Domingo, 22 de Maio de 2011

20.00 horas. 28 graus e um fim de tarde perfeito numa Madrid mergulhada em plena revolução silenciosa. A tribo mereungue reune-se no seu santuário para testemunhar mais um ritual histórico. Duas horas depois os 60 mil que encheram o Santiago Bernabeu voltam a casa com a sensação de ter presenciado, pela enésima vez, um momento histórico. 41 golos e ninguém fala de outra coisa. A brutalidade do Pichichi e Bota de Ouro é inquestionável. Cristiano Ronaldo desafiou a história e reescreveu-a a seu belo prazer.

Não foram precisos mais de 4 minutos.

Se antes do jogo o debate nas bancadas resumia-se á discussão sobre os golos reais que o número 7 do Real Madrid levava no torneio, o desvio súbtil ao segundo poste, depois de uma combinação estudada perfeita entre Xabi Alonso e Sérgio Ramos, matou a conversa. 22 anos depois os 38 golos logrados pelo mexicano Hugo Sanchez (tantos como o anterior recorde do vizcaino Zarra) foram ultrapassados. A verdade é que Ronaldo já sumava então 39 pelo simples facto de que o polémico golo marcado em Anoeta, desviado nas costas de Pepe, tinha sido atribuido ao português pela Marca. O jornal que instituiu e atribui o prémio Pichichi desde os anos 50.

Mas, nesse estilo habitual da imprensa espanhola em hostilizar o jogador mais caro da história, durante o ano todos se negaram a aceitar a evidência. Afinal, Ronaldo competia com Messi, e esse golo era importante para desatar uma polémica estéril em que nenhum dos jogadores entrou. Quando o argentino abrandou o ritmo, concentrando-se no seu designio europeu, Ronaldo ficou só. E decidiu superar a história, mais do que o seu eterno rival. Em quatro jogos apontou nove golos e estableceu a sua marca final em 41. Nunca em Espanha um só jogador tinha ultrapassado a barreira dos 40.

Quando se atirou ao chão, para celebrar o golo, Ronaldo sabia-o. Mas sabia, também, que os mesmos que não lhe davam o golo de San Sebastian iriam negar-lhe sempre esse direito histórico. A partir daí, e até ao minuto 78, passou todo o jogo á procura do golo que lhe confirmava, definitivamente, como um ser á parte. Foi insistente, irritante até. Quando Benzema marcou o terceiro golo (Adebayor já tinha feito o primeiro do seu hat-trick), Ronaldo não se lembrou. Estava sentado no relvado, ainda irritado com o árbitro por não ter marcado uma falta que ele tinha toda a intenção de transformar em golo. Foi assim todo o ano, Ronaldo contra o mundo. Um mundo que tem por ele um despeito especial. Desde que chegou, em Julho de 2009, que nenhum jogador foi tão criticado e atacado no país vizinho como CR7. "Ese português, hijo puta es..." é o cântico habitual em cada estádio que visita o Real Madrid. Algo inédito com qualquer outro jogador. A imprensa não lhe perdoa o seu estilo próprio e até este ano repetiam-se nas criticas sob a sua inoperância nos jogos a doer. Em 2010/11 só não marcou no Camp Nou. Marcou o empate em Madrid com o Barcelona, marcou a Valencia, Villareal, Sevilla, Bilbao e Atlético de Madrid. Decidiu a Copa del Rey e ajudou a levar o Real Madrid ás semi-finais da Champions League. Juntou a isso 41 golos. Nunca um atleta se exibiu de forma tão brutal nos relvados espanhóis.

 

O final de tarde quente não aqueceu demasiado os animos do imenso Bernabeu.

A goleada de 8-1 ao Almeria podia parecer um trâmite para muitos adeptos, mas não era. Mourinho, em silêncio desde que a UEFA decidiu declará-lo persona non grata, queria superar a linha dos 100 golos e confirmar-se como a equipa mais concretizadorada liga. Para isso o Real, que já sabia que o Barça vencera por 1-3 em Malaga, tinha de marcar 6 golos. Marcou dois, na primeira parte, e passou os segundos 45 minutos a desafiar o relógio.

O público sentiu o espirito ambicioso de uma equipa de tracção dianteira (Alonso, Kaká, Ozil, Adebayor, Benzema e Ronaldo) e fez-se ouvir. Não é normal. Habitualmente a tribo merengue é silenciosa e tranquila. Vai ao futebol para contemplar, não para animar. Por isso Ronaldo também se queixa de não ter atrás de si o mesmo apoio popular que tem Messi no seu Camp Nou. Talvez porque, sentado no último anfiteatro do estádio mais imponente de Espanha, ainda se houvem muitos adeptos que criticam a politica desportiva de Florentino Perez, o homem dos milhões. Mas nem esses tiveram razão para queixar-se. A 10 minutos do fim José Mourinho lançou o enésimo canterano (nenhum treinador fez estrear tantos jogadores do filial numa época desde o primeiro mandato de Del Bosque), o avançado Joselu. Dois minutos depois Ronaldo transformou o seu ego goleador, já aparentemente saciado, e assistiu primorosamente o jovem de 20 anos que não falhou. Correu para abraçar o seu idolo. A goleada estava completa e com um selo da casa para o contentamento dos mais veteranos.

Quando o jogo acabou o Real Madrid finalmente pôde olhar-se no espelho e sorrir. Não venceu o titulo - por culpa dos muitos pontos perdidos com os últimos, incluindo empates em Almeria e Coruña, dois dos despromovidos - mas jogou um futebol fluido, ofensivo e atractivo. Cristinao Ronaldo olhou para a história e sorriu, sabendo que quem quer que venha no futuro é a ele que terá de bater. Especialmente se esse alguém é Leo Messi. O futuro, leia-se a próxima época, pareceu mais risonho do que nunca. Muitos voltarão hoje, para ver o Real Madrid Castilla lutar pela promoção à Liga Adelante. Outros preferem ficar uns minutos mais para aplaudir José Mourinho. O setubalense não conseguiu quebrar a hegemonia do Barça. Mas começou a mexer com a mentalidade do Real Madrid, a despertar o monstro adormecido. E os adeptos mais fiéis sabem-no.

 

Entre a brutalidade dos números do Real Madrid e a imensidão do recorde de Cristiano Ronaldo, o Barcelona pode sentir ainda mais orgulho da sua época. Mas ao sair do Bernabeu, já noite dentro, calor intenso e com todos os ouvidos no que se passa na não muito longinqua Puerta del Sol, há quem sinta que o ciclo blaugrana pode estar a terminar. Não surpreende ninguém que, no meio das camisolas blancas, haja alguns atrevidos com o equipamento do português dos dias de Old Trafford. Porque, como dizia um dos muitos vendedores ambulantes que rodeiam o estádio, hoje o cachecol mais vendido foi o do Manchester United. Os últimos a sentirem na pele o que é desfrutar da febre goleadora de um homem que só se olha a si mesmo no espelho quando pensa em bater todos os recordes da história.

 



Miguel Lourenço Pereira às 15:01 | link do post | comentar

44 comentários:
De Nuno a 23 de Maio de 2011 às 10:21
"Mourinho, em silêncio desde que a UEFA decidiu declará-lo persona non grata, queria superar a linha limite dos 100 golos, algo que o Barcelona de Guardiola, a equipa mais ofensiva da liga, nunca logrou em 3 anos."

