Quinta-feira, 12 de Maio de 2011

O quinto titulo em sete temporadas confirma o FC Barcelona como o grande dominador do futebol espanhol contemporâneo. Mas o terceiro triunfo do Pep Team tem um simbolismo especial. Por ser a primeira vez que um técnico ganha três titulos consecutivos no clube blaugrana desde a sua nomeação. Mas, sobretudo, porque esta equipa está só a um titulo de emular o feito histórico de um tal Johan Cruyff. A história tratará de definir tudo o resto...

 

 

Foi Julio César quem lançou ao mundo o seu “vini, vidi, vici” e a frase encaixaria perfeitamente no espirito de Josep Guardiola.

Mas o técnico catalão não conheceu a glória já na meia idade, ele é um precoce em tudo e os seus triunfos como treinador relembram mais o descaro de Alexandre ao calculismo de César. Na noite em que um empate bastava (e com dois jogos ainda por disputar), Guardiola parecia tão nervoso na linha de fundo como o jovem macedónio na linha da frente de Gaugamela. A sua terceira grande vitória sobre o exército persa foi talvez a mais brilhante manobra militar da antiguidade clássica. A terceira liga de Josep Guardiola não foi certamente a mais espectacular das que venceu de forma consecutiva. Mas foi a mais pletórica. E indiscutida.

Se Pellegrini obrigou os culés a sofrer até ao último dia (Juande Ramos capitulou antes, ferido de morte pelos 2-6), este ano o Real Madrid pagou o preço de jogar em toda a linha e atirou as armas ao chão antes da noite cair. As duas derrotas em casa – precisamente aquilo que ninguém imaginava de uma equipa orientada por José Mourinho – deram esse colchão pontual que permitiu a festa a meio da semana em Canaletas e a consagração histórica de um projecto de continuidade com um toque de classe própria e individual. Esta versão 3.0 do Pep Team é menos espectacular que a original e mais eficaz que a segunda parte desta trilogia exitosa. Guardiola abdicou da figura do ponta-de-lança (móvel com Etoo, estático com Ibrahimovic) e deu liberdade a Messi para emular o papel de Hidgekuti na Hungria dos anos 50, basculando por todo o campo, deixando um imenso vácuo na marcação defensiva e soltando o jogo dos interiores Iniesta e Xavi. Esse detalhe técnico, por si só, foi fundamental para fazer a diferença. No duelo directo contra o Real Madrid e nos jogos com os pequenos onde, efectivamente, se ganhou La Liga.

 

Se o Barcelona é tricampeão nacional deve-o sobretudo a esses jogos.

Porque o Madrid, salvo a copiosa derrota no Camp Nou, não fraquejou e bateu de forma clara todas as equipas entre o 3º e 8º posto. Mas o seu estilo de jogo, apostando na velocidade, no contra-golpe e nas transições rápidas, esbarrou sempre com os conjuntos modestos que não concediam os mesmos espaços dos conjuntos do topo da tabela. Contra Almeria, Levante, Zaragoza, Gijon, Osasuna, Deportivo e Mallorca perderam-se pontos imperdiveis. Pontos que o Barcelona não deixou cair, salvo pontualissimas excepções, porque encontrou no posicionamento de Messi uma forma de criar ainda mais desiquilibrios nessas defesas recuadas e profundamente sólidas. Os números espantosos do argentino resultam, em parte, dessa liberdade dada por Pep que beneficiou ainda o jogo de Iniesta e Xavi, sacrificando de certa forma o apetite goleador de Villa e Pedro, encostados às linhas laterais, cobaias para a defesa marcar com os olhos. Messi foi o eixo central do jogo blaugrana e soube sempre responder, ora com golos ora com assistências, mas a sua mutação táctica retirou também certa espectacularidade ao jogo da equipa culé. O ritmo frenético e dinamico de associação de 2009, com Messi e Henry no apoio directo a Etoo, com essas tabelas intermináveis, perdeu gás com o jogo de Ibrahimovic, como pivot central do carroussell ofensivo. Sem referência no ataque a bola circular mais perto da linha central do campo e menos junto à área. Mas os espaços aumentaram e com um conjunto de jogadores técnicos, velozes e audazes, o ratio de eficácia subiu claramente. Este Barça foi, sobretudo, uma equipa de poucos erros. Melhorou os seus registos defensivos, com Valdés num ano brilhante e Pique consolidado como um dos grandes centrais do futebol moderno, aguentando as ausências longas de Puyol e Abidal com estoicidade. E melhorou ainda os registos goleadores apesar da bola ter rolado mais na comodidade de Busquets, Xavi e Iniesta do que entre o trio da frente, mais solicito fisicamente e menos envolvido no jogo de criação. Pep regressou ao conceito básico de transição de Johan Cruyff e recuperou a velocidade nas transições como arma nuclear. Valdés e Pique a lançar os ataques, Pedro e Villa em constante sprint na borda do fora de jogo e Messi, qual Romário, um diabo à solta em campo. Recuperando alguns dos conceitos do Dream Team permitiu também ao Pep Team aproximar-se em titulos do histórico conjunto. Cruyff foi o pioneiro e isso será sempre impossível de reeditar, mas a classe de jogo dos homens de Guardiola há muito que é superior. Sem esquecer que, dos quatro triunfos consecutivos, apenas um foi claro. Os restantes três foram obras desse acaso que ás vezes sopra sempre para o mesmo lado. Não me perguntem porquê.

