Segunda-feira, 4 de Abril de 2011

muito que as trevas tomaram conta do futebol português. A falta de civismo, de fair-play, de exercício democrático por parte de dirigentes, técnicos, jogadores, comentadores e adeptos "argentinizou" ao extremo o futebol em Portugal. A situação chegou a tamanhos extremos que a vitória de um campeonato de um clube invicto passou a segundo plano porque, uma vez mais, o mau perder habitual do dirigente português estraga qualquer celebração meritória. Culpas para todos no cartório numa noite histórica, a titulo desportivo. O SL Benfica falhou na época passada confirmar o titulo no campo do rival. Nesse jogo começou a desenhar-se o FC Porto campeão em 2011. Que não tremeu no terreno do rival e fechou, com chave de ouro, o seu 25 campeonato. A luz durou 90 minutos. Os novos campeões trataram simbolicamente de a apagar. O resto é pura pequenez moral.

 

 

 

Há 71 anos que o FC Porto não vencia um campeonato, matematicamente, no terreno do eterno rival.

Um feito pouco habitual no futebol português. Houve jogos que decidiram títulos mas quase nunca sem as matemáticas do seu lado. Tanto encarnados como azuis e brancos sabiam de antemão o desfecho desta época. Uns queriam antecipar a festa, outros atrasá-la o máximo de tempo possível. Era uma questão de honra e de orgulho, não de matemática. Uma premissa que se tinha vivido na época transacta. Então a "máquina de matar" de Jorge Jesus chegou ao Dragão com a ambição de fazer história. Foi derrotado em toda a linha e teve de sofrer até aos instantes finais do último jogo para confirmar um titulo que a imprensa (e o próprio técnico encarnado) tinham anunciado com meses de antecipação. Desta vez o cenário não se repetiu. O FC Porto de André Villas-Boas nunca necessitou do consenso popular e dos meios de comunicação social para explicar, no tapete verde, a sua imensa superioridade na época corrente. Dezasseis pontos de avanço sobre o segundo classificado, a cinco jogos do fim, explicam bem a dimensão do 25º titulo azul e branco. A invencibilidade (dois empates, tudo o resto triunfos), é uma curiosidade estatística mas também demonstra a autoridade com que os dragões entram em campo. Na Luz repetiu-se o cenário.

O FC Porto foi sempre a equipa menos nervosa, aquela que tinha a faca e o queijo na mão. Agradeceu a Roberto a inestimável ajuda, uma constante na época, soube sofrer com o golo do empate e com um jogador a menos durante boa parte do segundo tempo e matou o jogo de forma cirúrgica. Podia até ter ampliado a vantagem em vários lances de contragolpe. Podia também ter sofrido o golo do empate, quando o Benfica, à desesperada, como tem sucedido demasiadas vezes este ano (com o evidente desgaste físico e mental acumulado) tentou o tudo por tudo. Jesus não teve argumentos tácticos - como sucedeu na excelente vitória nas meias-finais da Taça de Portugal no campo do rival - nem paciência para sofrer. Podia-lhe mais o orgulho de não cair diante dos seus. Os adeptos não souberam empurrar a equipa - à distância de muitos quilómetros, ouviam-se mais os gritos de raiva dos adeptos visitantes - e nem a constante violência do onze encarnado (quase todo amarelado, com direito a expulsão de Cardozo, que só jogou metade do encontro) serviu para estragar um espectáculo futebolístico. O FC Porto selou a sua superioridade desportiva depois de ter mostrado que era a equipa mais constante, mais organizada e mais preparada para o choque. No ano transacto o Benfica venceu metade dos jogos com os rivais directos (SC Braga e FC Porto). Este ano os novos campeões trataram de selar a sua superioridade ao bater Benfica e Braga nos dois encontros, sem deixar grandes margens para dúvidas. O titulo, desportivamente, não tem qualquer contestação.