Os 105 golos da primeira época de Guardiola não contam? Ah, como é bonita a informação que este blogue faculta. Bonita e verdadeira, que antes da beleza vem a honestidade! Enfim... E o apanágio de um Ronaldo super-marcador, ou de um Real incrivelmente concretizador, ignorando aquilo que foi o final de campeonato do Barcelona e de Messi? Extraordinário!

O campeonato terminou à jornada 32, com o empate no Bernabéu. Nessa altura, o Barça tinha 86 golos marcados, mais 13 que o Real, que tinha 73. O que aconteceu daí para a frente foi consequência de um final de campeonato em que uns queriam apenas gerir esforços e outros queriam sair de cabeça erguida. O Real, sem nada a perder, sem pressões, fez 29 golos em 6 jogos, uma média de quase 5 golos por jogo. Claro que há que dar mérito por isso, mas quanto disso não é resultado da descompressão de já não terem objectivos a alcançar? O Barcelona não manteve a bitola, concentrado noutras provas e a gerir a confortável vantagem pontual que adquirira, e marcou apenas 9 golos em 6 jogos. Aliás, nessa altura, Messi tinha mais 2 golos do que Ronaldo. As contas finais mostram uma realidade diferente, que ignora esta análise. Nem Ronaldo foi substancialmente mais eficaz que Messi, nem o Real se mostrou uma equipa mais concretizadora que o Barcelona. Simplesmente, o Barcelona tinha um objectivo que estava praticamente alcançado e deixou de se preocupar com objectivos menores, que o Real e Ronaldo perseguiram e que agora os devotos acham que revelam uma superação do adversário. Enfim...

De resto, a ideia de que Mourinho aproximou os merengues das capacidades do Barcelona é muito duvidosa. Terminou o campeonato a 4 pontos do Barça, quando o ano passado Pellegrini o terminou a 3. Fez 92 pontos, quando o ano passado o Pellegrini tinha feito 96. Além disso, terminou a 4 pontos porque o Barcelona desacelerou no final. Ao contrário da época passada, em que Pellegrini conseguiu arrastar a decisão do campeonato até à última jornada, o Barcelona este ano sagrou-se campeão ainda com 3 jornadas para disputar. Se é pelos golos marcados, também aí não superou nada. Marcou o Real 102 golos, exactamente os mesmos que tinha marcado o ano passado, com a agravante de que não teve 6 jornadas de descompressão para golear adversários, nem um último jogo com uma equipa despromovida. Aliás, à jornada 32, o ano passado, o Real já tinha 85 golos marcados, mais 12 que este ano, e levava mais 5, na altura, que o Barcelona. Não precisou de andar a golear 6 jornadas seguidas, sem pressão de outros objectivos, para superar a marca dos 100 golos. O Real de Mourinho só foi superior ao de Pellegrini em outras competições, em competições a eliminar. No campeonato não o foi. E não se aproximou do Barcelona, como se quer fazer crer. Aliás, muito dessa análise vem dos 5 confrontos ao longo da época entre as 2 equipas, em que se achou que o Real fez tremer mais o Barcelona do que no passado recente. Mas se a indecisão da Champions e a vitória merengue na Taça podem sustentar essa teoria, ao mesmo tempo Pellegrini também não foi esmagado como o Real de Mourinho na primeira volta do campeonato, tendo perdido apenas por 1-0 e 0-2.

A falácia é tão óbvia que só a custo se percebe quem a possa defender. Mas o que é realmente difícil de perceber são afirmações falsas, como aquela inicial. Quer-se fazer passar à força a ideia de que o Real de Mourinho consegue coisas que o Barcelona de Guardiola ainda não conseguiu, para se fazer a populaça acreditar que o monstro blaugrana tem os dias contados e, mais tarde ou mais cedo, irá cair aos pés do grande herói de Setúbal, que depois se dizem disparates.


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 10:45
Nuno,

Por uma vez, e em parte, tenho de ter dar razão porque me esqueci completamente desses 105 golos da primeira época, numa altura em que o Barça fazia com Etoo aquilo que tanto criticas que o Madrid fez com Ronaldo (a diferença é que, então, o camaronês perdeu para o Forlan o Pichichi e a Bota de Ouro). Não me lembro é que ninguém na altura tenha criticado o Barça por tentar marcar mais golos para dar o prémio ao brilhante dianteiro que tinham nem que se tenham postulado a superar o record do Madrid de Toshack de 107 golos, que é tema de conversa todos os anos na imprensa catalã que deves conhecer de sobra.

Posto isto, continua o delirio da concha cavernicola, como baptizou Laporta, e o autismo cerebral de quem só vê um lado das coisas. Mas vamos lá, que às segundas feiras isto é mais divertido:

"E o apanágio de um Ronaldo super-marcador, ou de um Real incrivelmente concretizador, ignorando aquilo que foi o final de campeonato do Barcelona e de Messi? Extraordinário!"

Se o Pichichi de Ronaldo, merecidissimo por certo, coloca em causa o titulo justissimo do Barcelona e a imensa época do Messi, isso é algo que só tu o vês. Aliás, citando-me, um pouco mais abaixo encontrarás a seguinte declaração: "Quando o argentino abrandou o ritmo, concentrando-se no seu designio europeu, Ronaldo ficou só." Está claro e evidente que Messi deixou de lutar com Ronaldo a partir do momento em que o Barça carimbou o apuramento para a final da CL. Isso tira mérito aos 41 golos do português? Não poderia ter ganho o trofeu com mais um, dois ou 10 golos que Messi? Parece que, para esses lados, se vive no mundo iluso dos "ses". Se Messi desistiu de ganhar a Bota de Ouro para vencer a Champions, faz muito bem e o mérito será muito maior. Mas daí a que isso ponha em causa os números do Ronaldo, isso vai um mundo que só alguns se atrevem a imaginar.

Sigamos:

"O campeonato terminou à jornada 32, com o empate no Bernabéu. Nessa altura, o Barça tinha 86 golos marcados, mais 13 que o Real, que tinha 73... Claro que há que dar mérito por isso, mas quanto disso não é resultado da descompressão de já não terem objectivos a alcançar? "

Isso é evidente mas, uma vez mais, não retira o mérito de que uma equipa que jogou esses jogos contra os seus mais directos perseguidores (3º, 4º, 5º e 6º, todos eles ainda a lutar por um objectivo real) tenha sido tão insultantemente superior. Dá razão a quem achou que o Real Madrid poderia ter sido mais ambicioso contra o Barça mas também dá um mérito tremendo aos números de golos apontados no final do ano. Uma vez mais, se o Barça quer baixar o ritmo e concentrar-se noutra prova, tem todo o direito do universo, mas a frieza dos números não liga aos teus raciocinios. Ronaldo foi melhor marcador do que Messi (que foi muito melhor assistente, uma realidade fundamental no modelo de jogo do Barça que explora muito mais o jogo de interiores) e o Madrid mais eficaz que o Barça, que nos últimos jogos teve rivais bastante mais acessiveis (e criou bastantes oportunidades de golo) do que o rival.

O que eu não entendo é como os números podem incomodar tanto quando é evidente que o Barça foi mais do que um justo campeão e o facto do RM ter marcado mais, e o CR7 ter sido Pichichi nem sequer questiona essa realidade.

"e resto, a ideia de que Mourinho aproximou os merengues das capacidades do Barcelona é muito duvidosa. Terminou o campeonato a 4 pontos do Barça, quando o ano passado Pellegrini o terminou a 3. Fez 92 pontos, quando o ano passado o Pellegrini tinha feito 96. Além disso, terminou a 4 pontos porque o Barcelona desacelerou no final."

