Quarta-feira, 22 de Junho de 2011

Em 24 horas o FC Porto mudou de treinador. Pode parecer anedóctico mas é precisamente o contrário. A prova de que uma estrutura desportiva bem organizada está preparada para todas as circunstâncias, mesmo as mais imponderáveis. Ao contrário de 2004, o FC Porto não encerrou um ciclo desportivo. Mas a licção de então foi bem aprendida pelo grupo gerido por Pinto da Costa. A sucessão de André Villas-Boas não só foi imediata como, a frio, surge como algo absolutamente natural e que garante, com os devidos ajustes, que o projecto não começa do zero para a próxima época. O FC Porto demonstra, numa situação altamente complexa, que a chave do seu sucesso continua a ser a primazia da estrutura colectiva sobre a figura do individuo.

André Villas-Boas chega a Londres como o treinador mais caro de sempre.

É a oitava transferência mais alta do futebol português, um êxito que merece ser analisado com detalhe noutro momento. O portuense realizou uma época perfeita, a todos os títulos, e decidiu que o seu projecto de vida precisava de um salto de dois degraus. A saída de AVB era esperada por todos os adeptos e dirigentes portuenses. Como é habitual com Pinto da Costa, os ciclos dos seus treinadores ganhadores habitualmente ficam-se pelos dois anos (salvo Fernando Santos (três) e Jesualdo Ferreira (quatro) e as perspectivas para 2011/12 eram promissoras. Havia uma genuína onda de optimismo que não era exclusiva do estádio do Dragão. Por essa Europa fora muitos esfregavam as mãos com o duelo entre FC Porto e Barcelona em Agosto, no Mónaco, e com a presença dos azuis e brancos na Champions League. Os azuis de Villas-Boas, mas também de Falcao, Hulk e Moutinho. Esse projecto chegou ao fim no momento em que o individuo, Villas-Boas, entendeu que a estrutura não lhe oferecia armas suficientes para apaziguar a sua tremenda ambição. O técnico recebeu uma oferta fabulosa do Chelsea (perdido durante semanas em negociações com Guus Hiddink) e decidiu que era o passo certo no momento certo. Ai repete o percurso de Mourinho, com um pequeno, mas importante detalhe. O sadino chegou a Londres como um treinador maduro, com duas taças europeias debaixo de cada braço e uma aura única. Villas-Boas é visto, ainda hoje, como um clone e por muito que se queira distanciar do seu antigo protector, a verdade é que nem chega com os mesmos títulos nem a sua presença funciona como uma atracção de novidade. Terá muito trabalho pela frente.

O técnico que deu ao FC Porto um dos mais bem sucedidos anos da sua história deixou também atrás de si um problema gordo nas mãos dos dirigentes. Pinto da Costa apostou, e muito, no jovem portuense. Desportivamente venceu a aposta, financeiramente fez o negócio da sua carreira desportiva. Mas moralmente a sua conexão com o treinador, de quem várias vezes anunciou que não repetiria o comportamento de Mourinho (e de Robson, que também saiu do FC Porto pela porta pequena) e que o "portismo" do técnico garantia uma longa relação, talvez inspirada pelo modelo de Guardiola no Barcelona. Para Pinto da Costa o jovem Villas-Boas poderia ser uma reencarnação da imagem de Pedroto, aquilo que Artur Jorge e Mourinho, por diferentes motivos, não quiseram ser. A saída abrupta, silenciosa e quase hostil do treinador abriu uma ferida emocional que os adeptos terão dificuldade em sarar. Mas a estrutura do clube, habituado a esta necessidade do clube de vender para sobreviver, estava preparada.

 

Pinto da Costa manobrou o problema com mestria.

Sob o seu comando o FC Porto transformou-se numa das instituições mais bem sucedidas do futebol europeu. Um modelo presidencialista, inspirado no mandato de Santiago Bernabeu em Madrid e que levou um clube iminentemente regional ao estrelato europeu.  Um clube gerido de forma empresarial, muito similar à gestão do Bayern Munchen dos anos 80, com todos os prós e contras. Durante esses 30 anos passaram pelo clube da Invicta várias figuras individuais de inquestionável mérito desportivo. Treinadores do nível de Pedroto, Artur Jorge, Tomislav Ivic, Bobby Robson, José Mourinho ou André Villas-Boas. Dirigentes como Teles Roxo, Reinaldo Teles ou Fernando Gomes, actual presidente da Liga de Clubes. E uma imensidão de futebolistas de Oliveira e Gomes a Hulk e Falcao. No entanto, todos eles tiveram o seu ciclo - habitualmente curto - e o clube continuou a ganhar. Porque a aposta do staff presidencial sempre foi enfocada no poder da estrutura.

