Quarta-feira, 9 de Junho de 2010

equipas que logram o feito de ficar para a história, para lá dos titulos. A Espanha de 2008 é uma dessas equipas. Agora, com um novo técnico e nova seiva a juntar-se aos consagrados campeões da Europa, La Roja tornou-se forçosamente na favorita de muitos. Tem um grupo inicial acessível, o que lhe pode permitir guardar balas para os jogos a doer. Nunca o titulo mundial fez tanto sentido para os espanhóis.

 

Como disse, e bem, Fernando Torres, todos os anos os espanhóis acreditavam ser superiores e favoritos. E todos os anos fracassavam. Era uma falsa crença que só eles partilhavam. Este ano é diferente. Este ano o Mundo está com a selecção espanhola.

Desde que Luis Aragonés enterrou a "Furia" e ergueu uma equipa de toque e rápidas movimentações triangulares, a Espanha tornou-se na inveja do Mundo. Uma equipa que bebe muito da filosofia do Barcelona (oito dos seus integrantes são jogadores do Barça) e que parece não ter pontos fracos. Dois dos melhores avançados do Mundo (Torres e Villa), extremos rápidos e desiquilibrantes (Navas, Mata e Pedro), um leque de guarda-redes de fazer inveja a qualquer selecção (Casillas, Reina e Valdés), vários centrais experientes (Ramos, Pique, Puyol, Marchena) e um meio-campo inimitável que arranca em Busquets e Xabi Alonso e acaba em Silva, Iniesta e Fabregas. No meio, Xavi, o patrão desta Espanha mágica e captivante.

Num grupo acessível a todos os niveis (o jogo mais dificil é o que fecha a primeira fase), os espanhois têm tudo para poupar gasolina para os jogos a doer. As eliminatórias antecipam-se como o grande duelo. Um país que há 60 anos que não passa dos Quartos de Final parece determinado a conquistar o único grande titulo que lhe falta.

 

A anos-luz da equipa espanhola, caberá a suiços e chilenos discutir o segundo posto de apuramento.

O Chile foi uma das agradáveis surpresas da fase de qualificação da América do Sul. A equipa orientada pelo argentino Marcelo Bielsa joga um futebol de ataque, atractivo e concentrado. Não dispõe de grande individualidades e a sua maior estrela, Humberto Suazo, foi convocado à condição. Certamente falhará os dois primeiros jogos, entregando o protagonismo da equipa a Alexis Sanchez e Claudio Bravo. Apostando num 4-3-3 enganador, o técnico chileno utilizará o rápido futebol dos laterais Isla e Jara para apoiar um meio-campo composto por Vidal, Sanchez e Fernandez. Será essa mecanica de transições a grande arma chilena para bater a precisão do relógio suiço.

A equipa orientada por Ottmar Hitzfield sofreu no passado Mundial a desdita de ser a primeira equipa a voltar a casa sem nunca ter perdido um jogo e sofrido um golo. Essa eficácia defensiva suiça voltará a ser posta à prova neste arranque de prova com o jogo inaugural com a Espanha. Serão no entanto os dois jogos seguintes a determinar o real valor do conjunto helvético. Senderos, Lichsteiner, Inler e Gelson Fernandes serão a chave do ferrolho. O ataque ficará a cargo de Barnetta, N´Kufo e Frei, um tridente que no último Europeu desiludiu, permitindo que os suiços ficassem pelo caminho antes do esperado. Uma geração jovem mas que deve aos seus conterrâneos uma desculpa do tamanho de um Mundial.  

 

É muito provavelmente uma das selecções mais débeis do torneio mas o mesmo se pensava dos hondurenhos em 1982 e já então a equipa centro-americana surpreendeu, inclusivé a própria Espanha. Um reencontro 28 anos que as Honduras querá transformar numa noite histórica, contando principalmente com o futebol vertical de Wilson Palacios Amado Guevarra, as duas figuras-chave desta formação. Os hondurenhos são uma das grandes incógnitas do torneio, principalmente porque a grande legião dos jogadores convocados actuam fora da Europa e longe dos principais radares. No entanto a boa época de Palacios em Londres pode ser a chava para abrir as portas de uma nova vaga de emigrantes.  

 

A Figura: Há poucos jogadores tão magnéticos como Xavi Hernandez. O médio do Barcelona, provavelmente o mais decisivo futebolista dos últimos anos, atrai a bola e os espaços e destroça-os com um movimento. Rei do último passe, pensador sublime, o médio do Barcelona parte para o que será provavelmente o seu último Mundial. MVP do Euro 2008, é a grande arma espanhola rumo ao título mundial.

 

O Duelo: O talento de Alexis Sanchez tem sido posto à prova na Serie A mas no Chile o jovem médio criativo é um idolo de massas e terá a responsabilidade de pegar na equipa na ausência de Suazo. Do outro lado, Gokhan Inler é uma das maiores promessas do futebol suiço. Um médio defensivo tremendo que ocupa o espaço e se agiganta nos grande momentos. Uma curiosidade? São os parceiros de meio-campo da Udinese. Um duelo entre amigos.

 

O Em Jogo aposta em: Espanha e Chile


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Miguel Lourenço Pereira às 09:18 | link do post | comentar

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Miguel Lourenço Pereira

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