 

 

Num ano em que o duopólio se tornou ainda mais gritante, o futebol espanhol voltou a encomendar-se ao Barcelona para vender o producto made in Spain. Mas começa a haver um certo desencanto com a mutação de Guardiola. As atitudes dos jogadores, o elevado volume de passes em terra de ninguém, mais cauteloso e, ao mesmo tempo, cinico, e o próprio discurso da entidade criam, semana após semana, anti-corpos impensáveis à volta do merecido triunfo blaugrana. Mais do que emular o feito do seu mentor, Guardiola prepara-se talvez para o que será o seu ultimo ano em Can Barça com o desafio de recuperar parte da magia perdida sem abdicar dos altissimos niveis de qualidade e eficácia que o seu terceiro projecto lhe permite conseguir. Nascido para fazer história, Pep Guardiola e o seu FC Barcelona já são mitos por direito próprio.



Miguel Lourenço Pereira às 10:40 | link do post | comentar

10 comentários:
De NB a 12 de Maio de 2011 às 12:58
Bom texto de uma forma geral, mas não concordo com algumas coisas. Este Barcelona foi o melhor de sempre e explico porquê. Porque melhorou como sempre.
Este Barcelona de Pep aguardava o "melhor do Mundo", a juntar a elementos chave que "o melhor do Mundo" escolheu (Khedira, Di Maria, Carvalho, Ozil, Adebayor, Canales,etc, etc), e mesmo assim foi pouco, muito pouco, porque como diz (e bem) Pelegrinni só sucumbiu no último dia com menos. Que explicação encontra para isso ?? Que o problema foi (o anormal perder em casa vezes, aliás coisa que não acontecia à 9 anos???? ao "melhor do Mundo").

Diz também que o Barcelona melhorou os seus registos defensivos ? Porquê e como ? o Barcelona do ano passado consentiu 24 golos e este ano vai em 20 ?? Qual é essa diferença partindo do princípio que está mesmo a falar em registo numérico.

Diz também isto.
"Os números espantosos do argentino resultam, em parte, dessa liberdade dada por Pep que beneficiou ainda o jogo de Iniesta e Xavi, sacrificando de certa forma o apetite goleador de Villa e Pedro, encostados às linhas laterais, cobaias para a defesa marcar com os olhos."

O Villa tem praticamente os mesmos golos da época passada e o Pedro foi importantissimo a marcas em todas as competições batendo mesmo um record do clube.

Depois a parte final não a consigo compreender de todo, nenhuma das frase como acaba o artigo.

"...Guardiola prepara-se talvez para o que será o seu ultimo ano em Can Barça com o desafio de recuperar parte da magia perdida...."