Villas-Boas sai do Porto e para o seu lugar entre o treinador-adjunto. Em 24 horas uma mudança que noutros clubes seria um caos que duraria meses, ficou resolvida. A acreditar nas palavras do dirigente portista - e conhecendo-o é perfeitamente possível que assim seja - a sucessão do treinador jovem mais cobiçado do futebol europeu, há um mês que estava definida. Porque a estrutura directiva soube ler os astros e entendeu que o que parecia uma declaração de amor eterna afinal podia transformar-se num pesadelo.

Pinto da Costa jogou bem as suas cartas e a sua aposta pessoal em Vítor Pereira dá agora os seus frutos. Quando Villas-Boas foi apresentado, perante o incredulidade de muitos, poucos foram os que prestaram atenção à sua equipa técnica, escolhida pelo próprio presidente. Um ex-jogador e o ex-técnico principal dos açorianos do Santa Clara. O primeiro, Pedro Emanuel, responsável pelas tarefas de treino, partiu para Coimbra, onde tentará emular o que se passou com Jorge Costa, Domingos e o próprio Villas-Boas, todos portistas com passagem pelo banco da Briosa. O outro, Vitor Pereira, espinhense e formado pela universidade da cidade, foi escolhido a dedo para precaver, precisamente, uma situação de crise. Ou de fracasso na aposta Villas-Boas ou, no extremo oposto, de um sucesso em toda a linha. Durante o ano Vitor Pereira foi a mão invisível que ajudou a criar condições para a brilhante época. Villas-Boas, ele também com uma curtíssima experiência como treinador, encontrou no seu adjunto o braço-direito ideal, da mesma forma que Paisley e Fagan secundaram Shankly, quando este tomou o leme do Liverpool. Quando o escocês anunciou abruptamente a sua saída a direcção de Anfield não procurou outro treinador de prestigio e decidiu recorrer ao tranquilo assistente, que melhorou os registos do seu mentor. Não que Vitor Pereira tenha esse peso sobre os ombros, o mandato de Villas-Boas foi curto e beneficiou de um contexto concreto. Mas deixa entender que a estrutura directiva, uma vez mais, tinha antecipado a inconstância humana que rege a figura individual de um treinador.

Vitor Pereira conhece o grupo, conhece o clube e há muito que estava a ser preparada para este momento. Cresceu sob a asa protectora da direcção e sabe o que esperam dele. Pode ver-se sem alguns jogadores influentes, como Moutinho e Falcao, mas essa circunstância faz parte da história do clube. O próprio Villas-Boas perdeu Bruno Alves e Raul Meireles e soube reinventar-se com Moutinho e Otamendi. O dinheiro que o clube encaixará, provavelmente 80 milhões entre os três, garante liquidez suficiente para atacar o mercado com a habitual sabedoria que permite aos azuis e brancos transformar porcos em pérolas num fechar de olhos.

 

Villas-Boas emergiu como a figura individual indiscutível do ano, e no FC Porto sabiam-no bem. Mas também entendeu que num clube onde a estrutura sempre está por cima do individuo, o seu caminho seria breve. Saiu de uma forma que se enquadra com os mecanismos do futebol contemporâneo, mecanismo que privilegiam o aspecto financeiro como no mundo empresarial, entrando em confronto com a imagem que criou durante um ano, a imagem de um treinador-adepto, romântica e impossível de funcionar neste mundo do futebol. A sua ânsia de emular (e bater) os registos de Mourinho pregaram-lhe uma partida mas ao contrário de 2004, em que a saída de um José Mourinho mas bem sucedido e sem essa aura de adepto acabou por se revelar mais traumática, a estrutura directiva do clube soube antecipar-se ao lance e de um problema sacou duas soluções. O FC Porto tem um treinador da casa para um projecto estável e um encaixe milionário no banco. De uma derrota emocional aparente, Jorge Nuno Pinto da Costa transformou um evento traumático e surpreendente numa dupla vitória. O sucesso do FC Porto explica-se por momentos assim. No próximo ano não transmitirá certamente o mesmo sex-appeal, mas como fera ferida, será duplamente mais temível.