Nuno, eu sei que tu sabes de futebol e quando te interessa analisas as conjunturas muito bem. O Pellegrini foi eliminado da Taça em Novembro e da CL em Fevereiro. Não teve o mês de Janeiro que teve a equipa de Mourinho (4 jogos contra Atletico e Sevilla), nem o desgaste da Champions e dos duelos com o Barça. A equipa do Pellegrini beneficiou do desgaste do Barça na CL e de não ter mais nada que jogar, ganhando também com um CR9 a voltar de uma lesão e fresco como uma alface. Fez uma excelente época com uma equipa mais descompensada, mas nunca deu a sensação de poder olhar olhos nos olhos com o Barça. (cont)


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 10:57
"O Real de Mourinho só foi superior ao de Pellegrini em outras competições, em competições a eliminar. No campeonato não o foi. E não se aproximou do Barcelona, como se quer fazer crer. Aliás, muito dessa análise vem dos 5 confrontos ao longo da época entre as 2 equipas, em que se achou que o Real fez tremer mais o Barcelona do que no passado recente. Mas se a indecisão da Champions e a vitória merengue na Taça podem sustentar essa teoria, ao mesmo tempo Pellegrini também não foi esmagado como o Real de Mourinho na primeira volta do campeonato, tendo perdido apenas por 1-0 e 0-2."

Dissociar provas a eliminar de uma liga regular num contexto de calendário comum é, em si, uma falácia tremenda e enganadora. Não me vou repetir com isso porque todos entendem que ter mais nove jogos de alta tensão nas pernas não é o mesmo que "remontar" sequências de jogos contra equipas do meio da tabela da Liga espanhola.

Quanto aos 5-0, num jogo imenso do Barça , relembro o planteamento ultra-defensivo do Madrid de Pellegrini que na altura ninguém questionou e que lhe permitiu sair vivo do Camp Nou só com o golo do Zlatan , essa referência estática ofensiva que este Barça não tem e que, graças a isso, desmontou a defesa adiantada do RM , como bem sabes, com o hábil jogo dos interiores Xavi e Iniesta , peças chave na brutal sova que meteram ao Madrid.

"A falácia é tão óbvia que só a custo se percebe quem a possa defender. Mas o que é realmente difícil de perceber são afirmações falsas, como aquela inicial. Quer-se fazer passar à força a ideia de que o Real de Mourinho consegue coisas que o Barcelona de Guardiola ainda não conseguiu, para se fazer a populaça acreditar que o monstro blaugrana tem os dias contados e, mais tarde ou mais cedo, irá cair aos pés do grande herói de Setúbal, que depois se dizem disparates."

Três pontos e já acabamos.
A afirmação inicial será corrigida porque é, de facto, incorrecta. Não falsa, porque isso tem um sentido conspirativo que só tu és capaz de ver, como é óbvio.

Ninguém acredita que este Barcelona seja um monstro. Só os adeptos ultra dos Barça , quais boixos nous " é que são capazes de ver fantasmas em tudo quanto é sitio e escudam-se nesses maniqueísmos primários e inconsequentes. O Barça ganhou a Liga porque foi melhor, poderá ganhar a CL porque foi levado ao colo até à final e perdeu uma Taça que podia muito bem ter ganho. Não há monstros nem santos, só equipas de futebol.

Por fim, esse da "populaça" é digno de ti e dessa crença de superioridade moral que acompanha cada verbo que escreves. A "populaça" como tu dizes, será certamente um grupo bastante heterogéneo , com pensamentos bem distintos deste fenómeno do futebol. Alguns gostarão muito do Barça , outros do Madrid, uns vão com os portugueses por patriotismo (bacoco, certamente para ti) e outros contra por inveja pura e bem lusa. Há de tudo. E depois existes tu, fora desse conceito despectivo . Falar de futebol sem insultar, provocar, espicaçar e menosprezar é algo que te resulta complexo, impossível até. Imagino a frustração. Imagino a impotência. O que continua sem imaginar é a tremenda falta de modos com que acompanhas cada dissertação. Num dia, hipotético claro, que consigas ter uma conversa sobre futebol sem os teus habituais e lamentáveis insultos e juízos de valor, a mim ou aos demais, conversamos.

Até lá agradeço aos tuas visitas, os teus artigos, as tuas palavras porque a vida deve levar-se sempre com uma boa gargalhada e as que tu me proporcionas são impagáveis!


De Tiago a 23 de Maio de 2011 às 11:55
Miguel,

Parabéns pelo teu ultimo comentario. O último parágrafo é, de facto, muito importante. Por vezes quando nos envolvemos em discussões, quer no bom quer no mau sentido da palavra, é necessário recordar isso. Insultar é fácil quando não há argumentos.

Ainda mais engraçado é ver quem insulta sentir-se insultado quando tal não é o caso. Isso lembra o nosso ministro Socrates e as sua tácticas que são usadas também neste forum...

Abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 12:21
Tiago,

Não gosto de valorar as atitudes de quem visita esta casa que é minha mas também é pública, mas não tenho pachorra para manias das grandezas alheias que para isso cada um faz o que quer no seu blog. E a mim ninguém me vê noutras casas insultar os leitores e blogger alheios. É só o minimo que peço porque de futebol falo com todos e aceito todos os pontos de vista, que para isso é um desporto (ou mais do que isso) perfeitamente subjectivo.

um abraço


De DC a 23 de Maio de 2011 às 12:17
100% de acordo. Não sei em que é que este Real se aproxima mais do Barça que o do Pellegrini que lutou sempre até ao fim e que só perdeu por 1-0 no Camp Nou num jogo em que o Barça teve muita sorte pois o Real teve muitíssimas oportunidades de golo.
Além disso o Real do Pellegrini jogava à bola e não recorria ao Kickboxing para tentar travar o Barça, procurava jogar futebol.
Juntando a isso o Pellegrini ter apanhado pelo menos meia equipa na sua 1a época no clube, a única coisa em que vi o Real a evoluir este ano foi nas conferências de imprensa. Nisso o Mourinho é campeão todos os anos.


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 12:22
DC,

Já expliquei em cima o que queria dizer quando sinto que este Madrid é melhor que o de Pellegrini (que fez uma época doméstica excelente), mais completo e muito mais próximo do nivel do Barça que, repito, acho que fez a pior das 3 épocas com Guardiola ao leme e esteve mais vulnerável do que nunca, muito por culpa do desgaste fisico da ausência de uma pré-época em condições.

Um abraço


De Tiago a 23 de Maio de 2011 às 11:39
De Tiago a 23 de Maio de 2011 às 11:37
Esse cantico é ofensivo para todos os portugueses. Já ouvi isso cá em portugal, cantado por espanhóis... hermanos, hermanos.....

Abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 11:54
Olá Tiago,

O mais grave não é isso. Acompanho há muitos anos o futebol espanhol e nunca vi um cântico desta natureza repetido por tantos em tantos sitios diferentes contra uma só pessoa. Ronaldo nunca teve uma declaração de desprezo a Espanha, ao futebol espanhol e aos rivais do Real Madrid. Tem o seu estilo egocêntrico que não cai bem nos dias de hoje do politicamente correcto mas não passa daí. E no entanto criou-se esta corrente de anti-Ronaldismo e anti-madridismo inexplicável. Muita culpa têm os ultras pró-Barça que gostam de exaltar os seus maiores triunfos - e estes são inconquestados e talvez irrepetiveis - com o insulto ao rival. Enfim, vicissitudes de um país que vive asfixiado num duelo mediático que só prejudica as restantes 18 equipas e demais atletas que também merecem o seu quinhão de glória.

um abraço


De Tiago a 23 de Maio de 2011 às 11:58
Miguel,

O problema é que o cantico ouvido foi utilizado num contexto extra futebol.

Abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 12:13
Tiago,

Em qualquer contexto é um cantico perigoso e profundamente censurável, muito mais por um país vizinho que está intimamente ligado a Portugal.

Um abraço


De DC a 23 de Maio de 2011 às 12:13
Inexplicável? Anda muito desatento Miguel.
O Ronaldo é odiado porque é o único jogador que chega ao fim duma derrota justíssima e faz gestos para os jornalistas a dizer que foi roubado, porque é o único palhaço a dizer que o Messi só joga bem contra 10, porque é o único palhaço que até com o Casillas arranja problemas...
E podia estar aqui o resto do dia a citar as polémicas em que ele se envolve constantemente!
Cada um tem o que merece e por isso o Messi é respeitado em todo o mundo unanimemente enquanto o Ronaldo raramente deixa amigos por onde passa e até no Man Utd há declarações de felicidade e alívio por ele ter saído.


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 12:18
DC,

Há muitos jogadores egocêntricos e que se queixam por tudo e por nada, mas nenhum tão detestado como o Cristiano Ronaldo. Pessoalmente eu não gosto de entrar em juizos pessoas e valoriza um jogador pelo que faz dentro do campo, não pelo que faz nas horas livres. Se um jogador cumpre no relvado, a mim o que ele diz ou deixa de dizer não me interessa porque, se assim fosse, ninguém admiraria Maradona, Cruyff, Platini, Best, Gascoine, Cantona, Beckenbauer e companhia, todos eles autores de tiradas bem mais mordazes que as do Cristiano Ronaldo.

Em relação aos adeptos, que são quem o insulta, ele nunca teve uma palavra nem em relação aos paises onde jogou. Tudo o resto é uma postura, legitima, que não deveria provocar reacções tão intempestivas que não têm lugar no futebol, seja com quem for. Lembro-me do "hijos puta" do Maradona quando os italianos assobiavam o hino argentino na final do Mundial de 90 e ninguém questiona o seu génio. Porque é que com o Cristiano Ronaldo há sempre essa paranoia de desvalorizar tudo o que faz em relação a Messi, que é um génio superlativo, apenas porque este não abre a boca nunca dentro e fora do relvado? Quando Messi também é capaz de fazer das suas (e relembro só a simulação de agressão com Carvalho no Camp Nou e a bola chutada contra um adepto do Real no Bernabeu, ambas este ano)...

um abraço


De DC a 23 de Maio de 2011 às 14:12
1º Simulação não houve, houve sim falta clara não assinalada do Carvalho e depois a desfaçatez de ainda ir insultar o Messi caído no chão. O Carvalho toca-lhe claramente depois com o cotovelo, pode não ter sido intencionalmente mas o toque é evidente!

2º Ronaldo além de egocêntrico é mal intencionado, tem mau perder. Lembra-se do que fez na Luz há uns anos? Lembra-se da relação com o Rooney e de o andar a provocar e tentar expulsar no jogo contra a Inglaterra? Lembra-se da birra que fez para sair do Man Utd? Lembra-se de atirar as culpas para cima do Queiroz e de o questionar mesmo durante o jogo? Lembra-se da frase "Se os outros fizessem o mesmo que eu já estavamos no Mundial"?

Ronaldo é egocêntrico, só pensa nele e não fosse a sua enorme qualidade futebolística dificilmente durava muito tempo nos clubes. É evidente que mal consegue fazer amigos (no Man Utd só se relacionava com os portugueses e brasileiros e no Real continua a ser a mesma coisa sendo que só Pepe e Marcelo se dão com ele).

Todo o tratamento que ele recebe surge por um acumular de atitudes ridículas, não foi uma nem duas mas sim uma sequência enorme.
Volto a dizer, só tem o que merece!


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 14:35
DC,

1º Não vi nenhuma agressão do Ricardo Carvalho, muito menos nenhum toque para provocar aquele tipo de racção do Messi que exagerou o que quer que tenha havido. Mas isso em Can Barça é habitual e não sucedia há um bom par de anos.

2º Todos os grandes jogadores têm, de certa forma, mau perder. Cruyff foi o jogador mais expulso da história da Liga espanhola durante a década de 70. Maradona deixava com os cabelos em ponta árbitros e rivais. Cantona era insuportável às vezes e Di Stefano estava longe de ser um gentleman.
O que ele fez com o Rooney não é fair-play mas não é inédito entre colegas em jogos de selecções (o caso da Luz preciso que me relembre, não sei de que se trata). Quanto às birras, estou totalmente de acordo, mas continuo sem entender o que é que isso faz para levar milhares de pessoas a insultá.lo de forma tão evidente num campo de futebol. No terreno de jogo, que é onde um jogador realmente fala, nunca o vi fazer nada substancialmente diferente dos outros. Fora do campo, já disse, interessa-me pouco.

Não avalio a grandeza de um profissional - seja ele qual for - pelo que faz fora do seu campo de acção. Se um grande cirurgião gosta de ler panfletos de extrema direita ou bebe mais do que a conta, isso não o diminui como grande cirurgião.

Um abraço


De DC a 23 de Maio de 2011 às 14:55
O caso da luz é este: http://www.thesun.co.uk/sol/homepage/sport/football/64690/Finger-lickin-good.html

O Ronaldo paga como já referi pelo acumular de situações, pelo egoísmo, egocentrismo. Quando ganha ganha só ele, quando perde reclama dos árbitros, dos colegas de equipa ou até do treinador (criticou o "intocável" Mourinho já este ano). E como faz questão de andar sempre nas capas de revista ou a aparecer na TV (Messi, Maradona, Cruyff, Zidane, entre muitos outros evitavam ao máximo aparecer) sujeita-se ao ódio de quem tem que levar com ele.

E algumas dessas más qualidades prejudicam claramente o seu jogo, como por exemplo o tempo em que esteve de "jejum" na selecção e era incapaz de passar uma bola ou de deixar os seus colegas marcar livres mesmo que estes fossem a 40 metros da baliza.


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 15:16
DC,

Insisto, o que é tudo isso pode levar a que os adeptos coroem o seu nome como o fazem em todos os campos de futebol? São circunstâncias pessoais que nada têm a ver com o trato que se lhe dá e o nivel de insulto a que chegam.

Quanto ao apelo mediático, discordo totalmente. Maradona adorava a imprensa, jogava com ela a seu belo prazer. Cruyff o mesmo, foi um dos primeiros jogadores a explorar bem o peso da televisão. Pelé também, Beckenbauer ainda mais (quando voltou à Alemanha depois de ir aos EUA jogar umas épocas ficou celebre a frase "sei que voltei a casa porque já vos ouço rosnar...") e o mesmo passou com Gullit, Cantona, Beckham, Ronaldinho...todos jogadores profundamente mediáticos e no entanto, bem amados e respeitados.

Cruyff saiu do Ajax quando não o renovaram como capitão porque ele era a equipa. Maradona entrou em choque com o Napoli porque o técnico não alinhava quem ele queria (a celebre polémica do Giordano). Di Stefano reunia-se com Bernabeu para discutir as contratações do curso seguinte para melhorar o seu jogo. Ambos criticaram a Michels, Menotti, Billardo e companhias. E para mim o futebol não faz sentido sem ambos.

Além do mais, posso dizer-te por experiência própria, que este ano em Espanha não vi o Cristiano Ronaldo na capa de nenhuma revista não futebolistica com a excepção da CQ (ao lado do Messi e antes dos 4 derbys), nem uma entrevista, nem uma polémica, nem uma aparição televisiva, nem um escândalo, nada de nada.