 

 

 

Mas quando em Portugal se devia falar de futebol jogado - que não vive, propriamente, na abundância - tudo acaba por derivar para o futebol politizado, estragado pela postura de directivos e profissionais do disparate. A semana prévia ao Clássico tornou-se no microcosmos perfeito que define o futebol português actual. Houve proibições ilegais, anuências das autoridades competentes desrespeitando os seus próprios regulamentos. Houve apedrejamentos de parte a parte, incitação à violência, declarações de guerra pouco transparentes. Houve jogadores que entraram em campo sem dar a mão a 11 meninos que destas guerras ainda entendem, felizmente, muito pouco. Houve frangos, bolas de golfe, petardos e cargas policias. Houve dureza no relvado e falta de hombria nas declarações finais dos perdedores. E, acima de tudo, houve aquele gesto que define bem o portuguesismo contemporâneo, o chico-espertismo e o mal perder de um país que se tornou na América Latina do futebol europeu há muitos anos e que continua a mostrar à Europa, à Europa a que anseia pertencer de pleno direito, que vive num planeta à parte. Em primeiro lugar fica por explicar a atitude da Liga de Futebol Professional, que gera a competição Liga Sagres.

Depois de anos a adiar ao ano seguinte a entrega do troféu, em 2010 determinou-se, e com toda a lógica, a entrega do troféu de campeão no acto a quem de direito. Uma prática corrente em vários países europeus e que permitiu ao SL Benfica celebrar, diante dos seus, com toda a naturalidade o titulo do ano transacto. No entanto, sabendo da possibilidade matemática, concretizada, do FC Porto repetir o feito, não houve sequer uma referência das autoridades em repetir a mesma sábia postura um ano depois. Em Espanha e Inglaterra, quando uma equipa se sagra campeã, não se lhe entregam o troféu, como o rival tem de fazer o chamado "pasillo", por onde os campeões desfilam vitoriosos. Uma prática de fair-play que em Portugal se torna cada vez mais, inimaginável. Não só a Liga permitiu a não entrega das faixas no dia adequado como deixou passar em branco o súbito apagão, e o despertar "imprevisto" dos aspersores de água à la Camp Nou, que ensombreceu mais a alma torturada do adepto benfiquista, forçado a contemplar um feito histórico no seu recinto, do que a festa azul e branca. O acto, insignificante à priori, porque os festejos naturalmente continuaram na Luz e noite fora, por todo o país, diz muito dos dirigentes encarnados, os principais responsáveis pela escalada de violência verbal e física em que vive o futebol português nos últimos anos. Uma realidade indesmentível e que esconde uma outra, desportiva, que não deixa mentir. Nas últimas 15 épocas o clube encarnado venceu a prova por duas vezes, tantas como o Sporting e uma mais que o Boavista. As restantes 10, já se sabe onde foram parar.

 

 

 

A cultura de sobrevivência do FC Porto voltou a vir ao de cima. Desde 2002 que os azuis e brancos não passam mais de um ano sem saborear o titulo de campeão. Estão a sete dos espantosos 32 troféus ganhos pelo Benfica com a adenda de que, nos últimos 30 anos,  mais de metade dos troféus foram parar à Invicta. Como apontou André Villas-Boas, um dos artesões deste regresso dos dragões ao topo da Liga Sagres, esse é um facto cultural e social indesmentível pelos números. O resto, as notas artísticas, as vitórias épicas, a superioridade moral e o discurso da suspeita, no final de contas, e no tapete verde, à vista de todos, onde o resultado final se decide, conta muito pouco. O espectáculo chegou ao fim, o último a sair apague a luz por favor!



Miguel Lourenço Pereira às 08:30 | link do post | comentar

17 comentários:
De Anónimo a 4 de Abril de 2011 às 13:28
Cardinal, jogador de Futsal do Sporting, acompanha Super Dragões no Estádio da Luz - vídeo

http://www.conversasdabola.com/2011/04/cardinal-jogador-de-futsal-do-sporting.html


--


De Anónimo a 4 de Abril de 2011 às 16:10
Gosto muito deste blog, keep up the good work ;)

No entanto tenho um reparo a fazer: só é de lamentar que se encontrem ligeiros erros gramaticais/ortográficos um pouco por todos os textos. Mentiria se dissesse que estraga todo texto (que normalmente aborda sempre temas interessantes e bons pensamentos), mas é facilmente evitável nos dias de hoje, com correctores ortográficos por todo o lado.


De Miguel Lourenço Pereira a 4 de Abril de 2011 às 16:14
Caro Anónimo,

Obrigado pelas simpáticas palavras. Relativamente ao que aponta tem toda a razão e a maioria das vezes prende-se com a pura necessidade de escrever e publicar com alguma rapidez por questões de tempo e logistica que impedem uma releitura que deveria ser obrigatória.