Miguel Lourenço Pereira às 12:07 | link do post | comentar

12 comentários:
De hugomocc a 22 de Junho de 2011 às 16:05
Bem Miguel, penso que como de costume apenas os resultados dirão se a opcção foi sem dúvida mais um golpe de génio de Pinto da Costa.

Para já, tendo como indicador único a conferência de imprensa de apresentação, não estou tranquilo, como também não estava no ano passado. Vitor Pereira pode ter toda a competência do mundo, mas se tiver o pouco carisma que demonstrou na sua apresentação, vai ter muitas dificuldades, penso eu, para conseguir "domar" o Dragão. Por outro lado, aquilo ontem podem muito bem ter sido o "nervoso miudinho" de quem é atirado às feras.

Por fim, apenas uma breve observação acerca da frase "(...) a habitual sabedoria que permite aos azuis e brancos transformar porcos em pérolas num fechar de olhos." - Usualmente o "fechar de olhos" demora 3 anos. Salvo casos em que compramos pérolas disfarçadas de maçãs podres.


De Miguel Lourenço Pereira a 22 de Junho de 2011 às 16:18
Hugo,

Há um ano atrás muitos suspeitavam do real valor de Villas-Boas (desconfio que Pinto da Costa também e por isso quis Vitor Pereira como número 2). Daqui a um ano é impossível prever o que vai suceder, com Benfica e Sporting a reforçarem-se bem, ano de Copa América e Europeu e muitas tentações de defeso.

No entanto Vitor Pereira tem a vantagem de ser um projecto de continuidade com um plantel que, salvo 2 ou 3 jogadores, será o mesmo. Portanto tem todas as vantagens que um técnico novo não teria ao mesmo tempo que partilha do ideário tecnico-tactico que definiu o modelo de jogo do ano passado, o que é uma vantagem. Quanto ao carisma, uma coisa é o carisma para a imprensa, para vender jornais e entusiasmar adeptos e outra é o carisma de balneário. Bob Paisley e Vicente del Bosque são exemplos perfeitos, nem todos os misters têm de ter a acidez de Mourinho ou o aspecto de Villas-Boas para passar a mensagem.

Quanto à frase, ás vezes três anos passam a correr e a forma como muitos jogadores chegam e vão altamente valorizados diz bem desse olho clínico. Se fosse menos tempo seria pior para o clube que não sacava o beneficio desportivo, à parte da mais valia financeira.

um abraço


De hugomocc a 23 de Junho de 2011 às 00:55
Sem dúvida, concordo gontigo em todos os aspectos.

Quanto à apresentação estou para mim que o VP ainda estava um pouco "atordoado" com a velocidade dos acontecimentos e daí o parecer um bocado indeciso frente às câmeras e holofotes da TV. Com o dpto. de comunica
ao do FC Porto tenho a certeza que esse aspecto vai ser muito melhorado em futuras intervenções.

Em relação aos jogadores e á raliazação de mais valias, lembro que 3 anos são 3 anos, nem mais nem menos. Excepto quando pegamos em jogadores com "escola" - casos de Lucho, Moutinho ou Falcão - percebe-se a velocidade com que entram na equipa "de caras".

Mas como o modelo do FC Porto passa pela valorização de jovens para depois vender, então se percebe que até termos em mãos um Pepe, um Deco ou um Lisandro prontos para "dar o salto" passam 1-3 anos cruciais no desenvolvimento do jogador onde é indispensavel conviver com a imaturidade do jogador e com a sua propensão para tomar decisões em campo que não são as mais acertadas. No caso de Pepe, por exemplo, foram inúmeras as vezes na sua primeira época a titular em que lhe ocorria lances absolutamente desastrados.

E é a esse periodo de adaptação que me refiro, que não é somente um "piscar de olhos" mas uma etapa longa da formação dos atletas de alto nível que temos vendido para os mais ricos clubes Europeus. É fácil esquecer todas essas peripécias no momento em que assinamos um acordo para vender fulano ou sicrano por mais de 20 milhões de Euros.