Por isso, fico na mesma, já percebi que não suportas o Ronaldo, e isso está muito bem, estás no teu direito. Mas daí a passar ao extremo dos ódios, insultos e desqualificações humanas (mais do que as futebolisticas) acho que vai um passo muito grande.

PS: Quanto ao gesto da Luz, não lhe fica nada bem como não fica o levantar as mãos às bancadas a pedir mais apupos, mas é o reflexo de quem passa o jogo a ser insultado pelos adeptos rivais e já presenciei isso em vários campos com vários jogadores e a reacção é quase sempre similar. Não lhe fica bem, é certo, mas pagam-lhe a ele - e aos outros - para jogar, não para aturar pessoas que vão ao futebol para insultar como lamentavelmente tantas vezes acontece (e já presenciei vezes demais essa realidade).

um abraço


De DC a 23 de Maio de 2011 às 15:45
Não sei se o Ronaldo apareceu este ano em capas ou não, mas já apareceu mais em meia dúzia de anos do que Messi, Zidane ou Kaká juntos. E além disso os anúncios ao Linic e aos bancos não foram este ano?

Lá está Miguel, referiu alguns casos polémicos de outros grandes jogadores, mas no entanto como não eram birrentos e hipócritas como o Ronaldo os adeptos gostavam deles.
Antes ser polémico mas honesto como o Maradona ou o Cantona, do que andar a fazer juras de amor ao Man Utd e depois fazer enorme pressão para sair e sair a mal com toda a gente de lá.
Os próprios adeptos do Man Utd não têm saudades dele e aposto que quando sair do Real ninguém se vai lamentar muito.
Por muito que queiram é evidente o mal-estar de vários actuais e ex-companheiros para com ele, fosse ele um jogador dum nível apenas mediano e queria ver como era...


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 16:14
DC,

Anuncios televisivos? Mas se todos os jogadores os fazem desde os anos 80, desde Pelé... Messi este ano tem anuncios da Danone, Adidas, Air Europa, Unicef na tv e outdors e capas da GQ, Vanity Fair ou até mesmo das revistas do coração cuore e companhia...

O Maradona era honesto mas odiado por todos os que não eram do Napoli. O Cruyff era birrente e odiado por todos os que não eram do Barça. O Beckenbauer sempre foi birrente e egoista e é odiado por todos os que não são do Bayern. Mas, todos eles, confirmaram o seu lugar na história jogando, com titulos e números. Alguns jogadores são como Eusébio, Charlton, Puskas, Messi, Zico ou Zidane. Outros são como Best, Garrincha, Cristiano Ronaldo, Cantona, Beckham ou Maradona. O que fazem ou deixam de fazer quando não têm a bola nos pés não julga o seu futuro lugar na história. Neste momento estão lá todos por direito próprio e será o futuro a ditar quem será quem na evolução deste fenomeno espantoso que é o futebol.

um abraço


De Tiago a 24 de Maio de 2011 às 01:01
Miguel,

também é importante referir alguns pontos...

Equipas como o real e o barcelona têm contratos com os jogadores em que os anúncios publicitários entram de alguma forma nos cofres dos clubes para alimentarem os salários dos jogadores, e é referido nos seus contratos. Muitos são patrocinadores do clube.

Outro ponto é que na última semana Ferguson já disse que sentia saudades de Ronaldo, de forma indirecta.

Quanto ao Real, neste momento, o que é o real sem Ronaldo?...

Abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 08:29
Tiago,

Sobre os contratos nem vale a pena falar muito porque hoje não há jogador que não tenha contratos individuais e contratos colectivos com o clube. Demonizar um atleta por aparecer num anuncio televisivo de um banco não faz qualquer sentido, também já lá vi o Obikwelu e ninguém duvida da sua profissionalidade.

O Ferguson certamente sente saudades do Ronaldo e muita gente em Old Trafford também. O que sucede em Manchester é que estamos diante do clube melhor estruturado do mundo que de há 20 anos para cá sempre soube sobreviver à saída dos seus melhores jogadores - e não há melhor exemplo que o adeus de Cantona, seguido, dois anos depois, da primeira CL de Ferguson - mantendo-se sempre no topo. O Man Utd tem os recursos para permanecer na elite do futebol saía quem saía, o Real Madrid, ao ser um clube muito mal estruturado, a anos luz do Barcelona por exemplo (que sobreviveu sem Ronaldinho e sobreviverá sem Messi), está muito mais dependente da figura individual.

um abraço


De filomeno a 23 de Maio de 2011 às 21:38
Acabo de ver en el canal ESPN la final de la Copa de Europa de 1960, Real Madrid- Eintrach de Frankfurt, en Glasgow. Un partido con escasísimas faltas y sin protestas al árbitro. El gran Alfredo di Stéfano, ante el pitido del árbitro, entrega el balón en la mano al rival, con caballerosidad y fair play. Ya no se puede decir lo mismo de la final de 1968, Benfica- Manchester United, también emitida por ESPN, donde ya hay faltas marrulleras y protestas al árbitro (¿Mayo del 68?)......
Ab.


De Tiago a 23 de Maio de 2011 às 12:36
Miguel este post não é para comentar nada. Mas manda-me um email caso já saibas disto.

Num blog, bastante conhecido nosso, deparei-me com um artigo que TE desprestigia directamente.

Como não te vi comentar, achei que não tinhas conhecimento. Acho de muito mau carácter usar o nome de um blogger desta forma sem lhe dar conhecimento para ripostar.

http://entredez.blogspot.com/2011/05/tres-notas-sobre-hipocrisia.html

Abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 23 de Maio de 2011 às 14:00
Tiago,

Obrigado pela informação. Já tinha conhecimento e não é a primeira vez que esse blog procura ganhar notoriedade, visitas ou admiradores com artigos desse género em que me citam de uma forma, como minimo, mal-educada e mentirosa.

Naturalmente não vou entrar nesse jogo, nem comentando por lá nem comentando por aqui, isso seria porventura dar demasiada importância a quem seguramente não a merece. A caravana sempre passa, independentemente do ladrido...

um obrigado pela informação e sê sempre bem vindo!

abraço


De filomeno a 23 de Maio de 2011 às 21:32
El gallego SIRO LÓPEZ (Punto Pelota), JUANMA RODRÍGUEZ (Cope, Libertad Digital) y ALFONSO CELEMÍN, los únicos periodistas deportivos españoles que abordan con objetividad el tema "Mourinho" y "Cristiano Ronaldo".
Saludos.


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 08:13
Filomeno,

Si no me equivoco, solo el As, la Cope y Punto Pelota quedaron a escuchar a Karanka en la mitica previa del partido con el Barça.

un abrazo


De Bruno Pinto a 23 de Maio de 2011 às 23:09
A certa altura, quando CR jogava no Manchester United, Nuno disse isto: "Muito do que Ronaldo é deve-se ao facto de jogar em Inglaterra; muitos dos seus êxitos individuais não são indissociáveis do campeonato em que joga. Em Inglaterra, há muito mais espaço do que em Itália, logo é desonesto esperar que Kaká marque tantos golos como Ronaldo. O próprio Milan marca menos golos que o Manchester, em parte porque o campeonato é menos propício a isso. Além disto, num campeonato como o inglês é muito mais fácil um jogador destacar-se individualmente do que em Itália ou em Espanha. Se juntarmos a essa facilidade as características de Ronaldo, percebemos que um jogador como ele está muito potenciado em Inglaterra. A velocidade e a explosão de Ronaldo tornam-se ainda mais fundamentais num tipo de futebol com mais espaço, no qual as transições sejam mais rápidas. Em Inglaterra, um jogador essencialmente individualista (que vive muito das acções individuais) está sempre no seu habitat preferido. Não tenho a menor dúvida de que, em Itália ou em Espanha, Ronaldo marcaria menos golos e seria menos decisivo e que Kaká e Messi, em Inglaterra, jogariam mais e marcariam mais."

