Quarta-feira, 2 de Novembro de 2011

A derrota do FC Porto em Nicósia abre ainda mais uma ferida que não deixou de sangrar desde que André Villas-Boas decidiu que a sua cadeira de sonho afinal era um assento incómodo. Desde esse segundo - e a posterior decisão em 24 horas - até à debacle futebolística em Chipre a transformação do FC Porto tem sido uma profunda e deprimente constante. Ao contrário do que se possa pensar, o problema não está em perder diante de um APOEL que traduz tudo aquilo que de bom tem a segunda divisão do futebol europeu. O drama está no sentido do ridículo de uma equipa que se ausentou do mundo do futebol e não parece ter muita pressa em voltar.

Quando o FC Porto venceu em Dublin a mais portuguesa das competições europeias, a qualidade de jogo e o espírito avassalador do futebol azul e branco convidavam a imaginar que os dragões eram uma equipa capaz de ombrear com os grandes do futebol europeu, ao nível dos reis de Inglaterra e só por debaixo do dueto espanhol construído (e pago) para dominar a competição nos próximos anos.

Esqueceram-se os arautos e filósofos que a profunda diferença entre a primeira e segunda divisão do futebol europeia é cada vez maior e que vencer uma Liga Europa raramente diz bem da equipa que a conquista. Afinal, olhando para trás no tempo, é preciso retroceder ao sucesso do próprio FC Porto para encontrar uma equipa capaz de vencer a segunda prova da UEFA para, no ano seguinte, fazer boa figura na prova rainha europeia. Se a equipa de José Mourinho conseguiu um feito quase historicamente único de repetir triunfos, que dizer dos senhores que se seguiram?

Atlético de Madrid em 2010 (incapaz sequer de passar da fase de grupos da Europe League no ano seguinte), Shaktar Donetsk, Zenith St. Petersburg e CSKA (inocentes na Champions League, predadores na Europe League) ou o dueto espanhol Sevilla-Valencia, tão elogiado então por essa Europa fora mas que, no universo dos grandes tubarões, teve de contentar-se com as migalhas. Seria o FC Porto excepção a esta realidade que os números não deixam esconder? Tentou vender-se a ideia de que, com alguma sorte à mistura, esta equipa - mesmo sem Falcao, talvez mesmo com ele - seria candidato a candidato. Na realidade o destino foi exactamente o mesmo que os dos seus antecessores, candidatura a decepção do ano, se é que há ainda quem acredita nisso.

A derrota em Chipre nem marca sequer o ponto mais baixo da época europeia dos azuis e brancos, derrotados já na sua deslocação à Rússia e, sobretudo, manietados em casa por um APOEL que representa essa Europa alternativa que José Mourinho conhece só pela internet mas a quem Michel Platini deu, e muito bem, a sua pequena dose de protagonismo. Os cipriotas estão tão perto de fazer história que hoje é inconcebível encontrar uma história mais apaixonante e enternecedora neste set de provas europeias que a superação de um clube com um orçamento de 20 milhões de euros. Face aos 100 milhões de um FC Porto infiel à sua própria história.

 

Vitor Pereira será sempre de forma inevitável o eixo central de todas as criticas.

E, verdade seja dita, nunca fez nada para mudar a (já negativa) percepção que os adeptos tinham de um homem que antes de ser número dois de um special two foi conhecido no futebol luso por falhar, duas vezes, a promoção à Liga Sagres com a equipa com melhor orçamento da Liga Vitalis, os açorianos do Santa Clara.

