Quinta-feira, 1 de Setembro de 2011

Fechou o mercado de transferências (até Janeiro) e agora as águas turvas do mundo do futebol vão acalmar por uns tempos. Foi uma azáfama, uma corrida contra o relógio até à meia noite que deixou alguns negócios surpresas e muitas, muitas dúvidas (ou certezas) sobre como anda o desporto-rei. Começa a ser cada vez mais evidente que a total liberalização do mercado de transferências abriu caminho a um amplio submundo de dinheiro negro, sujo, escondido que o grande público não vê por detrás de negócios hilariantes e sem nenhum sentido desportivo. Portugal continua a ser um exemplo perfeito de como mexer no mercado por todos os motivos, menos pelo jogo em si, mas não é caso único. Sob a inoperância das grandes organizações directivas poucos se atrevem a dizer que... o rei vai nu!

Sempre houve negócios sujos e estranhos nos mercados de transferência, com luvas por debaixo da mesa e comissões por declarar.

Mas o que se viveu este Verão, e nos últimos porque isto vai in crescendo, reforça a teoria de muitos de que o mundo do futebol é cada vez mais um mundo tão perigoso e suspeito como o de qualquer actividade ilegal perseguida e vigiada pelas autoridades policiais. No livro Pay as Yoy Play, um grupo de estudiosos ingleses analisa as contratações nos últimos 20 anos da Premier League e chega a essa conclusão: hoje, uma transferência, é cada vez menos um negócio desportivo e, cada vez mais, uma forma hábil de lavar dinheiro, pagar favores e ganhar influência.

Portugal continua a ser um paraíso de corruptos, seguindo a tradição mediterrânica que se estende por Itália, Grécia, Turquia e Espanha, e como paraíso de corruptos que é, de Norte a Sul, o futebol continua a ser uma arena perfeita para negociar por debaixo da mesa o que ainda é ilegal às claras. Só isso pode explicar mais de uma dúzia de negócios realizados à última hora por parte dos grandes clubes lusos - os pequenos limitam-se a copiar, em menor escala, o que vêm funcionar nos graúdos - que encontraram em agentes FIFA - nomeadamente o todo poderoso Jorge Mendes - e em clubes aliados por essa Europa fora, parceiros idóneos para maquilhar contas, pagar velhos favores, ganhar novos amigos e, sobretudo, agradar a quem realmente manda hoje em dia no mundo do futebol: os empresários desportivos.

Granada, Zaragoza e Atlético Madrid representam em Espanha o que de pior se pode imaginar nesse submundo de trocas e baldrocas desportivas, tão putrefacto que nem as autoridades se atrevem realmente a investigar. Não surpreende, portanto, que tenham sido os parceiros perfeitos para os negócios mais surpreendentes dos clubes lusos que têm realmente algo que ganhar com este mercado de três meses que muitos suplicam que se reduza a um e termine a 1 de Agosto esquecendo-se de que isso é tirar o pão da boca a quem paga o desporto, os milionários que movem o dinheiro e os agentes que lhes servem de intermediários.

 

FC Porto, Sporting CP e SL Benfica continuam a ser clubes com gestões pouco transparentes e, sobretudo, repletas de manchas no que ao Fair Play desportivo implica, pelo menos segundo os critérios da UEFA que continua a lavar as mãos e a olhar para o lado enquanto assiste, impassível, a este mercadilho.