Gostava aqui de salientar a frase "não tenho a menor dúvida". O Nuno do Entre Dez é isto. Sabe tudo, nunca tem dúvidas de nada, mas só naquela sua cabecinha oca e prepotente, pois a realidade farta-se de desmentir as suas certezas. Vive no mundinho dele, é deixá-lo ser feliz e divertirmo-nos com ele.



De Tiago a 24 de Maio de 2011 às 00:50
Mesmo jogando em Inglaterra já se notava que Ronaldo seria um jogador muito acima da média em campeonatos mais 'fechados' como o espanhol e o italiano. Foi preciso algum tempo de habituação a futebol espanhol, quer pelo tipo de jogo praticado quer pelos milhões que pesavam sobre ele por ter sido uma transferência milionária. Mas, passados um, dois meses, ronaldo começou a mostrar todo o seu futebol. E de época para época, para além de ter justificado o investimento é também um jogador sem o qual o real madrid não poderá sobreviver.

Abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 08:26
Tiago,

Achei uma barbaridade quando o Real Madrid pagou 100 milhões pelo Ronaldo (também achei o mesmo do Figo, Zidane, ...) mas de todos os investimentos da era Florentino Perez, é sem dúvida o jogador que melhor tem sabido devolver o que se gastou na sua contratação. As pessoas têm fraca memória mas Zidane foi tremendamente inconstante, Ronaldo foi deliciosamente matador mas o corpo já não lhe permitia mais, Beckham foi uma manobra de marketing que, futebolisticamente, pouco aportou e Figo, talvez o mais regular de todos, já não tinha aquela chispa individualista que lhe permitia resolver jogos sozinho. Do Kaká e do Benzema nem sequer falo.

As pessoas esquecem-se de que um investimento elevado num jogador, se este corresponder, torna-se bastante mais barato do que gastos sucessivos a preço de mercado em jogadores medianos que nunca devolvem o investimento. Ronaldo tornou-se no simbolo deste novo Real Madrid, para bem e para mal, mas pelo menos tem contribuido com titulos e golos de uma forma espantosa, dando continuidade aos seus ultimos anos em Inglaterra.

O grande erro da gestão de Perez, por vendetta pessoal com a gestão prévia, foi soltar-se de Wesley Sneijder e Arjen Robben, sobretudo o primeiro, que podiam ter dado uma maior profundidade de jogo à equipa de Pellegrini e que Mourinho teria sabido aproveitar de forma definitiva, como se viu no Inter com o holandês (e o melhor futebol de Robben foi no primeiro ano do super-Chelsea de Mou).

um abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 08:21
Bruno,

Quanto ao último paragrafo, totalmente de acordo, que mais há a dizer.

Quanto ao rendimento de Cristiano Ronaldo, pelo menos dele se pode dizer que já o vimos actuar em campeonatos diferentes, com estruturas de jogo, adversários e filosofias quase diametralmente opostas e que, em ambas, foi a estrela da prova. É óbvio, até para o Nuno, que um jogador que faz da velocidade a sua principal arma esteja mais cómodo num campeonato onde os defesas dão esses espaço, onde as equipas atacam e defendem em conjunto e em que os extremos continuam a ser idolatrados como nos dias de Stanley Mathews. Inglaterra é uma liga perfeita para os jogadores como Ronaldo, como foi para o Robben no Chelsea, o Henry no Arsenal, o Barnes no Liverpool, o Giggs, o Ginola, and so on and so on.

O mérito de Cristiano está sobretudo na sua rapidissima adaptação a um campeonato totalmente distinto onde a linha defensiva joga sempre mais perto da área, onde os interiores fecham o jogo dos extremos e, sobretudo, onde o extremo é desvalorizado face ao futebol rendilhado do médio centro, a verdadeira estrela na liga espanhola. Num campeonato que valoriza mais o jogo pelo corredor central (e o Messi entendeu isso à perfeição), a forma como entendeu o jogo dos rivais e procurou ir basculando para o meio foi um processo admirável. Em dois anos marcou não só uma brutalidade de golos como deu ao Real Madrid uma série de recursos de jogo que não possuia.

A maioria dos grandes jogadores da história conseguem apenas brilhar verdadeiramente numa liga ou às vezes numa só equipa, quando mudam perdem parte do seu atractivo. Ronaldo é hoje um jogador diferente daquele que actuava em Old Trafford, mas continua a ser tremendo. Messi ou Kaká (um jogador perfeito para o contra-golpe italiano, com passes letais para Sheva ou Inzaghi, jogadores que entendiam perfeitamente a linha de fora de jogo do calcio), para apenas falar dos últimos Ballon D´Or, teriam certamente mais dificuldades em funcionar no jogo inglês, especialmente o argentino que conta muito com o "respeito" e espaço central e espirito associativo de dá e devolve da liga espanhola. O mesmo problema que teve o imenso Henry quando trocou a Premier pela Liga espanhola.

Já Iniesta, Sneijder ou Xavi seriam, mais facilmente, jogadores de altissimo nivel estivessem em Espanha, Itália ou Inglaterra pelo simples facto de que o seu modelo de jogo é mais adaptável ao estilo bem distinto das três ligas.

um abraço


De Incrível a 24 de Maio de 2011 às 08:49
O problema do Henry chamava-se Eto'o e o facto de em vez de jogar a PL jogar como extremo esquerdo. Naturalmente não marcou tantos golos mas teve 2 épocas excelentes no mínimo.
Quanto à treta do Messi não se adaptar a Inglaterra nem comento... O Messi como sublime jogador que contrariamente a outros usa a cabeça além de usar só a velocidade, é e será o melhor do mundo em Espanha, Itália ou Inglaterra.
O resto são "fanboys".

Já agora acho incrível que o Ronaldo tenha feito uma revolução tão grande e o Real tenha sido campeão 2 anos antes dele chegar e nunca mais tenha ganho nada. O homem fez milagres, fez isto e aquilo, mas o super-Barça que já tinha Messi e ainda tinha Ronaldinho e Eto'o é sempre campeão ao contrário dos tempos de Raúl ou Van Nistelrooy, ou até Zidane que segundo o seu raciocínio ilusório foi pouco regular. Ser regular não é marcar golos, meu caro!


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 09:11
Incrivel.

Se quer vamos por pontos que é mais fáci e começamos pelo fim.

Zidane foi um jogador genial mas também dos jogadores mais irregulares que já vi, tanto em Turim como com o Real Madrid. Naturalmente que não é por marcar golos, não era o seu mester, mas durante a etapa pós-Del Bosque o Zizou apagou-se em demasiados jogos e não é por mero acaso que o Real Madrid tenha estado largos anos sem vencer um titulo mesmo com a equipa mais cara da história liderada pelo francês.

O Ronaldo não fez revolução nenhuma, não sei onde leu isso. O Ronaldo trouxe muito a um Real Madrid que, no ano anterior, tinha perdido a liga para o primeiro Pep Team e vivia dos destelhos de Raul e Guti mais do que qualquer coisa. Se todos os grandes jogadores fossem sempre campeões seria uma loucura porque nunca podiam coabitar. Messi esteve nos dois anus horriblis do final da era Rijkaard e nunca me passaria pela cabeça desvalorizá-lo por isso. E essa equipa tinha-o a ele, a Etoo, a Ronaldinho, a Deco, a Puyol, a Xavi, a Iniesta...como ficamos?

