Segunda-feira, 10 de Maio de 2010

Duelo até aos segundos finais entre londrinos e mancunianos num ano marcado pela definitiva queda do Liverpool e a ascensão de três equipas na máxima forma. Um ano onde a juventude ganhou o pulso à veterania dando a Fabio Capello muito por onde escolher para a sua viagem à África do Sul.

 

 

Joe Hart

(Birmingham)

 

Numa liga onde os guarda-redes continuam a deambular como fantasmas (basta ver as pobres épocas de Cech, Reina, Almunia, Gomes ou Given), encontrar um bom número 1, e inglês ainda por cima, é tarefa hérculea. Joe Hart é esse homem. Joga num clube modesto e no entanto corre o risco de ser titular no Mundial. Apresentou as suas credenciais ao longo do ano. Não foi excepcional, mas a sua concorrência também facilitou a tarefa. Tem muito potencial mas no entanto há pontos fracos que deve corrigir o mais rápido possivel para dar o salto a um grande.

 

Glen Johnsson

(Liverpool)

 

Começou e acabou a época da mesma forma, como uma verdadeira seta no lado direito do ataque do Liverpool. Fez esquecer facilmente o espanhol Arbeola voltando a demonstrar que, quando está fisicamente a 100%, é o melhor lateral direito inglês. O problema é que as lesões estiveram aí, ao longo do ano. Lesões que o afastaram de etapas chave na época e que afastaram também o "Pool" dos lugares cimeiros. Mesmo com todos os problemas, continua sem concorrência.

 

Thomas Vermaelen

(Arsenal)

 

Uma das confirmações do ano. Chegou de Amsterdam envolto em dúvidas e consagrou-se como o central do ano. Marcou vários golos, assistiu outros tantos e na sua área esteve imperial. Fez esquecer Gallas quando se lesionou, conseguiu tornar Campbell ainda mais velho aos olhos dos adeptos, e foi o baluarte da defesa de Wenger quando tudo à sua volta se desmoronava. Tem potencial para ser rapidamente um dos cinco melhores centrais do mundo.

 

Ledley King

(Tottenham)

 

Veterano, com problemas nos joelhos que não o deixam em paz. E no entanto aí está, rei de White Hart Lane. A época de King foi um mixto de dor e prazer. Várias pequenas lesões iam minando a sua posição no onze. No entanto a sua fibra e capacidade de antecipação acabaram por fazer do veterano central uma das armas chave para a histórica qualificação do Tottenham para a Champiosn League.

 

Leighton Baines

(Everton)

 

Com as lesões de Ashley Cole e os problemas extra-desportivos de Wayne Bridge abriu-se em Inglaterra um debate à volta do jogador que poderia tornar-se titular da selecção inglesa. Primeiro foi Stephen Warnock e depois Leighton Baines. Ambos poderiam ter chegado ao Onze do Ano, mas o lateral do Everton ganhou a corrida por consistência e revelação. Foi mais uma das habituais surpresas de David Moyes e funcionou. Manteve-se seguro nas acções defensivas e com o decorrer do ano foi ganhando consistências nas subidas pelo flanco esquerdo. Uma revelação. 

 

Frank Lampard

(Chelsea)

 

Mais do que nunca Lampard encarnou o espirito do Chelsea. Depois dos problemas que marcaram a época de Terry e com Drogba, Ballack, Essien, Cole, Cech, Carvalho e Anelka a viver de constantes altos e baixos, o médio centro foi o único jogador dos Blues constante ao longo de toda a temporada. Goleador como nunca na sua carreira, Lampard foi o eixo determinante no esquema de Ancelotti, recuperando o papel que este atribuía a Pirlo no AC Milan. O seu potente remate de meia distância e a frieza que o caracteriza fazem dele um jogador chave para qualquer equipa.

