Domingo, 9 de Maio de 2010

Louis van Gaal demorou algumas semanas em olear a sua equipa. Mas foi suficiente para criar um novo Bayern campeão. Presença indiscutivel no onze do ano de vários dos seus jogadores, incluindo o MVP do ano, o holandês Arjen Robben. Destaque igualmente para a juventude de um campeonato rejuvenescido que já recuperou muito do prestigio perdido ao largo da última década.

 

 

Rene Adler

(Bayer Leverkusen)

 

É sem dúvida o melhor guardião alemão da actualidade e será uma baixa de vulto no Mundial. Foi um dos artifices da notável primeira volta do Leverkusen, equipa campeã de Inverno, e a sua lesão acabou por contribuir para o pobre final de época do conjunto de Heynckhes, que os atirou para fora da Champions League. Jovem, tem uma imensa margem de progressão.

 

Philip Lahm

(Bayern Munchen)

 

Continua a ser um dos laterais mais desiquilibrantes do Mundo. Tanto pela esquerda, como pela direita, Lahm é um perigo constante. Rápido nas subidas, certo nas marcações defensivas, a época de Lahm foi um constante vai e vem no carroussel ofensivo montado por van Gaal. Um jogador fulcral na estratégia do campeão.

 

Peer Meertzacker

(Werder Bremen)

 

Continua a confirmar-se como um dos mais eficazes centrais alemães da actualidade e a sua mais do que provável titularidade no Mundial é um sinal de garantia para Low. Alto, rápido a sair com a bola, Meertezacker foi um dos melhores jogadores do sector defensivo da equipa de Schaff, sempre balançada para o ataque. Também por isso o seu trabalho merece um destaque especial.

 

Heiko Weesterman

(Schalke 04)

 

Na equipa certa, sem entusiasmar, de Felix Magath, não é dificil perceber a importância que tem o sector defensivo. Weesterman foi o eixo fulcral da defesa do Schalke 04, a única equipa que aguentou o pulso do Bayern Munchen na corrida pelo título até aos momentos finais. A derrota em Bremen pode ter custado um título que seria histórico, mas Weesterman lembrar-se-á sempre desta época pelos melhores motivos.

 

Jerome Boateng

(Hamburg SV)

 

Provavelmente uma das mais sonantes revelações do ano nas ligas europeias. O jovem Boateng (junto com o igualmente imberbe Agogo) foi um verdadeiro click revolucionário na defesa do Hamburg SV. O técnico Bruno Labbadia confiou no jovem e Boateng não desiludiu, garantindo que grande parte do futuro da defesa da Mannschaft passa pelos seus pés. Apesar do descalabro final da época do clube do norte, Boateng foi uma das figuras da Bundesliga por direito próprio.

 

Mezut Ozil

(Werder Bremen)

 

Continua a ser o pensador por excelência do futebol germânico. Passou o ano da revelação e chegou a maturidade. Sem Diego ao lado, Ozil foi ele mesmo. Solto, rápido a pensar, decisivo em vários jogos. Pegou na equipa do Werder Bremen quando mais era necessário e foi escalando postos na tabela classificativa até chegar à luta pela Champions League. Um exercicio de maturidade espantoso num médio tão jovem.

 

Thomas Muller

(Bayern Munchen)

 

A revelação da época. O novo "bombardeiro" tem pouco a ver com o outro Muller que encandilou Munique, mas a rapidez e destreza do jovem Thomas tem de ser levada muito a sério. Irrompeu do nada no onze de van Gaal e nunca mais deixou de ser opção. Como falso ponta-de-lança ou até mesmo com médio mais avançado, Muller ganha no duelo fisico e táctico a jogadores com muito mais experiência. Um autêntico quebra-cabeças daquele que é o mais claro sucessor de Michael Ballack.

 

Marko Marin

(Werder Bremen)

 

No jovem Bremen todas as atenções estão voltadas para Mezut Ozil. Mas o génio de Marko Marin não deve ser ignorado. O rápido extremo é um relâmpago pelo lado esquerdo, uma flecha pelo lado direito, e uma autêntica caçadeira diante do golo. Foi um dos elos fulcrais na época do clube do norte, suprindo muitas vezes as noites desinspiradas do duo ofensivo Almeida-Pizarro.