Um cartão de visita pouco convincente mas que não impediu Pinto da Costa, um presidente que gosta de correr riscos e assumí-los - e agora é hora de o assumir outra vez, como sucedeu com Quinito e Octávio - de o eleger um dia depois de saber que o seu protegido preferia o frio e a chuva de Londres ao frio e chuva da Invicta. Vendeu-se a ideia de continuidade mas não há, excepto as caras, nada de continuo neste FC Porto de Pereira em comparação com o exercício de gestão de Villas-Boas. O treinador espinhense rompeu com os conceitos que tinham transformado os Dragões numa equipa - literalmente - invencível, e aceitou de bom grado as imposições da SAD a moldar um plantel claramente descompensado e pago a peso de ouro. O dinheiro gasto nas contratações de Defour, Mangala, Kelvin, Iturbe, Djalma, Kleber, Bracalli, Danilo e Alex Sandro - bem como as percentagens dos passes que faltavam de Hulk e James - anunciava uma era de bonança que, no fundo, era tudo menos real. O dinheiro de Falcao (que ainda não chegou, porque para clubes ciganos nenhum melhor que o Atletico de Madrid) e de Villas-Boas cobriu os gastos mas deixou exposta a fragilidade financeira de um clube que continua a pensar primeiro nos empresários e só depois nos seus próprios jogadores. Vitor Pereira comungou desta filosofia e agora, inevitavelmente, pagará o preço da ousadia de arrancar uma época sem avançados de calibre e sem jogadores formados em casa (que na Champions League lhe permitiriam inscrever quatro jogadores mais), herdando um leque de pseudo-estrelas a quem foi negado o paraíso dos milhões dessa Europa futebolística.

Com o plantel claramente noutra disposição daquela que encontrou um esfomeado Villas-Boas, era fácil entender que este ano seria soberanamente difícil para qualquer técnico. Nem Alvaro Pereira, nem Moutinho, nem Guarin nem sequer Hulk pareceram nunca cómodos nestes três meses de época e fisicamente notou-se a sua ausência mental do projecto. A falta de reforços de confiança para abanar a equipa deixaram o técnico numa situação incómoda que resolveu da pior maneira. Mudou a única coisa que parecia intocável, os principios de jogo.

Enquanto Villas-Boas sempre preferiu apostar num onze sólido, com mudanças pontuais e facilmente reconhecidas que não descaracterizavam o jogo colectivo, assente num estilo claro de toque e posse de bola, transições pelo corredor central e um jogo apoiado num pivot ofensivo com fome de golos, Vitor Pereira optou por seguir o caminho da jesualdização, tanto criticada no Dragão mesmo nos anos dos titulos. A bola passou a voar de trás para a frente, o meio-campo tornou-se menos participativo e, na dúvida, as bolas acabavam não no pivot de ataque mas num Hulk de volta às suas piores versões. Para piorar ainda mais o cenário, o técnico, talvez sem confiança nos seus próprios homens, aplicou uma politica de rotação sem sentido que demonstrou não só um problema físico grave como uma falta de aprendizagem de conceitos gritante.

James Rodriguez, figura nuclear no final da época passada, tornou-se tão dispensável como Cebolla Rodriguez, o homem que foi inscrito no lugar de Walter na Champions League para, depois, ficar a ver os jogos à distância. Fernando, provavelmente o mais regular de todos os jogadores nestes últimos meses, tornou-se na oferenda sacrificial favorita e a Kleber, o homem que não queria suceder a Falcao, exigiu-se o mundo.

Demasiados erros de gestão, demasiados tiros nos pés, demasiados enganos nas escolhas, dentro e fora do plante, que espelham uma imagem pálida, aborrecida e, pior do que isso, sem rumo de um clube que tem mais similaridades com o Benfica da segunda época de Jorge Jesus do que certamente gostaria de imaginar. Uma liderança - em ex-aqueo depois de uma segunda parte para esquecer no Dragão frente ao rival mais directo - numa prova tão insignificante como a Liga Sagres não é espelho de nada a não ser da pequenês de um projecto que passou a época passada de bicos nos pés.

 

O ridículo da politica desportiva da SAD do FC Porto - e da equipa técnica - conduziu ao ridículo futebolístico que tem marcado este mandato.

A eliminação precoce das provas europeias - e uma derrota em Donetsk provocará isso mesmo - deixa claro que num grupo sem tubarões, o projecto ambicioso do FC Porto não foi mais do que um pequeno peixe-palhaço. Nem as piores épocas de Octávio Machado , Victor Fernandez e Jesualdo Ferreira, três dos técnicos mais contestados na sua passagem pelo banco azul e branco, significaram um profundo empalidecer da imagem internacional de um clube que foi elogiado a torto e a direito há apenas meio ano. Perder em Nicósia não é nenhum drama se não vier precedido de uma derrota na Rússia e um empate caseiro contra os cipriotas onde actuam mais jogadores portugueses que nos próprios campeões nacionais. O grave está no suicídio futebolístico, nos desastres de gestão humana e no ridículo táctico que se repete, jogo atrás jogo, de um treinador que, como a banda do Titanic, já percebeu que o navio está a ir ao fundo mas prefere continuar a tocar até que não haja mais remédio, assobiando para o lado quando alguém lhe relembre que por esse lado não se vai a nenhum sitio. 