Não é assim em todo o lado. Em Itália há uma velha tradição de co-propriedade que permite a dois clubes partilhar o passe de um jogador num prazo máximo de dois anos até que um dos clubes, finalmente, compra a percentagem restante. Uma situação muito mais limpa e transparente que dá pouca margem de manobra para negócios surpresa de última hora (um clube estrangeiro tem de comprar os 50% a ambos os clubes para ficar com a totalidade do passe do jogador). Em Inglaterra houve muita agitação e, salvo o caso de Joe Cole (emprestado ao Lille), muitos negócios entre clubes da Liga. Mas tudo às claras, sem comissões escondidas e, sobretudo, sem fundos porque a Premier não permite que um passe seja detido por alguém que não seja um clube, algo que vem dos dias de Tevez e Mascherano. Mas também é certo que a Premier foi a primeira liga a abrir a borbulha e a permitir a chegada dos milhões do petróleo e gás, que encontraram em clubes de futebol a forma perfeita de lavar o dinheiro ilegal que iam ganhando nos seus países de origem. O caso dos argentinos levou a FA e a Premier a acordar a tempo para a nova realidade negocial e a travar - juntamente com a velha exigência de que os jogadores tenham um minimo de internacionalizações pelo seu país - esta derrapagem financeira. Mas esse negócio abriu precedentes.

Como os de Alex Sandro e Danilo, novos jogadores do FC Porto. Os azuis voltaram a romper o mercado graças a Falcao (e recusaram propostas por Alvaro, Fernando e Moutinho até ao fim) mas acabaram por investir pouco do dinheiro ganho (12 milhões em Defour e Mangala e alguns trocos entre Kelvin, Iturbe e percentagens de passes adquiridos). Essencialmente porque os quase 20 milhões que custam os dois brasileiros são cortesia do fundo que comprou ambos os jogadores e que pretende utilizar o clube das Antas como plataforma na Europa. Os jogadores actuam no FC Porto até que uma proposta maior permita aumentar a rentabilidade do investimento e ninguém se surpreenderá se daqui a um ano nenhum dos dois atletas fique na Invicta. Um negócio obscuro que não é nada novo nas manobras de Pinto da Costa no mercado sul-americano que começou há uns anos com a compra de percentagens de passes (algo que em Inglaterra é ilegal, por exemplo) e nos negócios com empresários de reputação duvidosa que utilizavam os seus próprios clubes plataforma, criados ou reestruturados para potenciar jogadores, para sacar o seu lucro. O negócio mais chamativo dos dragões inclui a venda de Falcao por 45 ao Atlético. Uma surpresa porque ambos os clubes estavam de relações cortadas com o caso Paulo Assunção (que chegou até à UEFA) mas que se explica porque nenhum outro clube estava disposto a pagar tanto pelo colombiano. E porque Jorge Mendes estava envolvido na transferência.

O agente FIFA, que fez de Madrid a sua casa (os seis jogadores que tem no Real Madrid, incluindo um desconhecido Pedro Mendes que já se estreou no troféu Bernabeu para rentabilizar um passe que pertence ao próprio empresário), incluiu Ruben Micael no negócio por valores que vão de zero a cinco milhões, dependendo das versões. Um jogador que o Atlético não queria e que acabou no Zaragoza, clube que está em concurso de credores, mas que pode vender e comprar jogadores porque a lei espanhola é assim, uma lei sem lei. O Deportivo que bem se queixou do trato preferencial dado ao clube aragonês já ameaçou denunciar os "maños" à FIFA e com razão. Um clube sem dinheiro, com dividas astronómicas, que acabou por ser o rei do mercado nos últimos dias graças ao dedo miraculoso de Mendes. Um clube que comprou por uns meros 500 mil euros o passe de Helder Postiga, o avançado titular do Sporting. Um clube que adquiriu o jovem Juan Carlos, promessa da cantera do Real Madrid que foi comprado pelo Braga (com ajuda de Mendes) para acabar junto ao Ebro. Isto claro sem falar do negócio Roberto com o Benfica que levou o clube das águias a justificar à CMVM que a venda de 8 milhões de um guarda-redes que custara...8 milhões (num ano em que o seu passo desportivamente se desvalorizou de forma absoluta e inequivoca aos olhos do Mundo) se devia a que Roberto tinha sido adquirido por um fundo (onde também está Mendes) e que o Zaragoza tinha pago umas migalhas. Zaragoza, clube que adquiriu mais 10 jogadores (entre vários internacionais se inclui Fernando Meira) e que vendeu um dos seus dianteiros, Uche, ao  Villareal curiosamente pelo mesmo valor que era devido ao Getafe, o clube da sua procedência. Claro que Uche não vai jogar no Villareal mas sim no Granada, outro clube desta trilogia à espanhola envolvido intimamente com o futebol português. Detido por investidores italianos, onde se inclui o dono da Udinese, o Granada estreitou ligações com o Benfica, obtendo Jara, Yebda, Júlio César e Carlos Martins por empréstimo. Zaragoza e Granada, clubes sem dinheiro, com um estádio novo por construir, terrenos por alienar e amigos influentes no mundo da construção civil que se tornam alvos apetecíveis para tubarões de águas profundas.