Tentarei melhorar sempre!

um abraço


De Ricardo a 4 de Abril de 2011 às 16:13
o FC Porto deu um banho de bola ao Benfica e tiveram imensa sorte de o Falcão o Guarín e o C.Rodriguez não terem a pontaria afinada. A arbitragem foi tendenciosa, mas mesmo assim provamos ser muito superiores ao Benfica até à expulsão injusta do Otamendi .
Ontem vimos o clube paladino da verdade desportiva e do fair-play deixar cair a máscara. Assistimos a um rol de acontecimentos que mais uma vez envergonharam o futebol português quer a nível nacional quer a nível internacional.
FC PORTO CAMPEÃO 2010/11


De Miguel Lourenço Pereira a 4 de Abril de 2011 às 16:16
A falta de fair-play dos encarnados foi o facto mais triste da noite, algo que, no entanto, era expectável face ao ambiente criado. Desportivamente este ano não teve a mesma polémica que a liga passada e no entanto os ecos da comunicação social e dos opinion-makers continuam a ecoar uma realidade que não existe.

O FC Porto foi superior ontem como foi durante toda a época na prova nacional e na Europe League. Na Taça o Benfica fez o trabalho de casa e foi melhor no Dragão. Ainda está vivo em três provas, por isso este ambiente derrotista e sem saber como lidar com as derrotas não parece próprio de quem tem tanto por ganhar.

um abraço


De DC a 4 de Abril de 2011 às 16:54
O Porto foi o justíssimo campeão! Foi também superior neste jogo e só não foi mais devido à infeliz arbitragem.
E era um pouco nisso que me queria concentrar. Além da vergonha do apagão, pergunto-me como é possível este proteccionismo a jogadores que não são duros e viris, mas sim maldosos e bárbaros!
Como é possível um árbitro ver o pontapé brutal do Javi e não o expulsar? Como é possível dar amarelo ao Fucile por uma simulação clara do Jara a 2 metros dele? Como é possível o Coentrão ter 2 ou 3 entradas claras para 2º amarelo e continuar em campo? Como é possível que em praticamente todos os jogos o Cardozo ande de cotovelo em riste e nada se faça?
É que se fosse uma vez isolada, mas este proteccionismo é habitual! Depois na Europa ressentem-se, acham estranho terem jogadores expulsos, que se marquem faltas contra.
Está na hora de acabar com esta vergonha!


De Miguel Lourenço Pereira a 5 de Abril de 2011 às 08:23
O Benfica é uma equipa que joga no limite.

Limite fisico, um jogo muito duro e extremamente violento em horas de desespero, limite de jogo, numa velocidade que não para e arranca e qe acaba por gastar as pilhas rapidamente. E no limite emocional que transforma qualquer derrota num drama e qualquer vitória numa epopeia. Esse comportamento é um verdadeiro hara-kiri, especialmente fora de um campeonato macio e controlado desde fora como é o portugues. Na Europa o bom futebol prevalece quase sempre e essas atitudes nao passam em claro. A equipa está ainda a disputar um titulo europeu mas falhou o seu grande objectivo porque nao entendeu que a mudança de ritmo na CL é fundamental. Nem que a agressividade e violencia de muitos dos seus jogadores é vista com outros olhos pelos arbitros dos palcos europeus (que provavelmente se comportam nos seus paises de igual forma com outros clubes, é assim).

O Benfica tem de aprender do FCP, essencialmente, a saber estar em diferentes espaços. O FCP mais aguerrido do futebol nacional nunca se apresenta nos palcos europeus e por isso é fácil ver a facilidade com que tem tido sucesso nos palcos europeus nas últimas décadas comparativamente com as performances do eterno rival.

um abraço


De Pedro Serra a 4 de Abril de 2011 às 23:43
No que respeita à "guerra" travada fora do relvado, escreveste que os dirigentes do Benfica são "os principais responsáveis pela escalada de violência verbal e física em que vive o futebol português nos últimos anos". No entanto, os benfiquistas atiram a responsabilidade para o outro lado, quer para os Super Dragões quer para o "Diabo" Jorge Nuno (com declarações infelizes aquando da agressão a Rui Gomes da Silva). Toda a gente coloca a culpa no adversário, mas a verdade é que os dirigentes dos dois clubes estão quites há muito tempo.


