Segunda-feira, 11 de Junho de 2012

Um duelo muito frouxo em que os franceses nunca quiseram arriscar e os ingleses nunca souberam fazer algo mais do que o estricto guião de Hodgson exigia. Ao contrário do duelo da véspera, o empate a uma bola entre França e Inglaterra esconde duas equipas medrosas e sem ritmo competitivo intenso, mais preocupadas em não começar o grupo a zero do que procurar a primeira vitória do grupo.

Ao minuto 78 a Inglaterra mexeu pela primeira vez na equipa. Os franceses permaneciam imutáveis.

E no entanto o jogo exigia há muito sangue fresco. Os gauleses jogavam mais com a bola nos pés mas eram inconclusivos quando se aproximavam da área. Benzema esteve quase sempre desaparecido. Ribery, o que mais tentou, estava demasiado só e Samir Nasri, autor de um golo memorável, foi dele mesmo e foi aparecendo e desaparecendo com uma regularidade assustadora. Blanc tinha preferido um meio-campo conservador, com Malouda ao lado de Cabaye e Diarra, e manteve-o assim durante todo o jogo. Mesmo com o golo inglês - um golpe certeiro de Lescott na sequência de um livre de Gerrard - e mesmo com a incapacidade dos ingleses, na segunda parte, de procurar o segundo golo. Esse conservadorismo gaulês marcou o ritmo do jogo. Os ingleses começaram melhor, mas rapidamente deixaram claro que iam procurar um jogo ao contra-golpe. Um 4-4-1-1 tipico na filosofia do novo seleccionador inglês e que levou, demasiadas vezes, a que Young e Wellbeck passassem o jogo sós no ataque. A França, com a bola, encontrava-se sempre com dois muros de quatro jogadores frente a frente e nessa circunstância era dificil penetrar linhas. O golo de Nasri, um remate de meia distância, quebrou essa tendência gaulesa de associar-se à entrada da área. Pela única vez o pragmatismo tomou conta dos franceses.

 

A Inglaterra foi igual ao que se esperava, uma equipa tacticamente organizada no sector defensivo e inofensiva no ataque, salvo quando os lançamentos largos podiam encontrar algum que outro espaço livre nas costas da defesa francesa. Oxdale-Charmberlain foi o melhor na primeira parte, aproveitando esses espaços, mas desapareceu do jogo e acabou substituido. Tornou-se no segundo jogador mais jovem da história dos Europeus.

No onze francês a grande figura foi o lateral direito Debuchy, autor de algumas das mais apaixonantes jogadas que, ocasionalmente, traziam velocidade e imprivisibilidade ao jogo gaulês, muito pausado e inerte. Pelo lado direito surgiram as oportunidades mas a defesa inglesa manteve-se infléxivel e Joe Hart, sempre atento, confirmou que o pesadelo inglês com o lugar de guarda-redes parece definitivamente subsanado. Uma realidade que ajudou a manter um empate que beneficia muito mais a uma Inglaterra que chegava cheia de dúvidas (e que historicamente continua sem ganhar o jogo de abertura do Europeu que disputa) do que a uma França que pode e deve ambicionar a mais se quer ser uma alternativa clara aos favoritos.

 

O jogo da noite, entre os anfitriões e os suecos deixam em aberto a disputa de um dos lugares nos quartos de final, num grupo que acabará por se apresentar mais aberto do que se podia imaginar, muito por culpa da atitude conservadora de Laurent Blanc, incapaz de inverter o desenho táctico tão previsivel do seu rival inglês.


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Miguel Lourenço Pereira às 18:33 | link do post | comentar

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Miguel Lourenço Pereira

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