Mas até históricos caem nesta rede de dinheiro que se move à velocidade da luz, aparece e desaparece, e permite a máquina continuar a funcionar. O Atlético de Madrid é o exemplo perfeito nas mãos de Gil Marin, filho do polémico Gil y Gil, e com a colaboração de Mendes. A chegada de Falcao é um exemplo perfeito mas mais interessantes são os casos do esquadrão bracarense e de Julio Alves. O irmão mais novo de Bruno Alves, que apenas jogou na Liga Sagres pelo Rio Ave, foi contratado para ser imediatamente emprestado ao Bessiktas onde, curiosamente (ou não), já jogam Simão, Manuel Fernandes, Bebé, Quaresma e Hugo Almeida. Todos "homens Mendes"!

De Braga chegou Silvio e um contrato de preferência sobre Pizzi, revelação no Paços, que acabou por aterrar no Calderon por um valor que pode chegar aos...15 milhões de euros, impensável para um jogador sem mercado, mais o empréstimo de Fran Merida, revelação espanhola por confirmar desde os dias do Arsenal. Mas se no Manzanares entram jogadores a preço de saldo, tal como sucedeu com Roberto - o Atlético também tem um novo estádio a ser preparado, relembro - saem jogadores com preços de mercado inflacionados. É o caso de Elias, descartado, raramente utilizado desde a sua chegada em Janeiro, que aterra em Alvalade pelos 8,5 milhões que custou. O Sporting, que mudou por completo o plantel de um ano para o outro, gastou pouco em muitos jogadores. Em Elias gastou mais do que arrecadou com todas as vendas e começam a voltar as suspeitas sobre a real saúde das finanças leoninas.

 

Casos graves que passam ao lado de investigações policiais sérias e independentes.

Mas que não são exclusivos de clubes lusos ou pequenas plataformas espanholas. Até um clube como o Real Madrid hoje depende dos empresários para confeccionar o seu plantel. Vejam o caso de Altintop. Um jogador livre, dispensado pelo Bayern Munchen, com uma grave lesão nas costas que acaba no Real Madrid de forma surpreendente. Para muitos talvez o que surpreenda é que o turco provavelmente nunca jogue com os merengues já que está prevista a sua venda ao Galatasaray no próximo Verão depois de um empréstimo de seis meses a começar em Dezembro. E porque chegou Altintop ao Real Madrid?

Porque o seu empresário é o mesmo de Nuri Sahin, a grande promessa turca que o clube merengue contratou ao Dortmund. Uma exigência do empresário (e do jogador, que é o "protegido" do capitão da selecção turca) foi sempre de chegar a Madrid acompanhado por Altintop para valorizar o seu passe de forma a que este pudesse voltar à Turquia sem problemas, já curado da sua lesão que, garantidamente, iria impedir a sua colocação durante o Verão em qualquer clube. O Real Madrid lutou contra a situação mas rendeu-se à evidência. E hoje oficialmente, Altintop é jogador merengue. Como Bebé foi jogador do Manchester United - sem o clube o ter visto sequer jogar - ou como Tevez ainda se move por Inglaterra sem saber-se realmente bem a quem pertence o seu passe.