Mas qual magia perdeu ? A de ter ganho ao "Special One" de forma tão clara e inequívoca ?

P.S: Se calhar já era tempo era de tentar arranjar um adjectivo mais certo para estes 2 Srs Treinadores.. e não falo nem em cedência de um para o outro, porque a isso nem tem sentido discutir, porque por sim mesmo eles 2 têm um "abismo" entre eles.



De Miguel Lourenço Pereira a 12 de Maio de 2011 às 14:12
NB,

Confesso que tenho sempre problemas em explicar artigos a quem se posiciona de forma tão clara num dos lados da barricada (e como dizia o outro "não havia necessidade") que acaba por confundir alhos com bugalhos.

No artigo tentei analisar a vitória do Barça nesta liga e o pouqissimo espaço que dediquei a Real Madrid não podia ter sido mais claro. O conjunto merengue falhou nos jogos contra os pequenos e piorou os seus registos em casa, algo impensável com Mourinho como técnico. De que forma tentei explicar no artigo que mais em baixo pode encontrar, em forma de link, no site EuroFootballZone. Trata-se, essencialmente, um problema de estrutura do onze de Mourinho que precisa de espaços, espaços que a maioria das pequenas equipas não está disposta a dar. Além do mais, o RM, pela primeira vez em 9 anos, esteve vivo nas 3 provas até ao fim (ganhou uma) e não teve, claramente, a mesma disposição fisica e mental em ambas (no inicio apostou forte na CL, melhor registo fase de grupos) em Janeiro dedicou-se à Taça (e perdeu pontos importantes na Liga) e abdicou do duelo ligueiro com o Barça para preparar-se, emocionalmente, para a final da Taça. Isso nem Pellegrini, nem Ramos lograram tendo mais disponibilidade fisica e mental para lutar na Liga até ao fim!

Quanto ao Barcelona propriamente, responde-lhe sucintamente a cada dúvida:

- O Barça concedeu menos 4 golos que na época passada com uma defesa bem diferente da de 2010, em que Puyol e Abidal estiveram largos meses fora de combate tendo jogado muitas vezes com Mascherano, Busquets, Fontas e Milito, em péssima forma, sem que isso significasse perda de eficácia.

- O Villa é um avançado completo mas sempre, onde jogou, funcionou como o protagonista do ataque. Neste Barça é um importante actor secundário e muitas vezes é forçado a jogar longe da área para benificiar o jogo de espaços dos interiores. Na máquina de fazer golos que é o Barça os seus números são inferiores aos de Etoo e num nivel parecido aos de Zlatan, quando se podia pensar que a sua chegada significasse um aumento da sua eficácia goleadora que no aproveitamente entre golos e remate é a pior da sua carreira. Pedro é um joker eficaz mas este ano perdeu muito protagonismo, estagnou até, tendo passado vários meses sem marcar, assistir e deslumbrar. Não foi um passo atrás mas um respiro no seu crescimento espantoso.

- A "magia" é, precisamente a "magia" do Barça inaugural de Guardiola, um espirito mais fluido, menos cinico e, quiça, mais espectacular, que ano após ano se foi perdendo, burocratizando até se tornar, de certa forma, imensamente previsivel apesar de imparável, de todas as formas. Ver um jogo do Barça de 2009, 2010 e 2011 é ver os mesmos rostos mas, em cada ano, equipas bem distintas apesar do que possa aparentar à superficie.

PS: Entre Guardiola e Mourinho, dois dos melhores treinadores da actualidade, não vejo nenhum abismo. Vejo duas estruturas desportivas abismalmente construidas, duas filosofias diametralmente opostas, dois caracteres dispares e duas trajectórias impressionantes. Nestas coisas, como em tudo, a história acaba sempre por colocar cada um no seu lugar.

um abraço



De Anónimo a 12 de Maio de 2011 às 18:19
Boas tardes Miguel

Retribuo desde já o abraço que me enviou, e digo desde já gostar da elevação do seu discurso, mas mesmo assim volto a não concordar. A discussão salutar e correcta é objectivo meu e seu como sempre. Assim sendo vamos ao que mais uma vez não concordo e as minhas dúvidas.