De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Junho de 2011 às 11:53
Hugo,

O grande mérito do FCP é que quando uma dessas pérolas chega, outra já está no segundo estádio de evolução e há já uma terceira pronta a ser vendida. O ciclo é assim. Este ano Falcao será vendido, James está destinado a emergir como figura e já vêm Iturbe e Kelvin a caminho.

Essa metamorfose permite potenciar a estrutura á vez que desenvolvem os individuos. O que é válido para o staff técnico é mais ainda para os jogadores. O FCP potencia grandes treinadores (A. Jorge, Mourinho, Villas-Boas), recupera outros (Robson) e dá titulos a treinadores que, noutras circunstancias, nunca ganhariam (F. Santos, Jesualdo, Oliveira, Adriaasen).

um abraço


De hugomocc a 23 de Junho de 2011 às 12:01
É uma máquina "bem oleada" o Porto! Não admira que ganhe mais do dobro que os outros...

Já a nível de Dirigentes, o Antero prepara-se para ser o "Sucessor", mas quem será o "delfim" de Antero?

Abraços


De Miguel Lourenço Pereira a 28 de Junho de 2011 às 08:43
Hugo,

Não acredito em sucessões planeadas porque nos clubes que tentam essa modelo mais tarde ou mais cedo há sempre um volte-face institucional que modifica tudo aquilo que se pensava à priori, basta ver o caso do Barcelona com Gaspart e Nuñez.

Um abraço


De Daniel Gonçalves a 22 de Junho de 2011 às 21:27
Miguel,

como referido no post do Reflexão Portista, sobre o artigo de Luís Sobral, o essencial era mostrar ao plantel e ao balneário que, após a saída de AVB , a ruptura não era total ou completa mas que havia um elo de continuidade com a temporada passada, daí ter-se apostado no adjunto, no nº 2 da equipa técnica. Mas esta solução do Vítor Pereira só faz sentido num cenário, e neste unicamente: se a equipa se mantiver, se não forem vendidos Hulk , Moutinho ou Falcão, caso contrário com muitas mexidas na estrutura da equipa pode exigir algo mais que Vítor Pereira ainda não possui. Que Fernando saia, é fácil, na estrutura a equipa, de ser substituído: Souza ou Castro. Agora a saída dos outros é destruir a estrutura da equipa da tempodada que terminou.
Compreendo que a SAD poderia ter apostado em treinadores de renome, e com provas firmadas, como Louis Van Gaal , Carlo Ancelotti ambos ainda sem clube. O erro em em 2004 depois de sermos campeões europeus foi não termos apostado num nome com provas dadas (tipo Marcelo Lipi ) em vez disso fomos apostar em Del Neri um desconhecido e um inexperiente nas provas europeias, e os resultados foram o que foram, de certeza que um treinador ganhador teria vindo na altura porque iria disputar a Supertaça Europeia e a Intercontinental e ser "cabeça de lista" na Champions . Poderíamos ter aproveitado o recente prestígio e reputação desportiva na Europa, fazer parte do 1º pote na Champions , enfrentar o Barça na Supertaça , de certeza que muitos treinadores de prestígio aceitariam um salário mais baixo sabendo de antemão as contrapartidas desportivas que ganhariam em vir para o FC Porto.
Mas como tu dizes no post , a solução Vítor Pereira acabou por ser neste momento a mais acertada. Importante era não contratar um treinador que cortasse radicalmente com a época anterior e gostasse de "inventar" (não repetir Co Adrianse ), não apostar num treinador que fosse um desconhecido e inexperiente nas provas europeias (não repetir Luigi Del Neri ) e não contratar treinadores que apesar de terem vencidos troféus, fizeram-no ao serviço de clubes com um grau de exigência inferior ao FC Porto (não repetir Victor Fernandez ou Herman Stessl ).


De Miguel Lourenço Pereira a 22 de Junho de 2011 às 22:40
Daniel,

O problema com os treinadores de top é que, simplesmente, não lhes interessa treinar o FC Porto. O clube não paga os ordenados a que estão habituados e que ganham mais em selecções ou clubes de outros mercados. E a liga portuguesa não é atractiva suficiente salvo para treinadores emergentes ou já com um longo historial desportivo. Essa é a dura realidade e nem Lippi, nem van Gaal, nem Ancelloti viriam para Portugal tendo sempre a possibilidade de esperar por uma vaga numa liga grande da Europa.