Miguel Lourenço Pereira às 07:48 | link do post | comentar

12 comentários:
De Vitor Zenha a 2 de Novembro de 2011 às 11:04
Exacto Miguel.

Um treinador que não tem um plano B para quando as coisas não estão a correr bem, não é um treinador competente. Nos 10 ou 15 jogos que já se fez esta época não houve uma única alteração táctica no decorrer dos jogos... Onde está o 4x4x2 como alternativa?? ou o 3x4x3 como emergência??

Tirar o fernando, meter o guarin é exactamente o mesmo...muda apenas as características do jogador.

O facto de não haver um 11 tipo também é fulcral. As rotinas têm de ser criadas também nos jogos. O meio-campo fortíssimo da época passada foi destruído em meia dúzias de jogos. O fernando é sempre o cristo, o moutinho está de gatas, o belluschi voltou aos tempos jesualdianos, o guarin aziado por não ser titular...

Um treinador que está a perder e que nada faz ao intervalo é um treinador conformado e sem ideias.

Ganhou um pequeno balão de oxigénio com as duas goleadas em casa para o campeonato, mas quem viu os jogos vê que não há fio de jogo, nem ideias capazes de ultrapassar equipas mais difíceis.

A menos que o VP salte fora antes do natal, não nos estou a ver ganhar algo a não ser a taça da liga, pois o scp e o slb stando na europa apostarão menos nesta tacita.

Abraço





De Miguel Lourenço Pereira a 2 de Novembro de 2011 às 11:47
Vitor,

Há três aspectos fundamentais no trabalho de Vitor Pereira como técnico que propiciam o péssimo jogo colectivo e a falta de chama individual do plantel desta temporada face à anterior:

- tacticamente é um treinador perfeitamente previsivel, com conceitos primários e que não se adaptam nunca ao estilo de jogo do rival ou à natureza do que está em disputa. Sofrer o 2-1 ontem quando o empate era um resultado positivo para as contas do grupo é de quem não sabe impor ordem e organização numa equipa de top. Passou-se o mesmo no jogo contra o Benfica. O seu modelo de jogo é tão fácil de desarmar que este seria o habitual treinador que, a jogar contra um 5-4-1, nunca se lembraria de abdicar de um ou dois defesas para reforçar o miolo.

- fisicamente o estado dos jogadores é consequência não só de uma pré-época questionável mas, sobretudo, da forma como estão em campo. A bola, com Villas-Boas, corria mais que os homens e isso, como o Barcelona demonstra, permite maior frescura. Como a desorganização táctica é absoluta, os médios têm de tapar fogos em tudo quanto é sitio e fisicamente perdem a pujança para as funções de ataque colectivo, soltando a bola sem pensar. Ao mesmo tempo as caracteristicas dos médios continua a ser demasiado similar. Defour, Moutinho, Guarin e Bellushi são jogadores muito, muito parecidos e trocar um pelo outro não traz nada de novo à equipa, apenas troca de homem por homem.

- Uma equipa que viva das rotações é um experimento constante e isso tanto pode funcionar como não. Na fraca Liga Sagres é normal poder trocar as caras porque os rivais habitualmente não apresentam grandes dificuldades, mas também é necessário usar um onze (ou um quinze) base para ganhar confiança e estruturar o ideário do técnico, seja ele qual for. Trocar os centrais ou os médios com a facilidade com que faz VP é trocar as ideias ao colectivo. O ponta de lança ou os extremos podem mudar, porque as suas funções são menos colectivas, mas o esqueleto tem de ficar bem claro para todos, salvo que existam problemas fisicos que não me parece o caso.