De Miguel Lourenço Pereira a 5 de Abril de 2011 às 08:20
Pedro,

Como sabes melhor do que ninguém a escalada de confronto verbal (e fisico até) começou no final dos anos 70 quando o FCP de JNPC e JMP entrou de rompante no establishment futebolistico pré-25 de Abril com um discurso belicoso que se adaptava bem à época e que se tornou num dos pilares do renascido FCP. Desde então, salvo os momentos mais quentes da viragem dos anos 90 (do "lisboa a arder", da retrete do estádio, das visitas a Chaves, Algarve e Lisboa) que a situação se normalizou. JNPC continua a ter o seu discurso mas houve uma transição a nivel de potentado e de comportamento dos adeptos, mesmo com mandatos de dirigentes populistas como Sousa Cintra ou Vale e Azevedo.

Desde há 6 anos para cá que a situaçao se começa a tornar insustentavel. As gravaçoes divulgadas na net, de uns e de outros, o discurso de ódio que destila a nova direcçao encarnada (formada originalmente por dois portistas ferrenhos), o posicionamento da comunicaçao social e a proliferaçao de blogs de alas radicais de adeptos de um lado e de outro veio piorar o ambiente.

Hoje Portugal parece-se com o pior da Serie A com os insultos, as ameaças criminais, as queixinhas à UEFA, a agressividade nos terrenos de jogo (e aí o Benfica tornou-se no novo Real Madrid de Portugal, apupado quase em todo o lado quando antes era seguido fervorosamente) e essa mutação de comportamento não está na direcçao portista e na sua ala dura, que tem naturalmente culpa no cartório, porque estes sempre foram iguais a si mesmos. Está na atitude dos dirigentes e adeptos encarnados que querem responder na mesma moeda (ou pior) e transformam qualquer vitória do seu clube numa conquista épica e qualquer derrota num lodaçal moral que torna qualquer competiçao insustentavel.

um abraço


De Daniel Gonçalves a 5 de Abril de 2011 às 16:47
Excelente post e excelente análise, o FC Porto é um justo vencedor do campeonato nacional. O SLB, como o Miguel reconhece, é uma equipa que joga no limite, portanto daí resultam handicaps e desajustes que se reflectiram na prestação da Champions deste ano, já o Porto adapta-se melhor a diferentes cenários.
Sobre os "conflitos" de dirigentes, reconheço que nos finais dos anos 70 os dirigentes do Porto possuíam um discurso mais "truculento" mas legitimado e justificado pela realidade político/desportiva herdado do Estado Novo e que exigiam uma atitude "combativa" para tornar mais isento e imparcial o desporto português e para acabar com o - injusto - desfavorecimento que era dado ao FC Porto. Já actualmente, e desde Vale e Azevedo, é a direcção do SLB que adoptou uma atitude de guerrilha e de calúnia que levou o clima desportivo nacional para situações a roçar o ódio e a intolerância, que se traduzem em atitudes indignas, incentivando nos benfiquistas uma mentalidade digna de casos patológicos ou neuroses, típicas de serem casos a estudar pelos psicólogos/psicanalistas.

Parabéns pelo blog e pelas análises, este é um blog, a par do Reflexão Portista, que eu consulto frequentemente.


De Miguel Lourenço Pereira a 5 de Abril de 2011 às 16:53
Olá Daniel,

Obrigado pelas visitas e pelas palavras.

O FC Porto tem um ADN que madurou ao longo de 30 anos no espaço europeu e que lhe dão um pedigree que suplanta muito o tamanho do próprio clube e da liga onde joga regularmente. Essa realidade permite-lhe mudar o chip de prova a prova algo que em Portugal ninguém soube fazer convenientemente. Nem o Benfica de Jesus, nem o Sporting do inicio da década, nem mesmo o Boavista ou Braga, por muito meritórias que tenham sido as suas melhores camapnhas.

O clima de guerrilha dos anos 70 e actual como indicas bem é totalmente distinto. À época seguia a propria mentalidade social pos-PREC e ajustava-se a uma realidade palpavel que a partir do final dos anos 80 deixou de fazer sentido. Hoje o FCP é o sistema porque é o clube mais titulado das últimas décadas e o discurso do contra-tudo e contra-todos perde sentido. Da mesma forma o Benfica tentou reciclar esse modelo mas sem uma base real por detrás parece uma "gaiola de loucos" onde a demagogia supera a racionalidade.

Um abraço


De Daniel Gonçalves a 5 de Abril de 2011 às 23:01
Miguel,

comentei o seu post sobre a Sampdória, mais um excelente post, deixei lá o meu comentário.

Abraço.