Essa ditadura dos empresários, aliada à sagacidade de alguns dirigentes, tem condicionado por completo um mercado enlouquecido.

Na maioria dos casos os jogadores são conscientes do circulo vicioso em que entram. Aceitam contratos chorudos para paliar o mínimo impacto desportivo nas suas carreiras mas muitos deles voltam rapidamente ao ponto de origem, como virgens arrependidas. Outros deixam-se levar pela conversa de empresários e dirigentes e perdem-se completamente para o futebol, entregues aos excessos do dinheiro e ao mínimo controlo que o clube receptor exerce na sua carreira. A maioria dos casos são jogadores sem futuro a quem lhes custa muito recuperar. O caso de Ricardo Quaresma é, sem dúvida, o mais gritante. Negócio Mendes a três niveis, passou do FC Porto ao Inter, do Inter ao Chelsea por empréstimo e daí para o Bessiktas, desaparecendo a pouco e pouco o destelho de arte que o converteu numa das grandes promessas do futebol mundial. O mesmo se pode dizer de mil e um atletas, carne para canhão neste mundo de milhões que transformam presidentes de clubes em milionários, empresários em semi-deuses e treinadores em cúmplices de projectos desportivos que se desfazem. Manzano, Vitor Pereira, Jorge Jesus, Domingos Paciência, Javier Aguirre ou Leonardo Jardim são treinadores que viram os seus planteis aumentar e diminuir de forma descontrolada durante o último mês, sem saber realmente com quem contavam para trabalhar. Domingos ficou com um plantel praticamente novo. Jesus desmontou, quase definitivamente, a sua equipa campeã. Vitor Pereira ficou sem opções para zonas do terreno onde o FC Porto vive órfão e Leonardo Jardim limitou-se a acenar que sim quando António Salvador apareceu com o dinheiro no bolso. Realidades que os adeptos não entendem e que se estendem em clubes menores com compras em paquetes express a clubes sem expressão ou com o regresso de futebolistas perdidos em ligas como a romena, cipriota, grega, russa ou ucraniana e que tentam recomeçar do zero depois de terem sido abandonados, como cordeiros no altar, ao sacrifício do Dom Dinheiro.

 

O futebol continua a caminhar perigosamente para um túnel sem saída. O dinheiro que se move é cada vez maior e, sobretudo, cada vez mais oculto. Não se pagaram mais de 50 milhões por um jogador - como sucedeu nas últimas épocas - mas pagou-se muito dinheiro que ficou por declarar e justificar tendo em conta o rendimento de mais de um atleta. Projectos como o do Zaragoza sobrevivem com a cumplicidade da legislação, já de si construida para beneficiar quem mais tem a ganhar com ela. Clubes como o Benfica e Sporting entregam-se a negócios obscuros que dificilmente poderiam justificar e entidades como o FC Porto ou Atlético de Madrid continuam a utilizar os empresários e os misteriosos fundos para manter-se na ribalta quando financeiramente vivem na corda bamba do resultadismo. No caso dos portugueses, na constante presença na Champions League, no caso dos espanhóis nos empréstimos bancários e na borbulha imobiliária que definiu a vida de muitos clubes de futebol no país vizinho na última década. Olhando para estes nomes, números, para estas coincidências que não o são, para tantas suspeitas por justificar, é irónico ouvir a UEFA falar de fair play e as autoridades policiais a assobiar para o lado quando um negócio como o futebol, talvez uma das indústrias mais poderosas da actualidade, continua a ser pasto para corruptos e corruptores passearem à vontade sabendo que o risco é minimo e o lucro gigantesco. À medida que esses jogadores se movem, ocupando lugares em plantéis onde muitas vezes nem contam, os clubes abandonam a formação, a aposta em jogadores da casa ou em negócios desportivos realmente relevantes, ideias que se tornaram, na mente dos directivos de SADs quimeras quixotescas quando existe a possibilidade de ganhar milhões. Enquanto o mundo do futebol continuar a vier neste limbo muitos Julio Alves e Bebés acabarão na Turquia depois de sonhar com a glória da Liga Espanhola ou da Premier e muitos veículos desportivos, viagens de luxo, terrenos em zonas privilegiadas ou negócios bem mais perigosos passarão pelas mãos de quem realmente tem a bola debaixo do braço.