VP é consciente de que não tem nem poder no balneário nem poder na sala da direcção. Trabalha como um adjunto com o cargo de principal. É incapaz de tomar decisões, de arriscar e de bater o pé quando um clube que gasta 100 milhões de euros não lhe traz nem um número 10 nem um avançado. Acha que mandar o James para o banco contenta o ego do Varela, que utilizar os médios em rotação contenta todos e que trocar de centrais aporta algo à equipa. Por decisões como essa há homens que funcionam muito bem como números 2 e muito mal com números 1. Rexach é um exemplo perfeito, Toni foi outro e VP ameaça tornar-se em mais um case study.

um abraço


De Constantino a 2 de Novembro de 2011 às 15:32
caro Miguel,

Acima de tudo, o que salta à vista das 3 ultimas epocas é que a Champions impõe um nivel de exigencia absolutamente avassalador relativamente `Liga Europa. Tenho a certeza absoluta que a epoca impar do AVB na epoca passada não teria hipoteses de acontecer em caso de participação na Champions. A rotatividade que apontas como erro do Pereira foi evitada pelo AVB graças à participação numa competição europeia de nivel baixo/muito baixo que permitia jogos europeus de baixa exigencia fisica e mental. O mesmo se passou na 1ª epoca de Jesus no SLB. O choque do fcp este ano tem semelhanças incriveis com o do SLB na epoca passada. Equipas habituadas ao passeio da Liga Europa (só a partir dos quartos de final é que assume nivel de competição europeia) trazem a mesma mentalidade para a Champions, competição de equipas (e especialmente, treinadores) calejadas.

No meio disto tudo, quem beneficia é o scp que se vê a mãos com uma competição europeia de 3ª categoria (relembremos que ate nas 2 epocas horripilantes do sporting, conseguiram atingir etapas avançadas nesta competição) e aproveitando od esgaste fisico e psicologico dos seus 2 rivais. Talvez, mais do que elogiar a epoca sportinguista, se deva elogiar os percursos praticamente imaculados de SLB e fcp na nossa liga, mesmo apesar do elevado desgaste europeu. São 2 equipas com série de jogos sem perder ("só"internamente no caso portista) dignas de registo.

Já agora: as ligas UEFEIRAS necessitam uma reformulação urgente por risco da 2ª competição europeia se tornar de 3ª ou 4ª categoria. Competições como a Taça Uefa e a Taça das Taças colocavam desafios aos seus participantes que a presente liga europa não consegue colocar minimamente.

Abraço.


De Miguel Lourenço Pereira a 2 de Novembro de 2011 às 15:58
Constantino,

Totalmente de acordo, este FCP e o Benfica do ano passado pecam do mesmo pecado de sobranceria, da ideia de poder mais do que realmente podem, gastando demasiado e planeando mal uma época pensando que jogar uma prova de segundo nivel como a EL é o mesmo que jogar a CL onde um Hapoel ou um APOEL são mais duros que um Villareal ou PSV.

Basta ver que nos ultimos anos quem chegou longe foi o Rangers, o Espanyol, a Fiorentina, o Fulham, o Hamburgo, o Villareal, o Benfica, o Braga e o Porto para perceber qual o nivel entre esta prova e uma onde andam os Barça, Madrid, United, Chelsea, Arsenal, Inter ou Bayern. Mas o FCP, habitué, devia saber isso quando partiu para este ano. Fizeram mal, muito mal em planear a época pensando em reeditar um sucesso que nunca sucederia.

Naturalmente que uma equipa fora da exigencia europeia tem sempre melhores armas para ombrear com os da frente. Aconteceu com o Braga face ao Benfica e Porto há dois anos e com o Sporting esta época, especialmente por já estar qualificado com tranquilidade.

um abraço


De hmocc a 2 de Novembro de 2011 às 20:03
Na primeira confeência de imprensa notou-se logo a falta de carisma de VP. Para quem estava (mal/bem) habituado à completa confiança de AVB agora se vê como é importante a motivação neste nível.

Qual problema físico? Está tudo na cabeça dos jogadores, que, não acreditando em VP também não acreditam nas suas próprias capacidades.

Que pena termos perdido o Domingos para o Sporting, mas agora é tarde.

