Terça-feira, 18 de Maio de 2010

Uma liga emocionante que espelhou bem a nova ordem do Calcio. A Vechia Signora e o envelhecido AC Milan voltaram a desiludir enquanto que a Roma se tornou rapidamente na grande sensação com uma recuperação espantosa. Sampdoria, Palermo e Genoa deram um toque de classe à luta europeia mas no final o rei manteve-se o mesmo. Pelo quinto ano consecutivo o titulo celebrou-se de neruazzuro no Dumo de Milão.

 

 

Júlio Sérgio

(AS Roma)

 

Foi uma das mais destacadas revelações da temporada. Começou a época como o suplente de Doni, habitual titular do conjunto giallorrosso nas últimas épocas. Com a chegada de Claudio Ranieri conquistou a confiança do técnico e tornou-se elemento chave no esteio defensivo romano que arrancou para uma recuperação prodigiosa. Eficaz debaixo da baliza, confiante a sair, apesar dos seus já 31 anos não se percebe que Dunga tenha chamado o seu...suplente.

 

Maicon

(Inter)

 

Confirmou, um ano mais, porque é o melhor defesa direito do Mundo. Gigante nas transições ofensivas, onde Mourinho lhe deu um protagonismo fora do habitual, convertendo as suas diagonais em arma perfeita, o lateral brasileiro foi um dos elementos fulcrais para a conquista do titulo neruazzurro, o quinto consecutivo. Nem as pequenas lesões o fizeram baixar de nivel ao longo da época e alguns dos melhores golos do Inter tiveram o seu selo único.

 

Lucio

(Inter)

 

Rejeitado por Louis van Gaal, o veterano brasileiro encontrou em Mourinho o seu novo messias. Adaptou-se como uma luva ao estilo de jogo do sadino e tornou-se no ferrolho perfeito para o quatro mais recuado do Inter. Seguro a defender, implacável na marcação, Lúcio foi um dos reforços chave para o upgrade qualitativo do Inter face à época passada.

 

Giorgio Chiellini

(Juventus)

 

Dentro da desastrosa temporada da Juventus destaca-se a afirmação definitiva de Chiellini. O central tomou o testemunho de Cannavaro, num ano para esquecer, e assumiu-se como o capitão da defesa da Vechia Signora. Rápido, ágil e com a frieza habitual dos centrais italianos, Chiellini é já uma imensa certeza e uma das boas noticias para Marcello Lippi.

 

Javier Zanetti

(Inter)

 

Incombustível, no minimo, é o que se pode dizer do lateral argentino. Contar as exibições de gala de Zanetti pode tornar-se um exercicio bastante monótono. A conta perde-se facilmente e bem depressa. Jogando pela direita, pela esquerda ou até no meio campo, Zanetti encarna como nenhum outro jogador o espirito do Inter. Um capitão em toda a linha, fulcral no jogo defensivo, chave nas movimentações tácticas ofensivas, o braço armado do treinador no terreno de jogo.

 

Daniele De Rossi

(AS Roma)

 

Não sentiu a perda do eterno parceiro, Alberto Aquilani, e soltou-se como nunca para uma época demoniaca. Ranieri deu-lhe a batuta do meio-campo e De Rossi respondeu com uma segunda volta demoniaca onde foi um dos grandes elementos da Roma. Potente disparo de meia distância, óptimo na troca de bola, o italiano é hoje em dia um dos médios mais quotados do futebol europeu. E com todo o mérito.

 

Angelo Palombo

(Sampdoria)

 

Há vários anos que Palombo tem andado debaixo do radar de muitas equipas. Nunca ninguém se convenceu definitivamente do seu génio a articular o jogo de meio campo, até que a Sampdoria de este ano voltou a colocar aos olhos do Mundo o fulcral que pode ser Palombo. Uma época memorável do conjunto genovês que acenta mais na inteligência de jogo do médio do que propriamente nos golpes de génio de Cassano, a sua grande estrela. A presença na Champions pode ser um aliciante para que o médio saia do Luigi Ferrari.

 

Wesley Sneijder

(Inter)

 

O jogador do ano em Itália e muito possivelmente na Europa. Irónico para um atleta praticamente dispensado pelo Real Madrid, que dele disse de tudo um pouco. Sneijder chegou, viu e venceu como nunca um jogador logrou no Giuseppe Meazza. O jogo do Inter saiu da sua mente antes de tocar na sua bota. Maestro como falso pivot ofensivo, determinante nas bolas paradas e nos longos remates, para os ressaltos oportunos de Milito, o holandês foi a arma secreta de Mourinho até ao fim. E funcionou à perfeição!