De Miguel Lourenço Pereira a 6 de Abril de 2011 às 08:24
Obrigado pelas visitas e pelo feedback Daniel ;-)

Um abraço


De Dylan a 12 de Abril de 2011 às 17:49
Proponho que, para quem recebe o Benfica à pedrada, com bolas de golfe, com galinhas e outros artefactos atirados para dentro do terreno de jogo, com a tentativa reincidente de humilhar e achincalhar o adversário e os seus símbolos - muitas vezes com a troca de comunicados fazendo menção ao talibanismo e ao nazismo, levando indirectamente à vandalização das Casas do clube - seja recebido com pompa e circunstância. Organize-se um convívio dentro do Estádio da Luz com a degustação das 7 Maravilhas Gastronómicas de Portugal, contrate-se o Coro de Santo Amaro de Oeiras para interpretar o hino do visitante, substituam a água dos aspersores por champanhe e larguem o fogo de artifício ao som da Pronúncia do Norte! Não, isto não é desportivismo, mas um apagão não pode fazer esquecer 30 anos de intimidação e ódio regional atiçado por alguém que não sabe estar na vida nem no futebol.


De Miguel Lourenço Pereira a 13 de Abril de 2011 às 08:15
Dylan,

A situação actual do futebol português não pode seguir mas o problema tem duas origens, não uma. O FC Porto criou um discurso belicista que se adaptava aos tempos e á realidade do futebol em Portugal há 30 anos mas muita coisa mudou desde aí e o "Lisboa a arder" hoje faz menos sentido do que nunca num clube que tem dominado o campeonato nacional de forma esmagadora, e no terreno de jogo.

No entanto, a verdade é que se pode pegar na sua primeira frase "Proponho que, para quem recebe o Benfica à pedrada, com bolas de golfe, com galinhas e outros artefactos atirados para dentro do terreno de jogo, com a tentativa reincidente de humilhar e achincalhar o adversário e os seus símbolos" e substituir o Benfica pelo Porto e a realidade é a mesma. O que se passa quando o Porto vai à Luz? A mesma triste situação causada por adeptos que não sabem estar e dirigentes que não sabem acalmar as águas, incitando muitas vezes os seus à violência e ao boicote.

Até os rostos que dirigem, de norte a sul, não mudarem, a situação seguirá igual, e isso é o mais lamentável porque sabemos que não sucederá nos tempos mais próximos!

um abraço


De Dylan a 13 de Abril de 2011 às 11:58
Caro Miguel,

Sabe bem que não é assim. Por isso mesmo, por "um clube que tem dominado o campeonato nacional de forma esmagadora, e no terreno de jogo", não tinha necessidade destas constantes afrontas. Ou tinha?...
Sabe bem que o Benfica não tem essa cultura belicista de constante arruaça e provocação. Houve uma pessoa agredida num restaurante do Porto e ainda foi apelidado de palhaço por um tipo que não tem vergonha na cara. Um clube que não convive bem com a grandiosidade do outro, por muito que ganhe ( e não, não sabe ganhar). Que se auto-proclama defensor do norte e nem sequer tem a maioria de adeptos nessa região. Veja-se as imagens das comemorações de adeptos portistas em Lisboa. Isso seria possível no Porto?!
O Benfica só quer que o deixem em paz.

Um abraço.


De Miguel Lourenço Pereira a 13 de Abril de 2011 às 12:48
Dylan,

Infelizmente, desde que a última direcção tomou posse parece que está a nascer uma nova cultura nos adeptos benfiquistas do confronto pelo confronto, da provocação pela provocação. Leio blogs portistas e benfiquistas e vejo essa realidade mudar de cor com uma facilidade assustadora. Andar por aí a desejar mortes de rivais não transmite propriamente a mensagem do "deixar em paz".

O FC Porto já não pode passar pela vitima real que era nos anos 70, hoje controla desportivamente o futebol porque soube ser melhor no terreno de jogo na maioria das ultimas 3 décadas. Por isso o discurso de guerra não lhes fica nada bem. Mas responder à letra também não.

O Benfica não tinha essa cultura mas está a mudar. Em 2004, quando foi campeão, na cidade do Porto, o meu carro foi atacado por dezenas de adeptos benfiquistas. Isso 10 anos antes teria sido muito dificil, hoje é muito provável. No Porto, em Lisboa...Há um choque cultural significativo entre duas entidades que representam realidades opostas e se o Porto historicamente nunca conviveu bem com a grandiosidade do Benfica a verdade é que estes também não souberam lidar com a passagem de testemunho de poder nacional. Aí está o problema, como sucede em Espanha, por exemplo.

um abraço


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