Miguel Lourenço Pereira às 08:19 | link do post | comentar

25 comentários:
De Miguel a 1 de Setembro de 2011 às 11:18
Excelente, excelente post. Em linha com os anteriores artigos, mas com uma pertinência e sagacidade muito acima da média. Um blog muito interessante que continuarei a seguir. Os meus parabéns.


De Miguel Lourenço Pereira a 1 de Setembro de 2011 às 11:35
Miguel,

Obrigado pelas palavras, fico contente que tenha gostado e que tenha interesse em voltar ao Em Jogo. Será sempre muito bem vindo.

Quanto ao artigo em questão, eu entendo o futebol como algo mais do que um jogo, e há muito que este jogo paralelo escapou do controlo de quem o organiza. E algo tem de ser feito!

um abraço


De jddiniz a 1 de Setembro de 2011 às 12:05
provavelmente o melhor post que me lembro de ter lido neste blog. é incrível a forma em como os passes dos jogadores são simplesmente uma forma de lavar dinheiro de negócios obscuros, e como alguns simplesmente chegam por exigêcia dos empresários. quando o di maria cá chegou, juntamente com o andres diaz, passou-se exactamente o mesmo...

e a maioria dos jogadores vai na conversa, porque chegam quase todos de famílias humildes, e dá-lhes jeito ver o dinheiro em cima da mesa desde logo. enfim.


De Miguel Lourenço Pereira a 1 de Setembro de 2011 às 12:31
JDDiniz,

Obrigado :-)

Efectivamente, a forma como os empresários passaram a controlar o futebol na era pós-Bosman chega a ser algo assustador. Longe vão os dias quase inocentes dos Paulo Barbosas e Mingellas de turno. Agora os tubarões são outros e bem mais implacáveis do que se podia imaginar.

Há jogadores que são tratados como mercadoria pura, como muitas modelos jovens por exemplo, enviados daqui para ali porque dá jeito com mil e uma promessas de um futuro radioso e milionário cheio de prémios e distinções quando a maioria, quando deixa de interessar acaba nessas ligas onde ninguém quer jogar. Tantos espanhois, portugueses a jogar nesses campeonatos perdidos no meio do ranking da UEFA espelha bem o peso que na Peninsula têm estes individuos e os dirigentes dos principais clubes.

Sempre houve no futebol algo de podridão mas agora começa a chegar a niveis exagerados onde tudo vale para lavar dinheiro, venha donde venha, vá para onde vá. Os clubes abandonam as formações, agarram-se a empréstimos para valorizar passes de empresários e o caso de Ricardo Carvalho só confirma que isto há muito que também já está a chegar às próprias selecções como sempre se criticou na América do Sul.

um abraço


De José António França a 1 de Setembro de 2011 às 12:44
Bom artigo, Miguel! Mas que tenebroso mundo...!!!


De Miguel Lourenço Pereira a 1 de Setembro de 2011 às 12:46
Obrigado Zé!

Um mundo onde não há cores clubisticas, nacionalidades ou credos, só interesses que permitem associações maquiavélicas e impensáveis. O futebol é, cada vez mais, um negócio tão tenebroso como o tráfico de armas, de diamantes, de seres humanos, o implacável mundo da moda ou mesmo a indústria musical e cinematográfica à americana. Se a isso juntas os condimentos do chico-espertismo mediterrânico tens um menu de medo!

um abraço


De JJ a 1 de Setembro de 2011 às 14:04
Melhor coisa que li na net nos últimos "longos" tempos.