AVB vai levar Falcao (com Jorge Mendes como novo agente já se sabe o que podemos esperar) e Moutinho porque precisa de alguém que renda a Lampard. E vai pagar as cláusulas, 70 milhões entre ambos. É um negócio estupendo. Mas o resto do plante, talvez salvo Fernando, fica, e é com esse que VP terá de trabalhar. Com o dinheiro que entra terá de contratar um ou dois dianteiros e um médio defensivo. O rosto do grupo já o conhece ou então fez parte da equipa que estudou as suas contratações, como Djalma, Kelvin ou Iturbe. Sendo assim, estamos longe do cenário de 2004 porque aí ganhou-se tudo e havia muitos internacionais que queriam assinar o contrato das suas vidas. Agora, salvo Hulk, Falcao e Moutinho, o mercado dos restantes não é significativo e jogar a CL será atractivo suficiente para ficar.

Um abraço



De DC a 27 de Junho de 2011 às 12:09
Está assim tão convicto da saída do Moutinho?
Ele é um grande jogador mas 40 milhões são 40 milhões!
Com esse dinheiro leva Pastore, Hamsik, Adams, Ganso, entre muitos outros super-talentos, talvez até dê para 2...

Quem saíria a lucrar com o negócio e muito seria o Sporting que no total receberia 25 milhões pelo Moutinho enquanto nós teriamos apenas um lucro de 15.


De Miguel Lourenço Pereira a 28 de Junho de 2011 às 08:48
DC,

Desculpem pelo atraso nas respostas aos comentários mas estive uns dias offline.

Estou convicto porque aí apontam os rumores. Lampard tem 33 anos e a liga inglesa potencia jogadores que essas caracteristicas, algo que nem Pastore nem Ganso têm. Hamsik é talvez mais ofensivo do que Moutinho e AVB, como qualquer treinador, tem a tendência de querer contar com quem conhece bem por questões de estratégia, dentro e fora dos balneários. Moutinho é também um jogador ambicioso, viu-se como saiu do Sporting porque sentiu que não crescia mais, e há muito que se sabe que quer jogar em Inglaterra. Quanto ao dinheiro, no Chelsea isso não será problema. Além do mais Pastore, Ganso e companhia são extra-comunitários e isso complica os negócios, que andam todos por cima da casa dos 50 milhões.

um abraço


De Davide Silva a 24 de Junho de 2011 às 02:21
Quando o presidente do FC Porto disse que a aposta em Vítor Pereira já tinha sido pensada à algum tempo e que a escolha não foi repentina, tentou atirar alguma areia aos olhos dos adeptos. Na verdade, ninguém esperava a saída de André Villas-Boas e esta até o próprio presidente apanhou de surpresa. Concerteza nem tudo é falso na afirmação do presidente, há a hipótese de realmente Vítor Pereira ser já alguém pensado para o cargo, mas não se esperava que isso se concretizasse já.

Mas partindo do príncipio que o presidente disse toda a verdade ao afirmar que este treinador já tinha sido pensado há algum tempo, isso significa que já há mais de um mês que Pinto da Costa desconfiava da saída de AVB e que o assédio do Chelsea não foi recente.

Como Vítor Pereira trabalhou na equipa técnica de AVB acredito que possa manter parte da identidade da época passada, mas não há dois trabalhos iguais, ainda que semelhantes. O ano passado AVB foi descriminado pela idade e de ínicio não levaram a sério o FC Porto como candidato a vencer tudo. Veremos até que ponto mais um treinador pode surpreender, ou por outro lado, ser desta vez que a aposta saí furada.


De Miguel Lourenço Pereira a 28 de Junho de 2011 às 08:52
Davide,

Como apontei no artigo, a aposta em Vitor Pereira está pensada desde o principio se AVB não funcionasse, para assumir a equipa em caso de fracasso do portuense. Nunca de uma saída tão precoce nem num curto espaço de tempo porque o que o FC Porto viveu esta época superou claramente todas as expectativas.

AVB estava há mais de 3 meses a ser sondado pelo Inter e pelo Chelsea, que o queria como segundo de Hiddink. Os ingleses só avançaram agora porque só agora o holandês disse taxativamente que não.

Um abraço


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