 

Antonio Di Natali

(Udinese)

 

Marcar tantos golos como os que logrou o dianteiro da Udinese não é para todos. O problema é que Di Natale é já um reincidente, um avançado com faro de golo compulsivo. Não é um virtuoso, nem um killer. Herdeiro da escola de Schillachi, é o tipico avançado com que ninguém conta até que a bola já entrou. Esta época entrou mais de 25 vezes, números altos para uma prova que continua a ser pouco apta aos amantes de golos de todas as cores e feitios. Na África do Sul é um dos nomes a seguir.

 

Diego Milito

(Inter)

 

Ganhou com Etoo e Pandev a trabalhar ao seu lado. Ganhou com a ajuda indispensável de Sneijder. Ganhou com a confiança que lhe deu Mourinho. Mas a patologia de Milito com o golo é antiga e vem desde os dias da Argentina. Na época passada já o tinha demonstrado no Genoa, mas este ano foi um pouco mais longe e transformou-se no homem determinante de um Inter há muito necessitado de um goleador fiável depois dos intermitentes mandatos de Ibrahimovic, Julio Cruz, Recoba e afins.

 

Giampaolo Pazzini

(Sampdoria)

 

Com os seus golos afundou a Roma. Com os seus golos ajudou a Samp a trepar na classificação. Com os seus golos deslumbrou e confirmou todas as suspeitas que há muito se formavam a seu respeito. Pazzini foi o goleador da moda na Serie A. Superou em mediatismo os populares Borriello, Iaquinta e Gillardino e convenceu até o exigente Lippi. 20 golos em 25 jogos são números de uma eficácia à italiana. À Pazzini. 

 

José Mourinho

(Inter)

 

O técnico português voltou a dar uma licção a um futebol que aprendeu a detestá-lo desde o principio. Criticado por tudo e todos, num país determinado em seguir a Roma de Ranieri, técnico local e ainda por consagrar, Mourinho aguentou a pressão ao seu estilo. Montou uma equipa repleta de jogadores descartados por tudo e todos e fez um verdadeiro upgrade do seu Inter 2008/2009. Continua a ter problemas em relacionar-se com as equipas de formação (em dois anos apenas lançou Santon à primeira equipa), mas os seus legionários acabaram por aguentar o acosso e venceram a dura guerra.



Miguel Lourenço Pereira às 20:56 | link do post | comentar

5 comentários:
De Carlos a 20 de Maio de 2010 às 14:27
Não concordo na defesa. Júlio César, do Inter, merece ser o indiscutível melhor guarda-redes, não só da Série A como de todo o futebol mundial! A sua evolução desde que chegou ao Inter é estratosférica e o elemento mais visível da grande fornada de enormes guarda-redes brasileiros que tem aparecido agora. Há bem poucos anos esse era o principal problema brasileiro pós-Taffarel. Agora os melhores do mundo são os brasileiros.


De Carlos a 20 de Maio de 2010 às 14:29
Na defesa trocava o Chiellini (grande defesa, sem dúvida) pela grande reaparição ao mais alto nível de Walter Samuel. É o efeito Mourinho!!!


De Miguel Lourenço Pereira a 20 de Maio de 2010 às 15:56
Viva Carlos,

Para mim o Julio César é o melhor guarda-redes do futebol italiano (e um dos melhores do Mundo) mas a surpreendente época do Julio Sérgio foi uma das principais razoes para que a Roma recupera-se 20 pontos ao Inter.

Foi uma das revelaçoes do ano e é incompreensivel que esteja o Doni na selecçao. Enfim, coisas do Dunga.

Quanto ao Samuel, fez um grande ano sem duvido, um degrau por debaixo do Lucio, enquanto que o Chiellini foi dos poucos que se salvou na época da Juve. Mas era mais do que digno de entrar em qualquer top.

um abraço


De João Koolwijk a 5 de Outubro de 2010 às 18:31
E o senhor António Cassano não merece destaque? Pois, foi ele o grande responsável pelo honroso 4º lugar da Sampdoria. E também o jogador mais genial do futebol italiano só é pena o seu temperamento....


De Miguel Lourenço Pereira a 6 de Outubro de 2010 às 08:28
Um génio e figura sem dúvida, um jogador que não deixa ninguém indiferente e que, junto com Pazzini, formou uma dianteira de luxo. Mas é preciso escolher 11 e o capocanonieri, o dianteiro da época e o genial Pazzini acabaram por ser as minhas escolhas pessoais. Mas Cassano cabe em qualquer onze, basta querer.

um abraço


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Miguel Lourenço Pereira

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