De Miguel Lourenço Pereira a 1 de Setembro de 2011 às 14:10
JJ,

Muito obrigado!

um abraço


De CCP a 1 de Setembro de 2011 às 14:06
Excelente artigo!


De Miguel Lourenço Pereira a 1 de Setembro de 2011 às 14:10
CCP,

Muito obrigado!!

um abraço


De Pedro a 1 de Setembro de 2011 às 15:49
Parabéns! E mesmo assim ainda veneramos este desporto que nos apresenta...


De Miguel Lourenço Pereira a 1 de Setembro de 2011 às 15:51
Pedro,

A magia do futebol, a última barreira com o passado do localismo num mundo global, das guerras modernas entre as grandes potências, do mais fraco a vencer o mais forte, do desporto do humilde e fraco diante do rico e forte, acaba por ser mais poderosa que a podridão que esta gente representa.

um abraço


De ismas a 1 de Setembro de 2011 às 17:04
mais um grande post Miguel,so temo por ti ,este mundo tem muitos tentaculos e interreces.continua com o excelentes posts.

ps.que tal o manchester city esta epoca?como te disse este ano seria uma equipa diferente com a bagagem de ter ganho a taca e se ter qualificado para a champion , -)


De Miguel Lourenço Pereira a 2 de Setembro de 2011 às 08:18
Ismas,

Muito obrigado, como sempre. Tu não te preocupes, o importante é denunciar o denunciável e elogiar o elogiável.

PS: Tinhas toda a razão mas, como já te tinha dito, considero que o City tem o melhor plantel da PL há dois anos consecutivos e com Aguero e Dzeko, finalmente integrado, a mentalidade ofensivo suficiente para contrariar o maior conservadorismo do Mancini. Gostei sobretudo do detalhe com Hargreaves, para mim um dos jogadores ingleses da década que pode ser muito, muito útil.

PS2: Que grupo que lhes calhou na UCL...o da morte ;-)



De ismas a 2 de Setembro de 2011 às 13:46
ao contrario de ti acho o grupo muito bom lol se fosse com equipas menos dificies relaxariam assim vao ter q dar tudo e depois ve-se quem e melhor.este ano a champions esta mais forte q o ano passado os potes 3 e 4 tinham melhores equipas.
Quanto ao city ter melhor volto a dizer te que se fosse facil ganhar o Inter ou o Real galactico teria ganho sempre e no caso do city eles so depois de terem ganho a taca relaxaram e viu-se pelos resultados da equipa depois de se classificarem para a final e terem batido o United passaram a perceber q podem ganhar aos grandes e com a chegada o Nasri e Aguero estao no ponto passam a ter muito mais equilibrio nos 2 lados do ataque e com muita fantasia ja nao depende so do Silva.


De Paulo De Carvalho a 1 de Setembro de 2011 às 21:08
o caso de Elias, descartado, raramente utilizado desde a sua chegada em Janeiro, que aterra em Alvalade pelos 8,5 milhões que custou.
O Elias jogou 16 jogos na La Liga desde Dezembro de 2010 qdo foi transferido do Corinthians para o Atletico.


De Beto a 1 de Setembro de 2011 às 23:41
Excelente artigo, apenas na questão Elias não foste totalmente correcto, Elias participou em 19 jogos dos 25 do Atletico apartir de Janeiro, dos quais 14 a titular.


De Miguel Lourenço Pereira a 2 de Setembro de 2011 às 08:43
Beto e Paulo,

O Elias jogou oficialmente 10 jogos a titular na Liga e entrou em 5 como suplente na época passada. Na Taça jogou contra o Real Madrid e este ano, quando já se sabia que era o descartado, jogou contra o Vitória de Guimarães, precisamente porque Manzano considerou que era um dos jogadores mais em forma no plantel tendo em vista a sua participação na Copa América.

