Quinta-feira, 5 de Julho de 2012

Iker Casillas

Voltou a ser decisivo. As suas defesas determinaram as vitórias espanholas jogo após jogo. Contra Itália, contra a Croácia, contra França e na final, enquanto os italianos estavam com onze, foi determinante e confirmou o seu estatuto de guarda-redes de lenda. Todos os titulos de clubes e selecção, é o guarda-redes mais premiado da história e um dos mais justos e sérios candidatos ao próximo Ballon D´Or. 

 

Alvaro Arbeloa

Criticado como poucos, eficaz como nunca. O lateral direito do Real Madrid foi um muro de pedra a defender, segurou Ribery, Ronaldo e Balotelli com uma tranquilidade assustadora. A atacar não contribuiu tanto como o seu colega de flanco, mas foi um dos homens chave na defesa menos batida da história dos Europeus. 

 

Pepe e Matts Hummels

Foram as almas defensivas das suas respectivas selecções. Apesar de nenhum deles ter logrado chegar à final do torneio, as suas exibições foram regularmente as melhores dos seus onzes. Pepe reafirmou-se como o melhor central do Mundo, imperial a defender, autoritário a comandar as linhas e implacável (mas limpo) nos cortes. Hummells demonstrou todo o potencial que muitos viam quando apenas era jogador do Bayern Munchen. Nenhum defesa sabe sair a jogar com a bola nos pés como ele, capaz de associar-se sempre com o meio-campo e causar desiquilibrios. Tem capacidade para transformar-se no defesa que falta ao futebol alemão desde Franz Beckenbauer.

 

 

Jordi Alba

A revelação do torneio. Extremo transformado em lateral, foi um punhal apontado às defesas rivais, viu o seu torneio consagrado com um golo na final e um novo contrato com o Barcelona, precisamente o clube que o dispensou quando juvenil. Ofereceu ao jogo espanhol a verticalidade e eficácia que faltou à esmagadora maioria dos seus colegas. 

 

Andrea Pirlo

Foi o melhor jogador do torneio, aquele que mais concentrou, a titulo individual, a virtude e a classe que personificam um verdadeiro lider. Prandelli montou a equipa à sua volta e como em 2006 sentiu-se cómodo, feliz e relaxado. Jogou, desenhou e executou os lances mais belos do torneio, descifrou a defesa alemã, fintou o meio-campo inglês e mesmo contra os italianos foi sempre uma pedra no sapato. Uma segunda juventude que podia ser eterna...

 

João Moutinho

Um pulmão sem fim, um carro onde a gasolina nunca termina, Moutinho fez um Europeu impressionante. A sua omnipresença garantiu sempre estabilidade ao jogo defensivo português e quando teve liberdade para incorporar-se no ataque foi determinante, como prova a sua assistência para golo no duelo dos Quartos de Final. Depois de uma época discreta, mostrou o seu melhor rosto com a camisola de Portugal e reafirmou a sua classe como um dos melhores médios do futebol europeu.

 

Sami Khedira

Gigantesco no jogo de transições na Manschaft, Khedira foi provavelmente a grande noticia do futebol alemão neste torneio. Depois de dois anos preso aos esquemas tácticos de Mourinho voltou a ver-se o mesmo jogador que surpreendeu na África do Sul. Com mais liberdade, foi um estratega na armação de jogo dos germânicos e a isso teve de juntar o desgaste fisico que suponha render um Schweinsteiger em baixo de forma.

 

 

Andrés Iniesta

 Individualmente foi o mais decisivo jogador espanhol. Com Xavi em baixo de forma, coube ao herói de Joanesburgo liderar o meio-campo espanhol, jogar e fazer jogar. O melhor, com diferença, da linha ofensiva do campeão e uma figura icónica já no universo virtual com as suas lógicas comparações com Tsubasa. Depois de ter perdido o Ballon D´Or para Leo Messi em 2010, será que é desta que Espanha tem um jogador herdeiro de Luis Suarez?

 

Mezut Ozil

Passeia classe como poucos jogadores e apesar de não ter ainda conseguido participar na sua primeira final com a camisola da Alemanha, não foi certamente por falta de tentativas. Entre o centro e a direita foi um constante pesadelo para as defesas rivais, assinou alguma das melhores assistências do torneio e apenas continua a faltar-lhe o golo, para ser um dos médios mais completos de sempre do futebol alemão.

 

Cesc Fabregas

Não foi o melhor marcador (o prémio foi para Torres num empate a cinco), mas foi decisivo para o esquema da selecção campeã. Del Bosque apostou por ele nos momentos importantes e o jogador do Barcelona nunca lhe falhou. Marcou o golo contra a Itália que impediu uma derrota precoce e voltou a marcar na goleada com a Irlanda. Frente a franceses e italianos foi decisivo em desmontar o esquema defensivo e fechou uma época onde venceu mais titulos do que em toda a sua carreira junta.

 


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Miguel Lourenço Pereira às 10:38 | link do post | comentar

6 comentários:
De Eduardo Louro a 5 de Julho de 2012 às 18:57
Já estava a tardar este seu exercício. Uma equipa sem ponta de lança, para entregar certamente a Del Bosque.
Também fiz este exercício lá no meu blogue: uma equipa para entregar ao Paulo Bento, para que se lembrasse do losango. Diverge pouco da sua, mas tem, como divergência de fundo, o ponta de lança M.Gomez em vez do Fabregas. Depois, o Modric em vez do Ozil - mais por homenagem à Croácia, que por outras razões, e o Selassie em vez do Arbeloa pela espectacularidade que o sistema (duplo pivot, com Pirlo e Khedira) perimitiria. O Hummels era também o meu outro central, mas aquele jogo com a Itália... Troquei-o pelo Sergio Ramos.
Um abraço Miguel.


De Miguel Lourenço Pereira a 5 de Julho de 2012 às 21:43
Eduardo,

A decisão entre Hummels e Ramos é sem dúvida muito dificil, gosto muito de Ramos mas acho que o Hummels fez um torneio mais completo e foi mais transcendente no jogo da equipa, apesar da meia-final. Mas a diferença é de 0,00001% entre eles.

Quanto a Gomez, não me inspira muita admiração, e Fabregas foi mais importante no modelo espanhol. Modric e Selassie estiveram bem mas tanto Arbeloa, impecável a defender, e Ozil, quando teve gasolina, foram mais eficazes.

um abraço


De fazer dinheiro a 6 de Julho de 2012 às 01:53
Concordo com o 11 ideal no post inicial :D


De filomeno a 7 de Julho de 2012 às 11:39
Xavi Hernández y Andrés Iniesta ya se pronunciaron en el sentido de que el balón de oro debe ir para LEO MESSI.......¿Para cuándo el pronunciamiento de Iker Casillas en el sentido de que el balón de oro debe ir para CRISTIANO RONALDO?


De filomeno a 7 de Julho de 2012 às 11:41
¿y wolfgang stark?


De Miguel Lourenço Pereira a 9 de Julho de 2012 às 19:30
Filomeno,

Espero que Casillas no comita el mismo error, en Barcelona estan mucho mejor adiestrados!


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Miguel Lourenço Pereira

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