P.S.: No primeiro parágrafo a palavra "Assento" está escrita "Acento". O primeiro termo refere-se a objecto usado para alguém se assentar (vulgo "abancar-se") enquanto que o segundo termo refere-se aos tracinhos que se colocam por cima das vogais para lhes dar outra entoação fonética. Abrassos! ;D


De Miguel Lourenço Pereira a 2 de Novembro de 2011 às 20:17
Hmocc,

Não ligues, obrigado por me relembrares dessa estupidez ;-)

O VP é o novo Morais, Octávio, Toni, como lhe queiram chamar. Nota-se que está fora do seu mundo a todos os niveis, até o treinador do APOEL parece entender mais da alta roda europeia que ele!

um abraço


De hmocc a 2 de Novembro de 2011 às 20:26
Miguel, desculpa-me mas ee exactamente porque gosto tanto do "Em Jogo" que mencionei.

Realmente o prineipio de peter parece aplicar-se ao Treinador do Porto.


De Miguel Lourenço Pereira a 2 de Novembro de 2011 às 21:32
Hmocc,

As desculpas peço-as eu, que o erro foi de palmatória e nem a distância diária à lingua o pode perdoar.

um abraço


De João a 3 de Novembro de 2011 às 11:11
Quanto ao dinheiro de Falcao, diz-se em Espanha (e podes procurar noticias disso) que grande parte não é proveniente do Atletico Madrid, mas sim do Jorge Mendes. Há aliás uma pergunta sobre esse tema ao Caminero q ele esquivou-se.

Uma das causas para este Porto é a ressaca de um Porto sobrevalorizado o ano passado. Sobrevalorizado por uma confiança extraordinaria e uma gestão de esforço possível devido a roubos sucessivos nas 1ªs jornadas e sobrevalorizado pq mm jogando mal as vezes aparecia um Falcao para a meter lá dentro


De Miguel Lourenço Pereira a 3 de Novembro de 2011 às 11:45
João,

O Atlético não tem um só cêntimo. É um clube profundamente devedor e apesar das vendas que realiza no mercado, parte do dinheiro que recebe vai directamente para apagar o buraco de Gil y Gil e companhia.

O dinheiro para pagar o Falcao vem de um fundo onde está o próprio Mendes, da mesma forma que o Villareal ainda reclama dinheiro da transferência do Forlan. Seria previsivel que houvesse problemas com o pagamento e a falta de pagamento ao Standard espelha a falta de liquidez brutal dos dragões e que reflecte a inversão da politica de contenção do ano passado. Quase 8 milhões gastos em comissões é muito dinheiro deitado borda fora.

O problema do FC Porto não está na sua sobrevalorização, está na perspectiva da sua real valia. O mesmo passou com o Benfica no ano anterior. Duas equipas com percurso doméstico muito bom - mas que vale isso realmente numa liga de terceira linha? - e boa performance na competição onde andam os 5ºs e 7ºs das ligas grandes engana. O FC Porto era muito mais completo no ano passado não só por Falcao mas, sobretudo, pela gestão táctica e humana. Um clube não termina uma liga invicto apenas porque um avançado resolve os problemas do colectivo.

um abraço


De João a 3 de Novembro de 2011 às 12:23
Concordo plenamente e é simplista considerar isso do Falcao. Há uma série de variáveis que fez com que o Porto acabasse invicto entre as quais méritos próprios e deméritos alheios. Há um outro aspecto a realçar que é muito importante... o principal combustível das vitórias do Porto é a revolta e este ano ainda não tiveram ou inventaram nada para se revoltar.


De Miguel Lourenço Pereira a 3 de Novembro de 2011 às 12:46
João,

Efectivamente a componente emocional num clube como o FC Porto é muito importante e isso percebeu-se bem nos mandatos de Jesualdo Ferreira, por exemplo. O status quo é sempre um problema complicado de gerir como o é o de saciar jogadores que acreditam que cumpriram uma etapa ganhando o que havia por ganhar.

Na época transacta havia essa motivação, que equivocadamente Jorge Jesus tratou de acender sempre que abria a boca, e que jogou a favor do FC Porto nos jogos que realmente contavam. O demérito alheio foi evidente no arranque do Benfica e na postura táctica da equipa nos 5-0, o jogo que mudou radicalmente o rosto da época e que deu ao FC Porto um colchão emocional muito forte para o resto do ano.

um abraço


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