Quarta-feira, 19 de Maio de 2010

Fazer um top 11 na Ligue 1 é matéria quase impossível. Significa deixar de fora Diarra, Plasil e Chamkah do Bordeaux. Abdicar do jogo de Cris, Cissokho, Pjanic ou Lisandro Lopez do Lyon. Esquecer-se de encontrar lugar a qualquer jogador do surpreendente Monteplier. Ter de deixar de fora o jogo vertical de Ben Arfa. O trabalho incansável de Pedretti e Hazard. Ou de qualquer jogador de AS Monaco ou Rennes. E que Vahirua ou Niculae, rivais de Lucho entre os reis das assistências fiquem de fora, como os goleadores Nene ou Jelen. Mas é inevitável. As escolhas são sempre dificeis. Às vezes quase impossíveis.

 

 

 Hugo Lloris

(Olympique Lyon)

 

Actualmente é o melhor guarda-redes da Europa. Um nível altissimo exibido durante todo o ano nas distintas provas por onde navegou o Lyon. Na Ligue 1 não foi tão espectacular como na Champions League mas, mesmo assim, exibiu números escandalosos. Um guarda-redes com um potencial impressionante que muito dificilmente ficará em Lyon na próxima época. Um número 1 em toda a linha. 

 

Sebastin Corchia

(Le Mans)

 

Foi uma das maiores revelações da temporada. O jovem lateral direito começou a época com Paulo Duarte como técnico e o português não hesitou em entregar-lhe a titularidade. Foi uma aposta certeira. Apesar da péssima classificação do conjunto do noroeste francês, a verdade é que as exibições de Corchia foram de elite. Uma resposta constante para quem dizia que não aguentaria a exigência da elite. Para o ano dificilmente estará de vermelho e amarelo ao peito.

 

Mikel Ciani

(Girondins Bordeaux)

 

É o patrão da defesa do Bordeaux. Uma época desastrosa do campeão que até ao Natal deu todas as sensações de revalidar o trofeu e que acabou por lutar pelo último posto de acesso à Europe League. No entanto, Ciani, no meio desta turbulência, foi uma torre de tranquilidade. Exibições seguras acompanhadas, muitas vezes, de oportunos golos nas redes contrárias, definiram o nivel altissimo de um dos jogadores mais cobiçados do onze gascão.

 

Adem Coulibaly

(Auxerre)

 

É um dos rostos da serenidade do Auxerre. A equipa surpresa do ano manteve-se durante largos meses na parte alta da tabela classificativa, sem alaridos. Subitamente, da noite para o dia, começaram a trepar posições e acabaram por disputar taco a taco o título com o Olympique Marseille. No final Coulibaly foi um dos grandes responsáveis da fiabilidade defensivas do conjunto do massiço central, uma equipa a que um dia Eric Cantona caracterizou como "digna da mentalidade da Premier League".

 

Benoit Tremoulinas

(Girondins Bordeaux)

 

Há muito tempo que França não dispunha de uma colheita tão boa no lado esquerdo da defesa. Para lá dos consagrados Evra e Abidal estão Cissokho e, sobretudo, Tremoulinas. O jovem lateral do Bordeaux é uma seta espetada no lado esquerdo, defendendo e atacando com destreza. Rápido, hábil nos cruzamentos, seguro a defender, o lateral foi um dos achados do final da época passada em França e este ano confirmou todas as expectativas criadas. Um dos jogadores do ano.

 

Yohan Cabaye

(Lille)

 

É o pulmão do conjunto do norte, o cérebro da equipa do Lille. E um dos mentores de mais uma época extraordinária. A sua associação com Eden Hazard, um prodigio belga, levou o clube de Lille de metade da tabela à luta pela Champions League. Perito em assistências, autor de golos decisivos, o trabalho de Cabaye foi ao longo do ano excepcional. Tem futuro para figurar em qualquer onze de elite na Europa. 