Sou um confesso apaixonado do futebol, mas tão somente isso, e que o meu nível de conhecimento empírico factual/ história etc não é o mesmo que o seu, nem o tenta ser.

"Confesso que tenho sempre problemas em explicar artigos a quem se posiciona de forma tão clara num dos lados da barricada (e como dizia o outro "não havia necessidade") que acaba por confundir alhos com bugalhos."

Onde é que no meu 1º post conseguiu descobrir o meu lado da "barricada"?
Não pode associar (talvez) que o meu lado da "barricada" possa ser um "ferversoso" defensor de José Mourinho e estar desapontado com o mesmo ?
Onde é que falo de alguma preferência em relação a Pep ou ao Barcelona?
Disse factos soltos e apenas isso. Não manifestei preferências. Mas vamos às minhas dúvidas que tenho e contribuir para o que o Sr. dê a sua opinião para continuarmos com o realmente interessa: Falar de Futebol! :)

Diz assim:
"O conjunto merengue falhou nos jogos contra os pequenos e piorou os seus registos em casa, algo impensável com Mourinho como técnico......

......

Trata-se, essencialmente, um problema de estrutura do onze de Mourinho que precisa de espaços, espaços que a maioria das pequenas equipas não está disposta a dar. "


Acha que posso dizer isto e tentar perceber no que escreveu neste contexto:

Minha interpretação para a ideia:
José Mourinho falhou contra as equipas pequenas ao não conseguir estruturar a equipa a criar espaços porque estas se fecham bem. Isto traduziu-se num perder de pontos em casa nada normal para o Real Madrid em casa.

Foi isto ??

Diz isto:

"Além do mais, o RM, pela primeira vez em 9 anos, esteve vivo nas 3 provas até ao fim (ganhou uma) e não teve, claramente, a mesma disposição fisica e mental em ambas (no inicio apostou forte na CL, melhor registo fase de grupos) em Janeiro dedicou-se à Taça (e perdeu pontos importantes na Liga) e abdicou do duelo ligueiro com o Barça para preparar-se, emocionalmente, para a final da Taça. Isso nem Pellegrini, nem Ramos lograram tendo mais disponibilidade fisica e mental para lutar na Liga até ao fim!"

Perguntas que faço para tirar ilações mais à frente do da sua opinião:

José Mourinho preparou mal a equipa fisicamente e mentalmente ?
Não teve plantel para ficar "vivo" mais tempo nas 3?
Como percebeu que não ganhava o campeonato ao Barcelona tentou salvar a época com o mal menor de ganhar um troféu ?
Escolheu mal os timmings das provas e decidiu consoante o que ia tendo como resultados ?
Pelegrinni ao chegar à disputa do título até ao fim, teve algum mérito acrescido a isto, ou foram as saidas prematuras das outras competições que o permitiram ?


Diz isto:
"O Barça concedeu menos 4 golos que na época passada com uma defesa bem diferente da de 2010, em que Puyol e Abidal estiveram largos meses fora de combate tendo jogado muitas vezes com Mascherano, Busquets, Fontas e Milito, em péssima forma, sem que isso significasse perda de eficácia. "

Não podemos fazer ainda esse diferencial porque ainda faltam 2 jornadas. Só o referi porque são números muito próximos e dava ideia no post original que tinha sido uma mudança significativa quando o escreveu.
Em relação a isso só tenho uma coisa a dizer.
O Barcelona independentemente dos nomes ou adaptações que tenha que fazer não se ressente porque os jogadores mudam de sitio/posições/nomes mas apenas isso mesmo, porque jogar bem e ter boas opções é comum a qualquer um deles. Esse é o culto do Guardiola.
Não é por Pepes e Diarras a tentar derrubar tudo o que mexe! (Essa não é a cultura do Mourinho que para muita pena minha foi e tem sido .. mas isso dava pano para mangas !! :)).


(Continua...)