Foi um elemento útil mas não agarrou o lugar e os números deixam algumas pistas. Marcou dois golos com uma percentagem de acerto de 22% das oportunidades que teve e perdeu 59 bolas pelas 38 que recuperou o que, na sua posição nuclear, nunca é um bom sinal. Não fez a diferença, numa palavra, e tendo em vista o número de extra-comunitários no Manzanares era normal que fosse o jogador dispensado.

um abraço e obrigado pelas palavras e pelo apontamento critico ;-)


De Afonso a 2 de Setembro de 2011 às 04:13
Excelente texto, muito certeiro. Alguém devia ter mão nisto. O Braga é ainda assim o maior entreposto do sr.Mendes.

apenas no caso Elias tás errado, não foi dispensado nem raramente utilizado em Madrid, como as convocatorias á Brasileira o atestam.

vale os 9M, mas é estranho o meu clube dar prioridade a um medio quando esse é o seu sector mais bem apetrechado.

Curiosamente e para o caso de não saberes, foi o primeiro negocio com chancela Mendes este verão do Sporting.


De Miguel Lourenço Pereira a 2 de Setembro de 2011 às 08:31
Afonso,

O Elias não foi dispensado, foi descartado. Com o excesso de extra-comunitários a equipa técnica de Manzano tinha bem claro que ele era o jogador a vender, tinha sido uma petição expressa do técnico anterior, o Quique Sanchez Flores.

Quanto ao Braga, é impressionante como um clube que atinge uma final europeia realize 18 aquisições para a temporada seguinte. Este circulo vicioso terá as suas consequências no futuro como teve, no passado, a gestão desportiva do Boavista. Quanto ao papel de Mendes no Sporting, começa a ser evidente o estreitar de relações entre empresário e clube com a nova direcção desportiva, as boas relações de Mendes com o Zaragoza também aceleraram o caso Postiga.

um abraço


Comentar post

.O Autor

Miguel Lourenço Pereira

Fundamental.
EnfoKada
Novembro 2014
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1

2
3
4
5
6
7
8

9
10
11
12
13
14
15

16
17
18
19
20
21
22

23
24
25
26
27
28
29

30


FUTEBOL MAGAZINE. revista de futebol online


Futebol Magazine


Traductor


Ultimas Actualizações

Toni Kroos, el Maestro In...

Portugal, começar de novo...

O circo português

Porta de entrada a outro ...

Os génios malditos alemãe...

Be right back

2014, um Mundial de parad...

Brasil vs Alemanha, o fim...

Di Stefano, o jogador mai...

Portugal, as causas da hu...

Últimos Comentários
En el libro último de Carlos Daniel ni siquiera se...
.Xavi e o melhor jogador meio campista atual e da ...
.Xavi e o melhor jogador meio campista atual e da ...
Ya existe Avenida Eusebio, Estadio da Luz; NO EXIS...
¡Suerte....!
Posts mais comentados
69 comentários
64 comentários
47 comentários
Arquivo
.Do Autor
Cinema
.Blogs Portugueses
4-4-2
A Outra Visão
Açores e o Futebol
Duplo Pivot
Foot in My Heart
Futebol Finance
Futebol Portugal
Lateral Esquerdo
Leoninamente
Minuto Zero
Negócios do Futebol
Pitons em Riste
Porta 19
Portistas de Bancada
Reflexão Portista
TreinadorFutebol
.Blogs Internacionais
Os mais destacados blogs internacionais de futebol
.Imprensa Desportiva
Edições Online Imprensa
Aviso

Podem participar nesta tertúlia futebolistíca enviando os vossos comentários e sugestões à direcção de correio electrónico: Miguel.Lourenco.Pereira@gmail.com


Bem Vindos a Em Jogo...


Nota



O Em Jogo informa os leitores que as fotos publicadas não são da autoria do weblog sendo que os seus respectivos direitos pertencem aos seus legítimos autores.



Siga o Em Jogo através do:

Follow Em_Jogo on Twitter


Em Jogo

Crea tu insignia

Bem vindo!

Categorias

todas as tags

subscrever feeds
blogs SAPO