 

Arjen Robben

(Bayern Munchen)

 

Não é que tenha sido o melhor jogador de toda a Bundesliga. É que Arjen Robben foi, este ano, provavelmente o melhor jogador de todas as ligas europeias. Uma época assombrosa, como só nos recordamos do seu primeiro ano em Stanford Bridge. O holandês encontrou no seu técnico compatriota uma alma gémea. Colocado no lado direito, para explorar o seu espantoso remate de meia distância, Robben dizimou todas as defesas da Alemanha e relegou para um segundo plano a estrela da companhia, o francês Ribery. Uma temporada a todos os titulos notável, onde as lesões apareceram pouco e a magia foi uma verdadeira constante.

 

Edin Dzeko

(Wolfsburg)

 

Com o seu parceiro de ataque, Grafite, num ano não, o bósnio Dzeko confirmou todas as boas sensações dadas na época passada e conquistou o seu primeiro prémio de melhor marcador da Bundesliga, com 22 golos. Uma época de altos e baixos, tal como a época do próprio Wolfsburg, que acaba o ano fora da Europa, mas que não deixaram margens para dúvidas sobre a eficácia goleadora de um dos nomes mais cobiçados do mercado europeu.

 

Stefan Kiesling

(Bayer Leverkusen)

 

Por um mero golo o titulo de melhor marcador teria sido justamente entregue a Kiesling. O jovem dianteiro que finalmente ultrapassou os criticos que dele diziam não ser avançado para a poderosa Mannschaftt. De grande promessa alemã, durante alguns anos na penumbra da fome de golos, Kiesling finalmente deu o salto para o estatuto de killer de plenos direitos. Um dos rostos mais alegres do Bayer Leverkusen, foi um dos avançados mais em forma das ligas europeias ao longo de toda a época.

 

Louis van Gaal

(Bayern Munchen)

 

Uma opção inevitável de um homem que revolucionou o estilo de jogo do eterno calculista Bayern Munchen. Demorou a van Gaal tomar as medidas para formar um onze à sua imagem e semelhança. Foi preciso limpar o balneário, recuperar jogadores esquecidos e lançar vários desconhecidos. Mas encontrou a fórmula. E a partir daí montou um onze alegre, ofensivo e tremendamente eficaz. Foi uma das equipas mais em forma da Europa e mereceu chegar a Madrid. E reconquistar a competição que é cada vez mais "sua" também!



Miguel Lourenço Pereira às 21:19 | link do post | comentar

2 comentários:
De Pedro a 10 de Maio de 2010 às 02:07
Miguel,

Claramente os melhores deste ano.

Assim, de relance, só para equilibrar o meio-campo, em termos mais defensivos, podia também ser premiada a actuação de um médio mais recuado. Olhando para equipas mais pequenas:

Khedira, que vai à selecção , fez um campeonato razoável, mostrando muita regularidade, principalmente na segunda volta, quando o Stuttgart conseguiu fazer uma belíssima campanha de recuperação. No entanto é um jogador "cinzento".

Na defesa:

Subotic, comandante da defesa a 4 do Dortmund, foi responsável directo no fantástico 5º lugar obtido.

Kroos como extremo esquerdo do Bayer e Kuranyi como artilheiro do Schalke também tiveram bons desempenhos.

Abraço

Pedro


De Miguel Lourenço Pereira a 10 de Maio de 2010 às 08:36
Pedro,

Esta Bundesliga foi de máxima voltagem e manter um 11 é sempre complicado. Cheguei a ter, tanto Subotic como Kuranyi, no top. Acabaram por cair face aos golos de Dzeko e à regularidade de Westermenn.

Poderia ter colocado também o imenso van Bommell, mas tanto Muller como Ozil merecem um destaque especial num campeonato que se rejuvenesce a olhos vistos e que dá a ideia de uma geraçao que poderá dominar o futebol europeu nos proximos 10 anos, seguindo a estela dos titulos juvenis da Mannschaft.

um abraço


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