O Messi é um jogador fabuloso e será, certamente, um jogador que marcará uma era, e ainda tem muitos anos pela frente. Mas é um jogador associativo, um jogador de velocidade controlado pelo jogo colectivo e esse modelo de jogo hoje funciona a 100% em Barcelona e em menor medida com a Espanha. O futebol inglês, muito menos associativo no passe e o futebol italiano, muito mais implacável nas marcações individuais e mais pensado desde atrás, são de natureza diametralmente oposta ao que Messi pratica actualmente. Como se viu com a Argentina vezes sem conta, sem esse poder associativo Messi não tem a mesma facilidade de esplanar o seu genial jogo. Esses seriam os problemas que iria encontrar fora de Can Barça. Que os superaria? Muito provavelmente sim, como qualquer outro grande jogador, mas levaria o seu tempo e implicaria, forçosamente, uma mutação do seu jogo.

Dizer que o Henry teve duas épocas excelentes é uma opinião que respeito mas não posso partilhar. Nem eu nem a maioria dos adeptos do Barcelona certamente. Henry chegou, teve problemas fisicos, incapacidade de se adaptar ao tal jogo associativo que Messi e Etoo entendiam de outra forma (e Pedro também, e por isso , entre outras coisas, lhe ganhou o lugar) e, sobretudo, uma falta tremenda de auto-estima. Henry era o jogador chave em Highbury e em Barcelona sentiu-se menos cómodo com um papel mais secundário. O corpo já não aguentava, a mente esteve muito perdida entre os problemas pessoais que o marcaram bastante e no final teve uma etapa muito mais discreta do que se imaginariam.

Não deixa de ser, para mim, um dos jogadores individuais que mais marcaram o futebol na última década, mas esteve a anos-luz do que fez com o Arsenal e não foi pelo Etoo, um avançado que sabia descair para o flanco e abrir espaços para as diagonais de Henry, algo que ele fazia regularmente em Londres.

um abraço


De Incrível a 24 de Maio de 2011 às 11:11
O Henry na sua 1ª época em Espanha, jogando na lateral esquerda fez 12 golos noa campeonato e 3 na Champions, na 2ª época 19 golos no campeonato e 6 na Liga dos Campeões. Juntando a isso um sem número de assistências reafirmo que fez duas épocas fabulosas.
Foi perdendo o lugar para o Pedro apenas por questões de idade e apenas na 3ª época. Se fosse por adaptação à liga espanhola ia para os EUA e voltava a partir tudo mas... não parte! E não parte porque a idade chega a todos.
Resumindo, se fez 2 épocas excelentes não teve certamente problemas de adaptação como você quer fazer passar.


Quanto ao Zidane, 1º não liderou a equipa mais cara da história já que essa equipa é o Real Madrid actual, 2º não tinha nem metade da equipa que o Real tem neste momento particularmente na defesa (era o tempo dos Pavones na defesa e não dos centrais de 30 milhões), 3º mesmo assim saiu com uma champions e um campeonato em 5 anos, quero ver quantos títulos vai ter o Ronaldo.
É que da mesma forma que os galácticos entraram em crise, também este Real entrará a curto prazo. Basta que volte a não ganhar o campeonato ou a Champions para o ano!


De Incrível a 24 de Maio de 2011 às 11:14
Ah e quanto ao Messi na selecção, fez um campeonato do mundo N vezes superior ao do Ronaldo e treinado por um indivíduo que dava os treinos de charuto na mão e jogava com 4 centrais a titulares.
Com um treinador decente eram fortíssimos candidatos à vitória final e até ao jogo com a Alemanha foram sempre apontados como tal face ao brilhante futebol ofensivo liderado pelo Messi!


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 12:17
Incrivel,

Uma vez mais as comparações sem sentido perdem-me por completo. O registo do que escrevi durante o Mundial está aí, no arquivo, não me vou repetir. Ronaldo fez um mundial mediocre, Messi fez um mundial mediano, nenhum à altura do seu valor individual e ambos como reflexo de duas selecções com potencial mas mal geridas desde o principio. Não disse quem fez melhor Mundial, disse apenas que Messi não joga ao mesmo nivel com a selecção e essa realidade tem 6 anos, não apenas um mês na África do Sul.

Espero, sinceramente, que faça uma brilhante Copa America porque a Argentina merece, depois de 18 anos, voltar a vencer o torneio e tem uma geração brilhante para o conseguir, reunem-se nesta edição condições irrepetiveis (apagamento do Uruguai, renovação do Brasil, Chile sem Bielsa...) para fazer história. Não tenho nada contra o Messi, às vezes parece que é preciso escrevê-lo para que as pessoas o entendam, o mundo do futebol vai muito para lá de Ronaldos, Messis, Guardiolas e Mourinhos.

Um abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 12:13
Incrivel,

A primeira época do Henry no Barça foi, talvez, a pior época do Barcelona na última década por isso a verdade é que os números não abonam, excessivamente, a seu favor. Os golos da segunda época, a primeira com Guardiola, espelham bem a distribuição ofensiva colectiva do conjunto mais goleador do Barça contemporaneo, não são uma excepção. E não só de números se fazem as exibições e Henry esteve, a meu ver, muitos furos por debaixo de Messi, Etoo e Iniesta, quando chegou a Can Barça ainda como uma das máximas estrelas do futebol mundial.

Naturalmente que um jogador das suas caracteristicas, onde a velocidade e potência jogam um papel importante, contribuem muito para o seu apagamento e creio que deixei isso claro. O Henry do Barcelona está a anos-luz do Henry do Arsenal de 3 ou 4 anos antes. Não deixa de ser um bom jogador mas nada de extraordinário.

Relativamente a Zizou e da primeira etapa dos Galácticos não creio que tenha mencionado o rendimento colectivo nem questionado o génio do francês. Apenas referi que tinha um rendimento inconstante, facilmente constável pela releitura das crónicas da época, com momentos de génio absoluto e jogos assustadoramente mediocres. Zizou é o tipico jogador que não faz da constância a sua maior arma, passava o mesmo com outro génio, Michael Laudrup.

O que não entendo é esta obsessão súbita com o Cristiano Ronaldo. Alguém comparou o genial francês com o português, mais ainda quando se tratam de jogadores incomparáveis no estilo e grandeza? Zidane jogava ao lado do melhor Figo, do melhor Raul, do recuperado Ronaldo, do melhor Roberto Carlos, de um crescente Casillas, de um oportunista Beckham, enquanto que Ronaldo contou este ano com o apoio espantoso de Ozil, Marcelo e pouco mais...há uma diferença substancial mas que nem sequer vem a conto porque são realidades opostas e incomparáveis. Sem esquecer que este Real Madrid de Mourinho (e o de Pellegrini) teriam sido campeões em qualquer uma das épocas dos Galácticos não tivessem tido em frente o melhor Barça da história. E a eles há que dar esse tremendo mérito como diz bem Guardiola.

