Terça-feira, 19 de Junho de 2012

O escorregão da França frente a uma Suécia liderada por um inspirado Ibrahimovic permitiu aos ingleses vencerem um grupo mais fraco do que se podia antecipar. O jogo da Inglaterra não podia ser mais cinzento e previsivel mas com o golo de Rooney, o seu primeiro numa prova internacional de selecções desde a sua estelar aparição em 2004, evitam o encontro com a temida Espanha. 

A Ucrânia entrou melhor, terminou melhor mas faltou-lhe o mesmo de sempre: o golo.

O perfume de Schevchenko não durou mais do que 90 minutos e nos dois jogos seguintes os anfitriões deram boa imagem de si mas também acumularam erros defensivos e ofensivos imperdoáveis. Hoje foi a vez de Pyatov, até agora bastante seguro. Um centro de Gerrard, um ligeiro desvio e as mãos do guarda-redes ucraniano deixam escapar uma bola que se encontra com a cabeça do homem que toda a Inglaterra esperava. Sem poder jogar os dois primeiros jogos, fruto da sua imatura expulsão contra Montenegro na fase de qualificação, Rooney tinha uma dívida para pagar com adeptos, colegas e seleccionador. Foi dos mais dinâmicos dos Pross e o golo, apesar de quase involuntário, selou o seu regresso com nota positiva. Uma boa noticia no meio de um tremendo cinzentismo.

Já sabiamos que Hodgson não ia trazer futebol espectáculo à selecção dos leões mas o seu 4-4-1-1 é ainda mais aborrecido do que se podia prever, especialmente porque Millner é o mais lento dos extremos do futebol britânico e Young, muitas vezes, tem tendência para mergulhar para um miolo por onde já passeiam Parker e Gerrard, claramente fora do lugar de onde saca melhor rendimento. Os ingleses deram a bola e o protagonismo aos ucranianos e apesar de terem tido várias oportunidades, nunca foram uma equipa autoritária e acabaram por sofrer mais do que o esperado. Talvez um rival mais cinico, como seguramente será a Itália, seja capaz de explorar aquilo que a Ucrânia de Blokhin foi incapaz de descobrir, no meio de tantos erros defensivos que passaram desapercebidos. 

 

No outro encontro, a favorita França foi como sempre tem sido, uma equipa lenta, previsivel nas transições e sem a chispa dos seus grandes onzes. Apesar de contar com uma dianteira de ataque invejável, o onze gaulês foi bastante inofensivo e lento frente a uma Suécia que não se jogava nada mas que sacou do seu lado mais orgulhoso para lograr uma merecida vitória. Ibrahimovic, num dos golos do torneio, e Larson, nos intantes finais, confirmaram o triunfo nórdico (deixando assim a Irlanda e Holanda como as únicas selecções que terminam o torneio com zero pontos). 

A França irá agora defrontar uma velha conhecida, a selecção espanhola, mas terá de trabalhar muito para ser um rival á altura dos campeões em titulo. Uma defesa displicente, um meio-campo onde faltou a criatividade e um ataque perdulário não são, sem dúvida, bons cartões de visita para quem entrou no torneio na lista dos prováveis vencedores da prova e que corre agora o risco de ir mais cedo para casa. Laurent Blanc tem feito um trabalho estupendo à frente dos Bleus, mas nesta prova tem mostrado o seu lado mais conservador, uma posição que já lhe valeu perder um grupo que podia ter ganho se tivesse, desde o primeiro jogo, optado por jogar com um pouco mais de velocidade e intensidade nos processos ofensivos. Algo fundamental para sobreviver á asfixia espanhola que se adivinha.

 

Entre as duas históricas selecções seguem os últimos classificados para os Quartos de Final. Dois duelos entre crónicos candidatos que confirmarão que haverá pelo menos dois semi-finalistas campeões do Mundo. A Ucrânia voltou a ser melhor que a Polónia mas sofreu o mesmo destino, uma eliminação precoce que começa a ser tendência nestes torneios organizados longe dos grandes potentados. Bélgica em 2000, Suiça e Áustria em 2008 e agora polacos e ucranianos começam a inverter a velha crença que organizar uma prova era meio caminho para chegar longe no torneio.


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Miguel Lourenço Pereira às 21:32 | link do post | comentar

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Miguel Lourenço Pereira

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