 

Darren Fletcher

(Manchester United)

 

No Man Utd pós-Cristiano Ronaldo o técnico Alex Ferguson teve de reorganizar o jogo da equipa. A lesão de Anderson e Hargreaves abriram as portas da titularidade a Fletcher. E o escocês não desiludiu. Sublime época de um lutador nato, que apesar de não ser um médio de recuperação por excelência, fez o trabalho sujo que se esperava de Carrick, possibilitando muitas vezes que os Red Devils actuassem com cinco jogadores ofensivos da linha de meio campo para a frente. Fulcral.

 

James Milner

(Aston Villa)

 

Aos 25 anos finalmente Milner ganha o reconhecimento que há muitos anos merece. O jovem da escola do Leeds viu todo o seu talento explodir em Villa Park numa temporada de altos e baixos e onde soube sempre manter-se ao mais alto nivel, ao contrário de Young e Agbonhalor, os seus colegas de ataque. Decisivo nos lances de bola parada, com um potente disparo, Milner encarnou a raça de O´Neill no terreno de jogo e o apuramento europeu do Aston Villa deve muito à sua forma constante.

 

Cesc Fabregas

(Arsenal)

 

A sua lesão no final da época significou o fim do sonho gunner do titulo. Se já a perda de van Persie tinha baixado o ritmo de rotações do Arsenal, ficar sem o seu capitão foi demasiado doloroso. Fabregas exibiu o seu melhor futebol ao longo de seis longos meses. Alma e coração da equipa, revelou uma insuspeita faceta goleadora, ao mesmo tempo que soltou finalmente Song e Nasri para aquilo que há muito deles se esperava. A sua saída pode significar um durissimo golpe nas aspirações dos londrinos.

 

Didier Drogba

(Chelsea)

 

Aos 32 anos continua igual a si próprio. O marfilenho voltou a exibir os seus melhores numeros e com alguns dos golos mais determinantes da temporada repetiu um sabor que só tinha provado ao lado do seu mentor, Mourinho. O tento em Anfield Road, a dois jogos do fim, define claramente o sentido de oportunismo e a raça de um dos melhores avançados da década que se tornou já, por direito próprio, parte da história centenária do Chelsea. Melhor marcador do torneio, beneficiou da máquina de fazer golos que foi o conjunto londrino e das lesões de Rooney. Mas acabou por ser, uma vez mais, intratável ao longo do ano.

 

Wayne Rooney

(Manchester United)

 

Poderia ter sido o Homem do Ano no futebol europeu. Em Março tudo o indicava. Mas veio a lesão e o afastamento da Champions. Uma lesão que o deixou atrás de Messi na corrida à Bota de Ouro e que prejudicou definitivamente o Tetracampeonato do Man Utd. Até lá Rooney tinha sido o jogador mais em forma da Europa (só Robben, Sneijder, Lloris, Messi e Cristiano Ronaldo podem dizer o mesmo) e os seus golos uma autêntica surpresa depois de quatro anos à sombra do extremo português. Solto, sem receios e no lugar certo, Rooney destacou pela frieza e sobriedade a que não nos tinha acustmado. Mesmo assim foi o jogador do ano na Premier, sem margem para dúvidas.

 

Harry Redknapp

(Tottenham Hotspurs)

 

O que logrou Redknapp esta época é absolutamente épico. Se Ferguson, Wenger e Ancelloti tinham mais do que armas para lutar pelo titulo (e apesar da vitória o italiano deixou um travo a desilusão), o veterano técnico tinha pouco em que trabalhar. E no entanto será a companhia do trio da frente na próxima edição da Champions. À frente do Liverpool de Benitez, dos milhões do Man City de Mancini e da raça e estabilidade do Aston Villa de O´Neill. Uma equipa de descartes e jovens a quem faltava dar o salto, o Tottenham de Redknapp foi uma das equipas mais atractivas da prova. Ofensiva, rápida e resistente, emulando o espirito do técnico. Depois deste sucesso será curioso ver como o conjunto londrino aguentará na próxima época a máxima exigência que se lhe espera.



Miguel Lourenço Pereira às 18:26 | link do post | comentar

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