De NB a 12 de Maio de 2011 às 18:38
(Peço desculpa pelo anónimo do post acima)

(Continuação)

Diz isto:
"O Villa é um avançado completo mas sempre, onde jogou, funcionou como o protagonista do ataque. Neste Barça é um importante actor secundário e muitas vezes é forçado a jogar longe da área para benificiar o jogo de espaços dos interiores. Na máquina de fazer golos que é o Barça os seus números são inferiores aos de Etoo e num nivel parecido aos de Zlatan, quando se podia pensar que a sua chegada significasse um aumento da sua eficácia goleadora que no aproveitamente entre golos e remate é a pior da sua carreira. Pedro é um joker eficaz mas este ano perdeu muito protagonismo, estagnou até, tendo passado vários meses sem marcar, assistir e deslumbrar. Não foi um passo atrás mas um respiro no seu crescimento espantoso."

Se me permitir vou fazer ao longo desta continuação com um discurso mais "jucoso" mas não me inteprete mal porque não é para agredi-lo de nenhuma forma intelectual, mas sim de brincar um bocado com a coisa!
(Nota: Volto a frisar que o tenho em alta-estima nas suas palavras que leio por este blogue )

Concordo com os elogios ao Villa mas não entendo essa de um "importante actor secundário". Isto tenta dizer o quê ?? Que se lembram de eles às vezes e quando não precisam dele metem-no na ala para não atrapalhar ??
Metem-no de castigo para o Messi ter mais espaço ?
Qual é o problema disto mesmo concordando a 100% com esse paráfrago? O Barcelona marcou menos golos? Foi menos ofensivo ? Tirou protagonismo ao Villa e agora ele vale menos dinheiro e tá chateado ? Tá a baixar o Ego dele ?

Àparte das minha brincadeiras, a essência é que não me parece que seja um factor negativo muito antes pelo contrário.

Diz isto:
"A "magia" é, precisamente a "magia" do Barça inaugural de Guardiola, um espirito mais fluido, menos cinico e, quiça, mais espectacular, que ano após ano se foi perdendo, burocratizando até se tornar, de certa forma, imensamente previsivel apesar de imparável, de todas as formas. Ver um jogo do Barça de 2009, 2010 e 2011 é ver os mesmos rostos mas, em cada ano, equipas bem distintas apesar do que possa aparentar à superficie. "

Este não tem discussão possível. O Sr. acha isso e respeito, mas o que lhe posso dizer é que eu gostei mais do deste ano. Podemos falar de estética etc etc etc.. de fluidez, mas isso não vai levar a lado nenhum pelo que já li neste blogue. Eu gosto de amarelo e o Sr se calhar acha a pior das cores...e gosta doutra qualquer.

Mas aceito sem qualquer reserva a sua opinião com total compreensão.

Agora o meu PS:
São os 2 maiores treinadores da actualidade. Exagerei na palavra abismo e o que queria era mesmo dizer era isto. Acho que se está a criar um fosso entre os 2, porque Mourinho está a regredir todos e Pep evolui todos os anos.

PS2: Agora sim vou dizer sem rodeios, o Barcelona é a melhor equipa que já vi jogar (todos os anos melhor) e Pep o melhor treinador do mundo.


De NB a 12 de Maio de 2011 às 18:43
Esqueci-me mandar um Abraço para si !!



De Miguel Lourenço Pereira a 12 de Maio de 2011 às 20:55
E outro grande abraço também!


De Miguel Lourenço Pereira a 12 de Maio de 2011 às 20:55
NB,

O Villa é um grande avançado que deixou de jogar a avançado, para por as coisas de forma mais "jucosa" mas verdadeira. Obviamente que para Guardiola o protagonismo individual está reservado para Messi. Apostou sempre nele com uma confiança cega quando abdicou de Dinho, Etoo e Ibrahimovic. E com Villa passa o mesmo e não é por acaso que em Espanha ainda há quem diga, e com alguma razão, que Villa não está totalmente cómodo com a sua labor táctica neste esquema já que, ao contrário de Pedro, um extremo natural, ele sente-se melhor no meio.