 

Benoyt Cheyrou

(Olympique Marseille)

 

É o capitão e espirito vivo deste Marseille recém-sagrado campeão. Depois de vários anos onde se duvidou da sua eficácia, Cheryou assinou uma época brilhante. Ao lado de Valbuena e Lucho montou um triangulo no meio-campo letal que ajudou o clube de Deschamps a recuperar de um inicio de prova titubeanta. Já foi uma grande promessa, nos dias do Sochaux, e agora é mais do que uma consagrada certeza. Merecia entrar nas considerações de Domenech. 

 

Lucho Gonzalez

(Olympique Marseille)

 

Foi o jogador do ano nesta edição da Ligue 1, talvez só ofuscado pelo génio de Lloris.

O argentino chegou a Marselha debaixo de grande expectação e cumpriu com juros tudo o que se esperava dele. El Comandante pautou o futebol fluido do Marselha da mesma forma que o seu técnico fazia a principios dos anos 90. Trouxe calma e espirito competitivo a uma equipa amaldiçoada na hora H. Foi um dos reis das assistências da prova, marcou golos de classe e tornou-se no lider natural dos marselheses. Depois de reinar na Invicta, agora Lucho Gonzalez é o senhor da Cote D´Azur.

 

Yohan Gourcouff

(Girondins Bordeaux)

 

Comparado com a época passada, Gourcouff tem de estar desiludido.

O genial médio centro francês foi o espelho da temporada do Bordeaux. Começou o ano em alta-voltagem, ajudou a levar a equipa às costas durante a primeira volta e brilhou na Champions League. Com Fevereiro começaram os tropeções da equipa, a baixa de forma e a posterior eliminação na prova rainha europeia. Gourcouff não conseguiu incutir o espirito de lider como na época transacta, mas mesmo assim mostrou detalhes só ao alcance dos eleitos. Talvez Hazard pudesse ocupar o seu lugar, mas ainda não há um jogador em França do mesmo nível que o pequeno Yohan.

 

Kevin Gameiro

(FC Lorient)

 

É a prova viva de que Portugal é um país que vive a dormir. Filho de emigrantes portugueses, poderia ter sido chamado várias vezes por Portugal nas selecções jovens, para colmatar o vazio de pontas-de-lança no nosso futebol. Mas poucos sabem ainda quem é, aquele que sucede a Gignac como o rei dos goleadores da Ligue 1. Gameiro ajudou o Lorient a uma das suas melhores épocas de sempre. Os seus golos, de todas as formas e feitios, mostram que estamos diante de um avançado com instinto. E no entanto, apesar da sede de golo, não deixa de ser um jogador de equipa. Resta saber se sofrerá a maldição dos goleadores, da qual o anterior detentor do troféu é só mais um exemplo recente.

 

Mammadou Niang

(Olympique Marseille)

 

Foi o homem golo do Marseille, um elemento fulcral na corrida ao titulo do clube de Deschamps. Demorou a encarrilhar  uma série demolidora de golos a marcar, mas quando começou a trepar na classificação dos goleadores da prova também o clube foi subindo até chegar ao primeiro posto. Uma época de sonho para o jovem senegalês que se torna, naturalmente, num dos avançados mais cobiçados do mercado europeu. Não tem o mesmo esforço fisico que Lisandro Lopez, por exemplo. Mas sabe ser tremendamente eficaz.

 

Jean Fernandez

(Auxerre)

 

Poderia ser Deschamps, ou até mesmo Rudy Garcia. Mas o treinador do ano foi mesmo Jean Fernandez.

O antigo internacional sub-21 francês logrou emular a figura mitica de Guy Roux, o técnico que esteve 48 anos no banco do Abbé-Deschamps. Sucedeu ao polémico Santini e sobreviveu às criticas. Pegou numa equipa que vive apenas da sua escola de formação e moldou um colectivo competitivo. Passou largos meses a lutar pelos postos europeus e terminou o ano a sonhar com o titulo da Ligue 1. Acaba por ter de se contentar com o terceiro posto, que será sempre insuficiente tendo em linha de conta de que as armas com que batalhou foram sempre inferiores a todos os restantes clubes da primeira parte da tabela da prova. Mérito absoluto de Fernandez. 



Miguel Lourenço Pereira às 20:12 | link do post | comentar

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