O Zidane será sempre um dos grandes da história (o terceiro mais completo jogador francês de sempre, sem dúvida) e provavelmente quando acabe a carreira o Cristiano poderá dizer o mesmo (em Portugal também tem o top 3 assegurado). Ambos aportaram coisas distintas ao Real Madrid, ambos foram excessivamente caros e ambos foram elementos nucleares nos dois projectos de Perez. As comparações terminam aí.

um abraço


De Incrível a 24 de Maio de 2011 às 12:55
Bem, mais tendencioso não podia ser. 1º quer comparar os números do Henry com os do Messi, Eto'o ou Iniesta quando o Henry nunca foi melhor jogador que nennum deles, nem sequer em Inglaterra.

Depois a questão Zidane, melhor Figo? O melhor Figo foi o dos últimos 2 anos de Barça e talvez 1º ou 2º ano de Real, o Figo de 2000. Melhor Raúl, mais que subjectivo é muitíssimo dúbio! Recuperado Ronaldo é como quem diz gordo Ronaldo. Oportunista Beckham? Ai quer dizer, o Henry falhou em Espanha já o Beckham foi oportunista lol. E coerência não se arranja?
Já Ronaldo segundo o Miguel só contou com Ozil e Marcelo, não tinha uma defesa com um lateral direito de 30 milhões, um central de 30 milhões, outro a quem o Mourinho apelidou de melhor central do Mundo, o melhor guarda redes do Mundo, um trinco titular no campeão do Mundo, mais 2 trincos que custaram mais de 15 milhões, mais um extremo de 30 milhões titular na Argentina, mais um ex-bola de ouro que custou 60 milhões, mais uma carrada de jogaodres pagos a peso de ouro.
Para ver o ridículo do que disse, o 4º central do Real este ano custou mais que os titulares do tempo do Zidane. O Real nessa altura nem centrais, nem trincos, jogava com Beckham a médio centro.
O Ronaldo não só teve uma equipa equilibradíssima tacticamente, como teve a equipa a jogar quase exclusivamente para si.

Realmente as comparações acabam aí pois o Zidane fez magia com uma equipa de remendos, enquanto este Real teve tudo o que Mourinho e Pellegrini pediram. Só lhes falta ir buscar o Messi para terem a papinha toda feita, mas quanto mais contratam masi se queixam que lhes falta mais não sei quem...

P.S. Zidane é o melhor jogador francês de sempre, isso nem sequer é questionável!


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 14:12
Incrivel,

Como opiniões são opiniões posso perfeitamente argumentar, sabendo que não terei feedback positivo, que poucos jogadores foram tão impactantes no decorrer de uma década desportiva do que Thierry Henry. Em dez anos Henry fez coisas inimagináveis, deu ao Arsenal idealizado por Wenger tudo aquilo que lhe falta desde que saiu e chegou a niveis altissimos constantemente. Faltou-lhe a CL que podia ter ganho em 2004 (ano dos Invencibles) ou 2006 (da final de Paris) e no Euro 2000, para por as coisas claras, foi muito mais importante para a França que Zizou.

Nem Etoo, nem Iniesta nem Messi até há ano e meio, atingiram o nivel mais elevado de Henry durante largos anos da última década.

Quanto ao Real Madrid, caímos na falácia de acreditar que milhões definem jogadores. Sérgio Ramos pode valer 30 milhões mas não é certamente um lateral de top. Pepe e Ricardo Carvalho são melhores que os centrais de então, claro, mas Marcelo não está, ainda, ao nivel de Roberto Carlos. E daí para a frente tinhamos o Figo pós-Euro 2000, superlativo; o Raul mais certeiro, capaz de sobreviver à politica expansionista de Perez como só ele sabia; Ronaldo recuperado e pronto a tornar-se Pichichi com categoria; Beckham oportunista na forma como manejava os tempos (o inglês jogava e sempre jogou parado, com passes precisos, Henry jogava no espaço, com velocidade, mais uma vez, incomparáveis). Um leque ofensivo que supera de largo o actual por muito que os preços de mercado convidem a pensar o contrário.

Quanto a trincos, estava lá, ainda, o imenso Makelele, o escudeiro perfeito que joga a anos-luz de Khedira, Diarra, Gagos ou Xabi Alonsos, na sua vertente mais defensiva. Foi com essa perda que os Galácticos começaram a desmoronar-se e Zidane a perder-se no meio das pernas rivais.


PS: Tudo é questionável e só quem não viu Michel Platini e Eric Cantona pode ser tão absoluto quando fala de Zidane (e nem entro na geração de Kopa porque não vi jogos suficientes e gosto de falar com propriedade).

um abraço



De Pedro a 24 de Maio de 2011 às 13:27
Miguel, eu sei que gostas de ser diplomático, mas pára de dar respostas a gente que só vê a sua realidade. Por mais posts que publiques a opinião dessas pessoas não muda nem pouco te interessa. Concentra-te no bom dialogo porque os teus leitores inteligentes (imparciais) não vão dar valor aos comentários ridículos dessa gente.


De Incrível a 24 de Maio de 2011 às 13:49
O Miguel, pelo que posso observar, não tem medo duma troca de argumentos.
A conversa que tive com ele é de duas pessoas com posições completamente diferentes mas que têm mantido uma troca de argumentos saudável.
Já o teu comentário é um conjunto de nada, que não serve para mais do que tentar criar controvérsia.
Comentários como o teu, acredito sinceramente que o Miguel os dispense muito mais do que os meus.


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 14:15
Incrivel,

Faço minhas as palavras do outro comentário, entendo a postura do Pedro e também a tua, e enquanto os debates se mantenham na troca de ideias - que não têm porque ser compartidas - qualquer debate é bem vindo entre todos os leitores.

um abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 24 de Maio de 2011 às 14:14
Pedro,

Como bem sabes, gosto de responder a todos os que aqui vêm, sempre e quando não passem ao insulto e falta de respeito. Isso não exclui que cada raciocinio apresentado fique ligado ao seu autor, para o bem e para o mal.

Eu não quero mudar a opinião de ninguém, e estou sempre disposto aos óptimos diálogos que tenho contigo e com outros leitores antigos e fieis, mas quando pessoas como o Incrivel nos visitam, temos uma boa oportunidade de conhecer outros pontos de vista e ideias, mesmo que não as partilhemos e que eles não partilhem as nossas.

Muito obrigado pelo comentário no entanto, sabes que te tenho em forte estima.

um abraço


De Tiago a 24 de Maio de 2011 às 21:59
Pedro,

Tem sido uma constante, que me entristece muito, quer aqui quer noutros blogs haver comentadores que querem impor a sua razão, nem que seja à força.

Sinto falta de ver comentários com outros pontos de vista, mas sempre sem impor nenhum crença. Esses sim são escassos.

Porque querem que pensemos todos da mesma forma?...Porque estão uns certos, e quem não está certo está obrigatoriamente errado?...

Abraço


De Pedro a 25 de Maio de 2011 às 14:53
Aos "treinadores de bancadas"*,

Se querem discutir ideias façam-no, mas usem um português objectivo e sem nuances de azia. A forma como escrevem mostra o esforço que fazem para convencer o autor o quanto vocês estão certos. Se vão discutir, sejam imparciais na literacia.
Ah! E não sejam contraditórios, se aprenderam algo do que aqui tem sido escrito é que o futebol é demasiado imprevisível para que se façam prognósticos de jogadores e equipas, pois podem perder rapidamente credibilidade.
Não vejam este comentário como uma ofensa a ninguém, e se realmente estão convencidos que apenas praticam, neste espaço, o dialogo saudável então ponderem no que escrevi e continuem a conversar.

Não me vou alongar em troca de comentários porque a vida é muito mais importante do que o futebol.

* Expressão futebolistica que caracteriza as pessoas que comentam futebol sem estarem directamente ligadas a prática (sem sentido prejurativo).


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