Sábado, 21 de Julho de 2012

O PSG segue o mesmo caminho que o Manchester City. É o espelho onde se quer ver reflectido. Aos citizens foram precisos quatro anos de sérias inversões para quebrar uma barreira história. O PSG que acelarar os prazos. Depois da derrota mais surpreendente, no sprint final da Ligue 1 do ano passado, o titulo nacional é o objectivo mínimo do clube para esta temporada. Com as novas incorporações a Europa é tudo aquilo que interessa.

 

Zlatan Ibrahimovic é a última estrela da companhia. 

A sua chegada a Paris supõe o consagrar de uma politica de contratações que precisava de um jogador mediático para coroar o seu processo de consolidação internacional. Da mesma forma que as chegadas de Balotelli, Silva e Tevez deram ao Manchester City o pedigree necessário, o projecto pari movia-se na consciência de preencher o seu papel de líder com um jogador que nasceu para ser protagonista. Ibrahimovic era o único no mercado que cumpria esses requisitos. O sueco não traz só glamour e classe ao conjunto da capital gaulesa. Sobretudo traz uma imagem que vender e um bandeira para ondear nos mercados onde o clube se quer mover a partir de agora.

O PSG podia ter adoptado por diversos caminhos no seu sprint rumo ao sucesso imediato, um sucesso pago a peso de ouro. Ancelotti e Leonardo não se contentaram só com comprar muito e depressa. Queriam contratar jogadores contrastados e eficazes. Foi assim com Nené, Gameiro, Menez e Sirigu na época passado e este ano com Lavezzi, Thiago Silva e Ibra. Atletas que terão seguramente dificuldades em associar-se num principio num onze com demasiados nomes próprios mas que acabarão por marcar a diferença, particularmente numa liga como a francesa.

100 milhões de euros gastos mas quase sempre na mesma direcção. Apesar da perda de protagonismo da Serie A, a dupla forjada no AC Milan fez de Itália o seu campo preferencial de recrutamento. Marco Verrati, a grande promessa do meio-campo transalpino, foi a última das sete contratações que chegaram da liga italiana nos últimos dois anos para o clube parisiense.

 

Da mesma forma que o Manchester City começou a sua campanha de aquisição de jogadores com atletas de perfil médio mas atraidos por excelentes propostas salariais, o PSG sabe que não tem ainda o estatuto internacional para trazer os melhores jogadores disponíveis. A previsão do clube está em criar um núcleo base e ir substituindo progressivamente os jogadores contratados agora por estrelas num futuro imediato. 

A ambição do clube é evidente e está muito para lá da Ligue 1. O sonho, tal como do City, é vencer a Champions League mas o (mau) exemplo dos ingleses na passada época levanta vários alertas.

A derrota frente ao modestíssimo Montpellier foi seguramente uma lição difícil de aprender mas extremamente valiosa para os homens da capital. Ninguém espera outro cenário que não seja a vitória do conjunto da capital na próxima edição da Ligue 1. Nem que seja porque Ibrahimovic, se em algo se especializou, foi sagrar-se campeão nacional em todos os clubes onde esteve. Palavra de sueco.

Mas a Champions League hoje tornou-se no alvo de todos os investidores árabes que chegam ao futebol com vontade de triunfar de forma imediata. Face ao nível intocável dos dois grandes espanhóis e a solidez financeira do Bayern Munchen e dos clubes de magnatas de outros países (Chelsea, Arsenal, United), a ambição pode às vezes com a própria realidade.

O facto de nenhuma equipa desde o Olympique Marseille de 1993 ter vencido o torneio é o espelho de uma realidade competitiva com a qual o futebol gaulês não lida bem. A presença na final do AS Monaco em 2004 e do Olympique Lyon nas meias-finais de 2010 foram casos singulares que se deveram mais aos caprichos dos sorteios do que necessariamente a uma tendência que veio para ficar. O PSG, que mais do que representar França representará os petrodolares que deram nova vida a um clube que há anos estava em sarilhos financeiros sérios, quer inverter essa realidade mas para isso precisa mais do que jogadores e técnicos de top. A mentalidade neste tipo de torneios acaba por ser, tantas e tantas vezes, mais importante que os nomes do plantel.

Ninguém duvida que nos próximos anos, se o investimento continuar a este ritmo, possa apresentar uma equipa capaz de tutear os maiores nomes do Velho Continente. Essa é a realidade do peso financeiro que já dictou que o Manchester City vencesse a Premier League depois de 44 anos de fome de títulos. Mas a progressão, por muito que pese a um Zlatan Ibrahimovic, ansioso de levantar o único troféu que lhe falta, tardará e de ser rei da Gália, os parisienses terão de suar muito para proclamarem-se senhores da Europa. 


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Miguel Lourenço Pereira às 15:29 | link do post | comentar

6 comentários:
De Conseguir dinheiro a 21 de Julho de 2012 às 23:27
Vão tornar-se uma equipa a temer. Muitos nomes de valor.


De Miguel Lourenço Pereira a 22 de Julho de 2012 às 15:08
Naturalmente, mas primeiro é preciso fazer dos nomes uma equipa a sério ;-)


De Dingo a 22 de Julho de 2012 às 18:02
Parisiense, não parisino, é o habitante de Paris.
O clube parisino - correcto.
Os parisinos - errado.
licção -> lição
lider -> líder
politica -> política
Primeiro post em meses sem uma conjugação do verbo lograr.

Até gosto dos textos, mas estas pequenas coisas fazem-me perder a concentração de vez em quando.

Atentamente,
Um leitor


De Miguel Lourenço Pereira a 22 de Julho de 2012 às 19:09
Dingo,

Obrigado pela visita e pela paciência perdida.

Tentaremos sempre melhorar esses erros para não roubar esses preciosos segundos de concentração.

PS: Espero que nos próximos posts o lograr também vá de férias.

um abraço


De Conseguir dinheiro a 23 de Julho de 2012 às 00:42
Concordo, mas com nomes deste não deverá ser difícil.. ainda que as vezes seja pior.


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Julho de 2012 às 00:58
Precisamente, juntar tantas estrelas não é sempre o melhor caminho para fazer uma equipa! Matuidi, Pastore, Verrati, Ibrahimovic, Nené, Gameiro, Menez, Chantome e Diarra são muitos jogadores para tão poucas posições!

um abraço


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Miguel Lourenço Pereira

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