Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Desde que completou a sua etapa no FC Porto que José Mourinho criou uma lei inquebrantável. Ao português ninguém lhe ganha nos dois primeiros anos num novo projecto. Ontem bastou um golo do "Principe" Milito, uma das três contratações-chave do português, para confirmar a regra. Mourinho não gosta de Itália, Itália não gosta de Mourinho, mas para a história ficará mais uma dobradinha que pode ter um toque de história.

Parecia uma viagem no tempo o final do desafio em Siena com os jogadores no relvado e Mourinho ausente. Lembrança de Gelsenkirchen 2004.

O técnico português voltou a mostrar. à sua maneira, que maneja como ninguém os timings. Na hora dos festejos deixou o palco à equipa italiana e ele, português e mal amado na "bota", saiu de cena. Prelúdio do que se esperará em Junho quando cumpra a sua missão. Poderá ou não lograr um Tri histórico que lhe escapou nos dias do Dragão. Mas o "bicampeonato" e a "dobradinha" são gestas que já não se lhe escapam. Mas que para as lograr, em último analise, foi necessário sofrer de forma desnecessária. Este Inter, melhor equipa que qualquer uma das que conquistou os quatro titulos anteriores, perdeu demasiados pontos na sua corrida pelo scudetto. Falhou muito, e em locais onde não se esperava. Viveu a primeira parte da época a pensar na Serie A e a segunda na Champions League. E isso notou-se na prova que ficava em segundo plano. No que toca ao campeonato a segunda volta foi desastrosa e abriu portas ao sonho da Roma. Que não se concretizou por muito pouco apesar do mérito de Ranieri. O técnico pegou nas AS Roma a meio da tabela e chegou ao último jogo com legitimas esperanças de sagrar-se campebo. Voltou a perder para Mourinho. Um hábito com que tem de aprender a viver, coincidências do destino.

 

No ano em que o AC Milan de Leonardo foi um projecto falhado - a todos os niveis - e que a Juventus provou que um nome não faz uma equipa (apesar do bom plantel), as equipas de poder médio revoltaram-se e deram uma volta inesperada à tabela classificativa. Em Genova a genial Sampdoria, liderada por Luigi del Neri, conquistou um histórico 4 posto que abre as portas da Champions League, graças aos méritos de Cassano, Pazzini e Palombo. Atrás surgem Palermo, um conjunto que pratica bom futebol no oasis em que se tornou o Calcio, e o Napoli, equipa sensação na primeira volta, desilusionante na hora H. Só depois chegam Genoa (sofreu demasiado sem Motta e Milito) e a europeia Fiorentina, que se concentrou tanto na Champions que se esqueceu de que a maratona é mais complicada do que um curto sprint. E assim acabou o ano o conjunto de Florença, perdido no meio da classificação com Lazio, Udinese ou o Caglari, capazes de surpreender, aqui e ali, com bom futebol. Mas também com demasiadas dúvidas.

Se Atalanta, Siena e Livorno há muito que viviam condenados, fica pelo menos a consolação de que muito do melhor futebol vivido nas tardes de domingo veio, precisamente, de duas das equipas promovidas. O Bari foi uma das melhores equipas durante a primeira volta e, apesar de ter perdido gás, revelou-se um osso duro de roer. Já o Parma pode levar para casa o consolatório prémio estético de equipa revelação. Um regresso em grande de uma equipa que disputou vários titulos durante a década de 90 e que provou, por uma vez, que é possível jogar bem e ganhar com um orçamento infimo e sem estrelas. A Europa ficou à distância de um sonho.

Sneijder, Milito, Lucio, Julio César, Maicon, Zanetti, Etoo, Pandev, Cambiasso, Motta e companhia serão os rostos do Pentacampeonato neruazurro. Um titulo que permite ao conjunto de Moratti ultrapassar o eterno rival na perseguição histórica à Vechia Signora. Um titulo que ninguém disputará de um conjunto às portas da história. Um titulo desenhado a ferro e fogo pelo polémico e invencível "Speciale". Nunca soube tão bem o sentimento de missão cumprida.



Miguel Lourenço Pereira às 14:31 | link do post | comentar

3 comentários:
De espanhol a 31 de Março de 2013 às 10:39
Italia gosta de Mourinho


De espanhol a 31 de Março de 2013 às 10:40
"Pandev nao mentiu" "Pandev no mintió" "Mourinho nao mentiu"


De espanhol a 31 de Março de 2013 às 10:41
Interisti nostalgici di Mourinho......


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Miguel Lourenço Pereira

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