O Barça marcou menos golos este ano e teve menos presença de área, o que não significa que não tenha sido uma equipa muito ofensiva. Mas preferiu os canais centrais com Messi a recuar, ás vezes em excesso, e isso prejudicou o jogo dos dianteiros/extremos, a nivel individual.

Quanto ao estilo, naturalmente, neste e em qualquer blog, cada qual tem a sua opinião e como dizes bem, para opiniões há as cores. Pessoalmente não vi nenhuma equipa com a alegria do Pep Team 1.0 e sinto que esta versão 3.0 é algo mais cinica e burocrática, mas não impede que no futuro, olhando para trás, não mude de posição.

PS: Entre Mourinho e Pep eu nunca escolho, desfruto. Mas há Ferguson, que todos esquecem, e Wenger, e Lippi, e Hiddink, e outros treinadores de top que com as estruturas e condições que Pep e Mou têm agora se calhar faziam algo similar. Nunca o saberemos, o futebol fala muitas linguagens.

PS2: Já o tinha entendido e respeito por completo, mais faltava. Não gosto de dizer quem é melhor e pior porque tudo tem o seu contexto. No contexto contemporâneo está claro que este Barça está uns furos acima apesar de considerar que Mourinho é mais polifacético do que Pep, apesar do planteamento mal escolhido nos jogos da CL. Mas há tantas equipas que não acredito que exista essa superiordade olhando para trás.

um abraço


De Miguel Lourenço Pereira a 12 de Maio de 2011 às 20:47
NB,

É sempre bem vindo como qualquer debate sobre Futebol ;-)

Quanto ás perguntas que levanta (e aqui não tenho mais conhecimento técnico-táctico do que ninguém, atenção) aqui ficam algumas ideias:

1) Exactamente, Mourinho é um treinador que prefere o espaço á bola e quando tem espaços as suas equipas são letais. Sem eles têm mais problemas em resolver os jogos. Foi assim desde o FC Porto, foi assim que o Inter eliminou o Barça e bateu o Bayern. No RM o jogo de transição em 4 toques (Alonso/Marcelo, Ozil e depois o marcador) precisa desse espaço. Quando as equipas pequenas chegam ao Bernabeu e colocam o "autocarro", esse espaço desaparece e obriga a um plano B. Obriga a ter a bola, pensar o jogo, mudar o ritmo, bascular e procurar espaços. E o plantel do RM não é como o do Barça, com essas caracteristicas e por isso atraganta-se mais contra esses adversarios do que contra o Sevilla, Valencia ou Villareal que, pelo seu estilo, deixam sempre muito espaço livre atrás.

2) A equipa fisicamente está bem agora mas em Janeiro não aguentou o esforço da Copa del Rey. É um plantel não muito largo, que sofreu lesões importantes e mentalmente não habituado á alta competição em provas a eliminar. Mourinho trabalhou muito esse aspecto e funcionou-lhe mas passou factura nas provas a eliminar. O mesmo tinha sucedido já em Itália com o Inter que tem jogadores mentalmente muito mais fortes que os do RM.

Acho que, como dizes bem, Mou sabia que tinha mais oções em provas a eliminar e colocou aí as suas fichas. Saiu-lhe razoavelmente bem mas como o Barça estava tão debil no final da época se calhar não foi a aposta certa.

Quanto a Pellegrini, naturalmente que sem desgaste fisico desde Fevereiro e com um jogo mais pausado, teve possibilidades de lutar até ao fim pelo titulo sem que, no entanto, alguma vez tivesse dado a sensação de que podia ganhar!

um abraço


De Cleber Mayo a 12 de Maio de 2011 às 20:17
Ó pá!

Querido patrício!

Estou aqui do outro lado do oceano em terras brasilis e procurando fotos e comparações do Dream Team e do Pep Team, encontrei o seu blog.

Gostei muito da sua linha de raciocínio e ponto de vista!
Parabéns pelos artigos!

Forte abraço de além-mar
Cleber


De Miguel Lourenço Pereira a 12 de Maio de 2011 às 20:48
Cleber,

Deste lado do atlântico um forte abraço que hoje a internet não se deixa apanhar por lagos gigantes ;-)

Sempre bem vindo!


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