um Ferrari nas mãos, mas teve um Mercedes que não conseguiu utilizar bem. Meter D. Luiz na esquerda, Aimar na direita e Cardozo no banco exemplifica bem a sua (falta de) qualidade.
De qualquer forma, just my two cents.

P.


De Miguel Lourenço Pereira a 28 de Julho de 2012 às 16:47
P,

Qualquer um dos planteis que tiveram à disposição Koeman e Fernando Santos tinha valor individual suficiente para fazer muito melhor figura do que realmente se viu. Durante quatro anos o plantel encarnado não foi tão diferente do portista ou sportinguista para falhar consecutivamente os dois primeiros lugares do pódio.

O investimento no mandato de Quique foi ainda mais evidente e talvez por isso tenha sido a debacle mais incompreensível, até porque o espanhol deu boas provas de si mesmo nas outras aventuras que coordenou.

um abraço


De Eduardo Louro a 30 de Julho de 2012 às 16:06
Vai comprida a discussão, Miguel. Não sou nem nunca fui "Jesuísta" (também não sou nem nunca fui jesuíta). A profissão de treinador de futebol é das mais exigentes da actualidade. Requer conhecimentos multidisciplinares muito profundos - de que os eminentemente técnicos nem serão os que figurarão no topo das exigências - e um vasto leque de condições naturais, daquelas que, por muito que se trabalhem, só alguns são capazes de exibir ao nível da excelência.
Dito isto, Jesus sabe muito de futebol mas, como diz Manuel Sérgio - o velho mas novo guru da especialidade - "um treinador que saiba muito de futebol, se só sabe de futebol, nem de futebol sabe". E Jesus é isto!
Por isso é uma desgraça na gestão motivacional, na gestão de dinâmicas de grupo ou na comunicação, falhando os requisitos mínimos (por exemplo, só conhece a primeira pessoas do singular). Não sabe o que é planeamento, não tem perfil de carácter para liderar, escondendo-se quando tem de dar a cara e mostrando-se quando deveria estar recolhido.
Não acredito que haja uma estrutura capaz de lhe cobrir os pontos fracos e de o submeter à teoria de Peter, embora admita que, por exemplo, a estrutura do FCP lhe permitisse reduzir os danos.
Mas à luz do insucesso do Benfica dos dois últimos anos pode ver-se um pouco além dos defeitos de Jorge Jesus, embora também ache que ele próprio ajudou a salientar o que se vê para além disso. Se é certo que as arbitragens do início da época 2010/11 traçaram o desenho do campeonato, não é menos certo que ele começou a perdê-lo quando não percebeu que era decisivo ganhar aquela supertaça. Se é certo que as arbitragens tiveram influência na reviravolta na classificação no último terço do campeonato passado, não o é menos que foi naquele jogo mal preparado de Guimarães que tudo começou. E prosseguiu em Olhão, e como não conseguiu gerir a equipa e o jogo com o Porto, perdido nas condições que se conhecem.


De Miguel Lourenço Pereira a 1 de Agosto de 2012 às 19:01
Eduardo,

O curioso é que Jesus, que se auto-intitulou como catedrático do futebol, tacticamente perdeu os duelos com Villas-Boas e Pereira. É um treinador profundamente sobrevalorizado pelo facto de orientar o Benfica e ter bons amigos na imprensa nacional. Ver Jesus no estrangeiro era algo que eu, pessoalmente, adoraria.

um abraço


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